Quaraí

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Município de Quaraí
"Terra do Frio e do Calor"
"Querência Querida"
"Cidade sede do 5° RCMEC[1] "
A Cidade de Quaraí em imagem aérea.

A Cidade de Quaraí em imagem aérea.
Bandeira de Quaraí
Brasão de Quaraí
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 8 de abril
Fundação 8 de abril de 1875 (139 anos)
Emancipação 26 de março de 1890; há 6492 semanas e 6 dias
Gentílico quaraiense
Prefeito(a) Dr. Ricardo Gadret (PTB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Quaraí
Localização de Quaraí em {{{estado}}}
Quaraí está localizado em: Brasil
Quaraí
Localização de Quaraí no Brasil
30° 23' 16" S 56° 27' 03" O30° 23' 16" S 56° 27' 03" O
Unidade federativa {{{estado}}}
Mesorregião Sudoeste Rio-grandense IBGE/2008 [2]
Microrregião Campanha Ocidental IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Alegrete, Santana do Livramento, Uruguaiana e Artigas
Distância até a capital 590 km
Características geográficas
Área 3 147,637 km² (BR: 487º)[3]
População 23 021 hab. (RS: 89º) –  Censo IBGE/2010[4]
Densidade 7,31 hab./km²
Altitude 112 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,704 alto PNUD/2010 [5]
PIB R$ 220 578,912 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 12,552 51 IBGE/2010[6]
Página oficial
Prefeitura www.quarai.rs.gov.br

Quaraí é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Faz parte da Região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Faz fronteira com o Uruguai, através da localidade vizinha de Artigas. Localiza-se a uma latitude 30º23'15" sul e a uma longitude 56º27'05" oeste, estando a uma altitude de 112 metros. Sua população estimada em 2010 era de 23 021 habitantes. Os limites geográficos são: ao norte o município de Uruguaiana; ao sul o município de Santana do Livramento e a República Oriental do Uruguai; a leste o município de Rosário do Sul e o município de Alegrete. A cidade está a 1597,7 km da maior cidade do país São Paulo, a 2037,9 km da cidade do Rio de Janeiro, a 5309,6 km da cidade de Boa Vista, capital mais longe da nação, e a 2317,7 km da Capital Federal Brasília. Teve como município de origem o marquesado de Alegrete e igualmente tem como avenida principal a Avenida 7 de Setembro, conhecida como Avenida Paulista de Quaraí.


História[editar | editar código-fonte]

Ocupação Pré-colombiana & Pré-cabralina[editar | editar código-fonte]

Esta parte da América, que o Município de Quaraí faz parte era até a chegada dos portugueses aqui no continente,de ocupação predominantemente Indígena. Os chamados Charruas[7] habitavam esta Região dos Pampas.

Índio Charrua, nos campos dos pampas por Debret

Resumo Histórico[editar | editar código-fonte]

As terras onde hoje se localiza o Município foram primitivamente habitadas por índios Guaicurus, alternando-se a sua posse, várias vezes, entre Portugal e Espanha. A fixação dos limites, que situava, no lado espanhol as Missões Orientais, e no português a Colônia do Sacramento (fundada em 1680), não satisfez as partes litigantes, dando início às lutas cisplatinas. Foi durante esse período (1817) que Dom João VI concedeu a José Joaquim de Melo uma sesmaria em local onde hoje se encontra a cidade. Três anos depois, aquela área foi comprada por João Batista de Castilhos, denominando-se, desde essa época, "Passo do Batista" o trecho do rio Quaraí em que mais tarde surgiram a cidade do mesmo nome e a de Artigas, na margem uruguaia. Entre 1835 e 1844, o território foi teatro de inúmeros combates por se ter incorporado ao grupo republicano durante a Revolução Farroupilha. Quando, em 1852, o Governo uruguaio determinou a fundação de San Eugenio, atual Artigas, o Governo brasileiro apressou-se em fortificar a margem direita, para onde destacou uma guarnição militar sob o comando do Tenente-Coronel Simeão Francisco Pereira. Ao inspecionar a fortificação, em 1858, o Coronel José Vitório Soares Andrea, a pedido do comandante Simeão, mandou levantar a planta do terreno e traçou o projeto da futura povoação de Quaraí. Em conseqüência, a 15 de dezembro do ano seguinte, foi criada a freguesia de São João Batista de Quaraí. O distrito foi criado pela Lei provincial n.º 442, de 15 de dezembro de 1859, com território desmembrado do Município de Alegrete. A Lei provincial n.º 972, de 8 de abril de 1875, criou o Município, que foi instalado a 6 de outubro do mesmo ano. O Ato n.º 149, de 26 de março de 1890, elevou a sede municipal à categoria de cidade

