Quixabeira (Bahia)

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Município de Quixabeira
Bandeira de Quixabeira
Brasão de Quixabeira
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 13 de junho
Fundação 14 de junho de 1989 (25 anos)[1]
Gentílico quixabeirense
Prefeito(a) Eliezer (PT)
(2009–2012)
Localização
Localização de Quixabeira
Localização de Quixabeira na Bahia
Quixabeira está localizado em: Brasil
Quixabeira
Localização de Quixabeira no Brasil
11° 24' 43" S 40° 07' 40" O11° 24' 43" S 40° 07' 40" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro Norte Baiano IBGE/2008 [2]
Microrregião Jacobina IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Capim Grosso (a leste), Jacobina (ao norte), São José do Jacuípe e Várzea da Roça (ao sul), Serrolândia (a oeste)
Distância até a capital 299 km
Características geográficas
Área 368,017 km² [3]
População 9 514 hab. IBGE/2012[4]
Densidade 25,85 hab./km²
Clima semi-árido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,578 baixo PNUD/2010 [5]
PIB R$ 25 715,815 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 2 672,05 IBGE/2008[6]
Página oficial

Quixabeira é um município brasileiro do estado da Bahia, localizado na região Centro Norte do Estado. Sua população é de 9.514 habitantes[4] , de acordo com e Estimativa da População 2012, 40 pessoas a menos que na última contagem oficial, o Censo 2010, quando eram 9.554 habitantes. Quixabeira faz divisa com 5 municípios: Jacobina, Capim Grosso, São José do Jacuípe, Várzea da Roça e Serrolândia, de quem foi desmembrada.

Símbolos Cívicos[editar | editar código-fonte]

O brasão e a bandeira da cidade foram desenvolvidos por Edvaldo Novaes (Bidô), e sancionados pela lei de nº 01/90, em 10 de Abril de 1990. Suas cores relacionam-se com algumas características do município, que são elas: verde (simbolizando as matas), azul (o céu), amarelo (as riquezas e a economia), branco (a paz, desejada) e marrom (a terra que fornece o alimento). Esses símbolos também são formados pelas figuras de um pé de Quixabeira ao lado direito, ícone da região, um pé de Ouricurí ao centro, símbolo da subsistência sertaneja, e um pé de Sisal ao lado esquerdo, juntamente com quatro estrelas, que simbolizavam os quatro principais povoados do município: Alto do Capim, Campo Verde, Jabuticaba e Ramal. O Brasão possui as mesmas cores da bandeira e a mesma posição das figuras!

Origem[editar | editar código-fonte]

Criado em 13 de junho de 1989 pela Lei nº 5.019[7] (que entrou em vigor em 14 de junho de 1989[1] ).

O município de Quixabeira é oriundo de Serrolândia, de quem foi desmembrado em 1989. Esta foi emancipada em 1962, e pertencia a Jacobina. O nome Quixabeira deriva da planta de mesmo nome, muito conhecida na região, a Sideroxylon obtusifolium, pertence à família Sapotácea, árvore que atinge 15 metros de altura, armada de espinhos, lactescentes, de folhas alternas, cariáceas, com flores perfumadas, pequenas, de sabor adocicado e agradável. O fruto da Quixabeira é uma baga de cor preta, comestível e de sabor adocicado, contendo uma única semente que apresenta um leite grosso e pegajoso. Sua madeira é utilizada na construção civil por ser boa para ser torneada e as hastes mais finas vergam, mas não quebram. Dizem que os bodes, que com estes se alimenta é luzidio, gordo, bonito e de carne gostosa. As folhas são forrageiras e possuem propriedades adstringentes e tônicas. A casca tem grande aplicação na medicina doméstica, é antidiabética, onde o chá faz desaparecer em poucos dias o açúcar da urina do diabético que o usa; é tônica, pois quem faz uso dela se sente remoçar e se torna corado e forte; é adstringente por ser rica em tanino, e é cicatrizante. Ocorre na caatinga do Piauí até o norte de Minas Gerais.[8]

