Rayuela

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Jogo da Amarelinha
Rayuela
Autor (es) Julio Cortázar
Idioma espanhol
País  Argentina
Género romance
Lançamento 1963

O Jogo da Amarelinha (no original, Rayuela) é um romance escrito por Julio Cortázar em 1963, considerado a obra máxima[carece de fontes?] do autor que, ao lado de Jorge Luis Borges, é um dos principais representantes modernos da literatura argentina.

O assunto principal do livro não são os personagens, com capítulos sobre seus cacoetes, suas manias e suas vidas. O assunto principal é o próprio livro. Nas palavras do próprio autor, "esse livro é muitos livros, mas é, sobretudo, dois livros". O leitor pode começar do capítulo 1 e ir até o 56, tendo assim uma bem construída história sobre um triângulo amoroso. Ou pode optar por começar no capítulo 73, e começar a seguir a ordem indicada por Cortázar. Escolhendo a segunda opção, o leitor verá os acontecimentos de Maga, Oliveira, o Clube da Serpente e o narrador, e depois pode ler citações de grandes autores, textos debatendo a literatura atual, artigos sobre os personagens, desvarios, recortes de um texto maior. Tudo misturado, pulando capítulos para depois voltar aos mesmos, como se fosse um jogo da amarelinha. É um romance de fluxo de consciência introspectiva onde os personagens oscilam e brincam com a mente subjetiva do leitor, e tem várias finais.

Personagens[editar | editar código-fonte]

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  • Horacio Oliveira é o protagonista da história. É um argentino com cerca de 40 anos de idade. Ele foi para Paris estudar, mas isso não acontece. Este personagem está em uma busca constante, mas, de acordo com a Gregorovius "…a sensação é de que o que você está procurando está em seu bolso".
  • Maga (Lucia) é outra protagonista da história. É uma uruguaia que viajou para Paris com seu filho Rocamadour, porque seus pais queriam que ela abortasse. Se caracteriza por ser distraída e não ter o conhecimento de seus colegas e amigos, o que às vezes faz com que ela se sinta menos que outros. No entanto, sua ingenuidade e ternura mais de uma vez, são invejados pelos membros do Clube da Serpente.
  • Rocamadour. É um bebê, filho de Maga. Seu nome verdadeiro é como o de seu pai, Francisco. É cuidado por uma governanta chamada Madame Irene, mas Maga o leva para viver com ela. No decorrer da história fica doente e morre. A morte da criança é um fato fundamental no romance.
  • Etienne: pintor. Um dos melhores amigos de Oliveira durante a sua estadia em Paris.
  • Ronald: o pianista americano de jazz e bebop vive em Paris, namorado de Babs.
  • Babs: ceramista norte-americano, namorada de Ronald.
  • Guy Monod: Um amigo de Etienne, aparece na apresentação de todos os membros do clube, irrelevante para a trama do romance.
  • Morelli, é um escritor idealizado (identificado por alguns como o alter ego de Julio Cortázar). Ele aparece nos primeiros capítulos como um velho homem que é atropelado e que Oliveira de ajuda.
  • Ossip Gregorovius: por que Maga é apaixonada, por esta razão, este personagem não é apreciado por Oliveira. Intelectual como todos os membros do Clube da Serpente. Não explica bem o seu passado histórico, mas ele atribui a si três mães diferentes. É da Romênia.
  • Perico Romero: Espanhol, amante da literatura.
  • Pola: jovem francês amante de Oliveira.
  • Wong: Chinês, é inicialmente descrito no Capítulo 14, carrega uma mala cheia de livros, fotos em sua carteira relacionada a uma lendária performance em Pequim do início do século XX.
  • Traveler, é um amigo de infância de Horacio Oliveira. Ele vive na Argentina. Marido é Talita. Oliveira se parece muito com ele.
  • Talita: A esposa de Traveler, Oliveira vê nela a Maga.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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