História da Criação em tópicos[editar | editar código-fonte]

Freguesia - A lei provincial n° 442 de 15 de dezembro de 1859. Criava no 2° Distrito de Alegrete, a Freguesia de São João Batista de Quaraí. O 1° Vigário foi o Padre Augusto Martins da Cruz Jobim, apresentando por Carta Imperial, de 17 de janeiro de 1858 e, confirmado canonicamente em 25 de março de 1863. Na época o Passo do Batista, local conhecido por esta denominação a atual cidade de Quaraí, tinha um oratório com a imagem de São João Batista no local onde hoje é a Igreja Matriz. A referida imagem veio da Bahia e era pintada a ouro. Foi encomendada por João Batista de Castilhos. Ao lado deste oratório ficava a casa, com teto de capim, que pertencia ao Capitão Bernardo José Maurício de Souza, na qual o Padre de Alegrete celebrava missas e batizados, quando vinha visitar a povoação[8]

Vila - A freguesia de São João Batista do Quaraí é elevada a condição de vila, por lei n° 972 de 8 de abril de 1875. Esta data assinala a emancipação do 4° Distrito de Alegrete, assim designado desde o ano de 1871. A instalação do poder legislativo registrada em 16 de outubro de 1875 é que realmente transforma Quaraí em vila. A lei imperial de 1° de outubro de 1828 estabelecia que as cidades teriam 9 vereadores e as câmaras das vilas seria seria de 7 membros, também atribuía ao mais votado o direito de exercer a função de poder executivo[8]

Cidade - O ato n° 150 de 26 de março do ano de 1890, transforma a vila de São João Batista do Quaraí em cidade. A presença dos poderes executivo e judiciário além do já existente legislativo é que dão condições para a vila elevar-se a categoria de cidade. O 1° Prefeito de Quaraí foi o Senhor Francisco de Macedo Couto, que renunciou ao mandato de 4 anos, em 1892, por motivos políticos. Era eminente a eclosão do movimento revolucionário, que realmente iniciou em 5 de fevereiro de 1893, após a conclamação de Joca Tavares, em Bagé e que ficou na história com o nome de Revolução Federalista. Como legado desta revolução ficou em Quaraí a figura do maragato, que por um século é o santo popular de Quaraí. Seu heroísmo virou lenda e aumentou a devoção, principalmente dos menos favorecidos socialmente[8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização[editar | editar código-fonte]

Quaraí faz parte do bioma dos pampas, sendo a maioria do território do município constituída por campos, por fazer parte da Mesorregião do Sudoeste Rio-Grandense, mais conhecida pelos gaúchos como região da campanha; Quaraí tem em seu território, elevações altas e baixas, quaraí ainda possui em sua geografia uma grande presença de água, dando destaque para o rio quaraí (afluente do rio Uruguai), e arroios, como o Quaraí Mirim; Quaraí também faz parte da área de proteção ambiental ibirapuitã com uma participação de 12,22%; os principais atrativos são o Cerro de Tarumã e o Morro das Caveiras.