O município se formou a partir do ano de 1943, quando o senhor Martinho Pereira Lima, junto com seus amigos, pensou em criar um povoado nas terras da fazenda Lagoa das Quixabeiras, pertencente ao senhor José Sousa Novais, mais conhecido como Zé de Belau, seu sogro, que não gostou nem um pouco da ideia, que surgiu porque a fazenda ficava às margens da estrada que ligava São José do Jacuípe a Itapeipú, e por ser rota dos tropeiros que vinham do sul da Bahia trazendo mantimentos facilitaria o pouso dos mesmos e também ajudaria o comércio dos produtos da região, tais como: farinha de mandioca, mamona, ouricurí, pele de animais e outros. Apesar da não aprovação do seu sogro, Martinho não desistiu da idéia de transformar aquela fazenda em um povoado. O senhor Zé de Belau chateado com a determinação do seu genro, resolveu ir embora deixando o caminho livre para Martinho. Esse por sua vez, aproveitando a oportunidade, logo iniciou a limpeza do terreno próximo a fazenda, construindo uma casa e um ponto de venda. Pouco a pouco, seus amigos também foram construindo suas casas e seus comércios, aumentando a população do povoado. E em 21 de abril de 1943 num domingo de páscoa, foi realizada a primeira feira livre, localizada na praça da matriz á sombra de um umbuzeiro, onde era comercializado vários produtos tais como: couro, carnes, animais, farinha de mandioca, feijão, esteiras, chapéus, cestos, ovos, doces e outros. As primeiras casas foram sendo construídas e logo a vila era formada. A maioria dos mantimentos eram trazidos de Jacobina em lombos dos animais (burros), único meio de transporte naquela época, de onde vinham, óleo, café, trigo tecidos e outros. O serviço de entregas de correspondências também era realizado desta maneira. Logo surgem os primeiros carros, e foram recebidos com espanto pela comunidade, o primeiro morador a possuir um caro foi o Sr. Jove de Félix, em 1950, e Etelvino Carneiro a possuir o primeiro caminhão da cidade. A enegia a motor foi instalada e com ela novos avanços surgiram como o primeiro rádio que pertenceu ao Sr. Etelvino Carneiro, trazido do Sul da Bahia, e a primeira televisão pertencida a Dalberto Lima, adquirida em Jacobina em 1972. Despertando a curiosidade dos munícipes que vinham assistir a novela "Cavalo de aço", que passava na época.
Em 1962, Serrolândia é emancipada e o povoado de Quixabeira que até então pertencia a Jacobina, é anexada a esse novo município. Alguns anos depois, já no final da década de 70, o então vereador Raulindo de Araujo Rios, apresenta um projeto na Câmara Municipal de Vereadores de Serrolândia de elevar o povoado à condição de distrito, o que veio a acontecer em 1978. O mesmo vereador, junto com outros vereadores da época e vários membros da sociedade, em 1980, travou uma batalha na Assembleia Legislativa da Bahia para emancipar Quixabeira.
Nove anos depois acontece o plebiscito onde o povo diz sim à emancipação. No dia 14 de junho de 1989, sob a lei 5.019/89, Quixabeira é desmembrada do território de Serrolândia e torna-se município, 46 anos depois de sua fundação. Em 15 de novembro de 1989 houve a primeira eleição com 2.534 eleitores, onde Raulindo Rios foi eleito prefeito. Foram 34 candidatos a vereador, 9 deles eleitos: Edário Pereira de Sousa, Alcivan Perreira de Sousa , Francisco Ribeiro da Silva, Carlito Oliveira Ribeiro Rios, Genézio Novais de Sena, Elias Felix Oliveira, Juceli Barbosa de Oliveira, Joel dos Santos e Julio Sousa Silva. O mandato de Raulindo Rios, primeiro prefeito, foi de 1989 a 1991. Seguido por Lídio Ribeiro (1992 a 1995), Raulindo Rios novamente, em dois mandatos (1996 a 1999, e 2000 a 2004) e Mário Alves de Lima (2004-2008). O atual prefeito é Eliezer Costa, que tomou posse em 2009.[9]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O Município de Quixabeira está localizado no Piemonte da Chapada Diamantina, noroeste da Bahia, e fica a 300 km da capital do Estado, Salvador. Recentemente, com a criação do território de identidade da Bacia do Jacuípe, passou a fazer parte desta, por ser um dos municípios banhados pelo rio homônimo.
Com uma área de de 368 km² situada dentro do polígono da seca, apresenta uma temperatura média anual de 28°C, clima semi-árido e uma densidade pluviométrica de 500 a 800 mm/ano. Sua altitude é de 431 metros acima do nível do mar e suas coordenadas geográficas são 11° 24' 43" de latitude Sul e 40° 07' 40" de longitude Oeste.
Os solos predominantes são os latossolos vermelhos, amarelo álico e coluvionares, granito-gnaisse e rochas básicas e ultra-básicas. A hidrografia do município é composta pelas águas da barragem João Durval Carneiro, açudes e caldeirões, tendo como vegetação predominante a caatinga.
Usando como base as informações da contagem da população, feita em 2007 pelo IBGE, dos 9.348 habitantes do município, 3.420 estariam na zona urbana e 5.928 na zona rural, apresentando uma densidade de 25,7 habitantes por km². A estimativa oficial do IBGE, para 2009, é de que a população seja de 9.631 pessoas.
Quixabeira possui uma base eleitora, em 2006, de 5.966 pessoas.
O município de Quixabeira faz divisa ao norte com o município de Jacobina, ao sul com São José do Jacuípe e Várzea da Roça, ao leste com Capim Grosso e a oeste com Serrolândia. Fazem parte de sua administração política os Povoados de Jabuticaba, Alto do Capim, Baixa Grande, Campo Verde e Ramal.

Distritos e povoados[editar | editar código-fonte]

O municipio de Quixabeira é constituído de dois distritos, o distrito sede e o distrito de Jaboticaba, além de seis importantes povoados: Alto do Capim, Baixa Grande, Campo Verde, Cova do Anjo, Ramal e Várzea do Canto.

Distrito de Jaboticaba
Surgiu em 1954, fundada pelo senhor Manoel Avelino. Localiza-se a três quilômetros da margem do rio Jacuípe, sendo isso o maior motivo do crescimento e do desenvolvimento desse distrito. Sua economia é baseada na agricultura, como o cultivo de frutas, verduras e hortaliças, além da piscicultura. Em Jaboticaba existem várias associações, que incentivam a busca por melhores condições de trabalho e de vida, como a Associação de Apicultores da região de Quixabeira, a APPJ (Associação de Pequenos Produtores de Jaboticaba), Associação de pescadores, Projeto Conviver, entre outros. O distrito também tem a importante presença da Escola Família Agrícola, fundada em 1994, e atualmente atendendo a 214 alunos do Ensino Fundamental e da Educação Profissional Técnica de Nível Médio em Agropecuária Integrada ao Ensino Médio, estudando principalmente a realidade agropecuária. A escola tem uma abrangência de 25 municípios, dentre estes, os 14 que compõem o CODES Bacia do Jacuípe, 59 comunidades e 136 famílias sendo beneficiadas. É apoiada por projetos italianos, como Mägis, Coperazione Itliana, que ajudam a manter projetos como zootecnia, engenharia, administração, oleicultura, caprino cultura de leite e de corte, apicultura, avicultura e reflorestamento. A escola possui biblioteca, laboratório, sala de informática, auditório, oficina hidráulica e foi implantada pelo Pe. Xavier Nichele s.j..

