Vladimir Putin

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Vladímir Vladímirovitch Putin
Владимир Владимирович Путин
Vladímir Vladímirovitch Putin
Владимир Владимирович Путин
Primeiro-Ministro da Rússia Rússia
Mandato 8 de maio de 2008 - atualidade
Antecessor(a) Viktor Zubkov
Presidente da Rússia Rússia
Mandato 7 de maio de 2000 - 7 de maio de 2008
Antecessor(a) Bóris Iéltsin
Sucessor(a) Dmitri Medvedev
Vida
Nascimento 7 de outubro de 1952 (59 anos)
Leningrado, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas URSS
(atual São Petersburgo, Rússia)
Primeira-dama Ludmila Alexandróvna Putina
Partido Rússia Unida (Yedinaya Rossiya)
Profissão ex-oficial da KGB, político
Assinatura Assinatura de Vladimir Putin

Vladímir Vladímirovitch Putin (em russo Влади́мир Влади́мирович Пу́тин; São Petersburgo, 7 de outubro de 1952) é um político russo. Atualmente ocupa o cargo de primeiro-ministro do país, e anteriormente exerceu o cargo de presidente do país (entre 31 de dezembro de 1999 e 7 de maio de 2008).

Índice

[editar] Biografia

Estudou direito na Universidade de São Petersburgo, graduando-se 1975. Casou-se em 28 de julho de 1983 com Ludmila Alexandrovna Putina, com quem teve duas filhas, Maria e Catarina.

Ex-agente da KGB (serviço secreto russo durante a Guerra Fria), onde ingressou em 1975 e serviu durante 15 anos, Putin atuou seis anos em Dresden, na Alemanha Oriental, até a queda do muro de Berlim, em 1989, quando, no posto de coronel, abandonou a organização.

Putin foi diretor para assuntos externos da KGB da União Soviética. Quando Anatoly Sobchak, um ex-professor da universidade, é eleito prefeito de São Petersburgo, Putin começa a atuar politicamente, tornando-se vice-prefeito em 1994. Em 1996 foi nomeado diretor de políticas externas no governo do então presidente Bóris Iéltsin.

Em julho de 1998, o presidente Boris Ieltsin nomeia Putin como diretor do Serviço Federal de Segurança da Federação Russa, órgão sucessor da KGB. O ex-agente sobe rapidamente na hierarquia, tornando-se secretário do Conselho de Segurança e primeiro-ministro de Ieltsin, apontado para uma provável sucessão. Na renúncia de Iéltsin em 31 de dezembro do mesmo ano, assumiu como presidente interino e em março de 2000 .

Prometendo reconstruir o país, Putin é eleito presidente da Federação da Rússia em março de 2000 com cerca de 53% dos votos, reelegendo-se presidente em março de 2004, quando a economia russa crescia a passos largos após a prolongada recessão dos anos 90.

Em sua administração, Putin procurou a modernização do país e sua integração à Europa, misturando liberdade econômica com um processo de "política fechada" (restabelecimento na prática de um partido único que o apoia integralmente, controlando os meios de comunicação de massas, as organizações não-governamentais).

Putin trabalhou para diminuir a autonomia das províncias russas que lutam por separatismo e esteve em uma situação difícil durante a guerra da Tchetchênia, particularmente durante a luta de rebeldes separatistas contra tropas russas nas montanhas. Em 2002, o presidente declarou que a campanha contra os terroristas havia acabado, mas os conflitos continuaram.

No final de 2007, não podendo reeleger-se novamente, Putin indica como sucessor seu o vice-primeiro-ministro Dmitri Medvedev, eleito.