Imagem de satélite mostrando as cidades de Quaraí ao norte, e Artigas ao sul, parecendo uma só cidade bi-nacional e bilíngue

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Clima[editar | editar código-fonte]

O Clima subtropical (Cfa, segundo Köppen) prevalece na cidade, mas com variações devido a geografia da cidade, na casa das médias anuais inferiores a 21 °C, com amplitude térmica entre 9 °C e 13 °C. A Cidade também é atingida por fortes geadas no inverno, onde a temperatura muitas vezes fica abaixo dos 0°C, com sensações térmicas mais baixas ainda; O extremo posto do verão onde a temperatura também muitas vezes supera os 35°C, tendo o termômetro chegado pertinho de 40°C e também superando-o diversas vezes, sem contar a sensação térmica no sol podendo ultrapassar os 50°C, que provoca chuvas entre 1.000 mm e 2.000 mm anualmente[9] Quaraí, também se caracteriza pela viração de tempo que acontece em várias épocas do anos, como veranicos, e também os frios em dias do verão, com a ocorrência ás vezes de temporais em certos meses da estação mais quente do ano; A ocorrência de neve é muito rara e aconteceu pouquíssimas vezes na história, mas as geadas ocorrem várias vezes durante o ano, exibindo temperaturas em muitas ocasiões abaixo de zero, ocasionando temperaturas semelhantes as mais famosas cidades europeias que muitas vezes dão a cidade destaque nacional.


Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Quaraí Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 33 31 29 25 21 19 19 22 23 26 28 31 36
Temperatura mínima média (°C) 20 20 18 15 11 9 8 10 11 15 16 19 3
Precipitação (mm) 96,5 98,3 95,5 130,7 77,5 68,9 38,4 41,5 68,1 100,3 110,5 96,7 1 022,9
Dias com chuva 4 6 5 6 6 6 5 4 5 5 4 5 61
Dias de sol 27 22 26 24 25 24 26 27 25 26 26 26 304
Fonte: Observatório de Hong Kong (horas de sol, médias de temperatura e precipitações mensais)

Extremos climatológicos[editar | editar código-fonte]

A máxima temperatura já registrada desde o início das medições, foi de 41°C em 1985, e a mínima máxima absoluta foi de -10°C, temperatura registrada no mês de agosto de 2006, sendo este mês o mais frio de sempre na cidade e na região oeste do estado do Rio Grande do Sul; Já foram vistos inúmeros episódios de precipitação acumulada de chuva em menos de uma hora em pontos isolados da cidade, como na zona norte estar chovendo e no centro ou na zona sul o tempo apenas estar fechado; Mas o comportamento corriqueiro das chuvas, é o seu acontecimento em toda a cidade levada a cabo pelo tamanho da cidade; Em alguns anos, sob outas influências se verificam enchentes em algumas regiões da cidade, como consequências do aumento dos níveis do rio quaraí, sendo a última registrada em 2013; Temporais também são frequentes na terra do frio e do calor [10] .

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Banhado pelo Rio Quaraí, afluente do rio Uruguai, que tem 351 km de extensão, o município de quaraí, tem uma importância estadual,e até nacional por ser a cidade por onde passa este afluente do rio Uruguai, um dos mais importantes do país. Quaraí também é banhado pelo rio Ibicuí

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia da cidade é fortemente baseada na antiga tradição gaúcha da pecuária, com grande destaque para a criação de ovinos; Na agricultura o destaque é para o plantio de arroz, que ocupa uma área superior a 8.500 hectares, mas o comércio e a indústria já são responsáveis por uma grande parcela do PIB municipal; O setor de serviços ainda é responsável pela maior parte da economia da cidade.

Pesos Uruguaios, moeda estrangeira muito usada em Quaraí; Em Artigas o Dólar Americano e o Real também são muito usados para compras na cidade do país vizinho.

Religião[editar | editar código-fonte]

Quaraí apresenta uma grande diversidade quanto a prática das religiões, encontra-se na cidade, praticantes das religiões: Islâmica, Espiritismo, Católica Apostólica Romana, protestantes das mais variadas correntes, contando também ateus.

Abaixo as principais religiões, segundo o IBGE:[11]

Católica Apostólica Romana Protestante Kardescismo
12.936 adeptos 5.225 adeptos 595 adeptos

Demografia[editar | editar código-fonte]

Número de habitantes

Relações Internacionais[editar | editar código-fonte]

Cidades-irmãs:

A política das cidades-irmãs tem como objetivo principal a integração, e é firmada com o objetivo de criar relações e mecanismos em nível econômico e cultural através dos quais as cidades estabelecem laços de cooperação entre si. Atualmente Quaraí tem 1 cidade-irmã de acordo com a prefeitura municipal; Essa política tem como objetivo a criação de relações e protocolos, notadamente em várias esferas que serve para firmar laços entre as 2[12] :