Povoado de Alto do Capim
Surgiu em 1967, tendo como primeiros moradores os senhores Davino Juvêncio Lima, Anerina Maria de Jesus, Leonarda. O lugar é bem rico culturalmente e possui diversas manifestações artísticas, como o trançado, confeccionado pelo senhor José Lúcio dos Santos, responsável pela produção de balaios, cestas, caçoás, manzoá (cesta para pesca), entre outros. E a produção de esteiras, vassouras, capangas, derivados da palha, e realizado pelas senhoras Dezinha e Dete de Rafael. Tem também sambistas e repentistas, com os senhores Nelcir de Souza e Liquinho, que tocam samba de crioula, e usam instrumentos como violão, cavaquinho, pandeiro, prato e cuia. O distrito possui cerca de 1.500 habitantes.

Povoado de Baixa Grande
Surgiu em 1970, fundado pelos senhores Keninho, João de Jorge, Adelino Alves de Lima e João Jorge dos Santos. Conhecido como a "terra do beiju", produto típico da região, Baixa Grande tem como principal meio de subsistência o trabalho rural. Lá existem algumas associações, como a Casa do Beiju, Casa de farinha Comunitária, Associação Comunitária de Agricultores Rurais, Fábrica de Doces, entre outros.

Povoado de Campo Verde
O povoado de Campo verde surgiu em 1964, tendo como seus fundadores os senhores: Franscisco de Araújo, José Maurício de Araújo, Tadeu Araújo, Trajano Neto, entre outros. Foi um dos primeiros distritos da cidade. Deu-se o nome de Campo Verde devido os campos que rodeiam o distrito. Também em 1964 foi construída a Igreja Adventista, motivo que contribuiu para o crescimento do local, pois ao invés de morarem em locais isolados as pessoas passaram a povoar um mesmo ponto. Possui cerca de 700 habitantes.

Povoado de Ramal
Surgiu no ano de 1967, um ano antes da construção da BR-324 (Salvador-Jacobina-Salvador), que atravessa a área do povoado, que por sua vez, cresceu ao redor dela. Fica à 9 km da sede, e pode ser considerado como a entrada da cidade, já que é por meio dele que se chega ao centro do município e consequentemente aos demais povoados. Possui cerca de 600 habitantes.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Abastecimento de água

O município integra as bacias do Rio Itapicurú e do Rio Paraguaçú. Existe um açude público de água doce. A sede é abastecida pela EMBASA (Empresa Baiana de Água e Saneamento S/A). Em 2001, segunda dados da Embasa, o município possuía 1.368 consumidores na sede e 366 em Jaboticaba, povoado mais populoso e de onde vem a água, retirada da Barragem João Durval Carneiro. Recentemente outros povoados foram beneficiados com a instalação de água encanada, mas em outros pontos do município o abastecimento é feito através de reservatórios ou carros pipas, mantidos pela Prefeitura.

Saneamento Básico

Não existe esgotamento pluvial e o esgotamento sanitário é através fossas sépticas. A sede possui rede de microdrenagem.

Energia Elétrica

A energia elétrica do município é responsabilidade da COELBA. Toda a sede do município e grande parte da zona rural estão cobertas por esse serviço.

Limpeza urbana

A limpeza das ruas é feita por garis, que depositam o lixo em carroças puxadas por animais. Através de caçambas é recolhido o lixo produzido pelas residências e comércios, duas vezes por semana. Infelizmente, os resíduos coletados por esse serviço são despejados a céu aberto no lixão, que fica próximo a sede, e frequentemente a cidade é coberta por espessa nuvem de fumaça, provocada por incêndios nesse depósito ilegal de lixo.

Sistema de habitação

Precárias condições de habitação constituem-se um dos problemas mais comuns nos municípios do interior do Estado da Bahia e em toda a região Nordeste do Brasil e é um problema que não pode ser tratado isoladamente, sem levar em consideração processos sociais e econômicos mais amplos. Na sede existem algumas moradias em situações precárias, mas a situação pode ser pior em alguns povoados que ainda possuem casas de taipa e adobo.

Economia[editar | editar código-fonte]

Por estar no semi-árido baiano, região reconhecidamente marcada pela pobreza e fragilidade de seu recurso ambiental, esta região apresenta uma realidade sócio-econômica que se caracteriza por um sistema produtivo onde predominam as relações de trabalho com larga utilização de mão-de-obra familiar, técnicas de baixa rentabilidade e reduzidos níveis de capitalização. A economia é voltada para a pecuária, agricultura de subsistência e o comércio local que em sua maioria se desenvolve na informalidade.

