Randolfe Rodrigues

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Randolfe Rodrigues
Randolfe Rodrigues
Senador pelo  Amapá
Mandato 1 de fevereiro de 2011
até a atualidade
Deputado estadual do  Amapá
Mandato 1º de janeiro de 1999
até 31 de dezembro de 2006
(2 mandatos consecutivos)
Vida
Nascimento 6 de novembro de 1972 (41 anos)
Garanhuns, Pernambuco
Dados pessoais
Partido PSOL
Profissão Professor, Historiador
linkWP:PPO#Brasil

Randolph Frederich Rodrigues Alves, mais conhecido como Randolfe Rodrigues (Garanhuns, 6 de novembro de 1972), é um político brasileiro do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).[1] Senador da República mais jovem do Brasil, e mais votado da história do estado do Amapá, é amplamente considerado um dos mais atuantes do Congresso Nacional.[2] [3] [4] [5] [6]

No meio político são fortes os rumores indicando que o senador Randolfe Rodrigues será o candidato indicado pelo PSOL para a sucessão de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República.[7] [8] Randolfe Rodrigues lidera as pesquisas eleitorais para o Governo do Amapá.[9]

Caso o plano das bases partidárias psolistas de lançarem o senador Randolfe ao Planalto não se concretize, o atual senador Randolfe Rodrigues poderá se lançar candidato[10] . O leque de alianças parece ser bastante grande para Randolfe: com Clécio na prefeitura, poderá ainda contar com amplo apoio[11] para disputar o Palácio do Setentrião.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Com início humilde em Pernambuco[12] , Randolfe reside no Amapá desde os oito anos de idade, onde se formou em história pela Universidade Federal do Amapá e atuou como professor. Assim como o pai sindicalista e militante socialista, foi filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Em sua primeira disputa eleitoral elegeu-se deputado estadual do Amapá em 1998 com 1.756 votos nominais, reelegendo-se em 2002.

Deixou o PT em 2005 para filiar-se ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Mantendo sua postura ética, seu pedido de desfiliação partidária no PT foi causado, principalmente, pela crise política nacional causada pelas denúncias de um esquema de pagamento a congressistas para votarem de acordo com os interesses do executivo (o escândalo do mensalão). De acordo com o senador Randolfe Rodrigues, foi causado também pelas mudanças regressivas do PT que, na concepção do parlamentar e demais fundadores do partido, abandonou o socialismo como meta estratégica. Em julho de 2006, o próprio presidente Lula da Silva se declarou distante da esquerda, admitindo que em um eventual segundo mandato prosseguiria com políticas conservadoras. Militantes históricos e mesmo fundadores do PT, como Plínio de Arruda Sampaio e Hélio Bicudo, saíram do partido individualmente ou em conjunto. Um exemplo de movimento em conjunto é a corrente petista Ação Popular Socialista, tendência a qual Randolfe é afiliado, oriunda da fusão da antiga tendência petista Força Socialista e grupos regionais.

Tentou eleger-se Deputado Estadual em 2006, mas não conseguiu. Em 2008, foi candidato a vice-prefeito de Macapá, tendo conquistado o segundo lugar nas eleições. Foi dessa forma, o primeiro psolista a chegar a um segundo turno de eleição.

De acordo com dados do senado, Randolfe tem apresentado emendas com recursos para construção de trechos rodoviários, melhoria de habitação popular, estruturação de unidades de saúde, implantação de sistema de abastecimento de água, e vários outros projetos que beneficiaram a vida dos amapaenses.

Senador mais jovem do Brasil[editar | editar código-fonte]

Em 2010, foi o senador mais votado do estado do Amapá com 203.259 votos,tornando-se o mais jovem integrante do Senado Federal da atual legislatura.

O candidato viu uma campanha que começou com dificuldades se tornar uma fenômeno de votos ao longo do tempo. "Foram quatro meses de intensa movimentação que abriram os olhos da população para um compromisso sério e de fidelidade com as necessidades da comunidade", ressaltou.

Quando a eleição começou, Randolph era o quarto e Waldez Góes era o líder com 51% dos votos, segundo pesquisa Ibope. Com o processo de João Capiberibe no TSE, e de Waldez na Operação "Mãos Limpas" da Polícia Federal, desencadeada em 10 de setembro, abriu-se uma vertente para a votação espontanea do povo amapaense.

