Quinquina

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Cinchona officinalis

Cinchona officinalis
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Gentianales
Família: Rubiaceae
Género: Cinchona
Espécie: C. officinalis
Nome binomial
Cinchona officinalis
L., 1753

A quinquina (Cinchona officinalis) é um arbusto ou uma pequena árvore da família das Rubiaceas, originária da América do Sul.

Utilização[editar | editar código-fonte]

A cortiça da quinquina contém alcalóides, dos quais o quinino tem propriedades medicinais reconhecidas. O quinino era utilizado para tratar o paludismo.

História[editar | editar código-fonte]

A quinquina ou Kina-kina era importado na Europa sob o nome "casca do Peru". Foi neste país que os indígenas descobriram as suas propriedades antimaláricas. Esta casca deve a sua denominação à mulher do vice-rei do Peru, condessa de Chinchon, que havia se curado com o emprego desta casca. Ela facilitou a introdução desta droga na Espanha onde levou o nome de "pó da condessa". Posteriormente, foi comercializada pelos jesuítas, passando a ser chamada de "pó dos jesuítas".

Para combater o paludismo que não poupava os habitantes da região de Versailles, Louis XIV importou o produto para a França. Quando Simon-Auguste Tissot publicou sua obra "L'onanisme , essai sur les maladies produites par la masturbation", que recebeu sessenta e três edições entre 1760 e 1905, recomendou entre outras coisas o uso da quinquina como melhor remédio para remediar as doenças causadas pelo onanismo.

Outras espécies de Cinchona, entre elas a quinquina vermelha e a quinquina amarela, produzem também o quinino.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Simon-Auguste Tissot L'onanisme , Paris : Garnier frères, 1905 http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k81556v