Queen II

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Queen II
Álbum de estúdio de Queen
Lançamento Reino Unido 8 de Março de 1974
Estados Unidos 9 de Abril de 1974
Gravação Agosto de 1973 nos Trident Studios
Gênero(s) Hard rock
Rock progressivo
Heavy metal
Duração 40 min 42 seg
Gravadora(s) Hollywood Records
Produção John Anthony, Roy Thomas Baker, Queen
Cronologia de Queen
Último
Último
Queen
(1973)
Sheer Heart Attack
(1974)
Próximo
Próximo
Singles de Queen II
  1. "Seven Seas of Rhye"
    Lançamento: 23 de Fevereiro de 1974
  2. "Ogre Battle"
    Lançamento: 5 de Abril de 1974
  3. "The March of the Black Queen"
    Lançamento: 11 de Julho de 1974


Queen II é o segundo álbum de estúdio da banda britânica Queen, lançado em 8 de Março de 1974. Foi gravado no Trident Studios, na cidade de Londres, em Agosto de 1973 com co-produções de Roy Thomas Baker e Robin Cable.

Os dois lados do LP original são chamados de "White Side" e "Black Side" (respectivamente 1 e 2), com fotos dos membros da banda vestidos de branco ou preto em cada lado da capa (na frente e atrás). Também é um álbum conceitual, com o lado branco com canções com um tema mais emocional e o lado negro quase inteiramente sobre a fantasia, muitas vezes com temas bastante negros. A fotografia de Mick Rock para a capa do álbum foi bastante re-utilizada pela banda em sua carreira, principalmente no vídeo para a música "Bohemian Rhapsody" (álbum A Night At the Opera) e "One Vision" (álbum A Kind of Magic).

Lançado inicialmente para uma recepção mista da crítica, Queen II continua sendo um dos álbuns menos conhecidos da banda. No entanto, o álbum mantém um culto desde o seu lançamento, já recebeu elogios de músicos como Axl Rose, Steve Vai e Billy Corgan, e é significativo por ser o primeiro álbum a conter elementos de som de assinatura da banda de vários overdubs em camadas, harmonias vocais e variados estilos musicais

Faixas[editar | editar código-fonte]

Todas as faixas do lado 1 (White Side) por Brian May, exceto onde anotado. Todas as faixas do lado 2 (Black Side) por Freddie Mercury

White Side (Side One)
# Título Duração
1. "Procession" (Instrumental) 1:12
2. "Father to Son"   6:14
3. "White Queen (As It Began)"   4:34
4. "Some Day One Day"   4:23
5. "The Loser in the End" (Roger Taylor) 4:02
Black Side (Side Two)
# Título Duração
1. "Ogre Battle"   4:10
2. "The Fairy Feller's Master-Stroke"   2:40
3. "Nevermore"   1:15
4. "The March of the Black Queen"   6:33
5. "Funny How Love Is"   2:50
6. "Seven Seas of Rhye"   2:50

Informações das músicas[editar | editar código-fonte]

"Procession"[editar | editar código-fonte]

"Procession" é uma pequena peça instrumental (uma marcha funeral) realizada por Brian May numa guitarra de multi-canais. Ele gravou tocando em partes sobrepostas na Red Special pelo amplificador feito sobre encomenda de John Deadon (the Deacy). Roger Taylor também contribuiu para essa instrumental, usando apenas um pedal de baixo

"Father to Son"[editar | editar código-fonte]

"Father to son" foi escrita por May e dispõe de secções de Heavy Metal, bem como uma parte de piano silencioso, que May tocou. Como a faixa anterior, "Father to son" tem partes com guitarra multi-canais, tocada através do Deacy. Foi escrito na perspectiva de um pai quando ele está falando ou pensando sobre seu filho. Queen adicionou "Father to son" à setlist de shows imediatamente e fez várias turnês, mas a musica foi retirada das setlists em 1975.

"White Queen (As Began)"[editar | editar código-fonte]

Escrita por May, esta musica contém contrastes entre o acústico e o heavy metal

"Some Day One Day"[editar | editar código-fonte]

Essa é a primeira musica em que May canta inteiramente nos vocais principais. May toca, também, o violão e a guitarra elétrica, além do último solo de guitarra com três guitarras solo. Esse tipo complexo de arranjos de guitarra é típico para May. No entanto, geralmente as guitarra são harmoniosas, mas, nesse caso, todas as guitarras tocam diferentes partes.

"The Loser in the End"[editar | editar código-fonte]

"The Loser in the End" foi a única contribuição de Taylor no álbum, tanto como compositor quanto como vocalista.

"Ogre Battle"[editar | editar código-fonte]

Freddie escreveu "Ogre Battle" na guitarra (como foi confirmado por May in várias entrevistas) em 1972. A banda não quis gravá-la para seu primeiro album, mas esperou até que pudessem ter mais liberdade de estúdio pra fazê-lo corretamente.

Os gritos de ogro no meio são de Mercury, e as altas harmonias no final do coro são cantadas por Taylor. Como o nome sugere, ele conta a história de uma batalha entre ogros, e apresenta um solo de guitarra de Brian e efeitos para simular o som de uma batalha. O início da musica é o fim de música no reverso incluino o gongo final, que, quando começo é tocado ao contrário, cria o som de ondas.

