Rádio Difusora de Alagoas

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Rádio Difusora de Alagoas
Instituto Zumbi dos Palmares S/A.
País  Brasil
Frequência(s) 960 kHz AM
Sede Maceió, AL
Slogan "Rádio Difusora de Alagoas: A Pioneira!"
Fundação 16 de setembro de 1948 (66 anos)
Fundador Silvestre Péricles de Góis Monteiro
Pertence a Instituto Zumbi dos Palmares
Género Música, Informação, Entretenimento, Esportes.
Idioma Língua Portuguesa (pt-BR)
Prefixo ZYH-241
Cobertura Todo o Território Alagoano
Sítio oficial http://www.izp.al.gov.br/veiculos-do-izp/radio-difusora-de-alagoas/radio-difusora-de-alagoas/

A Rádio Difusora de Alagoas é uma emissora da cidade de Maceió, em Alagoas. Opera na frequência de 960 kHz AM. É a rádio mais antiga de Alagoas.

História[editar | editar código-fonte]

Conheça a Rádio Difusora[editar | editar código-fonte]

Precursora do rádio alagoano e com uma trajetória de mais de meio século, a Rádio Difusora de Alagoas, hoje integrante do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP), é tida como exemplo de comunicação pública de qualidade.

Inaugurada em 16 de setembro de 1948 pelo então governador Silvestre Péricles, a Rádio Difusora AM 960 está a seis décadas testemunhando os principais fatos históricos de Alagoas, do Brasil e do mundo. Por seus microfones já passaram grandes jornalistas, locutores e artistas que marcaram gerações.

Considerada uma das rádios AM mais modernas do Estado, funciona 24 horas por dia, oferecendo uma programação variada que preza pela música de qualidade, jornalismo atuante que conta com participação popular e farta cobertura esportiva- com destaque para o futebol – considerado o carro-chefe da emissora.

Seu Departamento Esportivo conta com uma equipe de profissionais experientes e modernos equipamentos que contribuem para garantir transmissões de qualidade. No jornalismo, destacam-se os Programas “Espaço Livre” e o “Difusora Agora”.

Eternizada por seu pioneirismo nas transmissões de radionovelas, programas de auditório, cobertura de programas esportivos e por dar espaço à mulher no rádio, à emissora que se consolidou como instrumento de defesa dos interesses e da democracia, está sempre à frente de seu tempo com iniciativas pioneiras que marcaram um novo estilo de fazer rádio.

Revista "Radioativa: Difusora 60 anos"[editar | editar código-fonte]

A Revista Radioativa tem pesquisa e edição do jornalista e historiador João Marcos Carvalho, fazendo um mergulho nas seis décadas de existência da "Caçulinha das Américas", inaugurada em 1948 durante o governo Silvestre Péricles de Góis Monteiro.

O trabalho tem por base vasto material de pesquisa, como livros sobre a história do rádio em Alagoas de autoria do ex-radialista Cláudio Alencar, jornais de época da hemeroteca do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, além de dezenas de depoimentos de jornalistas e radialistas veteranos e da ativa, somado a informações preciosas relatadas por radioatores, radioatrizes, cantores, músicos e instrumentistas que fizeram parte do famoso "cast" da época de ouro da Difusora. Enfim, a revista traça um amplo painel das várias fases da emissora oficial do Estado.

"Este trabalho pretende contribuir para que a atual e as futuras gerações possam ter uma ampla fonte de pesquisas sobre a emissora que deu início a era do rádio em Alagoas", afirma João Marcos. "Acho que nessas 40 páginas conseguimos retratar, com a maior fidelidade possível, as etapas pelas quais a emissora passou nestas seis décadas", diz.

Logo nas primeiras páginas o jornalista descreve, sem retoques, como a emissora surgiu. Segundo ele, em março de 1948, o governador Silvestre Péricles (1896-1972), participou, no Rio de Janeiro, então capital da República, de uma reunião com seu irmão Pedro Aurélio, na época senador por Alagoas e influente militar brasileiro. O general teria dito ao irmão governador que ele (Silvestre) precisava se defender das acusações que a oposição lhe fazia pela imprensa, e que para isso precisava de uma emissora de rádio, argumentando ainda que Alagoas era o único Estado brasileiro que ainda não tinha uma estação radiofônica.

Ao retornar à Maceió, lembra o pesquisador, Silvestre tentou viabilizar junto à Assembléia Legislativa e Câmara Federal a verba necessária para implantação da rádio. E que sem maioria nas duas casas legislativas e paciência para esperar as costuras políticas para fechar o negócio, recorreu a um expediente nada ortodoxo: o jogo do bicho, como forma de viabilizar recursos para implantação do projeto.

Ele lembra que às 19h30 do dia 16 de setembro de 1948, um grande público se comprimiu no prédio da Escola Infantil da rua Pedro Monteiro, 108, para ver Silvestre, de terno branco e cigarro no canto da boca, dizer: "Não somos mais a zona de silêncio do Brasil. Está inaugurada a Rádio Difusora de Alagoas".

E que de lá para cá a Difusora sofreu altos e baixos, experimentando, entre 1948 e 1960, sua época de ouro, ao produzir dezenas de novelas, radioteatros, programas de humor, de variedades e de calouros que lotavam seu auditório.

"Havia um elenco de atrizes e atores, cantores, músicos e um time de respeitados apresentadores e locutores que recebiam do público o mesmo tratamento dispensado hoje aos mais famosos ídolos da TV", destaca.

Odete Pacheco, Sílvia Lorene, Cavalcanti Barros, Luiz Tojal, Cláudio Alencar, Aldemar Paiva, Coronel Grozela, Sabino Romariz, Lima Filho, Josualdo Ribeiro, Sandoval Caju, Haroldo Miranda, Floracy Cavalcante e Edécio Lopes são algumas das dezenas de personalidades radiofônicas retratadas na revista.

"Procuramos pesquisar com profundidade para não deixar ninguém de fora. Afinal, são 60 anos", observa o jornalista, lembrando que o advento da Difusora, em 1948, abriu as portas para que a classe artística alagoana saísse do anonimato.

"Muito do que se vê hoje nos humorísticos de TV, por exemplo, nasceu aqui na Difusora. A primeira 'escolinha' do Brasil foi a de Dona Pinónia, produzida por alagoanos e exportada para o resto do país", lembra.

A partir de 1960, quando Alagoas começou a captar as primeiras imagens de TV vindas do Recife, os programas de auditório da Difusora foram gradativamente saindo da programação, assim com as radionovelas e os humorísticos. Para preencher o vazio, alguns diretores investiram no jornalismo e no esporte, "o que fez com que a emissora resistisse a diversas crises durante governos descomprometidos com a comunicação pública que a levaram ao sucateamento e a inanição financeira", enfatiza o jornalista.

Fonte: Secom e [1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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