Efetivos de Animais por espécie [10]
Espécie Quantidade
Aves 20.368
Asininos 337
Bovinos 10.852
Caprinos 1.554
Equinos 523
Muares 96
Outras aves 1.940
Ovinos 6.572
Suínos 1.687

A economia quixabeirense historicamente baseia-se numa agricultura de subsistência em que são cultivados milho, feijão, mandioca e também sisal, que já foi abundante nesta região. Na pecuária, destaca-se a criação de bovinos, caprinos, suínos, aves, asininos e também de abelhas, na produção de mel. , a criação de peixes em tanques especiais, o cultivo de melancia, pimentão, batata-doce, tomate e outros. O tomate já foi plantado em grande quantidades, mas devidos aos altos custos da plantação foi perdendo espaço para cultivos menos exigentes e com lucros mais rentáveis.

O comércio quixabeirense começou a se estruturar a partir de "vendas" ou "bodegas" (pequenos mercados onde se vendia apenas o essencial), sendo a primeira delas, de Martinho Pereira Lima, fundador do município. Com o incentivo de Martinho Pereira Lima foi organizada a primeira feira livre, no dia 21 de abril de 1944, num domingo de páscoa, sob a sombra de um umbuzeiro, sendo comercializado carne de bode, de boi, farinha de mandioca, couro de animais, doces de ovos, chapéu de palhas e outros. Com o passar do tempo, a feira livre foi crescendo e para não concorrer com outras feiras de cidades próximas, mudaram seu dia, de domingo para a quinta-feira, permanecendo até hoje. A feira de animais, onde são vendidos bovinos, caprinos e equinos, no "campo de gado" local, hoje sem força, já foi considerada uma das maiores da Bahia.

PIB[editar | editar código-fonte]

Em 2007, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita do município era de R$ 2.446.

Saúde[editar | editar código-fonte]

O sistema de saúde da região apresenta uma oferta de serviços deficiente. Espera-se que ainda neste ano seja inaugurada uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), em Capim Grosso, que juntamente com uma abulância do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) fornecerá atendimento emergiencial para algumas cidades da região. Quixabeira encontra-se vinculado à 16ª DIRES, subdivisão da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, com sede em Jacobina. O município dispõe de postos do Programa Saúde da Família (PSF), implantados em 2003, na sede e em alguns povoados, além de postos de saúde. O município dispõe de estrutura para atendimentos básicos no centro de saúde, inclusive partos.

Educação[editar | editar código-fonte]

Segundo dados do IBGE, em 2009, Quixabeira teve 1.609 alunos matriculados no ensino fundamental e 385 no ensino médio.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Artesanato[editar | editar código-fonte]

Baseado nas culturas índia e afro, temos em nossa cidade uma rica variedade de produtos artesanais. Dentre os quais podemos destacar os que são feitos das seguintes matérias-primas: Barro ou argila - Utilizada na confecção de potes, moringas, tachos, vasos, panelas, entre outros. Palha - Que resulta em objetos como: chapéus, esteiras, capangas, vassouras, etc. Couro - De origem animal, do qual saem objetos como sandálias, chapéus, selas para animais, jalecos (coletes), botas, cintos e bolsas. Linhas de Nylon - Que se usa para a confecção de redes e tarrafas para pesca. Madeira - Material que proporciona a fabricação de uma infinidade de objetos, sejam eles de utilidade (como cadeiras, mesas), ou para embelezar ambientes. Fio de lã - Deriva-se produtos bastante conhecidos, como bordados, crochê, macramé e tricô.

Comunicação[editar | editar código-fonte]

No decorrer dos anos, os canais de TV disponíveis à população já foram modificados inúmeras vezes, principalmente por problemas nos equipamentos. Atualmente os moradores da sede dispõem do sinal dos seguintes canais:


Além da TV um outro forte meio da população se manter informada é através da rádio local Quixabeira FM. A internet é também fonte de informação e entretenimento. Recentemente, a cidade passou a contar com uma torre de telefonia móvel da operadora Claro.

Quixabeira FM Associação Comunitária Cultural Quixabeira FM 104.9 MHz

História: A Associação Comunitária Cultural Quixabeira FM foi fundada em 10 de maio de 1998, e liberada pela ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) no dia 27 de junho de 2003, começando efetivamente as suas atividades de radiodifusão comunitária no dia 31 de julho de 2003. Seu dever é levar às pessoas e a comunidade em geral informações regionais, músicas, cultura, lazer e entretenimento de maneira formal.

A programação da rádio vai das 5 às 24 horas, com programas musicais, esportivos, jornalísticos, religiosos, de utilidade pública, de associações, etc. A Associação Comunitária Cultural Quixabeira FM é formada por sócios civis e entidades comunitárias, religiosas, sindicais, ONG's, entre outras. É também apoiada por parceiros como o projeto CONVIVER, MOC (Movimento de Organizações Comunitárias), Mägis (parceiro italiano), COPERAZIONE ITAGLIA (também parceiro italiano), APPJ e pastorais.