A canção é uma das mais pesadas do Queen. O riff de guitarra com percussão de Roger lhe dá um bom som "thrash". Foi a favorita ao vivo durante muito tempo, apesar de, neste caso, foi tocada mais lentamente do que no estúdio. Eles pararam de tocar a canção por volta de 1977-1978, tocando em quase todos os shows até então. Uma versão diferente de "Ogre Battle" existe, e foi gravada em dezembro de 1973 para o programa "Som dos anos 70", da BBC Radio 1. Esta versão começa e imediato com seu riff (sem qualquer introdução longa), e não tem quaisquer efeitos que a versão de Queen II tem e soa muito menos polido. A versao da musica da BBC tinha originalmente uma longa intro, que se baseava em uma grande construção na guitarra; não foi usado para esse relançamento, alegando que a fita original foi danificada.

"The Fairy Feller's Master-Stroke"[editar | editar código-fonte]

Freddie foi inspirado a escrever "The Fairy Feller's Master-Stroke" após ver a obra de mesmo nome, pintada por Richard Dadd. Para a gravação em estúdio, Freddie tocou piano e cravo e Roy Thomas Baker tocou castanholas. Roger chamou essa música de 'maior experimento de áudio', referindo-se ao uso de panning.

A música, como a maioria das composições do álbum, tem a letra medieval baseada na fantasia, e faz referência direta a personagens da pintura conforme detalhado no poema de Dadd, como Queen Mab, Waggoner Will, o Tatterdemalion, e outros. Aparentemente, sempre que os mebros tinham tempo, eram arrastados por Mercury para o "London's Tate Gallery", onde a pintura estava e continua até hoje.

Os arranjos complexos são baseados em torno de uma faixa de apoio de piano, guitarra e bateria, mas também incluía cravo, vários overdubs nos vocais e em partes de guitarra. A letra segue a atmosfera claustrofóbica da pintura e cada uma das cenas são descritas. O uso da palavra "quaere" na música (na linha repetida "what a quaere fellow") não faz referência à sexualidade de Mercury, de acordo com Roger. A banda nunca tocou esta música ao vivo.

"Nevermore"[editar | editar código-fonte]

A faixa anterior termina com um vocal de partes de Brian, Freddie e Roger e acaba com Mercury tocando piano nessa faixa. Todos os vocais foram feitos por Farrokh, que adicionou alguns efeitos de piano contemporâneo também. Esses efeitos são largamente suspeitos de serem sintetizadores; no entanto, esses efeitos foram criados por alguém arrancando as cordas do piano enquanto Mercury desempenhou as notas. Nevermore é uma balada bem curta sobre os sentimentos depois de um desgosto.

"The March of the Black Queen"[editar | editar código-fonte]

Mercury compôs essa música no piano em 1973, e é uma das duas músicas da banda (a outra é Bohemian Rhapsody) contendo polirritmia/polimetria (duas diferentes assinaturas de tempo simultaneamente 8/8 e 12/8) e uma mais simples polirritmia ao redor do fim da seção uptempo, o que é raro para música popular.

A peça completa era complicada demais pra ser tocada ao vivo pela banda; porém, a seção de uptempo que contêm as linhas "My life is in your hands, I'll foe and I'll fie..." às vezes era tocada pela banda em um medley ao vivo, com vocais de Taylor e Freddie, durante os anos 1970.

A música continua na faixa seguinte, "Funny How Love Is". A música termina numa nota progressiva ascendente, que culmina no primeiro segundo da faixa seguinte.

"Funny How Love Is"[editar | editar código-fonte]

Esta música foi criada no estúdio. Freddie a escreveu e tocou piano enquanto Robin Cable produziu. Foi produzida usando a técnica "parede de som". Ela também nunca foi tocada ao vivo, em grande parte devido aos exigentes de alto-registro vocais de Mercury durante a música.

"Seven Seas of Rhye"[editar | editar código-fonte]

Esta havia sido semi-escrita quando a banda estava gravando seu primeiro álbum, então uma pequena parte instrumental foi colocada nele. Mas quando eles finalizaram a música, ela acabou sendo muito diferente do que esperavam. Foi o primeiro single de sucesso da banda, chegando à #10 nas paradas britânicas.

A faixa, como muitas desse álbum, do álbum de lançamento da banda e Sheer Heart Attack, é sobre um mundo de fantasia chamado Rhye. Ela se tornou a música favorita nos shows ao vivo durante toda a existência da banda. Ela apresenta uma introdução de piano harpejiado - na gravação de Queen II, os arpejos são tocados com ambas as mãos, uma oitava de distância, ao passo que na gravação, e na maioria das apresentações ao vivo, Mercury tocou a simples versão de uma mão desses arpejos. O tema também aparece no fim de "It's a Beautiful Day (reprise)", do álbum Made in Heaven. Essa versão termina com os instrumentos misturando-se com o estilo de cantilena de rendição de "I Do Like To be Beside the Seaside".

Foi mencionada em outra música da banda, "Lily of the Valley", do álbum Sheer Heart Attack, na parte "Messenger from Seven Seas has flown/To tell the king of Rhye he's lost his throne"

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