Ela é separada da cidade brasileira de Quaraí, pelo rio Quaraí. Ambas as cidades são comunicadas através da Ponte Internacional da Concórdia.Elas mantém estreitos laços econômicos e sociais umas com os outros. Entre as duas cidade totalizam-se aproximadamente 70.000 habitantes; Historicamente desenvolvendo contato íntimo uns com os outros e com o rio, o qual atua como um elemento de união, e não como uma barreira física. Esta relação foi recentemente reforçado com a chegada de vários Free Shops na capital departamental.

Administração[editar | editar código-fonte]

Do Passado até a atualidade

Luís Teles da Silva, Marquês de Alegrete e Dom Diogo de Sousa, Conde de Rio Pardo, foram comandantes na luta contra as ações de José Gervásio Artigas e também Presidentes da Província do Rio Grande de 1807 a 1820, quando do início da distribuição de sesmaria no estado.

O atual território de Quaraí com 3.238 km² foi distribuído entre 42 sesmeiros, entre eles estava João Batista de Castilhos em cujos campos ergueu-se a atual cidade de Quaraí, José da Victória Soares Andréa, que participava da Comissão de Demarcação dos limites entre Brasil e Uruguai, em visita a guamição comandada pelo Tenente Coronel Simeão Francisco Pereira no ano de 1858, traçou a futura freguesia, que seria efetivada pela Lei n.º 442 de 15 de dezembro de 1859, quando foi nomeado o Padre Augusto Martins da Cruz Jobim por Decreto Lei do Presidente da Província de São Pedro, Conselheiro Joaquim Antão Femandes Leão.

O Decreto nº 972 da Assembleia Legislativa Provincial sancionada pelo presidente da Província de São Pedro, bacharel José Antônio de Azevedo Castro, em 8 de abril de 1875, transformava em vila a antiga freguesia de São João Batista. É a emancipação. O poder Legislativo é empossado em 16 de outubro de 1875, composto por sete vereadores. Com a Proclamação da República, a Vila eleva-se a categoria de cidade, o Poder Judiciário e Executivo são instalados pelos respectivos Atos nº 149 e 150 de 26 de março de 1890.

Símbolos do município[editar | editar código-fonte]

Os símbolos do município de Quaraí são: a bandeira do Município, o brasão do Município e o hino de Quaraí.

Bandeira[editar | editar código-fonte]

O Rio Quaraí visto do alto.

Instituída em 1971. Características: a bandeira compõe-se de três panos: azul, vermelho e verde, em tonalidades normais, constituindo o azul e o verde triângulos retângulos e o vermelho um quadrilátero ascendente entre os dois triângulos, ficando o ângulo reto do triângulo azul ao alto e à esquerda da bandeira e o ângulo do triângulo verde embaixo e à direita. Ao centro uma elipse vertical, em pano branco, onde estará inserto o brasão do município instituído pela lei n.º 400, de 21 de dezembro de 1961. Possui as duas faces iguais, com as dimensões mínimas de um metro de largura, conservadas, sempre, as proporções devidas.

Brasão[editar | editar código-fonte]

Brasao quarai.jpg.

Instituído em 1964, o brasão simboliza o Cerro do Jarau (cratera com 5,5 km de diâmetro formada provavelmente por queda de meteóro há 117 milhões de anos, localizada no interior do município), a Salamanca, a Coxilha, as águas do Rio e as datas do povoamento e emancipação do município, observada as normas heráldicas.

Características: Escudo azul carregado de um cerro de cor vermelha, com uma teiniaguá da lenda da salamanca, tendo entre os braços levantados um cruzeiro com cinco estrelas de prata; contra-chefe de verde com ponta de prata aguarda de azul, tudo encimado pelo corroa mural, de cinco torres, de prata e, listel de ouro, com o nome do município - Quaraí - em ouro, entre as datas 1820 (do povoamento) e 1875 (da emancipação) também em ouro.

