RPC TV Curitiba

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de RPC TV Paranaense)
Ir para: navegação, pesquisa
RPC TV Curitiba
Sociedade Rádio Emissora Paranaense S.A.
Logotipo RPC TV 2010.jpg
RPC TV Curitiba
Rua Mamoré, 753 - Mercês
Tipo Empresa privada
Cidade de concessão Curitiba, PR
Canais
12 analógico
41 HDTV digital
Outros canais Claro TV: Canal 24
SKY Brasil: Canal 12
Oi TV: Canal 09
Paranaguá: Canal 29
Guaratuba: Canal 48
Matinhos: Canal 20
Pontal do Paraná: Canal 17
Lapa: Canal 15
Rio Negro: Canal 14
Slogan Todo Dia Com Você
Rede Rede Globo
Pertence a Grupo Paranaense de Comunicação
Proprietário Guilherme Cunha Pereira
Presidente Guilherme Cunha Pereira
CNPJ 76.494.806/0001-45
Fundação 29 de outubro de 1960 (53 anos)
Prefixo ZYB 391
Prefixo(s) anteriore(s) ZYZ 9
Cobertura Região Metropolitana de Curitiba e Litoral do Paraná.
Nome(s) anteriore(s) TV Paranaense (1960-2000)
RPC TV Paranaense (2000-2009)
Potência 60 kW
Página oficial http://redeglobo.globo.com/rpctv/

A RPC TV Curitiba é uma emissora de televisão brasileira, com sede em Curitiba, Paraná. Pertence ao Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom) e retransmite a programação da Rede Globo, transmitindo sua programação para a Região Metropolitana de Curitiba, e Litoral Paranaense pelo canal 12 VHF, além de gerar programas locais como o Bom Dia Paraná e o Paraná TV para todo o estado.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Primeiros Anos (1960-1971)[editar | editar código-fonte]

A TV Paranaense foi fundada em 29 de outubro de 1960, sendo a primeira emissora de televisão do estado do Paraná, pelo empresário Nagib Chede, ocupando o Canal 12 de Curitiba. A inauguração ocorreu às 19 horas daquele dia, com a presença do arcebispo Dom Manuel da Silveira d’Elboux e o então prefeito Iberê de Mattos. Após o discurso do fundador, Nagib Chede, foi exibido um episódio da série enlatada Susie, minha secretária favorita, sendo este o primeiro programa oficial da TV Paranaense.[1]

Em 1965 foi a primeira emissora do estado a utilizar o sistema de videotape. Nesse mesmo ano a TV Paranaense passou a exibir parte dos programas da Rede Excelsior, especialmente musicais e telenovelas.[2]

Nessa época o sinal da emissora chegava a outras localidades como Guarapuava, Palmas e União da Vitória,[1] além de repetidoras em Santa Catarina, que ainda não possuía uma emissora de televisão.[1]

Quando a Excelsior enfrentava uma derradeira crise, que culminaria em sua falência em 1970, a TV Paranaense passou a exibir atrações da TV Rio e da TV Record, além de alguns programas da então novata TV Globo, a qual se tornaria afiliada.[3]

Ao mesmo tempo, a emissora esbarrava com a concorrência da TV Paraná, dos Diários Associados de Assis Chateaubriand, e mais tarde da TV Iguaçu, de Paulo Pimentel.

Em 1969,[4] com a concorrência acirrada com as outras emissoras, ocorreu uma crise que culminaria na venda do controle acionário da emissora para o advogado Francisco Cunha Pereira Filho, diretor do jornal Gazeta do Povo, e para os banqueiros Edmundo Lemanski e Adolfo de Oliveira Franco Filho.[2]

Rescisão com a Rede Globo (1972-1976)[editar | editar código-fonte]

Em 1972, a direção nacional da Rede Globo decide transferir sua programação para a TV Iguaçu do ex-governador do estado, Paulo Pimentel que possuía uma qualidade técnica superior a da TV Paranaense, fazendo com que a emissora passe a ser independente com "sobras" de atrações da TV Cultura, da TV Bandeirantes e da Rede de Emissoras Independentes.[5]

Em 1976, devido a desavenças políticas de Paulo Pimentel, a Rede Globo é obrigada a transferir seu contrato de transmissão para a TV Paranaense. O governo do general Ernesto Geisel (que era contra a ascensão política de Pimentel) persegue as empresas do ex-governador. Após o imbróglio, em 1978, a TV Iguaçu fechou um contrato com a Rede Tupi, que começava a enfrentar problemas financeiros, resultando em sua falência em julho de 1980.

