Rapel

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Prática de rapel

Rapel (em francês: rappel) é uma atividade vertical praticada com uso de cordas e equipamentos adequados para a descida de paredões e vãos livres bem como outras edificações.

Trata-se de uma atividade criada a partir das técnicas do alpinismo o que significa que requer preocupação com a segurança do praticante. Este deve ter instruções básicas e acompanhamento de especialistas. Cursos preparatórios são indispensáveis.

A atividade é praticada essencialmente em grupo onde cada integrante se deve preocupar com o companheiro, questionando qualquer situação que possa gerar um incidente e até um acidente.

O nome Rapel[editar | editar código-fonte]

Rapel (Rappel), é uma palavra que em francês quer dizer "chamar" ou "recuperar" e foi usada para batizar a técnica de descida por cordas. O termo veio da explicação do alpinista Jean Charlet-Stranton, por volta de 1879, quando explicava a técnica: "je tirais vivement par ses bouts la corde qui, on se le rappelle...." que quer dizer em tradução livre "Quando chegava perto de meus companheiros eu puxava fortemente a corda por uma de suas pontas e assim a trazia de volta para mim...", ou seja, ele chamava a corda de volta ao terminar a escalada e a descida de uma montanha ou pico [1]

Surgimento da Técnica[editar | editar código-fonte]

Segundo o “Livro Rapel Técnico”[2] no final do século XIX os alpinistas já utilizavam o Rapel em suas escaladas. Porém, foi com os espeleólogos no início do século XX, que a técnica passou a ser difundida. Os espeleólogos conseguiram chegar a locais, que não tinham acesso, a partir daí, iniciou-se a popularização da Técnica atualmente denominada Rapel.

Rapel um Esporte[editar | editar código-fonte]

[2] Na década de 90 havia uma grande polêmica quanto o Rapel ser um esporte ou apenas uma técnica usada para complemento de outros esportes. No fim da década de 90 com aumento da quantidade de pessoas que praticavam exclusivamente o Rapel, a atividade se tornou um esporte deixando de ser apenas uma atividade, no inicio da primeira década de 2000 o Rapel se consolidou com um esporte mais tarde vindo se tornar um esporte de competição. Atualmente o Rapel Esportivo é um esporte de competição com duas categorias o Rapel Stopwatch e o Rapel Primp.

Modalidades do Rapel[editar | editar código-fonte]

[2] O Rapel se divide em apenas quatros modalidades, que são: Rapel complementar; Rapel tático; Rapel de regaste; Rapel esportivo. Sendo que o Rapel Esportivo possui duas categorias de competição que são: "Rapel Stopwatch" e o "Rapel Primp".

Manobras do Rapel e suas Variedades[editar | editar código-fonte]

No Rapel esportivo sugiram diversas manobras as mais praticadas e populares são as que exigem menos técnicas são: [2] Rapel tradicional, Rapel frontal, Rapel invertido. Existem diversas outras manobras de Rapel, porem, exigem do praticante um maior domínio de técnicas e um treinamentos adequados para pratica-las, algumas da manobras são:
Rapel lateral;
Rapel top rope;
Rapel cascadin;
Rapel guiado;
Rapel jump;
Rapel Positivo ou Negativo.
No Rapel Esportivos Existem diversas outras manobras, inclusive manobras técnicas com baldeação de corda, descensão (descida de Rapel), com transpasse e etc. Os praticantes estão sempre inovando e criando novas manobras para o Rapel Esportivo, isso tem tornado o Esporte Rapel mais atrativo e por isso vem aumentando cada vez mais o números de praticastes de Rapel Esportivo

Rapel positivo e negativo[editar | editar código-fonte]

[1] Quando os pés têm contato com a parede, durante a descida, utilizam-se as técnicas de Rapel em Positivo. Do contrário, quando praticado em vãos livres, onde não há contato dos pés com a parede, a técnica é de Rapel em Negativo. Para cada técnica é possível realizar algumas manobras como saltos, giros e descidas de ponta-cabeça.

Salvamento com rapel[editar | editar código-fonte]

Salvamento realizado pelo Corpo de Bombeiros do Paraná.

O rapel também é utilizado como técnica de salvamento em muitas situações. Os bombeiros do mundo todo utilizam desta técnica para o resgate de pessoas.

