Ranieri Mazzilli

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Ranieri Mazzilli
25º Presidente do Brasil Brasil
Período de governo 2 de abril de 1964
a 15 de abril de 1964
Vice-presidente Nenhum
Antecessor(a) João Goulart
Sucessor(a) Castelo Branco
23º Presidente do Brasil Brasil
Período de governo 25 de agosto de 1961
a 8 de setembro de 1961
Vice-presidente Nenhum
Antecessor(a) Jânio Quadros
Sucessor(a) João Goulart
25º Presidente da Câmara dos Deputados
Período de governo 11 de março de 1958
a 24 de fevereiro de 1965
Antecessor(a) Ulysses Guimarães
Sucessor(a) Olavo Bilac Pinto
Deputado Federal por  São Paulo
Período de governo 1º de fevereiro de 1951
a 1º de fevereiro de 1967
Vida
Nome completo Pascoal Ranieri Mazzilli
Nascimento 27 de abril de 1910
Caconde, São Paulo,
 Brasil
Morte 21 de abril de 1975 (64 anos)
São Paulo, São Paulo,
 Brasil
Dados pessoais
Alma mater Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense
Cônjuge Sílvia Serra
Partido Social Democrático
Movimento Democrático Brasileiro
Profissão Advogado e jornalista

Pascoal Ranieri Mazzilli (Caconde, 27 de abril de 1910São Paulo, 21 de abril de 1975[1] ) foi um advogado, jornalista e político brasileiro, tendo sido presidente do Brasil em dois momentos durante o 17° período do Governo Republicano.

O primeiro, após a renúncia do titular Jânio Quadros, e durante a ausência do vice-presidente João Goulart, que estava em visita oficial à República Popular da China. Neste período, Mazzilli governou o país durante catorze dias, de 25 de agosto a 8 de setembro de 1961. Mazzilli governou o Brasil, pela segunda vez, de 2 de abril de 1964 (logo após o Golpe Militar) até 15 de abril de 1964.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Domenico Mazzilli e Angela Liuzzi, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo em 1930, mas não terminou os estudos jurídicos nessa faculdade[1] . Trabalhou brevemente como coletor de impostos em Taubaté. A partir de 1932 passou a trabalhar como jornalista especializado em temas fiscais. Em 1936 decidiu continuar os estudos de direito, vindo a se formar em 1940 na Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense[1] .

No Distrito Federal, à época na cidade do Rio de Janeiro, teve vários empregos no setor público. Foi diretor do Tesouro Público Nacional (1942), secretário-geral de Finanças da Prefeitura do Distrito Federal (1946) e diretor da Caixa Econômica Federal do Rio de Janeiro (1948). Foi também chefe de gabinete do ministro da Fazenda Manuel Guilherme da Silveira, entre 1949 e 1951.[1]

Na década de 1950 entrou para a política, elegendo-se deputado federal por São Paulo, filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Foi reeleito em 1954 e 1958. Em 1959 candidatou-se à presidência da Câmara dos Deputados, cargo no qual permaneceu até 1965, reelegendo-se cinco vezes seguidas[1] . Era casado com Silvia Serra Mazzilli, mineira e que pertencia à sociedade cafeeira.

Presidência interina[editar | editar código-fonte]

Primeiro período[editar | editar código-fonte]

Na qualidade de presidente da Câmara dos Deputados, conforme previa a Constituição vigente, assumiu a presidência da República algumas vezes, dentre elas duas especialmente marcantes[1] . Em 25 de agosto de 1961, em virtude da renúncia de Jânio Quadros e da ausência do vice-presidente João Goulart, que se encontrava em missão na China[1] . Nesta ocasião os ministros militares do governo Jânio Quadros — general Odílio Denys, do Exército; brigadeiro Gabriel Grün Moss, da Aeronáutica; e almirante Sílvio Heck, da Marinha — formaram uma junta militar informal que tentou impedir, sem sucesso, a posse de João Goulart, abrindo-se uma grave crise político-militar no país. A solução para o impasse foi a aprovação pelo Congresso, em 2 de setembro, de uma emenda à Carta de 1946, instaurando o sistema parlamentarista de governo. João Goulart assumiu, então, a presidência em 7 de setembro de 1961.[1]

Segundo período[editar | editar código-fonte]

Ranieri Mazzilli

Em 2 de abril de 1964, o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu mais uma vez a presidência da República, por ocasião do golpe político-eleitoral que depôs o presidente João Goulart. Em menos de três anos, era a sexta vez que assumia o cargo interinamente.[2] Apesar disso, o poder de fato passou a ser exercido por uma junta, autodenominada Comando Supremo da Revolução, composta pelo general Artur da Costa e Silva, almirante Augusto Rademaker Grünewald e o brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo. No dia 15 de abril, entregou o cargo ao marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.[1] Os dois períodos em que Mazzilli foi presidente se caracterizaram por sua pouca influência nas decisões políticas. Assim, o Ato Institucional, depois conhecido como número 1, foi baixado no seu segundo período, com a assinatura dos ministros militares, que se autodenominavam Comando Supremo da Revolução e detinham o poder de fato, cabendo a Mazzilli um cargo apenas formal[1] . [2]

Apesar de ter facilitado a fundamentação política e constitucional do golpe de 1964, em 1966 o regime militar patrocinou (Mazzilli, 1998, p. 245-250) sua derrota na candidatura à presidência da Câmara dos Deputados, em favor de Bilac Pinto (UDN, depois nomeado pela ditadura ministro do Supremo Tribunal Federal), deixando assim um cargo que exercia havia sete anos. Foi também presidente da União Interparlamentar Mundial. Morreu em abril de 1975.

Referências

  1. a b c d e f g h i j Ranieri Mazzilli FGV - CPDOC. Visitado em 31/07/2009.
  2. a b Lira Neto. In: Contexto. Castello: A marcha para a ditadura. [S.l.: s.n.]. Capítulo Prólogo. p. 17 pp. ISBN 857244257X. Visitado em 1/08/2009.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Pascoal Ranieri Mazzilli
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Ranieri Mazzilli
  • GATTI, Vicente Paulo, O Presidente Mazzilli e Eu, Editora Vicente Paulo Gatti.
  • KOIFMAN, Fábio, Organizador - Presidentes do Brasil, Editora Rio, 2001.
  • MAZZILLI, Hugo. (1998). Muitas vidas. São Paulo: Editora Juarez de Oliveira, p. 229-261.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Ulisses Silveira Guimarães
Brasil Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil
1958 — 1965
Sucedido por
Olavo Bilac Pereira Pinto
Precedido por
Jânio Quadros
Brasil.
23º. Presidente do Brasil

1961
Sucedido por
João Goulart
Precedido por
João Goulart
Brasil.
25º. Presidente do Brasil

1964
Sucedido por
Castelo Branco