Culinária[editar | editar código-fonte]

A culinária quixabeirense também é fruto da miscigenação da cultura indígena com a cultura negra. Possui cores e sabores fortes e afrodisíacos, que provocam a atração dos olhos e do paladar. Entre os principais pratos pode-se destacar:

  • Mocotó - Parte específica do boi, cozido e servido com farofa.
  • Peixe frito - Servido com salada e farofa.
  • Pirão - Feito de farinha, regado ao molho de peixe ou caldo de galinha.
  • Beijú - Marca registrada da região nordestina, feito de farinha de mandioca, doce ou salgado.
  • Muqueca - Feita de partes específicas do peixe, junto com leite de ouricuri (Cocos coronata, regionalmente conhecido como "licurí").
  • Cocada - Que tem como ingrediente principal justamente o licurí.
  • Acarajé - Feito da massa de feijão, frito ao óleo de dendê e recheado com salada, caruru, vatapá, camarão e piabas.
  • Quebra-queixo - Doce viscoso, salivante, feito com açúcar e pequenos pedaços de coco.
  • Cuscuz - De farinha de milho, na maioria das vezes salgado, acompanhado de café com leite. Pode ser recheado de banana-café e queijo, ou feito em farofa misturada com tomate, ovo ou carne-de-sol.
  • Feijão Tropeiro - Feito de feijão branco, recheado com temperos típicos, ovo, farinha e carne-de-sol.
  • Umbuzada - Espécie de vitamina, feita de imbu, fruto do imbuzeiro (Spondias tuberosa), da família dos anacardiáceos, encontrada com grande facilidade na região catingueira.
  • Brevidade - Bolinho de polvilho, açúcar, ovos, etc., assado ao forno.
  • Mel - Produto que é encontrado e produzido em grande quantidade na região, especialmente na Escola Família Agrícola.
  • Aipim - É uma planta leitosa, da família das euforbiáceas (Manihot utilissima), cujos grossos tubérculos radiculares, ricos em amido, são de largo emprego na alimentação

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • O nome da cidade é derivado de uma árvore nativa da região, a ''Bumelia Sertorum''.
  • O primeiro grupo de quadrilha da nossa cidade foi elaborado por Armezinda, em 1965.
  • A primeira pessoa a possuir uma televisão em nossa cidade foi Dalberto Lima, adquirida em Jacobina em 1972. despertou a curiosidade dos munícipes que vinham assistir a novela "Cavalo de aço", que passava na época.
  • Informações sobre Quixabeira também podem ser encontradas no Guia Cultural da Bahia - Piemonte da Diamantina. Livro organizado pelo Governo Estadual, e publicado em 2001. Ele está disponível na maioria das bibliotecas públicas do estado.
  • O primeiro rádio pertenceu ao Sr. Etelvino Carneiro (in memorian), trazido do Sul da Bahia. Ele também foi o dono do primeiro caminhão da cidade.
  • A primeira feira-livre aconteceu debaixo de um pé de umbuzeiro, em 21 de abril de 1943, num domingo de Páscoa.
  • O primeiro carro pertencia ao Sr. Jove de Félix, em 1950.
  • As redes de pesca e tarrafas são confeccionadas pelo Sr. Irineu Lopes, que trabalha até hoje, aos 95 anos de idade.
  • O nome Quixabeira é lembrado na letra de uma música composta por Carlinhos Brown, Bernard Van Der Weid e Afonso Machado, interpretada pela banda Cheiro de Amor.

Dança[editar | editar código-fonte]

Existem em nossa cidade algumas manifestações artísticas relacionadas à dança. Podemos destacar alguns gêneros, como: quadrilha, capoeira, forró, cirandas e festa de bumba (embalada por instrumentos como gaita de pífaros, flauta e zabumba), demonstrando a sensualidade e a riqueza cultural do nosso povo.

Características de algumas danças

  • Piega: Feita pelos homens, sapateando em cima de um tablado de madeira.
  • Reizado: Homens e mulheres sambando juntos.
  • Cortejos: Danças de rua, embaladas por instrumentos como tambores, pandeiros e coisas que fazem barulho.

- Grupos de dança Possuíamos dois grupos de dança organizados, o da FAEECQ, e o Grupo de Dança Lampião & Maria Bonita, atualmente desativados.

  • FAEECQ - A FAEECQ é formada por jovens da cidade, liderados por Cláudia, e já realizou diversas manifestações culturais e oficinas em prol das crianças e adolescentes desde que foi fundada, no ano 2000. Gerencia a famosa quadrilha "Xibugueira", que resgata as características do nosso sertão.
  • GRUPO DE DANÇA LAMPIÃO & MARIA BONITA - Recém-formado, o grupo já inicia sua carreira participando de um festival de dança de nível nacional em Gramado, Rio Grande do Sul, sendo um, dos apenas três representantes baianos. O festival foi transmitido ao vivo pela internet, além da cobertura das emissoras locais. Suas apresentações possuíam um repertório baseado no xaxado, arrasta-pé, baião, forró e música folclórica. O grupo é apoiado pelo MOC (Movimento de Organizações Comunitárias) e pela UNICEF.

Esporte[editar | editar código-fonte]

- Futebol

A principal atividade esportiva realizada em nossa cidade é o futebol, sendo realizado o seu primeiro campeonato oficial em 1990, tendo como vencedor o time Quixadá, tradicional da cidade. Ao longo dos anos já existiram vários times locais, como o União, Bahia Vermelho, Aliança, Juventude, Ouro Verde, Rio Branco, Internacional, Fluminense, entre outros. Os principais incentivadores para que o futebol crescesse em Quixabeira foram Agliberto Novais, Josias Maurício, Juscelino Santana, Juraci Santos (Jurinha), e Josenias Gonçalves. Existe também a Escola de Futebol infantil VB (Velho Boja), fundada em 1º de abril de 2002 pelo senhor Josias Maurício, conhecido como "Bojinha", que tem como objetivo incentivar as crianças no esporte e assim não se envolverem com a marginalidade. Vários adolescentes já se revelaram através dessa escola, como Thiago Filho, que participou do Campeonato Baiano Júnior, jogando nos times Vitória e Catuense, Noedson (14), jogando no Vitória, e Jonailton, que jogou no Vitória e também no Ipitanga. A escola possui crianças e adolescentes entre 7 e 15 anos. Existem também vários times de futebol feminino, como o Juventude, Quixadá, Força Jovem, Ninas e, mais recentemente, o United, que possui também um time masculino que vem se destacando na região, conquistando vários campeonatos. Além do Serrano, time de futebol masculino vencedor de várias edições do Campeoanato Jazidão, realizado em Capim Grosso.