Equipamento[editar | editar código-fonte]

São utilizados diversos equipamentos diferentes para cada necessidade. É preciso estar atento a cada detalhe, revendo todos os pontos sempre. Redundância é um fator de segurança.

Existem equipamentos voltados para a amarração ou ancoragem da corda de descida, como os mosquetões, as fitas tubulares e as ancoragens back-ups [1] .

Entre os equipamentos individuais básicos estão a arnês, mosquetão, luva, freio e capacete. Normalmente são utilizados equipamentos com certificação de segurança internacional.

Esse conjunto adapta-se ao corpo com conforto na altura da cintura e, depois de conectado à corda e travado, permite ao praticante uma descida com velocidade controlada, sem esforço maior, utilizando o atrito entre o oito (um tipo de descensor) e a corda e controlando com uma das mãos a passagem da corda pelo sistema. Não requer força, apenas determinação, um pouco de coragem e técnica, sendo necessária uma formação antecipada de forma a evitar acidentes trágicos e fatais. Quem cai, por não saber utilizar correctamente os equipamentos, só cai uma vez!

As descidas devem ser monitoradas por um agente, no lançamento, e por outro agente, durante a descida cuidando da segurança lá embaixo. Ele segura a ponta da corda, esticando-a, caso necessário e provocando atrito no sistema conectado, colaborando com o praticante em caso de alguma dificuldade.

É uma atividade segura desde que praticada com muita atenção aos princípios de segurança.

Descrição dos equipamentos[editar | editar código-fonte]

Corda é a freio 8.
  1. Mosquetões de aço: usados na ancoragem da corda em que é feita a descida. Os de aço são os mais recomendados por terem uma resistência e durabilidade maior.
  2. Mosquetão de alumínio: Servem para ligar o equipamento de descensão ao arnês .
  3. Fitas Solteiras: São as mais aconselhadas para se fazer ancoragens, por resistirem bastante e serem mais confiáveis.
  4. Cordas: Usadas para fazer a descida, devem ser do tipo que possuem "alma", ou seja, que tenham um núcleo trançado independente além da capa (parte externa). De preferência deve ser de material muito resistente, como o Nylon e o Poliester.
  5. Luvas: Servem para proteger a mão do praticante contra queimaduras ao haver fricção com a corda. Serve também para dar mais atrito na hora de reduzir a velocidade da descida.
  6. Capacete: Indispensável em qualquer atividade radical, protege de vários perigos, desde deslizamentos de pedras à queda acidental de um equipamento de um praticante que esteja acima de você.
  7. Freio 8 (ou blocante / ou descensor "oito"): De aço ou alumínio. Usado para torcer a corda, aumentando o atrito e assim, reduzindo a velocidade da descida. É esta peça que lhe dá o controle da descida.
  8. Baudriers (ou Cadeirinha / ou arnês): Uma espécie de "cinta" que envolve as pernas e os quadris dando o aspecto de uma "cadeirinha" mesmo. Pode ser fabricada (costurada em modelos) ou pode ser feita de cabo solteiro (pedaço de corda do mesmo material usado na corda do rappel, em média de 5m, podendo variar de acordo com as exigências do praticante).

Refs, [1]

Cuidados que se deve ter[editar | editar código-fonte]

Toda prática de rapel deve ser executada em grupo, pois um integrante é sempre responsável pela vida de outro. Toda descida deve ter no mínimo três participantes:

  1. O que aborda: Que é o responsável por colocar o praticante na corda, conferir se seu equipamento está correto e orientá-lo no momento da abordagem.
  2. O que desce: Que é o praticante atual, ou seja, quem vai fazer a descida.
  3. O que faz a segurança: Que é a pessoa que vai estar lá em baixo, segurando a corda, atento a qualquer vacilo que o que desce possa dar.
Quem fica responsável pela segurança da descida, deve ter total atenção, pois com ele fica o ultimo recurso antes de uma fatalidade. Se alguém que está descendo perde o controle de sua descida, é o segurança quem vai ter que fazer o bloqueio dele na corda, ou seja, parar a sua queda e evitar que ele caia.

Referências

  1. a b c d Rappel (em francês)
  2. a b c d Livro Rapel Técnico