Abdicando dos "erros" cometidos em campanhas anteriores, como a manifestação de posições tidas por radicais, sua campanha eleitoral optou em 2010 e 2012 por um discurso moderado, prometendo por exemplo a ortodoxia econômica, conquistando dessa forma a confiança da classes média, C e do empresariado.

Candidato à presidência do Senado[editar | editar código-fonte]

2011[editar | editar código-fonte]

No primeiro dia como senador concorreu ao cargo de presidente do Senado contra o então presidente do senado, José Sarney e foi derrotado por 70 votos a 8, com dois votos em branco e um nulo.[13] . Deputado estadual por oito anos, eleito senador em outubro de 2010, o professor universitário Randolfe Rodrigues, 38 anos, decidiu concorrer com Sarney em defesa de valores éticos revogados pelo grupo do adversário. Além do próprio voto, conseguiu mais sete. Só cinco foram identificados: Marinor Brito (PSOL-PA), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Simon (PMDB-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Marisa Serrano (PSDB-MS). Até agora não apareceram os donos dos dois votos restantes. Tampouco se sabe quem foi o autor do segundo voto em branco. Sem contar os peemedebistas dissidentes Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon, eram 18 os senadores filiados a partidos de oposição (10 do PSDB, cinco do DEM, um do PPS e na época dois do PSOL).

2013[editar | editar código-fonte]

Em 15 de janeiro de 2013, o então líder do PSOL no Senado, Randolfe Rodrigues anunciou sua candidatura à Presidência da Casa. Ele disputou o cargo com o líder do PMDB no Senado, o senador Renan Calheiros, que tem o apoio da base governista e que renunciou em novembro de 2007 a esse mesmo cargo devido a denúncias de que teria contas pessoais pagas por uma construtora.[14]

Randolfe contou com o apoio de senadores independentes, entre eles do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), e decidiu entrar na disputa para evitar que Renan Calheiros fosse candidato único. A eleição ocorreu em fevereiro de 2013 e Renan Calheiros saiu vencedor.[15]

Conflitos[editar | editar código-fonte]

O senador Randolfe Rodrigues relatou que levou um soco no estômago do deputado Jair Bolsonaro, porém nenhuma imagem o comprova. A agressão aconteceu na frente do prédio do Batalhão de Polícia, pouco antes do início da visita, da qual participavam membros da Subcomissão da Verdade, Memória e Justiça do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. Bolsonaro, militar da reserva do Exército e que não faz parte de nenhuma das Subcomissões, nem estava na lista dos integrantes da visita, também quis entrar no prédio, fato rechaçado pelas pessoas que fariam a visita.

Taxação sobre capital estrangeiro[editar | editar código-fonte]

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) defendeu em 14 de março de 2012, a aprovação de projeto de lei que estabelece cobrança de Imposto de Renda (IR) sobre o capital estrangeiro que ingressa no país para lucrar com os juros altos. De autoria da ex-senadora Marinor Brito, do PSOL do Pará, a proposta tem como relator o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que já se manifestou favorável à matéria. Randolfe Rodrigues disse que a ausência de taxação de IR sobre o capital estrangeiro também representaria uma grave injustiça com o trabalhador brasileiro, que é obrigado a descontar mensalmente uma alíquota de 27,5%. O senador ressaltou que os US$ 8,8 trilhões de capital estrangeiro citados na palestra por Mantega vieram para o Brasil apenas pela alta taxa de juros praticada no pais, considerada a maior do mundo (9,75%), sem qualquer preocupação com a implantação de empreendimentos para o desenvolvimento da economia nacional[16] .

