Purismo

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Na arte, o purismo foi um movimento que defendia uma pintura sem valores emocionais, racional e rigorosa. Sem subjetividade e qualidades decorativas. O movimento foi fundado por Amédée Ozenfant, pintor e escritor, e Le Corbusier (Charles Edouard Jeanneret), em 1918. Os dois se consideravam os criadores do Cubismo Puro.

Existe uma simplificação das formas, geometrização. Representam a natureza morta sem volume, somente com as duas dimensões.

O purismo é caracterizado pela utilização de formas geométricas puras, no âmbito da arquitectura, como símbolo de uma construcção racional.

O purismo também pode ser uma orientação teórica, que objetiva a compreensão de um fenômeno defendendo estritamente a pureza de uma tradição ou ortodoxia. Caracteriza-se pela rejeição sistemática de qualquer possibilidade ou proposta de alteração em uma doutrina ou ortodoxia.

Conceito[editar | editar código-fonte]

O Purismo surgiu depois do fim do Cubismo e foi lançado com um livro Après Le Cubisme, editado em 1918. A máquina foi importante para o Purismo - tal como para todos os movimentos da época - mas não no sentido de ser o protagonista: ela representou uma resposta sempre nova à constante necessidade de ordem. Cada máquina nova abafava, constantemente, outra mais antiga e depressa seria substituída por outra mais nova. Assim a arte não é útil, mas necessária, sendo essa a razão pela qual as telas são pintadas como edifícios de arquitectura e não como máquinas de viver.

Foram os artistas puristas que desenvolveram o conceito de "object type", ou seja, objectos da pintura purista onde predominam as qualidades de um funcionalismo humanista: precisão, simplicidade e harmonia proporcional. Tão comum que nem damos pela sua presença, o "object type" é livre de todas as associações literárias, e nunca pode suscitar sentimentos: é difícil sentir cobiça, ansia ou compaixão por um simples prato (por exemplo).

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Adaptação a ortografia portuguesa a partir da obra: STANGOS, Nikos. Conceitos de Arte Moderna. Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2000.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]