Como infra-estrutura para o futebol, a cidade (na sede) possui:

  • 2 campos society;
  • 1 campo tamanho oficial;
  • 2 quadras poli esportivas;
  • além de simples quadras colegiais e campos e quadras na zona rural e distritos.
- Hipismo

Tradicionalmente conhecido como corrida de cavalo. Com uma grande fama regional, as corridas de cavalos da nossa cidade atraíam centenas de pessoas e principalmente muito dinheiro (entre os apostadores).

Música[editar | editar código-fonte]

A musicalidade em nossa cidade leva em suas letras e ritmos as características fortes e originais do sertão. Ritmos como: caipira, forró pé-de-serra, bolero, samba-canção, cantigas de roda, batuques, samba de crioula, seresta, sertaneja, embaladas por instrumentos como: sanfona, pandeiro, triângulo, gaita de pífaros, flautas, zabumba, viola, bumba, cuia e cavaquinho. Têm letras já consagradas no meio musical, como "Acorda Maria Bonita", "Oiê Muié Rendeira", além de letras de autores locais "Pegando Fogo em Quixabeira" (Escrita por Dalberto Lima e interpretada pelo Trio Jacobina) e "Para Sempre Vou Te Amar" (Tigres do Forró), entre outras de menos expressividade, mas também de importância. O Trio Jacobina carrega o nome de uma cidade vizinha, mas foi em Quixabeira que tudo começou. Antuzo (que toca a sanfona) nasceu em nossa região, e junto com Tonhão (zabumba), Xico (triângulo), Nitinho (baixo) e Teles (vocal), leva para fora música de qualidade, que retrata com expressão o Nordeste brasileiro. Já gravou vários cd’s.

Religião[editar | editar código-fonte]

Igreja Adventista do 7º Dia[editar | editar código-fonte]

A primeira Igreja Adventista do 7° Dia do município de Quixabeira existia em um local conhecido como Pasto Novo, que foi mais tarde transferida para o povoado de Campo Verde. Além de Campo Verde, os povoados de Jabuticaba, Ramal, Baixa Grande e Várzea do Canto também possuem Igrejas. Já a primeira Igreja da sede foi construída a partir de 1951. O terreno, que antes iria ser um hospital, pertencia a Lizânio Gonçalves. Os primeiros homens e mulheres a professarem a fé adventista foram Raulindo Araújo Rios e sua esposa Almira de Araújo Rios, José Gonçalves, Albertino, Germira Maria de Araújo, Conrado, Matilde Mendes dos Reis, Joaquim dos Reis e sua esposa Gerolina Reis, Amerolina Mendes dos Reis, Ana Brasília dos Reis, Martiliano Mendes dos Reis, entre outros. A Igreja, já pela década de 1960 possuía um coral, chamado Vozes de Sião, que louvava a Deus com músicas sacras. Coral esse que foi reativado, depois de um longo período de inércia, em 2004. Hoje, na sede do município, existem quatro Igrejas: a IASD Central (que possui mais de 200 membros), a IASD Laranjeiras (que possui mais de 100 membros), a da Pça. dos Inês, conhecida como IASD Quixabeira II (que possui mais de 25 membros) e a IASD Juvêncio Lopes (que possui mais de 23 membros). A Igreja Adventista do 7º Dia possui um total aproximado de mais de 700 membros em todo o município. Ela é organizada e dividida em departamentos, com atividades específicas. Dentre eles existem alguns de grande representatividade na sociedade em geral, como o Clube de Aventureiros, o Clube de Desbravadores e o Clube de Jovens.

Clube de Aventureiros

O Clube de Aventureiros Jardim do Senhor deu-se início no dia 31 de julho de 2000, na igreja de Laranjeiras, na sede do município. Voltado para crianças de 6 a 9 anos de idade, o clube de aventureiros visa aproximar as crianças dos pais, desenvolver a integração social, esportiva, cooperativa e religiosa. Os aventureiros possuem quatro classes de trabalho: Abelhas laboriosas (6 anos), Luminares (7 anos), Edificadores (8 anos) e Mãos ajudadoras (9 anos), definidas pelas respectivas idades de cada criança. O Clube Aventureiros do Jardim do Senhor já participou de vários eventos em Umbuzeiro, Pojuca, Capim Grosso, Jacobina, Feira de Santana e Salvador. Atualmente ele está desativado. Recentemente, começou na igreja Central um outro clube, chamada Filhinhos da Promessa, nome em "homenagem" ao Clube de Desbravadores Filhos da Promessa.