Volta à Rede Globo e Ampliação de Programas Locais (1976-1999)[editar | editar código-fonte]

Antigo logotipo da TV Paranaense, utilizado entre a década de 1970 e o ano 2000.

Após retomar sua parceria com a Rede Globo, a TV Paranaense é parcialmente adquirida pela rede de Roberto Marinho, que decide investir na produção de programas locais, como o Jornal Estadual.

Na década de 1980, a TV Paranaense passa a liderar a Rede Paranaense de Televisão, com a TV Coroados de Londrina e a TV Cultura de Maringá.[2] Mais tarde outras cinco emissoras integrariam a rede. Anos depois, a rede passa a se chamar apenas Rede Paranaense.

Em 1982, estreou em caráter experimental, a série especial Globo Shell Profissões. A proposta principal era orientar os jovens a respeito das condições e perspectivas de desenvolvimento profissional, através da oferta de informações sobre as profissões técnicas e os seus respectivos mercados de trabalho. O grande sucesso do projeto no Paraná, levou a Rede Globo a exibir o programa em rede nacional a partir do ano seguinte, nas manhãs de sábado.[6]

Em janeiro de 1983, estreou o Bom Dia Paraná, primeiro telejornal matutino da emissora, no ar até hoje. O telejornal baseou-se no modelo do Bom Dia São Paulo, que inspiraria o Bom Dia Brasil, que estreava nessa mesma época.

Em 1984, o Jornal Estadual que tinha duas edições à tarde e antes do Jornal Nacional, ganha uma 3ª edição após o Jornal da Globo, e antes do mesmo telejornal em 1987. Essa 3ª Edição foi extinta no início de 1989.

Em 1985, por intermédio de Francisco Cunha Pereira Filho, a TV Paranaense inicia a campanha televisiva Bicho do Paraná, em parceria com o Banco Bamerindus (atual HSBC), veiculada nos intervalos comerciais da emissora. A espinha dorsal da série era divulgar o talento de pessoas nascidas no Paraná. A série é considerada a mais longa da televisão brasileira,[4] ficando no ar durante dez anos ininterruptos.

Em setembro de 1993, a TV Paranaense coproduziu juntamente com a Rede Globo a telenovela Sonho Meu, ambientada em Curitiba, e escrita pelo autor Marcílio Moraes.

Em julho de 1999, o principal telejornal da emissora, o Jornal Estadual, deixa de ser exibido para dar lugar ao Paraná TV. O novo telejornal foi baseado no novo padrão jornalístico da Rede Globo, introduzido a partir de 2000.

Modernização e Expansão do Sinal Digital (2000-presente)[editar | editar código-fonte]

Em 2000, quando comemorava 40 anos de existência, as emissoras pertencentes a Rede Paranaense passam a se chamar Rede Paranaense de Comunicação, com um logotipo único para todas as emissoras. Antes, cada emissora tinha um logotipo próprio.

Em abril de 2005, quando a Rede Globo completou 40 anos de existência, todos os telejornais da emissora deixaram os estúdios e passaram a ser feitos na redação.

Em 22 de outubro de 2008, a RPC TV Paranaense passou a transmitir seu sinal em HDTV para Curitiba e Região Metropolitana, sendo a primeira emissora da Região Sul do Brasil a transmitir a programação nacional da Rede Globo em alta definição.

Em 29 de outubro de 2009, um ano antes de completar 50 anos, a torre da emissora passou a receber luzes, fazendo com que ela fosse vista à noite, de vários pontos da capital paranaense.[7]

Em 29 de outubro de 2010, a RPC TV Paranaense completa 50 anos de existência, tendo alterações em seu logotipo e em sua nomenclatura, agora chamada apenas de RPC TV.

Em 28 de fevereiro de 2011, os telejornais da emissora deixaram a redação e passaram a ser feitos num estúdio, de acordo com o novo padrão jornalístico da Rede Globo, implantado em 2009 com o RJTV.

