Psycho

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Psycho
Psico (PT)
Psicose (BR)
Pôster de divulgação
 Estados Unidos
1960 • pb • 109 min 
Direção Alfred Hitchcock
Produção Alfred Hitchcock
Roteiro Joseph Stefano
Elenco Anthony Perkins
Janet Leigh
Vera Miles
John Gavin
Martin Balsam
Gênero suspense
horror
Idioma inglês
Música Bernard Herrmann
Cinematografia John L. Russell
Edição George Tomasini
Estúdio Shamley Productions
Distribuição Paramount Pictures (Original)
Universal Pictures (Seguintes sequências)
Lançamento Estados Unidos 16 de junho, 1960
Orçamento US$ 800 mil
Receita US$ 60,000,000
Página no IMDb (em inglês)

Psycho (Psicose (título no Brasil) ou Psico (título em Portugal)) é um filme norte-americano de suspense/horror de 1960, dirigido por Alfred Hitchcock e estrelado por Anthony Perkins, Vera Miles, John Gavin e Janet Leigh. Foi escrito por Joseph Stefano, baseado no romance de mesmo nome de Robert Bloch, vagamente inspirados nos crimes do assassino de Wisconsin, Ed Gein. Hitchcock comprou anonimamente os direitos do livro de Robert Bloch, que deu origem ao roteiro do filme; ele pagou onze mil dólares e depois comprou todas as cópias disponíveis no mercado para que ninguém o lesse e, consequentemente, seu final não fosse revelado. Psicose custou 800 mil dólares e faturou 60 milhões de dólares nas bilheterias do mundo inteiro.

O enredo gira em torno do encontro entre a secretária, Marion Crane (Leigh), que após dar um desfalque em seu empregador, vai parar num decadente motel, dirigido por um perturbado rapaz, Norman Bates (Perkins), e suas conseqüências a partir do encontro.[1] Quando feito originalmente, o filme foi visto como um afastamento da produção anterior de Hitchcock , depois de ter sido filmado com um orçamento baixo, com uma equipe de televisão e em preto e branco. Psicose recebeu inicialmente críticas mistas, mas em razão da excelente bilheteria, o filme obteve uma reconsideração que levou a aclamação da crítica e quatro nomeações ao Óscar, incluindo Melhor Atriz Coadjuvante para Leigh e Melhor Diretor para Hitchcock.

Hoje é considerado um dos melhores filmes de Hitchcock[2] e elogiado como uma obra de arte cinematográfica por críticos internacionais de cinema e estudiosos da área. Classificado entre os melhores filmes de todos os tempos, ele estabeleceu um novo nível de aceitabilidade para a violência, comportamento desviante e sexualidade nos filmes americanos.[3] Após a morte de Hitchcock em 1980, a Universal Studios distribuiu três sequências, um telefilme, um remake e uma série de TV.

Em 1992, a Biblioteca do Congresso, considerou o filme "culturalmente, historicamente, ou esteticamente significante" e selecionou-o para preservação no National Film Registry.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Imagem do Bates Motel.
O Motel Bates

Psicose começa com a secretária, Mary Crane (Janet Leigh) dando um desfalque de 40 mil dólares na imobiliária onde trabalha. É uma tarde quente de sexta-feira e ela pede licença ao patrão para sair mais cedo, e leva consigo o pacote contendo o dinheiro, certa de que seu crime somente seria percebido após o final de semana. Com pouco mais de dois dias para fugir, Mary sai dirigindo sem destino pelas estradas. Cansada, vai parar no Motel Bates, um lugar decadente, que quase fechou suas portas após o desvio da autoestrada.

Lá, é recepcionada por um simpático mas estranho e tímido rapaz, Norman Bates (Anthony Perkins), totalmente dominado pela mãe. Norman convida Mary para comerem um sanduíche com leite em sua casa, mas a mãe de Norman briga com ele, e eles comem em uma saleta. Depois disso, Mary decide tomar um banho, mas é brutalmente esfaqueada pela mãe de Norman, no chuveiro. Preocupada, a irmã de Marion, Lila Crane (Vera Miles), faz de tudo para tentar encontrar a então desaparecida Mary, junto com o namorado da mesma, Sam Loomis (John Gavin) e o detetive Arbogast (Martin Balsam). Mas, quando este tenta falar com a mãe de Norman, a própria o assassina com facadas.