Identidade estudantil[editar | editar código-fonte]

Passadas três horas de discussão e muita polêmica em torno da emissão da identidade estudantil, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, em 15 de fevereiro de 2012, parecer do relator da proposta, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) ao projeto do Estatuto da Juventude (PLC 98/2011).[17]

Mudanças no Código Florestal[editar | editar código-fonte]

A comissão especial que analisa mudanças no Código Florestal aprovou em 6 de julho de 2010 o texto-base do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ao projeto que trata da mudança no Código Florestal. O texto diz que nas pequenas propriedades, com até quatro módulos rurais, não é preciso fazer a recomposição das áreas já desmatadas de sua reserva legal. Nas áreas maiores, a recomposição florestal tem que ser feita em áreas do mesmo bioma e no prazo de 20 anos. Após a aprovação do texto-base, os defensores do projeto comemoraram gritando “Brasil”, enquanto os adversários da mudança gritavam “retrocesso”.

A votação aconteceu depois de muito debate e sob obstrução dos parlamentares ligados à causa ambientalista, que tentaram adiar a votação. O último argumento usado pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP) é que o presidente da comissão, Moacir Micheletto (PMDB-PR), tinha encerrado a reunião, e não a suspendido – o que inviabilizaria a votação.

Para críticos do projeto, as mudanças feitas pelo relator não resolveram o problema. O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) é um dos mais exaltados contra o projeto. Para ele, a proposta beneficia principalmente os grandes produtores e é um risco para o meio ambiente.

Na ocasião, o parlamentar psolista recebeu apoio de manifestantes do Greenpeace.

Com base em trechos do Regimento Interno do Senado, o líder do partido, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), alegou que o substitutivo do senador Jorge Viana (PT-AC), que será votado no plenário, não foi publicado ainda no Diário do Senado. Além disso, o regimento também prevê que o requerimento de urgência tem que ser lido com um dia de antecedência para ser votado.

Pautada para votação em plenário, a reforma do Código Florestal Brasileiro sofreu um revés em plenário durante a sessão de 29 de novembro de 2011. No momento em que a Mesa encaminhava a votação do requerimento de urgência para o projeto do novo Código Florestal, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) apresentou questão de ordem em que questionava não só o “atropelo” do regimento interno, mas também a falta de quórum para aprovar a urgência. Com base no Regimento Interno do Senado e provocada por Randolfe, a Mesa Diretora adiou para amanhã a leitura do requerimento encaminhado ao plenário pela Comissão de Meio Ambiente (CMA).

Em 25 de maio de 2011 a presidente Dilma Rousseff, vetou doze itens (artigos, parágrafos ou incisos) do Código Florestal. O texto tem 32 modificações, sendo que 14 recuperam o texto do Senado, cinco são novos artigos e 13 são ajustes e readequação de conteúdo. Para eliminar vácuos legais devido ao corte dos artigos, o governo vai editar uma medida provisória (MP). O governo não quis listar quais são os artigos vetados. O PSOL declarou em seguida que irá a Justiça para barrar a aprovação do Novo Código Florestal.

Candidatura à Presidência da República em 2014[editar | editar código-fonte]

Em 1° de dezembro de 2013, o PSOL escolheu Randolfe Rodrigues como candidato do partido para a presidência.[18] Randolfe derrotou a pré-candidata Luciana Genro na votação promovida no 4° Congresso Nacional do partido.[18]

Peculiarmente, a pré - candidatura de Randolfe e Luciana recebe adesões de setores da sociedade atípicas à chamada "Esquerda Socialista"[19] .

Atuação na devolução simbólica do mandato de João Goulart[editar | editar código-fonte]

Por um projeto de decreto legislativo elaborado pelos senadores Pedro Simon e Randolfe Rodrigues o Congresso Nacional, reunido em sessão simbólica em 18 de dezembro de 2013, devolveu simbolicamente o mandato de Presidente da República ao presidente deposto em 1964, João Goulart[20] .

Posição sobre financiamento de campanha[editar | editar código-fonte]

Randolfe Rodrigues defendeu a adoção do financiamento público de campanha e denunciou a "lamentável podridão" do modelo privado. O parlamentar citou trecho de entrevista de José Roberto Arruda à revista Veja, em que o ex-governador do Distrito Federal justifica práticas das quais é acusado na Justiça dizendo que "jogou o jogo da política brasileira".

