Puma GTB

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Puma GTB
Visão Geral
Nomes
alternativos
GTB
Produção 19741987
Fabricante Puma Veículos e Motores Ltda
Modelo
Classe Desportivo
Carroceria Fibra de vidro, Coupé
Ficha técnica
Motor Chevrolet 250S 4.1L, 6 cilindros
Transmissão 4 marchas
Layout 4 lugares, motor dianteiro, tração traseira
Modelos relacionados Chevrolet Opala •
Santa Matilde  • Chevy Vega
Dimensões
Comprimento 4300mm
Entre-eixos 2380mm
Largura 1740mm
Altura 1260mm
Peso 1215 kg
Cronologia
Último
Último
Puma GTO
Puma AMV 4.1
Próximo
Próximo

Puma GTB é um automóvel desportivo fabricado pela Puma e apresentado no Salão do Automóvel em 1973 com o nome de Puma GTO. comercialização oficial é a partir de 1974, como Puma GTB (sigla para Gran Turismo Brasil).

História[editar | editar código-fonte]

No final de 1971 a ""Pequena Atrevida"" como era conhecida a PUMA Veículos e Motores, balançou novamente o mercado Brasileiro de Automóveis, começou a testar um novo protótipo desenhado por Rino Malzoni ele foi batizado inicialmente de P8, este "novo" protótipo era conhecido na época como PUMA GTO ou PUMA Opala, na fase de testes o novo carro rodou mais de 50.000 Km e com um motor CHEVROLET 6 cilindros em linha de 3.800ccT3, estava sendo aguardado pelos amantes da velocidade, não se tem notícias deste primero protótipo que provavelmente foi totalmente refeito, com o mesmo motor Chevrolet, porém com 4.100 cc, e foi apresentado no Salão do Automóvel de 1972 ainda com o nome de PUMA GTO (GTO: Gran Turismo Omologato - Sigla muito utilizada pela Pontiac e Ferrari), o novo modelo chamou muito a atenção do público que aprovou as linhas do novo esportivo tipicamente inspiradas nos esportivos americanos. neste Salão do Automóvel a PUMA Veículos e Motores recebeu cerca de 300 encomendas para o novo modelo que só entrou em fabricação regular apenas em 1974 já batizado de PUMA GTB (Gran Turismo Brasil), a sua produção inicial foi de 10 unidades por mês.

Curiosamente, em maio de 1974, já estava ponto um protótipo da pick-up GTB, que no entanto, nunca foi construída em série e não se sabe também do paradeiro deste protótipo.

O PUMA GTB era um carro esporte bonito e imponente, que tinha fila de espera para compra, pois o governo militar estrangulava cada vez mais a entrada de esportivos importados um número ainda maior de pedidos foi feito e deste modo , ocorreu um fenômeno interessante : Os PUMAS GTB's já produzidos eram comercializados , no mercado de de carros usados, a preços bem maiores que os praticados pela fábrica , pois estas unidades não tinham lista de espera de mais de 1 ano, isso prova que o problema da PUMA Veículos e Motores não era de vender os seus carros mas sim produzí-los.

A carroceria do PUMA GTB também era de plástico e fibra-de-vidro, com a frente bem longa e a traseira curta, cores metálicas, como prateado e dourado, eram as preferidas.Vidros verdes, bancos e volante esportivos faziam parte dos itens de série.

Como o irmão menor, o PUMA GTB era ideal para duas pessoas -- o espaço do banco trazeiro podia ser utilizado apenas para pequenos percursos. O painel de instrumentos era bem completo e incluía conta-giros, voltímetro e termômetro do óleo. Vinha equipado com rodas exclusivas da PUMA e os pneus inéditos no mercado nacional, os Pirelli E70.

O desempenho do PUMA GTB não era muito superior aos do Opala, Dodge Dart e Charger da época. e estes eram mais baratos que ele. Aliás, o PUMA GTB só custava menos que o Ford Landau, carro nacional mais caro e luxuoso da época. Um ano depois de seu lançamento chegaria um sério concorrente para o PUMA GTB era o Maverick GT. A velocidade máxima do PUMA GTB era de 170 km/h e fazia de 0 a 100 km/h em 12,5 segundos. As únicas mudanças sofridas até 1978 seriam na grade, conjunto ótico trazeiro, a localização da placa trazeira, emblemas e no motor, que passaria ao 250-S, com tuchos mecânicos em vez de hidráulicos e potência de 171 cv suficientes para 190 km/h.

