Rádon
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O rádon (ou radão) (português europeu) ou radônio (português brasileiro) (do latim radonium - derivado do rádio), é um elemento químico de símbolo Rn e de número atómico igual a 86 (86 prótons e 86 eléctons, com massa atómica de aproximadamente [222] u. É um dos gases nobres, encontrado no grupo 18, 8A ou 0 da classificação periódica dos elementos. À temperatura ambiente, o radônio encontra-se no estado gasoso.
Foi descoberto por Owens e Ernest Rutherford em 1899.
O Rn-222 é produto do decaimento radioativo do urânio-238. Por ser um gás nobre, difunde-se em ambientes de convivio humando através de materiais de construção, solos, água podendo continuar seu processo de fissão emitindo partículas alfa, beta e gama, submetendo estes ambientes à existencia de uma radioatividade. A atividade devido ao radônio equivale a 54% das radiações que estamos sujeitos.
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[editar] Características principais
É um elemento radioactivo e gasoso, enquadrado dentro dos chamados gases nobres. Na forma gasosa é incolor, inodoro e insípido (na forma sólida tem cor avermelhada). Na tabela periódica tem o número 86 e símbolo Rn. A sua massa atómica é de 222, o que implica que por término médio tem 136 neutrões. Igualmente, no estado neutro corresponde-lhe ter o mesmo número de electrões que de protões, isto é, 86.
[editar] Aplicações
O rádon tem sido aplicado como fonte de radiação em canceroterapia, oferecendo algumas vantagens sobre o rádio. Utiliza-se também como indicador radioactivo para a detecção de fugas de gases e na medida da velocidade de escoamento de fluidos. Também é utilizado em sismógrafos e como fonte de neutrões.
[editar] História
Em 1899, R. B. Ownes reparou que a radioactividade dos compostos de tório expostos ao ar era reduzida. Rutherford estudou este fenómeno, e descobriu que o tório emitia um gás radioactivo, que na altura ficou conhecido por "emanação do tório". Em 1900 F. E. Dorn verificou que o mesmo se passava com o rádio, e, em 1903, A. Debierne e F. O. Giesel reconheceram as mesmas "emanações" no actínio. Estas "emanações" foram identificadas como rádon.
[editar] Ocorrência e obtenção
O átomo de rádon é altamente instável. Todos os seus isótopos têm semi-vidas extremamente curtas e emitem radiação alfa, transformando-se em polónio. O rádon é formado na desintegração do rádio e, portanto, todos os minerais que contêm rádio têm também rádon.
[editar] Isótopos
O radón é produto da desintegração do rádio (elemento 88), elemento altamente radioactivo, assim como do tório (elemento 90) de onde vem o nome de um dos seus isótopos, torão, de vida média de 55 segundos e de massa atómica 220 u. O isótopo 219Rn é produto da desintegração do actínio, chama-se actinão e tem uma vida média de 4 segundos. Além de todos estes, o rádon tem 22 isótopos artificiais, produzidos por reacções nucleares por transmutação artificial em ciclotrões e aceleradores lineares. O isótopo mais estável é o 222Rn, também é o mais abundante, com uma vida média de 3,8 dias e produto da desintegração do 226Ra. Ao emitir partículas alfa, converte-se num isótopo do elemento polónio.
[editar] Precauções
Quando existe una concentração considerável de rádon no ambiente, este gás incorpora-se aos pulmões por inalação. Esta incorporação supõe uma contaminação radioactiva. As partículas alfa emitidas pelo rádon são altamente ionizantes, mas tem pouco poder de penetração, tão pouco que não são capazes de atravessar a nossa pele ou uma simples mascarilha. No entanto, ao inalar o gás, esse escasso poder de penetração converte-se num problema, já que as partículas não conseguem escapar de nosso corpo, e depositam toda sua energia nele, podendo ocasionar lesões ou patologias de gravidade diversa, de acordo com a quantidade de rádon inalado. É a causa número dois de morte de cancêr de pulmão nos Estados Unidos, apenas atrás do cigarro. É provado, por estudos da EPA - U.S. Environmental Protection Agency, que em torno de 20.000 pessoas morrem por ano por causa desse elemento químico.