Em 15 de junho de 2013, estreou o programa Painel RPC TV, que tem como meta solucionar questões do dia-a-dia com facilidade através da participação de especialistas.[8] O programa substitui a versão local do Globo Comunidade. [9]

Em 16 de outubro de 2013, a RPC TV Curitiba passou a produzir e transmitir seus telejornais locais em HD [10] , sendo a primeira emissora paranaense e a primeira afiliada da Rede Globo na Região Sul a exibir sua programação nesse tipo de formato. [11]

Em maio de 2014, a equipe de jornalismo da RPC TV Curitiba começou a utilizar dentro do quadro Siga Curitiba o aplicativo Waze, que informa a situação das ruas da capital paranaense em tempo real. [12]

Programação[editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Imagem do Castelo do Batel, que abrigou a sede da RPC TV Curitiba entre 1969 e 2003.

A primeira sede da emissora foi no 21º andar do Edifício Tijucas, no centro da capital. Os primeiros funcionários da emissora eram, em sua maioria, oriundos da Rádio Clube Paranaense.

Em 1962 a emissora deixa o Edifício Tijucas para um grande barracão[13] na Rua Emiliano Perneta, também no Centro, o que possibilitou a montagem de grandes cenários. Como a da primeira telenovela local, A Última Carícia, exibida dois anos depois, em trinta capítulos exibidos as segundas, quartas e sextas-feiras às 18h40. Apesar do sucesso, as produções seguintes não obtiveram grande popularidade.[1]

Em 1969, com a venda da TV Paranaense para Francisco Cunha Pereira Filho, a sede da emissora foi transferida para o Castelo do Batel, antiga residência do ex-governador Moisés Lupion,[14] tornando-se um ponto de referência na capital, durante mais de trinta anos.

Em 2003 a TV Paranaense deixou o Castelo do Batel para um prédio no bairro das Mercês, próximo da torre de transmissão da emissora.

Área de cobertura[editar | editar código-fonte]

A área de cobertura oficial da RPC TV de Curitiba engloba os seguintes municípios:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Maria Luiza Gonçalves Baracho (2007). Modernidade em Preto e Branco (em português). Universidade Federal do Paraná. Página visitada em fevereiro de 2011.
  2. a b c Guadalupe Fernández Presas (abril de 2003). A Desregionalização da Televisão: Uma Análise do Fenômeno no Paraná (em português). Universidade Federal do Paraná. Página visitada em fevereiro de 2011.
  3. Renato Mazânek (28 de novembro de 2009). O Nascimento da Televisão no Paraná - Parte 34 (em português). Caros Ouvintes. Página visitada em fevereiro de 2011.
  4. a b Francisco Cunha Pereira, Em tom maior (em português). Gazeta do Povo (19 de março de 2009). Página visitada em fevereiro de 2011.
  5. Troca de Canal (em português). Revista Veja (29 de março de 1972). Página visitada em junho de 2011.
  6. Fundação Roberto Marinho - Linha do Tempo (em português). Fundação Roberto Marinho (2009). Página visitada em maio de 2014.
  7. Pollianna Milan (29 de outubro de 2009). RPCTV completa 49 anos de informação (em português). Gazeta do Povo. Página visitada em fevereiro de 2011.
  8. Redação RPC TV (14 de junho de 2013). Não perca a estreia do Painel RPC TV, com Adriana Milczevsky (em português). RPC TV. Página visitada em 14 de junho de 2013.
  9. Giorgio Guedin (12 de junho de 2013). RPC TV estreia novo programa (em português). Blog SulBRTV.com. Página visitada em 14 de junho de 2013.
  10. Redação RPC TV (16 de outubro de 2013). RPC TV Curitiba estreia telejornais locais em alta definição (em português). RPC TV. Página visitada em 16 de outubro de 2013.
  11. Giorgio Guedin (15 de outubro de 2013). RPC TV Curitiba estreia programação local em HD (em português). Blog SulBRTV.com. Página visitada em 16 de outubro de 2013.
  12. Redação RPC TV (19 de maio de 2014). Novidade: RPC TV começa a usar aplicativo Waze no Siga Curitiba (em português). RPC TV. Página visitada em 23 de maio de 2014.
  13. Pollianna Milan (25 de outubro de 2009). O Paraná por trás das câmeras (em português). Gazeta Maringá. Página visitada em fevereiro de 2011.
  14. Renato Mazânek (6 de dezembro de 2009). O Nascimento da Televisão no Paraná - Parte 35 (em português). Caros Ouvintes. Página visitada em fevereiro de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre Televisão no Brasil é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.