Depois, Lila e Sam vão até o xerife da região, Al Chambers (John McIntire), e ficam sabendo que a mãe de Norman estava morta há mais de dez anos. Então, se a mãe de Norman Bates está morta, surge a dúvida sobre quem teria matado Marion. Lila e Sam vão até o motel, e descobrem algo impressionante: Norman Bates se passa por sua mãe, pois nele ela ainda continua viva em sua mente, sendo que quem comete todos os assassinatos é Norman Bates que se veste como sua mãe para cometer os crimes.

Lembrando que Norman guarda o corpo de sua mãe dentro do quarto da mesma.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Anthony Perkins Norman Bates
Janet Leigh Marion Crane
Vera Miles Lila Crane
John Gavin Sam Loomis
Martin Balsam Detective Milton Arbogast
John McIntire Xerife Al Chambers
Simon Oakland Dr. Fred Richmond
Vaughn Taylor George Lowery
Frank Albertson Tom Cassidy
Lurene Tuttle Eliza Chambers

Obs: Virginia Gregg , Paul Jasmin, e Jeanette Nolan na voz de Norma Bates.

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

Psycho tem ampla aclamação por parte da crítica especializada. Com tomatometer de 96% em base de 82 críticas, o Rotten Tomatoes publicou um consenso: “Infame por sua cena do chuveiro, mas imortal por sua contribuição para o gênero horror. Porque Psicose foi filmado com tato, graça e arte, Hitchcock não apenas criou horror moderno, ele o validou”. Tem 94% de aprovação por parte da audiência, usada para calcular a recepção do público a partir de votos dos usuários do site.[3]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Possíveis escalações

  • Várias atrizes estiveram cotadas para o papel de Marion Crane: Eva Marie Saint, Piper Laurie, Martha Hyer, Hope Lange e Lana Turner.

Como veio ao mundo

  • Uma modelo nua foi utilizada por Hitchcock em algumas das cenas do chuveiro, na intenção de criar realismo.

Jogo de contrastes em P&B

  • Psicose foi filmado em preto e branco por opção do próprio Alfred Hitchcock, que considerava que a cores o filme ficaria "ensanguentado" demais.

Baseado no livro

  • Alfred Hitchcock comprou anonimamente os direitos do livro de Robert Bloch, por apenas US$ 9 mil. Logo após distribuiu várias cópias do livro, mantendo sempre segredo sobre o final da história.

Reaproveitando atores

  • Para economizar nos custos de produção, Hitchcock resolveu por utilizar em Psicose boa parte do elenco de sua série exibida na TV americana.

Sucesso comercial

  • Psicose custou apenas US$ 800 mil e faturou mais de US$ 40 milhões nas bilheterias.

Sangue doce

  • Para criar o sangue na cena do chuveiro foi utilizada calda de chocolate.

Efeito de sonoplastia

  • O som ouvido do facão sendo fincado no corpo de Marion é, na verdade, o som de um facão encravando em um melão.

Sequências:

Remake polêmico:

  • Foi refilmado em 1998 por Gus Van Sant, tendo também recebido o nome Psicose.
  • Foi lançada a série Bates Motel, baseada na vida do personagem.

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Janet Leigh, interpreta Marion Crane.

Oscar 1961 (EUA)

Globo de Ouro 1961 (EUA)

  • Venceu na categoria de melhor atriz coadjuvante (Janet Leigh).

Prêmio Edgar 1961 (Edgar Allan Poe Awards, EUA)

  • Venceu na categoria de melhor filme.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Moore, Debi (2010-01-14). Motion Picture Purgatory: Psycho. Dreadcentral.com. Página visitada em 2014-01-26.
  2. Psycho is the top listed Hitchcock film in The 100 Greatest Movies of All Time by Entertainment Weekly, and the highest Hitchcock film on AFI's 100 Years...100 Movies.
  3. a b Psycho (em inglês). Rotten Tomatoes. Página visitada em 5 de abril de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]