Punk rock brasileiro

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O punk rock brasileiro surgiu como crítica à censura e à repressão do regime militar, no final da década de 1970.

História[editar | editar código-fonte]

O punk rock brasileiro nasceu como uma crítica ao regime militar brasileiro, implantado pelo golpe de 64, devido, principalmente à censura e à violenta repressão aplicadas pelo governo. Muitas canções da primeira geração do punk rock brasileiro são considerados, até atualmente, hinos de crítica ao governo.

As origens do punk no Brasil surgiram das idéias de muitos jovens que viviam no final da década de 1970, o precursor foi o guitarrista Douglas Viscaino que teve as idéias pioneiras e junto com Clemente Tadeu construíram uma banda inspirada em bandas como MC5, The Stooges e Sex Pistols: A Restos de Nada. Assim, a banda surgida em meados de 1978 foi adquirindo sua forma punk. A partir daí, muitos outros grupos foram se formando, criando bandas no mesmo modelo e então formaram o movimento punk. As bandas faziam músicas em formato de discurso, que faziam críticas ao governo e a sociedade. Apesar da Restos de Nada ter sido a precursora do punk brasileiro, só foi gravar seu primeiro álbum em 1987.

O primeiro álbum de punk rock brasileiro foi o Grito Suburbano, compilação DIY com Inocentes, Olho Seco e Cólera. Em 1982 o primeiro grande evento, O Começo do Fim do Mundo, surgiu como o marco inicial do punk rock brasileiro, com 20 bandas da cidade de São Paulo e do ABC paulista. A apresentação terminou em um confronto com a polícia.

Houve também o surgimento de importantes bandas de punk rock em Brasília, como Detrito Federal e Aborto Elétrico, em São Paulo, como o Ultraje a Rigor e Excomungados e no Rio Grande do Sul, como Os Replicantes.

No final da década de 1980 e início da década de 1990, o punk rock brasileiro teve algumas baixas com bandas se separando, mudando de estilo, casas de shows sendo fechadas e estagnação criativa.

Nos anos 90 o punk rock voltou com tudo a cena no Brasil, muito graças à divulgação do estilo pela internet e pelo então interesse de algumas gravadoras e da mídia por novas bandas de rock.

Começaria então a era do hardcore melódico no Brasil, com nomes como Dead Fish e Garage Fuzz encabeçando a lista das dezenas de bandas que apareceram deste estilo que sugiram nos anos 90. Vendo a chance de voltar à ativa, muitas bandas da primeira geração voltaram com tudo à cena. Não que essas bandas tenham parado, mas estavam meio que "de férias forçadas", afundadas no ostracismo. Foram os casos de nomes importantes como Inocentes, Cólera, Excomungados e Garotos Podres, que a partir do final dos anos 90 retomaram de vez suas atividades e tiveram um novo recomeço.

A partir da segunda metade da década de 1990, novas bandas de punk rock surgiram, resgatando o estilo original da década de 1970, e com uma cara nova para o punk brasileiro. Dentre essas bandas destacam-se nomes como Colisão Social, Autogestão, Herdeiros da Revolta, Fobia, Flicts, Menstruação Anarquica, todas formadas de 1995 para frente e juntamente com estas bandas outras bandas também se mantém firmes vindo dos anos 80 tais como DZK, Subviventes, Disritmia e SubExistencia.

A partir do ano 2000, com novas casas de shows "underground" abrindo em todas as cidades brasileiras e com a firmação da Internet como veículo principal de divulgação das bandas, ocorreu uma verdadeira explosão na cena e os nomes de bandas se multiplicaram às centenas.

E também começa a partir de 2000 a era dos shows internacionais de bandas punks no Brasil, com destaque para o selo e produtora independente Ataque Frontal, que foi a grande responsável pela inserção da cena punk no Brasil no mapa do punk rock mundial, trazendo bandas consagradas para os palcos brasileiros, dentre elas: Stiff Little Fingers, UK Subs, Exploited, Lurkers, The Vibrators, GBH, Toy Dolls, Dead Kennedys, Agnostic Front, 999, Rezillos, entre muitas outras.

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Mais recentemente, em 2007, a cena punk passa a sofrer novos ataques da mídia por crimes contraditórios cometidos por jovens que se assumiram como punks apesar de assassinarem um trabalhador que vendia pizzas em São Paulo por que o mesmo se negou a dar um desconto de 40 centavos no preço de um pedaço de pizza, entre outros casos menos comentados. Apesar de se assumirem como punks, as atitudes desses jovens batem de frente com muitos ideais punks como o anti-consumismo e a defesa à classe trabalhadora (que formava a maior parte do movimento nos anos 80).

A mídia sempre teve tendência para perseguir punks. Os mesmos dizem que isso é devido ao fato dos punks em geral se posicionarem contra a mídia.

Uma matéria exibida no programa Fantástico, que denegriu o movimento punk de forma contundente, é lembrada negativamente por fãs do punk rock no Brasil, acusando-a de tornar muitos seguidores do movimento desempregados.

Livros sobre o movimento punk[editar | editar código-fonte]