Clube de Desbravadores

O clube de Desbravadores Filhos da Promessa surgiu em 1993, através da idéia do senhor Antonio Mascarenhas. O primeiro diretor Edilson Lopes, que por um curto período dirigiu 32 membros, na primeira formação do Clube. Logo em seguida, Gilson Oliveira da Silva assumiu a função de diretor, permanecendo até 1996. Após isso, ele passou a auxiliar na formação de novos lideres, até o ano 2000, contribuindo para formação de outros importantes nomes na história do Clube Filhos da Promessa, como Zenivaldo Reis, Edleuza Matos, Célio Ferreira, Kêde, Adriano Matos e Fernando. Os anos foram passando, as experiências foram aumentando e o clube pouco a pouco foi evoluindo, chegando a ser o maior clube em toda a região com mais de 100 membros. Basicamente a filosofia do clube de desbravadores é "salvar do pecado e guiar no serviço", trabalhando com adolescentes de 10 a 15 anos e também jovens com idade superior a 16 anos, que recebem formação para atuar na liderança do Clube. O clube proporciona momentos de alegria, responsabilidade, espiritualidade e compromisso, ajudando na formação de um bom caráter. São realizadas atividades como acampamentos, projetos comunitários, limpeza de ruas, projeto sopão (distribuição de sopa e pão para pessoas carentes), arrecadação e distribuição de alimentos, estudo da Bíblia, desfiles cívicos, entre outros. Atualmente o Clube Filhos da Promessa também possui uma fanfarra, a FANFIP (Fanfarra Filhos da Promessa). Também existem outros clubes de Desbravadores no município, como o Clube de Desbravadores Pioneiros, do povoado de Campo Verde, e o Clube de Desbravadores Mensageiros da Verdade, do povoado de Jabuticaba.

O clube de Desbravadores Filhos da Promessa já participou de várias atividades (principalmente Camporees/Camporis) em outras localidades como: Campori de Itabuna – BA "Restaurando a criação", em 1997; Clubão2 "Refletindo a luz" em Capim grosso – BA, em novembro de 1998; Campori da União Nordeste em Feira de Santana "Sempre Vencendo", 1999; Congressorí3 em Jacobina – BA; Congresso 50 anos de Desbravadores no Brasil, em Senhor do Bonfim – BA: Campori "Acampe Conosco" em Serrinha – BA, 2001; Campori em Capim Grosso; Jolirem4 em Capim Grosso, 2000; Jolirem em São José – BA, 2002; Campori da União Nordeste "Chamados para Servir", em Aracaju – SE, 2003; Campori "Na Trilha do Líder", em Saúde – BA 2003; Camporee Sul-americano "Fonte de Esperança", em Santa Helena – Paraná, 2005, com a presença de vários países latinos (Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Venezuela e Peru) e o Camporí baianão em Feira de Santana – BA, em 2005, Camporí Nascidos para Brilhar em Natal - RN, em 2010.

Clube de Jovens (SOJAQ)

Ficou bastante conhecido como SOJAQ (Sociedade dos Jovens Adventistas do 7°Dia de Quixabeira), seu primeiro nome que ainda é utilizado até hoje. Iniciou-se em 2000 com o propósito de promover um departamento estruturado em prol dos jovens.

Com Zildomar Reis, Petronia Lima, Célio Ferreira e Edileuza Matos começaram a ser realizadas as primeiras atividades com o objetivo de integração social e voluntariado, sempre enfatizando os princípios religiosos. Primeiramente 15 jovens fizeram parte desse movimento, que ainda estava desacreditado, depois foram anexadas mais pessoas quando viram que tudo estavam funcionando perfeitamente chegando a reunir o número de aproximadamente 71 jovens, em 2001.

A SOJAQ já promoveu diversos eventos como a arrecadação e a distribuição de alimentos, projeto soPão, Campanha do Agasalho, arrecadação de livros para a montagem de bibliotecas em escolas, a participação no Projeto Mais Vida de doação de sangue, com 49 bolsas (esse que foi um programa de âmbito nacional, e envolveu mais de 50 mil doadores entre 1 e 16 de abril de 2006), treinamentos de capacitação jovem, distribuição de folhetos, acampamentos, viagens, passeios ciclísticos, palestras, projetos sociais e solidários, Projeto Abre Salão (dando um toque de beleza às pessoas carentes), Operação André (pregação do evangelho a jovens não-adventistas), festivais de música, entre outros.

M.L.S. - Ministério de Louvor Sojaq

Surgiu no dia 04 de julho de 2006 e possui atualmente cerca de 53 vozes. O "Meleus", como é carinhosamente chamado por seus membros, faz parte da Sociedade dos Jovens Adventistas de Quixabeira (SOJAQ). É regido por Éden de Castro.

Igreja Assembléia de Deus[editar | editar código-fonte]

A igreja Assembléia de Deus em Quixabeira iniciou-se em um salão de aluguel no ano de 1981 na rua Horácio Luiz, com 6 membros. Com o pastor Nequinha, que veio de Serrolândia, comprou-se um terreno na Praça Raulindo Rios, conhecida como praça da feira. Logo a igreja foi construída, e foi inaugurada no dia 17 de setembro de 1994. Atualmente possui 27 membros e é dirigida pelo pastor Getúlio Batista.

