Ratos de Porão

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Ratos de Porão
Ratosdeporao.jpg
Informação geral
Origem São Paulo, São Paulo
País  Brasil
Gênero(s) Crossover thrash, hardcore punk, D-beat
Período em atividade 1981 - atualmente
Gravadora(s) Baratos Afins, Cogumelo Records, Gravadora Eldorado, Roadrunner Records, Century Media, Pecúlio Discos, Deckdisc
Afiliação(ões) Sepultura, D.F.C., Cólera, Possuidos Pelo Cão
Página oficial www.ratosdeporao.org
Integrantes João Gordo
Jão
Boka
Juninho

Ratos de Porão é uma banda brasileira de hardcore punk/crossover thrash formada em 1981, durante a explosão do movimento punk paulista. Com trinta anos de carreira, são referência brasileira no gênero e reconhecidos internacionalmente, principalmente na Europa, América Latina e América do Norte.

História[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

No início da década de 1980, influenciado pelo movimento punk que começava a tomar forma em São Paulo, João Carlos Molina Esteves (o Jão, vocalista e guitarrista) formou o Ratos de Porão com seu primo Roberto Massetti (o Betinho, baterista) e o amigo Jarbas Alves (o Jabá, baixista).

Em 1982 participam do festival O Começo do Fim do Mundo, que reuniu vinte bandas no SESC Pompeia, em São Paulo, tornando-se um marco do movimento punk brasileiro.

Em 1983, já com Mingau na guitarra, gravaram seu primeiro registro musical no split SUB. Após o lançamento do álbum, Betinho decide sair da banda, fazendo com que Jão passe para a bateria. O vocalista João Gordo, que conheceu a banda durante as gravações da compilação, é convidado a entrar na banda para assumir os vocais.

Em 1984 lançam o álbum de estreia, Crucificados pelo Sistema, o primeiro álbum individual de uma banda punk da América Latina e um álbum pioneiro de hardcore. Segundo os membros do Ratos, foi nessa época que os punks paulistanos começaram a chamá-los de "traidores do movimento", já que o Ratos passou a tocar hardcore em detrimento do punk mais tradicional tocado por outras bandas do contexto. A época da gravação desse álbum coincidiu com o chamado "fim do movimento punk de São Paulo", devido a brigas e rixas de gangues. Em razão disso não houve show de lançamento do álbum e o Ratos de Porão se desfez por um breve período.

Em 1984, a música "Parasita" saiu na coletânea internacional World Class Punk, lançada em K7 pelo selo ROIR de Nova Iorque. Como na maioria das coletâneas internacionais de bandas punks que foram lançadas na época, e muitas traziam faixas de bandas do Brasil, só ficaram sabendo de sua participação após seu lançamento, e até hoje não receberam nenhum centavo pela participação, apesar da coletânea ter dado um bom retorno financeiro. Apesar disso, serviu na época para divulgar o Ratos de Porão pelo mundo. Muitos anos mais tarde essa coletânea foi relançada em CD.

Voltaram em 1985, com a formação original (com Jão assumindo os vocais e guitarra, Jabá no baixo e Betinho na bateria) e gravaram um álbum split com o Cólera, ao vivo no Lira Paulistana durante o show de lançamento do LP Tente Mudar o Amanhã.

A fase Crossover[editar | editar código-fonte]

Após o lançamento do split com o Cólera, João Gordo retorna à banda com a proposta de fazer um som mais crossover thrash, influenciado principalmente por bandas como D.R.I. e Broken Bones. A formação com Gordo, Jão, Jabá e Betinho participa da gravação da coletânea "Ataque Sonoro", que se torna a única gravação em que Gordo e Betinho participam juntos. Após o lançamento da coletânea, Betinho sai da banda de forma definitiva.

Para substituir Betinho, chamam Spaghetti e, em 1986, lançam pela gravadora Baratos Afins o álbum Descanse em Paz. Devido a influência do thrash metal no som, a banda foi chamada de traidora por alguns punks.

Em 1987, assinam com a Cogumelo Discos, gravadora que se tornou conhecida pelos lançamentos de Metal, e lançam o álbum Cada Dia Mais Sujo e Agressivo, em duas versões, uma gravada em português e outra em inglês.

Nessa época, também fazem o primeiro show com bandas dos gêneros musicais punk e metal do Brasil, com a banda Sepultura de Belo Horizonte. Esse show criou polêmica, pois devido a rixas na época entre as duas tribos, comentou-se que iria haver brigas durante a apresentação, mas o show ocorreu sem nenhum conflito.

