Rádio MEC
| Rádio MEC | |
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Fachada da emissora localizada no centro da cidade do Rio de Janeiro |
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| MEC: Música, Educação e Cultura Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto - ACERP |
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| País de emissão | |
| Frequência(s) | 800 kHz (AM RJ e DF) 98.9 MHz (FM RJ; breve em 99.3) |
| Sede | Rio de Janeiro |
| Fundação | 7 de setembro de 1922 (90 anos) - Primeira transmissão de rádio no Brasil 20 de abril de 1923 (90 anos) - Inauguração da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro |
| Fundador | Edgar Roquette Pinto |
| Pertencente a | ACERP (Incorporada à Empresa Brasil de Comunicação) - EBC |
| Proprietário | Governo Federal |
| Comunicadores | AM = Denise Viola, Amaury Santos, Jota Carlos; FM = Maurício Figueiredo, Rui Vasconcelos, Sidney Ferreira e Tonny Villani |
| Idioma | Português |
| Género | Música clássica (FM) e MPB (AM) |
| Prefixo | ZYD 465 (FM), ZYJ 457 (AM) e ZYH 705 (AM). |
| Cobertura | Estado do Rio de Janeiro e Distrito Federal |
| Nomes anteriores | Rádio Sociedade do Rio de Janeiro Rádio MEC: Ministério da Educação e Cultura |
| Sítio oficial | [1] |
Rádio MEC (antes Ministério da Educação, atualmente Música, Educação e Cultura) é uma emissora sediada no Rio de Janeiro, especializada em música clássica, Jazz, Choro, Samba, Bossa Nova e músicas regionais no geral. Tem duas freqüências no Rio: FM 98.9 MHz e AM 800 kHz e uma em Brasília: AM 800 kHz.
Foi doada ao Governo Brasileiro, em 1936 pelo Professor Edgar Roquette Pinto, pai da radiodifusão brasileira, fundador da emissora em 1922 (primeira emissora de rádio do Brasil) com o nome de Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, pois era captada inicialmente (até 1927) através de assinaturas, formando então uma "sociedade"; em 1936, já de posse do Governo Federal e com sinal livre e aberto, passou a chamar-se Rádio Ministério da Educação e Cultura. Em sua sede há o maior estúdio da América Latina, o estúdio Sinfônico Maestro Alceo Bocchino.
Sua programação inclui seleções musicais, programas de música ao vivo, jornalísticos e de variedades. Desde 1999 tem uma gravadora, o Selo Rádio MEC.
A partir de 2008, as 3 emissoras fazem parte do sistema EBC Rádios (braço da EBC que ainda inclui as Rádios Nacional do Rio de Janeiro, Brasília (AM e FM) e Amazônia).
Índice |
História [editar]
A Rádio MEC descende da pioneira Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada em 1923, por Roquette-Pinto, Henrique Morize e outros membros da Academia Brasileira de Ciências e da sociedade da época. Como, naquela época, o modelo de programação mais próximo do que pretendiam botar no ar era a programação das agremiações lítero-musicais, movidas a palestras e recitais, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro constitui-se como uma agremiação desse tipo – com o diferencial de que podia irradiar os seus saraus.
Durante seus 13 anos de existência, a emissora manteve uma programação eminentemente “cultural”, e, demonstrando que cultura também “educa”, “ensinou” poesia, literatura e ciência, “educou” ouvidos para a música de concerto e “deu as primeiras aulas” de pronúncia padrão brasileira da língua portuguesa. Ninguém tem dúvida de que o rádio brasileiro foi um dos principais responsáveis pela unificação linguística do país, mas nem todos sabem que a coisa começou com a Rádio Sociedade, Assim, apesar de transmitir uma programação cultural, a Rádio Sociedade também foi o berço da idéia do rádio educativo – uma idéia que amadureceu enquanto Roquette-Pinto era seu diretor, e que estava pronta, quando ele doou a estação ao governo.
Em 1936, a nova lei de comunicações exigiu que todas as estações aumentassem a potência de seus transmissores e, Roquette-Pinto, que dirigia a descapitalizada Rádio Sociedade, descartando a possibilidade de ibuscar capital na praça e tornar-se um empresário do ramo das comunicações, preferiu doar a emissora ao, então, Ministério da Educação e Saúde. Mas impôs as condições de que a rádio transmitisse apenas programação educativa/cultural e não fizesse proselitismo de qualquer espécie – comercial, político ou religioso. Tal compromisso, assumido através de ato jurídico perfeito, foi mantido até 1995, quando, logo no início de seu governo, Fernando Henrique Cardoso desvinculou a Rádio daquele ministério e colocou-a, junto com a TVE - atual TV Brasil - , sob a tutela da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
A Rádio Ministério da Educação e Saúde, depois Rádio Ministério da Educação e Cultura e hoje Rádio MEC, é uma rádio de resistência cultural, e tem prestado um inestimável serviço. Uma legião de ilustres colaboradores produziu, ao longo de 7 décadas, uma programação única. Produtores, músicos, escritores, radioatores, poetas e jornalistas como Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade e Manoel Bandeira, Geny Marcondes, Fernanda Montenegro e Fernando Torres, Sergio Viotti, Otto Maria Carpeaux, René Cavé, Fernando Tude de Souza, Magalhães Graça, Edna Savaget, Francisco Mignone, Alceo Bocchino, Edino Krieger, Marlos Nobre, Paulo Santos, Nelson Tolipan, entre muitos outros.