Hino de Quaraí[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Quaraí como cidade do Rio Grande do Sul, e por se localizar nos pampas, tem sua cultura na tradição gaúcha, e esta tem suas raízes nos antigos gaúchos que habitavam o pampa; Quaraí também tem fortes traços culturais europeus, trazidos pela colonização europeia, mais precisamente por parte de Portugueses e Espanhóis.

Folclore[editar | editar código-fonte]

A atriz Juliana Paes, que interpretou a princesa moura na minissérie A Casa das Sete Mulheres

A Salamanca do Jarau é uma lenda gaúcha, também conhecida como lenda da Teiniaguá, que conta a história de uma princesa moura que se transformara em bruxa, e que teria vindo em uma urna de Salamanca, na Espanha, e acabou indo morar em uma caverna no Cerro do Jarau, em Quaraí no Rio Grande do Sul.

Culinária[editar | editar código-fonte]

Na imagem assador prepara churrasco nas brasas.

A Cozinha quaraiense carrega como marca indelével a gastronomia do estado, que tem como prato mais conhecido o Tradicional churrasco e o também tradicional Arroz carreteiro que pode ser feito com bacon, até os mais variados tipos de carne. A Culinária quaraiense também compartilha dos pratos brasileiros, provenientes de outras Regiões do país, que vão desde o popular Arroz com feijão, até o russo Estrogonofe; Sempre dando ênfase a receitas com carne dos mais diversos animais, passam também pela culinária quaraiense pratos vindos das mais diversas origens.

Bebidas[editar | editar código-fonte]

Como parte do Rio Grande do Sul, Quaraí também compartilha a bebida mais famosa do estado e também dos pampas, o Chimarrão, também é de relavante consumo o vinho, também gosto dos gaúchos, até os mais variados tipos de bebidas da região[13]

Vestimentas[editar | editar código-fonte]

Dança gaúcha em trajes da mesma cultura.

As vestimentas usadas pela maioria dos habitantes da cidade em nada difere das demais regiões do país, as vestes tradicionais dos gaúchos, Bombacha, Camisa, Botas, lenço, luvas, espada ou faca, pala, etc... quase desapareceram, sendo seu uso mais frequente na Semana Farroupilha, e em bailes gaúchos, festividades, etc..., ou por homens que ainda honram a tradição secular desta terra.

Música[editar | editar código-fonte]

A Música tradicional gaúcha, e seus intérpretes ainda fazem muito sucesso por aqui, mas a tendência a esse ritmo de música ainda a ser consumida é cada vez menor; São mais escutadas aqui músicas desde o POP, passando pelo Rock até chegar a renomada música Gospel.

A cidade ainda como parte do estado do Rio Grande do Sul, possui bandas de músicas nativistas, próprias do estilo nativo.

Semana Farroupilha[editar | editar código-fonte]

Depois das comemorações do dia 7 de Setembro, a cidade entra na semana de comemoração da Semana Farroupilha, que começa no dia 13 a 20 de Setembro, durante toda essa semana é comum os bailes tradicionais, almoços e jantares especiais da culinária gaúcha em diversas partes e lugares da cidade, como nas escolas, também nessa data é comum ver pessoas trajadas com as vestimentas tradicionais da região; O Clima na cidade muda drasticamente; São feitas reuniões em piquetes e CTGs; As comemorações encerram com chave de ouro no dia 20 de Setembro, com desfile de cavalarianos homenageando esse fato histórico que foi a revolução farroupilha[14]

Gaúcho a cavalo

Turismo[editar | editar código-fonte]

Cerro do Jarau[editar | editar código-fonte]

O cerro do jarau, formado provavelmente por meteorito.

A 25 km da cidade, na direção de cidade vizinha Uruguaiana, se encontra o Cerro do Jarau, com 308 metros de altura, em realidade é uma cratera de 5,5 km formado provavelmente por um meteorito que caiu ali, há cerca de 120 milhões de anos atrás[15] [16] , também é desse lugar de mistério, desertidão, e sublimidade, que se originou a lenda da Salamanca do Jarau, mito do folclore brasileiro.