Igreja Batista Monte das Oliveiras[editar | editar código-fonte]

Tudo começou quando o Pr. Jorge do Nascimento Ferreira, impulsionado pelo Espírito Santo e pelo amor as missões, despertava os crentes para essa nobre missão deixada para a igreja do Senhor Jesus. Repentinamente, surgiu a notícia de uma cidade no sertão da Bahia, por nome Quixabeira, que não havia trabalho Batista. Parecia um sonho distante, então, nossa igreja motivada pelo desejo de realizar esse sonho missionário, decidiu imediatamente forma uma caravana de irmãos para plantar uma igreja naquela pacata cidade. Era o dia 10 de junho de 1998, cerca de quarenta e oito pessoas (sendo em sua grande parte adolescente) participaram dessa primeira investida. Dois anos depois, a igreja retorna para finalmente inaugurar o templo da 1ª Congregação Batista em Quixabeira. Em 2004 a igreja envia a 1ª família missionária: José dos Santos Moura, sua esposa Maria das Graças e sua filha Nailana Moura. A igreja já realizou dois batismos, nesta cidade. Hoje a Igreja conta com o casal missionario Walter Figueredo Jr e Horma Figueredo que esta na cidade deste 2008.

Igreja Católica[editar | editar código-fonte]

A igreja Católica em Quixabeira iniciou-se em 1943, e é situada na antiga praça central da cidade e foi fundada por Martinho Pereira, que convidou o Padre Alfredo para celebrar a primeira missa. Logo depois Martinho deixa a cidade e Zé Grande e Dona Anízia se incorporam e assumem a liderança. A iniciativa da construção de um estabelecimento que abrigasse os fiéis nas missas foi de Zé Grande. Então começaram a construir, mas ele acabou desabando. Isso não foi motivo para que eles deixassem essa idéia de lado, voltaram a construir e juntos conseguiram completar a construção em 1957. Os pioneiros dessa igreja foram: Lizânio Gonçalves, Xixinho, Absolon Dias, entre outros. Em 1958, Pe. Francisco assumiu a liderança. Então foi escolhida a padroeira da igreja na cidade: "Nossa Senhora, mãe de Jesus". Nesse mesmo ano foi comprado o sino da igreja com a ajuda das senhoras Anísia, Nair e Terezinha. Em 1960, a Escola Paroquial é implantada em nossa cidade, idéia essa trazida pelo Pe. Alfredo, da Áustria. Essa escola teve diversas professoras que contribuíram para o desenvolvimento da cidade, são elas: Nivaldete, Vivi, Safira, Gildete, Rebeca, Alzira, entre outras. Com o passar dos anos a igreja foi evoluindo, várias foram as pessoas responsáveis por isso, como Armezinda, Carmerina, Duzinha, Zé Filipe, Generosa, Gilda, entre outros. Vários também foram os padre, como Osmar, Egídio, Pacífico, Sidinei, Davi, Firmino, Xavier, Cleber, Márcio, Bispo Dom Antônio, entre outros. A igreja Católica possui alguns movimentos que realizam trabalhos sociais e eventos variados. São eles:

Grupo Jovem (PJMP) A Pastoral da Juventude do Meio Popular de Quixabeira nasceu com o objetivo de promover a interação entre os jovens da igreja Católica, tendo como parâmetro prestar serviços que possam contribuir para a formação cristã, humana, profissional e sócio-cultural dos jovens. Tem também como objetivo impulsionar o desenvolvimento integral dos jovens através de ações básicas de saúde, na prevenção das drogas e DST. Educar o relacionamento com a família e com a comunidade. O grupo jovem de Quixabeira realiza peças teatrais, encontros, coreografias e celebrações sociais e religiosas. Por esse grupo já passaram aproximadamente mais de 200 jovens em seus mais de 20 anos de existência.

Pastoral da Criança Surgiu em Quixabeira 1996, basicamente tendo como objetivo o acompanhamento de crianças e gestantes do município, ajudando no desenvolvimento das crianças. Atualmente a pastoral acompanha cerca de 40 gestantes e mais ou menos 700 crianças de 0 a 6 anos, trabalhando com a pesagem, e diminuindo a desnutrição. É um órgão formado pela igreja Católica e pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), atuando no país inteiro e até no exterior. Sua fundadora, Zilda Arns já ganhou o prêmio Nobel. Em nossa cidade possui cerca de 45 líderes, que desenvolvem várias ações como vacinação, distribuição de leite de soja e de cabra, e distribuição da multi-mistura. A Pastoral financia vários tipos de projetos em prol da sociedade, como Projeto de Padaria Comunitária, de Apicultura, Lactação, isso só para mães e líderes da Pastoral. Possui também uma escola para jovens e adultos, que ainda não são alfabetizados. A Associação das Famílias Carentes do Município de Quixabeira é coordenada por Leto Gonçalves.

Referências

  1. a b Legislação dos Municípios (ver "Nº de Ordem" 319) (xls) Síntese Bahia. Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) (30 de junho de 1999). Página visitada em 26 de janeiro de 2010.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil (ZIP) Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. a b Estimativa da População Residente nos Municípios Brasileiros com Data de Referência em 1º de Julho de 2012 Estimativa da População 2012. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (31 de agosto de 2012). Página visitada em 05 de setembro de 2012.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 25 de agosto de 2013.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  7. Lei Nº 5.019 de 13 de junho de 1989 Governo do Estado da Bahia. Página visitada em 26 de janeiro de 2010.
  8. Estudo autoecológico de Bumélia sertorium (Quixabeira) – Espécie ameaçada de extinção no ecossistema Caatinga UEPB. Página visitada em 09 de agosto de 2010.
  9. "Quixabeira - Uma Visão Geográfica da História", livro de Adenilza Souza, Suzane Lima e Zildomar Reis (UNEB - Campus IV)
  10. Censo Agropecuário 2006/IBGE
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