GTB Série 2[editar | editar código-fonte]

No salão do automóvel de 1978 foi apresentado o novo modelo do PUMA GTB, agora denominado GTB/S2 (Série Dois), um carro que apresentava linhas mais limpas com frente mais baixa, utilizando o mesmo e motor Chevrolet 6 Cilindros em linha de 4.100cc o consagrado 250-S apresentava também na questão de segurança os inéditos cintos auto-enroláveis (retráteis ), bancos de couro, ar-condicionado e vidros elétricos e com um maior espaço interno para seus ocupantes, porém o banco trazeiro continuava o mesmo, pequeno sendo apenas utilizado para pequenos percursos. O GTB/S2 foi uma das sensações daquele Salão do Automóvel. o novo PUMA GTB/S2 utlizava rodas de liga-leve produzidas em liga de antálio, de 7 polegadas utilizando Pneus BF-Goodrich Radial T/A 225/60R14 fabricados no Brasil. Em alguns catálogos chegaram a ser cogitados outros modelos da linha GTB/S2 entre eles era o GTB/S3 que utilizaria o motor Chevrolet de 4 Cilindros de 2.500cc utilizando como combustível Álcool e também o GTB/S4 utilizando o motor Chevrolet de 6 Cilindros de 4.100cc 250-S turbinado, mas não se tem notícias se os dois modelos chegaram a ser realmente produzidos, porem já flagramos os dois modelos GTB/S3 e o GTB/S4. 

O PUMA GTB/S2 Teve sua produção paralisada em fins de 1984, ano em que foram produzidos 56 Pumas GTB/S2, no total estimasse que foram 888 PUMA GTB/S2 em cinco anos de fabricação.

Em Março de 1986 a PUMA Veículos e Motores mudou-se para Curitiba no Paraná, nas mãos do empresário Rubens Dabul Maluf , fundou a Araucária S/A que voltou a produzir aos GTB/S2 sob licença da PUMA Veículos e Motores, pagando 0,5% de royalties sobre cada carro produzido, na primeira fornada dos PUMA GTB/S2 Paranaenses, foram produzidos 22 carros a previsão era de 68 carros até o final de 1986 este "novo" GTB/S2 foi lançado com o nome ASA, com o mesmo estilo consagrado, porém com algumas alterações estéticas como a utilização das maçanetas da ALFA ROMEO 2300 espelhos do Ford DEL REY, porém seu desempenho não era superior ao dos esportivos da época o VW GOL GT 1.8 e GM Monza S/R, tanto na Aceleração quanto na velocidade máxima, por este motivo o dono de um GTB tinha que engolir um dos citados esportivos pedindo passagem nas estradas, e o GTB com o seu poderoso 6 Cilindros não poderia responder a altura, por dentro o "novo" GTB tinha poucas diferenças quando comparado ao modelo de 1984, revelava uma certa desatualização. A novidade era a relação de diferencial distinta da utilizada pelo PUMA no passado, ela foi alongada de 3,07:1 para 2,73:1 como nos OPALA da época, As suspensões se mantiveram as mesmas somente mudando a calibragem das Molas e dos amortecedores pressurizados

Não se tem idéia de quantos modelos foram fabricados entre 1986 e 1987, e nem do carro que apareceu na reportágem da revista Quatro Rodas de 1986 como uma tentativa de reelançamento do modelo, mas não passou de uma tentativa no ano seguinte a fábrica da Araucária fora novamente vendida para outro empresário de Curitiba.

As séries Daytona[editar | editar código-fonte]

Ainda em meados dos anos 80 a Customização e personalização dos modelos era muito comum, com isso uma das Oficinas Autorizadas PUMA, denominada Fibrão, criou um Kit de personalização, para o PUMA GTB/S2, denominado Daytona. Este Kit era composto por Para-choques maiores, mais largos, Saia Dianteira, Alguns proprietários optavam por manter a grade, e os faróis redondos, mas o kit era composto também pela modificações das lanternas dianteiras sendo colocados os faróis da linha Gol e os Piscas, Saia lateral, Aerofolio, Maçanetas redondas do PUMA P-018, Na traseira a Placa foi deslocada para entre as lanternas, Lanternas do VW Santana.  Um dos mais Famosos PUMA GTB/S2 com Kit Daytona foi de propriedade do Sr. Dimas Melo Pimenta, com ele o PUMA GTB/S2 se tornou um dos primeiros Funny Cars montados no Brasil, utilizando o motor Ford 302-V8 + Blower no seu Daytona a dianteira utilizava uma grade exclusiva e faróis e lanternas da linha Opala, Sendo assim o Kit Daytona não era Opcional e nem Item de Série disponibilizado pela Fábrica PUMA.

