Queer

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde agosto de 2014). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Trechos sem fontes poderão ser removidos.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing.

Queer é um termo "guarda-chuva" proveniente do inglês usado para designar pessoas que são colocadas à margem da sociedade por não seguirem o padrão da heterossexualidade ou do binarismo de gênero. É usualmente relacionado com pessoas gays, lésbicas, bissexuais ou transgêneros.

Seu significado inicial pode ser compreendido através da história da criação do termo, inicialmente uma gíria inglesa. Literalmente significa "estranho", "esquisito", "ridículo" ou "extraordinário".[1] Porém, a palavra foi usada em uma superposição de significado com a palavra queen, ou "rainha". Assim, seu significado completo seria de um homossexual masculino bastante afeminado, pois este seria uma rainha diferente.

Outra possível etimologia seria que queer derivou da palavra quare do Inglês Antigo, que significava "questionado ou desconhecido".

Por muito tempo a palavra queer foi considerada ofensiva aos homossexuais, que significa bicha (no Brasil) e paneleiro (em Portugal). No entanto, atualmente a palavra tem sido adotada pela comunidade LGBT com a intenção de ressignificá-la, dando um sentido positivo a ela. De um termo pejorativo, que colocava constantemente à margem os apontados por ela, a palavra queer passou a denominar um grupo de pessoas dispostas a romper com a ordem heterossexual compulsória estabelecida na sociedade contemporânea, e mesmo com a ordem homossexual padronizante, que exclui as formas mais populares, caricativas e até artísticas de condutas sexuais. Assim, travestis, drag-queens, transsexuais e outras pessoas consideradas estranhas, e por isso, não aceitas socialmente, ao se denominarem queer ganham espaço social e individualidade, se distanciando cada vez mais de conceitos tais como desviantes ou aberrações. Ser queer é seguir uma prática de vida que se coloca contra as normas socialmente aceitas.[1]

Entretanto, é preciso salientar que, de acordo com a teoria queer, ser queer não é sinônimo de ser gay, lésbica ou bissexual. Enquanto os gays lutam para ser aceitos dentro da norma, os queers adotam a etiqueta da perversidade para destacar a ‘norma’ daquilo que é ‘normal’, seja heterossexual ou homossexual. O queer não quer sair da condição de "marginal", mas quer desfrutar dela.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Leandro Colling. Teoria Queer (PDF) Mais definições em trânsito Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura - UFBA. Visitado em 10 de março de 2014.