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Prêmio Categoria Resultado Vencedor
Congresso em Foco 2012[21] Parlamentar de Futuro[22] Venceu Randolfe Rodrigues
Combate ao Crime Organizado[23] Venceu Randolfe Rodrigues
Defesa da Segurança Jurídica e Cidadania[24] Venceu Randolfe Rodrigues
Defesa da Democracia[25] 2º colocado Eduardo Suplicy
Melhor Senador[26] 3º colocado Eduardo Suplicy
Congresso em Foco 2013[27] [28] Senador mais votado pelos jornalistas Venceu Randolfe Rodrigues
Parlamentar de Futuro 2º colocado Jean Wyllys
Defesa da Gestão Pública 3º colocado Chico Alencar
Melhor Senador 4º colocado Cristovam Buarque
Defesa da Democracia 5º colocado Chico Alencar
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Referências

  1. Folha.com (03/10/2010). Amapá elege Randolfe Rodrigues e Gilvam Borges para o Senado. Página visitada em 12/10/2010.
  2. http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,senador-do-psol-eleito-no-ap-e-o-mais-jovem-do-pais,620772,0.htm Estadão]
  3. Randolfe Rodrigues vence como Parlamentar de Futuro
  4. Randolfe é o destaque no combate ao crime organizado
  5. Randolfe vence na defesa da segurança jurídica
  6. Resultado final da votação do Prêmio Congresso em Foco. Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  7. {{Citar web|url=http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2013/10/05/interna_politica,391858/senador-randolfe-admite-possibilidade-de-se-candidatar-a-presidencia.shtml |título=Senador Randolfe admite possibilidade de se candidatar à presidência |autor=[[Correio Brazilienze]|data=05 de Outubro de 2013|língua2=pt|acessodata=05 de Outubro de 2013}}
  8. TERRA.com (21/11/2013). Senador Randolfe Rodrigues lança pré-candidatura à Presidência pelo Psol. Página visitada em 21/11/2013.
  9. RevistaÉpoca.com (4/3/2013). MEU NORTE: Randolfe lidera pesquisa no Amapá. Página visitada em 4/3/2013.
  10. http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/eleicoes-2014/randolfe-candidato-entre-amapa-e-planalto/ "Amapá ou Planalto"]. Veja. 04 de Janeiro de 2013.
  11. http://jornalagazeta-ap.com/portal/?p=2&i=10381&t=Um_samba_quadrado_para_2014 "Um samba quadrado para 2014"]. A Gazeta. 18 de Janeiro de 2013.
  12. "Portal Senadores - Senador Randolfe Rodrigues". Senado Federal do Brasil. s/d. Página visitada em 7 de dezembro de 2013.
  13. R7
  14. G1 (15/01/2013). Randolfe confirma candidatura à presidência do Senado. Página visitada em 16/01/2013.
  15. Portal Terra (15/01/2013). Randolfe Rodrigues confirma candidatura à presidência do Senado. Página visitada em 16/01/2013.
  16. Pernambuco.com (14/03/2012). Randolfe Rodrigues defende taxação sobre capital estrangeiro. Página visitada em 14/03/2012.
  17. Senado.com (15 de fevereiro de 2012). Aprovação do Estatuto da Juventude é 'conquista histórica', afirma Randolfe. Página visitada em 15 de fevereiro de 2012.
  18. a b Macedo, Danilo. "PSOL escolhe presidente e candidato às eleições presidenciais de 2014". EBC. 1° de dezembro de 2013. Página visitada em 2 de dezembro de 2013.
  19. Correiodopovo.com (11/04/2014). Randolfe critica “mesmice nas alianças”. Página visitada em 11/04/2014.
  20. Após 49 anos, Congresso devolve mandato de Jango[1]. Congresso em foco. Página visitada em 4 de janeiro de 2014.
  21. Congresso em Foco 2012
  22. Randolfe Rodrigues vence como Parlamentar de Futuro
  23. Randolfe é o destaque no combate ao crime organizado
  24. Randolfe vence na defesa da segurança jurídica
  25. Suplicy é o grande destaque na defesa da democracia
  26. E o melhor senador em 2012 é… Eduardo Suplicy
  27. Cristovam Buarque e Jean Wyllys, os melhores do ano. Página visitada em 28 de setembro de 2013.
  28. Resultado final da votação do Prêmio Congresso em Foco. Página visitada em 28 de setembro de 2013.