Anexo:Lista de rainhas de Portugal
Ao longo da sua história, a monarquia portuguesa teve apenas duas rainhas reinaram de facto como monarcas: D. Maria I e D. Maria II (tal como actualmente sucede com as rainhas Isabel II do Reino Unido e Beatriz dos Países Baixos).
Todas as restantes foram Rainhas consortes, ou seja usufruíram do título de Rainha de Portugal enquanto esposas (consortes) de reis, e não porque desempenhassem qualquer poder ou função (à semelhança, por exemplo, da rainha Sofia de Espanha). Podiam, no entanto, influenciar as decisões dos maridos, e a história de Portugal regista vários casos.
Para além disso, várias Rainhas desempenharam as funções de regente de Portugal, e, portanto, do império ultramarino português, sobretudo durante a menoridade dos seus filhos e herdeiros do trono.
Índice |
[editar] Condado Portucalense (1096-1139)
[editar] Casa de Borgonha
| Nome | Casa originária | De | Até | Esposa de | |
|---|---|---|---|---|---|
| D. Teresa de Leão | Navarra | 1096 | 1112 | D. Henrique |
[editar] Rainhas da Primeira Dinastia – Borgonha
[editar] Rainhas da Segunda Dinastia – Avis
[editar] Rainhas da Terceira Dinastia – Dinastia Filipina
Também rainhas de Espanha, durante a União Pessoal de Portugal com a Espanha.
[editar] Rainhas da Quarta Dinastia – Bragança
- Esta lista é sucedida pela lista de primeiras-damas de Portugal
[editar] Reivindicações pós-Monarquia
Após a morte do último rei de Portugal, uma alegada filha natural de D. Carlos I[6] e, portanto, meia-irmã de D. Manuel II, conhecida como Maria Pia de Saxe-Coburgo e Bragança de Laredo[7], sustentando-se na acta das Cortes de Lamego que definiam «se el Rey falecer sem filhos, em caso que tenha irmão, possuirá o Reyno em sua vida», reclamou a chefia da Casa de Bragança e defendeu ser a legítima Rainha de Portugal[8]. Facto que não foi confirmado pela República Portuguesa, sendo reconhecido pelo Estado Portugues, SAR D. Duarte Pio, o ùnico pretendente e chefe da Casa Real de Portugal.
| Nome | Casa originária | De | Até | |
|---|---|---|---|---|
| Maria Pia de Saxe-Coburgo e Bragança de Laredo, reclamou o título de Rainha D. Maria III de Portugal[9]. |
Bragança (Ramo de Bragança-Saxe-Coburgo e Gota) | 1932 | 1987 |
Notas
- ↑ Tradicionalmente, D. Mécia Lopes de Haro não é considerada no número das rainhas de Portugal; a ter havido qualquer casamento com D. Sancho II, foi declarado inválido pelo Papa no Concílio de Lião.
- ↑ Segundo reza a tradição, em 1361 D. Pedro I teria feito desenterrar a sua amante Inês de Castro, declarado-a sua mulher legítima e feito-a, postumamente, rainha de Portugal.
- ↑ Entre os anos de 1668 e 1683, Maria Francisca esteve casada com o então Regente D. Pedro, pelo que durante este período usou o Título de Princesa, sendo entretanto conhecida como Rainha-princesa, voltou a ser Rainha de facto após a morte de Afonso VI em 12 de Setembro de 1683, até sua própria morte, três meses e meio depois, em 27 de Dezembro de 1683.
- ↑ Formalmente, Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg jamais foi rainha de Portugal; inclui-se nesta lista por ter sido casada com D. Miguel I, mas já após a sua deposição.
- ↑ Formalmente, Augusta Vitória jamais foi rainha de Portugal; inclui-se nesta lista por ter sido casada com D. Manuel II, mas já após a sua deposição.
- ↑ PAILLER, Jean; Maria Pia: A Mulher que Queria Ser Rainha de Portugal. Lisboa: Bertrand, 2006.
- ↑ "...aquela que se conhecia por S.A.R. Dona Maria Pia de Saxe-Coburgo e Bragança, Princesa Real de Portugal" (Pailler, 2006, p.12).
- ↑ SOARES, Fernando Luso; Maria Pia, Duquesa de Bragança contra D. Duarte Pio, o senhor de Santar. Lisboa: Minerva, 1983.
- ↑ (cf. Jean Pailler, 2006, p.49)