Racing Club de France

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Racing de Paris
RCF Paris.PNG
Nome Racing Club de France
Alcunhas Os pinguins
Fundação 1882 (132 anos)
Estádio Stade Yves-du-Manoir
Capacidade 7.000
Localização Colombes,  França
Presidente França Denis Marsault
Treinador França Azzedine Meguellatti
Patrocinador Axa
Material esportivo Alemanha Adidas
Competição CFA-2
Website Site oficial
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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O Racing Club de France, conhecido também como Racing de Paris, é um clube polidesportivo francês. Sua sede fica na cidade de Paris.

Inicialmente um clube de atletismo, atualmente possui 17 seções esportivas. A mais proeminente, na atualidade, é a de rugby union, denominada Racing Métro 92. A de futebol, conhecida como Racing Colombes 92 teve longa tradição, mas, após sérias crises financeiras, atualmente encontra-se em divisões amadoras.[1]

Futebol[editar | editar código-fonte]

Era o mais expressivo clube da capital francesa, tendo seu período áureo nos anos 30 e 40, tempos em que obteve seus títulos mais importantes: um campeonato francês e cinco Copas da França. Formava a trinca futebolística da cidade com o Stade Français, que deixou o futebol profissional após ser rebaixado em 1967, e o Red Star,[2] este um clube atualmente na terceira divisão fundado por Jules Rimet e igualmente possuidor de cinco Copas da França, a última em 1942.[3] Por 50 anos, entre 1936 e 1986, o Racing foi o único clube parisiense campeão da Ligue 1.[4]

Como os dois rivais tradicionais, o Racing também foi decaindo, sendo rebaixado na década de 1960 [2] e, na seguinte, passou a rivalizar com a ascensão do novato Paris Saint-Germain, quase cem anos mais jovem.[5] O Racing passou por um curto renascimento em meados da década de 1980, em que retornou à elite e recebeu grandes investimentos da Matra (chegando a ter o nome alterado para Matra Racing). Subiu da Ligue 2 da temporada 1985-86,[6] a mesma em que o PSG conseguiu seu primeiro título francês na elite.[4] O Racing, porém, não deu o retorno esperado à patrocinadora, sendo deixado por ela em 1989 e caindo em seguida.[7] [8]

O dérbi com o Paris Saint-Germain, àquela altura o único clássico entre equipes da mesma cidade no país, acabou por ocorrer poucas vezes: as constantes crises do Racing, somadas à falência, o tiraram de cena, enquanto o rival solidificou-se na elite e ultrapassou o número de títulos dos pingouins, tornando-se a única potência do futebol parisiense.[5]

Embora o Racing tenha ao longo de sua história contado com craques de nível das maiores seleções do mundo como o camaronês Eugène Ekéké, o francês Luis Fernández, o alemão Pierre Littbarski e os uruguaios Enzo Francescoli e Rubén Paz, o time decaiu tanto que atualmente disputa a CFA-2, equivalente a 5ª divisão do futebol francês.

O clube chegou a receber e vencer (por 2-0) em seu estádio em Colombes a Seleção Brasileira de Futebol, em 1963. Por pedido do técnico Aymoré Moreira, três jogadores do Brasil jogaram pelo Racing naquele dia: Lima (que atuou pela seleção na mesma partida), Zequinha e e Gérson. Os gols foram de Guy Van Sam e François Heutte.[9]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Encontro de Racings no Parc des Princes, em 1950, com o francês recebendo o de Avellaneda (de listras verticais), cujo nome foi inspirado no parisiense.

Jogadores históricos[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  • Inspirou o nome do Racing Club, um dos cinco grandes do futebol argentino. Curiosamente, há certa similaridade no uniforme de ambos: camisas listradas em branco e azul celeste (horizontais, no parisiense, e verticais, no outro) e calção preto (por vezes azul escuro, no caso dos argentinos). O uruguaio Rubén Paz jogou nos dois.[10] O clube de Avellaneda também já chegou a competir, ainda que brevemente, no rugby union argentino.[11]

Rugby Union[editar | editar código-fonte]

O departamento de rugby union é pentacampeão nacional, mas com largos jejuns no século XX. Profissionalizou-se após fusão com outro clube, o Métro,[2] e disputa desde 2009 o Top 14, o campeonato francês do esporte, para o qual vem realizando grandes investimentos a fim de sempre estar entre os favoritos - o mais célebre, o veterano ícone nacional Sébastien Chabal,[12] que, todavia, não recuperou o nível de outrora, ficando inclusive de fora da Copa do Mundo de Rugby de 2011.[13]

Seu rival é o mesmo Stade Français com quem disputava clássicos no futebol. Este, após 90 anos de decadência também com a bola oval, renasceu na década de 1990 e, com treze títulos nacionais e dois vices europeus, é um dos gigantes deste esporte na França e na Europa.[2] [12] O Paris Saint-Germain, curiosamente, chegou a também possuir uma seção de rugby, na mesma década de 1990, mas da modalidade rugby league.[2]

Jogadores do Racing Métro antes de um scrum em partida de 2009, já na elite francesa, contra o Stade Toulousain. O jogador mais atrás é Chabal.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. RAMALHO, Víctor (21/03/2012). Clubes de Futebol e Rugby Portal do Rugby. Visitado em 10/01/2013.
  2. a b c d e Futebol e Rugby pelo mundo – realmente tudo a ver blog do Rugby (5/11/2009). Visitado em 11/01/2013.
  3. BETTINE, Lucas (outubro de 2012). PSG: Paris sem grana. Placar n. 1371. Editora Abril, p. 80
  4. a b MAZET, François; PAURON, Frédéric (31/05/2012). France - List of Champions RSSSF. Visitado em 14/01/2013.
  5. a b ZAMBUZI, Luciana (outubro de 2008). Top 10 Rivalidades que estão em baixa. Trivela n. 32. Trivela Comunicações, p. 13
  6. ABBINK, Dinnant (29/01/2005). France - France - List of Final Tables Second Level RSSSF. Visitado em 14/01/2013.
  7. COELHO, Paulo Vinícius (setembro de 2011). A maldição dos novos ricos. Revista ESPN n. 23. Spring Editora, p. 19
  8. LOBO, Luís Freitas (12/04/2000). RACING CLUB PARIS: O FUTEBOL NA CIDADE DAS LUZES Planeta do Futebol. Visitado em 01/03/2011.
  9. ARRUDA, Marcelo Leme de (27/10/2012). Seleção Brasileira (Brazilian National Team) 1961-1963 RSSSF Brasil. Visitado em 24/04/2013.
  10. PERUGINO, Elías. Rubén Paz (fevereiro de 2011). El Gráfico Especial n. 28 - "100 Ídolos de Racing", pp. 18-19
  11. BRANDÃO, Caio (24/11/2011). Futebol e Rugby – Parte 10: outros clubes Futebol Portenho. Visitado em 10/01/2013.
  12. a b CÂMERA, Mário (fevereiro de 2012). No olho da rua. Revista ESPN n. 28. Spring Editora, pp. 62-65
  13. Un vasco que la rompió en 2010 (setembro de 2011). El Gráfico - Guía de la Copa do Mundo. Revistas Deportivas, p. 17

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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