[editar] Artes marciais

Putin é conhecido praticante de artes marciais. Pratica sambô (graduado como mestre - faixa azul), e judô (faixa vermelha e branca, sexto dan).[1]

Embora não seja o primeiro político praticante de artes marciais, é o que possui os melhores resultados. Em função destes resultados, possui os títulos honorários de presidente da Federação Internacional Amadora de Sambô (FIAS) [2] e da Federação Internacional de Judô (FIJ) [3]

[editar] Pintura

Um quadro pintado por Putin foi vendido, em São Petersburgo, por 37 milhões de rublos (860.000 euros).[4]

[editar] Presidência

Eleito com quase sessenta milhões de votos no primeiro turno, em março de 2000, Putin mudou, no ano seguinte, o hino nacional russo. Nas eleições de 2004, conseguiu mais de 70% dos votos. Sua popularidade permitiu que seus poderes fossem ampliados com a ajuda do legislativo.[5] Seus mandatos foram marcados por grande repressão aos rebeldes na Chechênia. Em 1 de setembro de 2004, terroristas invadiram uma escola em Beslan, o que, dias depois, terminaria na morte de 186 crianças. A diretoria internacional responsabilizou Putin pelo massacre, visto a política imposta aos rebeldes chechenos. Alguns acusaram Putin de incentivar a ação terrorista, para justificar uma maior repressão contra os rebeldes.[6][7]

Putin com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Putin também é acusado de cercear a liberdade de imprensa no país; grupos ligados à atividade o acusam da morte de dois jornalistas russos: Anna Politkovskaia e Alexander Litvinenko, que faziam oposição a seu governo, sobretudo sobre a maneira de conduzir o conflito na Chechênia. O presidente russo negou todas as acusações. Treze jornalistas já morreram na Rússia desde a ascensão de Putin ao cargo.[8][9]

Em 10 de fevereiro de 2007, Putin acusou os Estados Unidos de estarem se utilizando da força para impor sua vontade sobre o mundo, além de promover uma nova corrida armamentista. Suas declarações foram rechaçadas indiretamente pelo secretário de segurança norte-americano, Robert Gates, dizendo que "uma guerra fria já havia sido suficiente".[10]

Apesar das críticas à sua posição autoritária, feitas principalmente pela imprensa internacional, Putin teve alto índice de aprovação entre os russos - 77% em julho de 2006. Sua posição quanto a nacionalização do petróleo e controle dos meios de comunicação encontram respaldo na população, que vêem um futuro mais democrático para o país.[carece de fontes?]

Desde quando tomou posse, em 1999, a economia do país cresceu aceleradamente, chegando a um aumento de 10% do PIB em 2000 - recuperação que ocorre após a crise econômica de 1998, quando a inflação chegou a 86% ao ano.

Entregou a presidência da Rússia a Dmitri Medvedev (eleito em primeiro turno, pelas eleições presidenciais russas, em 2 de março de 2008), no dia 7 de maio de 2008, sendo nomeado pelo mesmo como primeiro-ministro do país.

Referências

  1. Putin lança vídeo como judoca faixa preta em aniversário - O Estado de S.Paulo, 7 de outubro de 2008 (visitado em 22-8-09).
  2. FIAS President - FIAS (visitado em 22-8-09)
  3. Putin: presidente honorário da Federação Internacional de Judô - O Estado de S.Paulo, 24 de maio de 2008 (visitado em 22-8-09).
  4. Pintura de Putin é leiloada por 860 mil euros - AFP, 17 de janeiro de 2009 (visitado em 22-8-09).
  5. Parlamentares russos aprovam lei que amplia poder de Moscou - Folha Online, 29 de outubro de 2004. (visitado em 22-8-09).
  6. Putin não pede perdão às mães de Beslan - Folha Online, 4 de setembro de 2005 (visitado em 22-8-09).
  7. Putin tenta legitimar guerra contra a Tchetchênia, diz especialista - Folha Online, 25 de setembro de 2004 (visitado em 22-8-09).
  8. Milionário irá colaborar com investigação sobre morte de ex-espião - Folha Online, 6 de fevereiro de 2007 (visitado em 22-8-09).
  9. Pai de Litvinenko acusa Vladimir Putin de matar seu filho - Folha Online, 16 de dezembro de 2006 (visitado em 22-8-09)
  10. EUA respondem a Putin que uma Guerra Fria já foi suficiente - Folha Online, 11 de fevereiro de 2007 (visitado em 22-8-09).

[editar] Ligações externas

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