Devido a divulgação de Cada Dia Mais Sujo e Agressivo no exterior, a banda assina com a gravadora holandesa Roadrunner Records, e em 1989 gravam na Alemanha, o álbum Brasil, produzido por Harris Johns, também em duas línguas, com a capa desenhada pelo autor de quadrinhos underground paulistano Marcatti, que alguns anos depois lançou duas edições do R.D.P. Comix, uma revista de histórias em quadrinhos do Ratos de Porão.

Em 1990, gravam Anarkophobia, novamente na Alemanha, com o mesmo produtor e mesmo desenhista de capa de Brasil, incluindo um cover de "Commando" dos Ramones e realizam uma turnê europeia para divulgação do álbum. Em 1992 lançam o álbum RDP ao Vivo, gravado ao vivo em São Paulo, com o baterista Boka (ex-Psychic Possessor) no lugar de Spaghetti, que saiu da banda após a turnê européia.

Em 1993, gravam Just Another Crime in... Massacreland, o único álbum com a maioria das músicas em inglês, com exceção de "Suposicollor" em português, "Quando Ci Vuole, Ci Vuole!" em italiano e "Ultra Seven no Uta" (uma versão da música-tema do seriado tokusatsu Ultraseven) em japonês. Esse foi o álbum mais voltado para o thrash metal da banda, incluindo um cover de "Breaking All the Rules" de Peter Frampton.

A volta às raizes[editar | editar código-fonte]

Em 1995, lançaram Feijoada Acidente?, um tributo a bandas punk brasileiras e internacionais. O título é uma paródia a The Spaghetti Incident?, disco do Guns N' Roses que também é um tributo.

Em 1996 lançam o álbum Carniceria Tropical pela Gravadora Paradoxx. No exterior, esse álbum marca o início de uma parceria entre a banda e a gravadora Alternative Tentacles, de propriedade de Jello Biafra, ex-vocalista da seminal banda americana de hardcore Dead Kennedys. Essa parceria dura até os dias atuais.

Em 1999, lançam Periferia 1982, com gravações de demo-tapes do início da carreira.

Para comemorar seus vinte anos de estrada, regravam o primeiro disco com o nome de Sistemados pelo Crucifa, que vem com uma revista contando a trajetória da banda. Neste disco fazem ainda uma homenagem à banda pioneira do movimento punk em Portugal, os Aqui d’el-Rock, fazendo um cover da música "Eu não sei".

Em 2001 o baterista Boka lançou o EP Guerra Civil Canibal pelo seu próprio selo de gravação, Pecúlio Discos. Em 2003, o Ratos de Porão assinou com a gravadora especializada em heavy metal, Century Media e lançou o elogiado Onisciente Coletivo, no mesmo ano, o grupo lançou o disco Ao Vivo no CBGB gravado no templo do punk rock em Nova York, CBGB.

Em 2006, o quarteto lançou o CD Homem Inimigo do Homem, pelo selo nacional Deckdisc.

Depois de oito meses parados, os Ratos de Porão tocaram no festival paulista Maquinaria Rock Fest em 17 de maio de 2008.

De 2006 a 2007, os diretores Fernando Rick e Marcelo Appezzato, filmaram o documentário Guidable - A Verdadeira História do Ratos de Porão, com vídeos antigos inéditos e com entrevistas de todas as formações da banda. Em 2009, a produtora Black Vomit lançou em alguns festivais pelo Brasil, e uma versão em DVD da película deve ser lançada.

Em 2014 o Ex-Baterista Spaghetti - (1986 - 1991) fez participação na gravação do disco da lendária banda punk Excomungados (LP - No Nirvana) e retomou as atividades da antológica banda Armagedom. Também nesse ano sai o disco novo dos Ratos, Século Sinistro.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Compilações[editar | editar código-fonte]

Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

Videografia[editar | editar código-fonte]

Membros[editar | editar código-fonte]

Membros atuais[editar | editar código-fonte]

Ex-membros[editar | editar código-fonte]

  • Chiquinho - vocal - (1981)
  • Mingau (Rinaldo Amaral) - guitarra (1982 - 1985)
  • Betinho (Roberto Massetti) - bateria (1981 - 1983)
  • Spaghetti (Nelson Evangelista Jr.) - bateria (1986 - 1991)
  • Jabá (Jarbas Alves) - baixo (1981 - 1993)
  • Walter Bart - baixo (1993 - 1994)
  • Rafael Pica Pau - baixo (1995 - 1999)
  • Fralda (Christian Wilson) - baixo (1999 - 2004)

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]



Ligações externas[editar | editar código-fonte]