Puma AMV 4.1[editar | editar código-fonte]

A Terceira e última geração do PUMA GTB foi marcada pela paixão pela marca, o empresário Nívio de Lima que trabalhava nas férias paulistanas no auge da marca, realizou o sonho que na sua juventude era Distante. Acabou depois de anos após se consolidar como empresário do setor de autopeças realizou seu sonho radicalmente comprou a PUMA por um Milhão de Dólares, recomeçou a produção e destinou o primeiro carro para ele mesmo. A Marca que estava desativada desde 1986 após a última tentativa de tentar reerguê-la feita pela Araucária S/A de Curitiba, esta não deu certo pois a empresa esbarrou numa dívida da PUMA Indústria de Veículos com a Volkswagen do Brasil. Mas Nívio assumiu o seu sonho com os pés no chão, trabalhou oito meses em silêncio investindo outro milhão de Dólares numa montadora na Cidade Industrial de Curitiba e em modificações estéticas e melhorias mecânicas na versão mais potente o GTB, para se garantir Nívio negociou com uma revendedora dos EUA o Fornecimento de 318 PUMA AMV 4.1 em um ano, porém não se sabe se realmente estes AMV foram exportados. O PUMA AMV era na realidade uma reestilização do PUMA GTB/S2, tendo apenas a dianteira e traseira modificadas com relação ao modelo anterior, já no interior as principais melhorias foram os "novos" Bancos RECARO com revestimento em couro o novo desenho do painel de instrumentos semi-envolvente, Ar-condicionado ( Quente-Frio ) embutido no Painel de instrumentos, barra estabilizadora Panhardt, os freios ficaram mais seguros com a adoção de uma válvula equalizadora ,as rodas de liga leve eram as mesas utilizadas nos ítimos anos do GTB/S2, utilizando pneus 205/60, direção hidráulica, comando elétrico dos vidros, rádio toca-fitas digital com antena elétrica, o desempenho do PUMA AMV, era 0 a 100km/h 11,8s chegou a 183,98 Km/h contra 171,4 Km/h do último PUMA GTB/S2 produzido pela Araucária S/A, manteve a mesma aceleração de 0-100 Km/h na marca de 10,84 segundos , demorou menos nas retomadas de velocidade 18,03 segundos para ir de 40 Km/h a 120 Km/h por exemplo contra 22,19 do GTB/S2 da Araucária S/A.

Em 1990/1991 o PUMA AMV 4.1 sofreu algumas modificações estéticas. A dianteira passou a ser pintada na cor do carro e os para-choques. O Spolier dianteiro foi modificado adotando faróis de milha da linha gol e novas rodas com calotas escondendo os parafusos. O tradicional volante estilo moto-lita também foi substituído por um de 4 Raios mais moderno. Porém o destino da terceira geração estava traçado. Com o falecimento de Nívio de Lima em um acidente de carro e a abertura das importações pelo governo Collor de Mello, estimulou a entrada de esportivos importados mais bem planejados e com performance mais apurada, este fato selou o destino da divisão de esportivos da Alfa Metais, que continuou produzindo caminhões Leves até aproximadamente 1.998 na cidade Industrial de Curitiba deixando vários fãs da marca órfãos novamente sem dados oficiais de quantos AMV 4.1 Foram produzidos. [1]

Ficha Técnica – GTB 250-S[editar | editar código-fonte]

-asDesempenho[editar | editar código-fonte]

  • Velocidade máxima 190 km/h.

Motor (S1 e S2)[editar | editar código-fonte]

  • Motor de combustão interna, 4 tempos, longitudinal;
  • 6 cilindros em linha; comando no bloco, 2 válvulas por cilindro.
  • Cilindrada: 4.093 cm3.
  • Potência máxima (bruta): 171 cv a 4.800 rpm.
  • Torque máximo (bruto): 32,5 m.kgf a 2.600 rpm
  • Taxa de compressão: 7,8:1. Carburador de corpo duplo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências