Raytheon

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Raytheon Company (NYSE: RTN) é um conglomerado norte-americano que atua na área de equipamentos militares e aerospaciais.

A empresa participou de licitação para instalação do Projeto SIVAM na Amazônia e ganhou a concorrência para instalação do sistema de radares no Brasil.[1] [2] [3]

Em 2010, a Raytheon desenvolveu um sistema denominado Rapid Information Overlay Technology (RIOT), que permite ao usuário rastrear os movimentos das pessoas e até mesmo prever o seu comportamento por mineração de dados de sites de redes sociais, incluindo Facebook, Twitter, Instagram, Gowalla e Foursquare.

Espionagem Industrial SIVAM[editar | editar código-fonte]

Segundo o relatório de investigação feita pelo Parlamento Europeu[4] em 2001, o Echelon, operado pelos Cinco Olhos, foi usado pelos EUA para colaborar com a empresa americana Raytheon por ocasião da concorrência, lançada pelo governo brasileiro, por serviços e equipamentos para o sistema de vigilância da Amazônia, o SIVAM. Os americanos venceram a disputa.[5]

Coleta de dados pessoais de sites de redes sociais[editar | editar código-fonte]

O RIOT foi apresentado em abril de 2012 ao governo dos Estados Unidos, durante uma conferência sobre "inovações secretas e reservadas", mas a sua existência só foi tornada pública em 10 de fevereiro de 2013, graças ao jornalista free-lancer Ryan Gallagher, que teve acesso ao vídeo de apresentação do sistema e publicou matéria sobre o assunto no Guardian.[6]

Segundo seus criadores, o RIOT permite analisar "trilhões de entidades" — indivíduos, grupos, comunidades, organizações — no ciberespaço. A tela de abertura do programa é semelhante à do Google. Digitando-se na janela de busca o nome de uma pessoa, chega-se rapidamente aos seus amigos, aos sites e redes sociais que utiliza, aos lugares (com a latitude e a longitude exatas) que frequenta e o que faz lá. Assim é possível prever suas ações futuras. [6] A Raytheon afirma que não vendeu o software para nenhum cliente, mas compartilhou-o com a indústria e o governo dos EUA. Segundo Gallagher, os serviços de inteligência têm monitorado de modo cada vez mais invasivo a Internet. Em fevereiro de 2012, o FBI enviou um pedido de informações à indústria de novas tecnologias, solicitando sistemas para monitorar cidadãos nas redes sociais. [7]

Divisões[editar | editar código-fonte]

O grupo anunciou planos de vender a Raytheon Aircraft para a Onex Corporation. [carece de fontes?]

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • www.raytheon.com
  • [1] Entenda o monitoramento dos EUA - Documentos revelados por Edward Snowden mostram a ação da NSA no Brasil e no mundo;
  • [http://oglobo.globo.com/infograficos/volume-rastreamento-governo-americano/FAIRVIEW: programa que amplia a capacidade da coleta de dados - Mapa mostra volume de rastreamento do governo americano Brasil é o país mais monitorado da América Latina - O Globo - 11 de junho de 2013;
  • [2] EUA espionaram milhões de e-mails e ligações de brasileiros. País aparece como alvo na vigilância de dados e é o mais monitorado na América Latina - O Globo - 06 de julho de 2013;
  • [3] Ministério de Minas e Energia foi alvo de espionagem do Canadá - O Globo - 6 de outubro de 2013;

Referências