Quietismo

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O Quietismo é uma doutrina e uma prática espiritual cujas origens remontam ao século XVII e à figura mais representativa desta controvertida corrente da mística cristã, o sacerdote espanhol Miguel de Molinos. O Quietismo se difundiu na Europa, especialmente na França, Itália e Espanha.

Segundo a doutrina quietista, o fiel alcançaria a Deus mediante a oração contemplativa e a passividade da alma. No estado de quietude, a mente humana se torna inativa, já não apresenta vontade própria, mas permanece passiva, sendo Deus mesmo quem opera nela. Para os críticos do Quietismo, ele reduz ou elimina por completo toda responsabilidade moral do ser humano. Por isto, e para não ser motivo de confusão e perplexidade para a generalidade dos fieis, a doutrina foi condenada e considerada herética pelo Papa Inocêncio XI, e Molinos, apesar de ter abjurado de eventuais erros em sua doutrina, foi mantido em prisão domiciliar num mosteiro de Roma até sua morte, em 1696.

No Oriente cristão, contudo, o Hesicasmo, que não é senão uma modalidade de quietismo no seio da Igreja ortodoxa, permanece até os dias de hoje como uma das mais vigorosas formas de espiritualidade cristã. O grande defensor teológico da ortodoxia do Hesicasmo foi São Gregório Palamas. No campo filosófico contemporâneo, destacam-se como seus principais explanadores os autores da Filosofia Perene, como Frithjof Schuon e René Guénon.

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