O Acervo [editar]
Os mais antigos programas conservados pelo Acervo da Rádio MEC, um dos mais importantes do país, remonta à década de 1960. Da programação e do cast de rádioteatro que a rádio manteve até final dos anos 1980, restam poucos exemplares, sendo o mais importante o Teatro Sérgio Viotti, com 60 programas em bom estado. A vôo de pássaro, pode-se dizer que os 3000 programas acervados são um espelho das três grandes realizações da emissora: o rádio educativo e o rádio cultural (cujo capítulo principal foi escrito em parceria com a Orquestra Sinfônica Nacional).
A Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC [editar]
Nenhuma rádio brasileira divulgou tanto e por tanto tempo a música de concerto. A importância que ela teve para a nossa música erudita equivale à importância que a Rádio Nacional teve para a nossa música popular. No que diz respeito à produção da música de concerto brasileira, propriamente dita, a Rádio MEC prestou um serviço incomparável, porque, além de transmitir e divulgar, produziu centenas de gravações exclusivas de sua orquestra, atual Orquestra Sinfônica Nacional (OSN-UFF), além da orquestra de câmara, e também de duos, trios , quartetos e quintetos instrumentais. Várias dessas gravações – realizadas no Estúdio Sinfônico pelo lendário técnico Manoel Cardoso. A propósito da OSN, a única Rádio orquestra que o país teve, deixou de pertencer à Rádio em 1981 e integra desde 1984, a UFF, em Niterói.
Projeto Minerva [editar]
A emissora protagonizou os mais importantes capítulos da história do rádio educativo brasileiro. Abrigada no Ministério da Educação, e pondo em prática o modelo sonhado por Roquette-Pinto, a rádio provocou a criação do SRE–Serviço de Radiodifusão Educativa, e passou a transmitir uma programação única, que, na década de 40, já estava coim bastante qualidade de broadcasting e incluía divulgação cientîfica, literatura, aulas de ginástica, cursos de Alemão, Francês, Inglês e Língua Portuguesa. De lá pra cá, passando pelos programas do Colégio do ar foto nos anos 1950; e pelos do Projeto Minervafoto nos anos 70; até 1998, quando foi retirada do Ministério da Educação, são quase cinquenta anos de produção ininterrupta, transmitindo milhares de programas e centenas de séries educativas. Com o Serviço de Radiodifusão Educativa ainda ativo, e a famosa portaria 568 – que tornava obrigatória a transmissão de programas educacionais em todas as rádios –, as séries e campanhas produzidas ali, no centro do Rio de Janeiro, alcançavam quase todo o país.
Após o Minerva, e até mesmo após a extinção do SRE, a Rádio continuou produzindo, em menor escala, séries de educação para o trânsito, higiene, programas de Ciência, História e Língua Portuguêsa. Hoje, apesar de praticamente não transmitir programação educativa, a emissora continua a educar, pois continua a ser uma rádio cultural.
A Rádio hoje [editar]
Sede [editar]
Sediada no centro da cidade do Rio de Janeiro, na Praça da República, 141-A, a Rádio MEC, opera, hoje, dois canais de AM (RJ e Brasilia) e um de FM (RJ). Seus três canais de ondas curtas, acompanhando tendência mundial, foram desativados. Situado entre dois monumentos arquitetônicos (o antigo Senado e a antiga Casa da Moeda), a Rádio MEC possui uma sede com 11 estúdios e 5 pianos de cauda. O prédio da rádio não se distingue apenas pela arquitetura, ele guarda, em seu acervo, um tesouro sonoro inestimável, com centenas de programas educativos/culturais e gravações musicais exclusivas, muitas ainda inéditas em disco.
Estúdios [editar]
Além dos estúdios de transmissão e montagem, situados no último, a RADIO MEC dispõe de mais dois estúdios no quarto andar: o “A” ( antigo estúdio de radioteatro), com 24 metros quadrados; e o Estúdio “B” que tem 12 metros quadrados. Ambos possuem pianos de cauda. A Rádio abriga ainda o maior estúdio ativo da cidade e do país – o Estúdio Sinfônico, por onde passaram grandes nomes da nossa música clássica como os compositores Heitor Villa-Lobos, Francisco Mignone e Radamés Gnatalli, além dos maestros Alceo Bocchino e Nelson Nilo Hack e o pianista Nelson Freire e o violoncelista Antonio Menezes. No andar térreo, está o auditório-estúdio, que na verdade, é a antiga sala de projeção herdada da Embrafilme, que funcionou nos andares inferiores do prédio. A cabine de projeção foi transformada em estúdio, e a sala, sonorizada.
Emissoras [editar]
Rio de Janeiro [editar]
- Rádio MEC AM - Rio de Janeiro - 800 kHz
- Rádio MEC FM - Rio de Janeiro - 98,9 MHz
Brasília [editar]
- Rádio MEC Brasília - Distrito Federal - 800 kHz
Satélite [editar]
- Rádio MEC SAT - Todo o Brasil
Freqüência da Recepção: 3.750 MHz Polarização: Horizontal Transponder: 2-A1 (TV Brasil) Canal 1: 5.545 MHz Canal 2: 6.085 MHz
Programações [editar]
Rádio MEC AM: MPB, Jornalismo, programas de cidadania e educativos.
Rádio MEC FM, MEC SAT e MEC Brasília: Música Clássica, jornalismo e programas culturais sobre teatro, literatura, artes plásticas e cinema.