Puro-sangue lusitano

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Cavalos Lusitanos da Guarda Nacional Republicana (G.N.R.) patrulha da Costa da Caparica na Praia da Saúde.
Montaria num puro-sangue lusitano.

O puro-sangue lusitano é uma raça de cavalos com origem em Portugal. É o cavalo de sela mais antigo do Mundo, sendo montado aproximadamente há mais de cinco mil anos[1]

Os seus ancestrais são comuns aos da raça Sorraia e Árabe. Essas duas raças formam os denominados cavalos ibéricos, que evoluíram a partir de cavalos primitivos existentes na Península Ibérica dos quais se supõe descenderem directamente o pequeno grupo da raça Sorraia ainda existente. Pensa-se que essa raça primitiva foi cruzada com cavalos "Barbes" oriundos do Norte de África e mais tarde tiveram também influência do árabe.

O puro-sangue lusitano apresenta aptidão natural para alta escola (Haute École) e exercícios de ares altos, uma vez que põe os membros posteriores debaixo da massa com grande facilidade. Assim, o Lusitano revela-se não só no toureio e equitação clássica, mas também nas disciplinas equestres federadas como dressage, obstáculos, atrelagem e, em especial, equitação de trabalho, estando no mesmo patamar que os melhores especialistas da modalidade.

Características médias do cavalo lusitano

1 - Tipo: eumétrico (peso cerca dos 500 kg); mediolínio; subconvexilínio (de formas arredondadas) de silhueta inscrítivel num quadrado.

2 - Altura: média ao garrote, medida com hipómetro aos 6 anos: fêmeas - 1,55 m; e machos - 1.60 m.

3 - Pelagem: Tordilha, castanha, preta, alazã, baia, palomina e isabel.

4 - Temperamento: nobre, generoso e ardente, mas sempre dócil e sofredor.

5 - Andamentos: ágeis e levados projectando-se para diante, suaves e de grande comodidade para o cavaleiro.

6 - Aptidão: tendência natural para a concentração, com grande predisposição para exercícios de Alta Escola e grande coragem e entusiasmo nos exercícios da gineta (combate, caça, toureio, maneio de gado, etc.).

7 - Cabeça: bem proporcionada, de comprimento médio, delgada e seca, de ramo mandibular pouco desenvolvido e faces relativamente compridas, de perfil levemente subconvexo, fronte levemente abaulada (sobressaindo entre as arcadas supraciliares), olhos sobre o elíptico, grandes e vivos, expressivos e confiantes.

As orelhas são de comprimento médio, finas, delgadas e expressivas.

8 - Pescoço: de comprimento médio, rodado, de crineira delgada, de ligação estreita à cabeça, largo na base, e bem inserido nas espáduas, saindo da cernelha sem depressão acentuada.

9 - Cernelha: bem destacada e extensa, numa transição suave entre o dorso e o pescoço, sempre levemente mais elevada que a garupa.

Nos machos inteiros fica afogada em gordura, mas destaca-se sempre bem das espáduas.

10 - Peitoral: de amplitude média, profundo e musculoso.

11 - Costado: bem desenvolvido, extenso e profundo, com costelas levemente arqueadas, inseridas obliquamente na coluna vertebral, proporcionando um flanco curto e cheio.

12 - Espáduas: compridas, oblíquas e bem musculadas.

13 - Dorso: bem dirigido, tendendo para o horizontal, servindo de traço de união suave entre a cernelha e o rim.

14 - Rim do cavalo lusitano: Curto, largo, musculoso, levemente convexo, bem ligado ao dorso e à garupa com a qual forma linha contínua e perfeitamente harmônica.

15 - Garupa: forte e arredondada, bem proporcionada, ligeiramente oblíqua, de comprimento e largura de dimensões idênticas, de perfil convexo, harmônico e pontas das ancas pouco evidentes conferindo à garupa uma secção transversal elíptica.

Cauda saindo no seguimento da curvatura da garupa, de crinas sedosas, longas e abundantes.

16 - Membros: braço bem musculado, harmoniosamente inclinado.

Antebraço bem aprumado e musculado.

Joelho seco e largo.

Canelas sobre o comprido, secas e com tendões bem destacados.

Boletos secos relativamente volumosos e quase sem machinhos.

Quartelas relativamente compridas e oblíquas.

Cascos de boa constituição, bem conformados e proporcionados, de talões não muito abertos e coroa pouco evidente.

Nádega curta e convexa.

Coxa musculosa, sobre o curto, dirigida de modo a que a rótula se situe na vertical da ponta da anca.

Perna sobre o comprido, colocando a ponta do curvilhão na vertical da ponta da nádega.

Curvilhão largo, forte e seco.

Os membros posteriores do cavalo lusitano apresentam ângulos relativamente fechados. ( http://www.valedoarete.com.br/cavalo-puro-sangue-lusitano.php)

Foram estes cavalos portugueses, os utilizados na produção do filme "O Senhor dos Anéis".

Referências

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