Butiazal[editar | editar código-fonte]

Na imagem o Butiazal

A 19 km da cidade, se encontra a linda paisagem do Butiazal; O Lugar recebeu esse nome, devido a presença de árvores Butiás, árvores não nativas da região, e de origem indefinidas. Contam as "lendas", que os índios e os jesuítas, trouxeram as primeiras sementes, e plantaram elas aqui para assinalar local; já os antigos dizem que foram os “ birivas ”, os homens que vinham da serra trazendo erva-mate e fumo, e em troca levavam daqui mulas e gado. Outra lenda afirma que foram os índios Charruas que espalharam as sementes do Butiazal; O aparecimento dos butiás é envolvido por lendas e mistérios, não sabe-se ao certo quem e por que veio a ser plantado nesta área.

O Butiazal é uma área desértica do Areal, limitada pelos arroios Quatepe e Salsal, e que possui aproximadamente 25 Km de extensão, onde vivem pequenos produtores rurais[17] .

Ruínas do Saladeiro[editar | editar código-fonte]

As Ruínas do Saladeiro, são o que restou de um passado industrial glorioso desta cidade.

As Ruínas do Saladeiro são o que restou dos saladeiros de Quaraí, local onde era produzido o charque que posteriormente era exportado diretamente para Cuba, Itália e Reino Unido. Quaraí contou com dois saladeiros, o primeiro foi o “Novo Quaraí”, implantado em 1894, por uma firma anglo-uruguaia denominada Dicki son Hermanos, no local onde atualmente é parte da Cabanha Branca. Este estabelecimento contava com seis seções: Manipulação de graxa, usina elétrica e ferraria, tornearia, galpões de secagem, depósito de carnes elaboradas e depósito de charque. Em 1907, foi criado o São Carlos, segundo saladeiro do Quaraí, localizado entre a Picada do Perau e a Pedra Moura, pela firma Reverbel e Mendive, e em 1908, mais precisamente dia 22 de abril, ocorreu a inauguração do cabo aéreo que colocava a margem direita do Rio Quaraí em comunicação com a margem esquerda, projetado e construída pelo engenheiro inglês Henrique Holidja, facilitando o embarque do charque e seus produtos. Vinte anos depois da criação do Saladeiro São Carlos a lei federal de desnacionalização do charque, que proibia o trânsito do charque, que era levado aos portos brasileiros através do porto de Montevidéo, onerou o charque fazendo com que ficasse fora do mercado nacional, que era o maior consumidor. O Saladeiro São Carlos termina pedindo concordata ao Banco Nacional do Comércio em 1928 [18] .

No início do século XX, auge das charqueadas no Estado, o saladeiro São Carlos chegou a abater para fazer charque quase 700 mil cabeças de gado em um período de 10 anos. Também figurou como um dos principais agentes sociais da época, doando carne que não aproveitada para charque aos pobres de Quaraí e Artigas, no Uruguai, que formavam filas semanalmente nas dependências do saladeiro.

Referências

  1. Quaraí é sede do regimento onde o 1º Marquês do Erval (Osório) iniciou sua carreira militar no Brasil Imperial. Página visitada em 30 de Abril de 2014.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  4. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - IDHM. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010). Página visitada em 24 de setembro de 2013.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  7. Os Índios Charruas. Página visitada em 27 de Agosto de 2013.
  8. a b c História de Quaraí. Página visitada em 27 de Agosto de 2013.
  9. O Clima Subtropical Cfa. Página visitada em 07 de Setembro de 2013.
  10. Temporal derruba árvores e postes em Quaraí, Bagé e Uruguaiana. Página visitada em 20 de Março de 2014.
  11. Religiões na cidade de Quaraí. Página visitada em 24 de Setembro de 2013.
  12. Cidades Irmãs de Artigas. Página visitada em 30 de Maio de 2014.
  13. Bebidas Gaúchas. Página visitada em 29 de Agosto de 2013.
  14. Festividades da Semana Farroupilha. Página visitada em 29 de Agosto de 2013.
  15. O Cerro do Jarau. Página visitada em 07 de Setembro de 2013.
  16. Estudo mostra que Cerro do Jarau foi criado por queda de meteorito. Página visitada em 07 de Setembro de 2013.
  17. Butiazal. Página visitada em 07 de Setembro de 2013.
  18. Ruínas no Saladeiro. Página visitada em 07 de Setembro de 2013.

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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