Razão sexual

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Razão sexual é a razão de machos e fêmeas em uma população. A razão sexual pode ser primária, no momento da concepção; secundária, ao nascer; e terciária, na população adulta.[1]

Na biologia, a razão sexual é definida como a proporção de machos na população.


Princípio de Fisher[editar | editar código-fonte]

O princípio de Fisher explica porque na maioria das espécies a razão sexual é aproximadamente 1:1.Gastar a mesma quantidade de recursos para produzir filhos de cada um dos sexos é uma estratégia evolutivamente estável: se a população se desvia desse equilíbrio a favor de um dos sexos, um indivíduo que invista mais na produção do sexo em menor quantidade terá um maior sucesso reprodutivo com menor esforço. Para espécies em que o custo de produção de cada filho é o mesmo independente do sexo, isso resulta numa razão sexual próxima de 1:1.

Em 1967, W.D. Hamilton explicou o princípio da seguinte maneira:[2] Supondo que o custo da produção de filhos e filhas é o mesmo, temos:

  1. Todo indivíduo é filho de um macho e uma fêmea
  2. Caso a proporção de machos seja menor que a de fêmeas, os machos terão em média uma maior contribuição na geração seguinte do que as fêmeas
  1. Portanto, os pais geneticamente dispostos a produzir machos tendem a ter mais netos do que os números médios de netos da população.
  2. Portanto, os genes para as tendências de produção de machos se espalham e os nascimentos de indivíduos do sexo masculino se tornam mais comuns.
  3. À medida que a proporção sexual se aproxima de 1:1 , a vantagem associada com a produção de machos cessa.
  4. O mesmo raciocínio vale se as fêmeas são substituídas por machos através da saída destes. Portanto, 1:1 é a relação de equilíbrio.

Sendo assim, a razão de sexual de 1:1 pode ser considerada uma estratégia evolutivamente estável.[3]

Tipos de razão sexual[editar | editar código-fonte]

A razão sexual varia de acordo com o perfil etário da população. Geralmente, é dividido em quatro:

A medição destes é um problema já que não há limites claros entre eles.[carece de fontes?]

Razão sexual em humanos[editar | editar código-fonte]

A razão sexual de populações humanas obedece ao Princípio de Fisher. Em humanos a razão sexual secundária é considerada como sendo 105 meninos para 100 meninas. Em sociedades humanas, entretanto, a razão sexual ao nascer ou entre crianças pode ser consideravelmente desviada por práticas de aborto ou infanticídio direcionado a um dos sexos.

Exemplos em outras espécies[editar | editar código-fonte]

Individual[editar | editar código-fonte]

Em aves, mães podem influenciar o sexo de sua prole. No pavão, a condição corporal da mãe pode fazer com que a proporção de filhas na prole varie entre 25 e 87%.[4]

Em diferentes grupos de peixes, como membros da família Labridae, além do peixe-palhaço e do peixe peixe-papagaio, a dicogamia - ou hermafroditismo sequencial - é normal. Isso também pode causar uma discrepância na razão sexual. No peixe da espécie Labroides dimidiatus há apenas um macho para cada grupo de 6-8 fêmeas. Se o macho morre, a fêmea mais forte muda de sexo, se tornando o macho do grupo. Todos os indivíduos da espécie nascem fêmeas, e apenas se tornam machos nessa situação. Outras espécies, como o peixe-palhaço, fazem o inverso, em que todos começam a vida como machos não reprodutivos, e o maior macho se torna uma fêmea, com o segundo maior macho amadurecendo e se tornando reprodutivo.

Econômica[editar | editar código-fonte]

Pela tradição, criadores de animais perceberam que a comunidade mais economicamente eficiente de animais possui um maior número de fêmeas e um pequeno número de machos. Um rebanho de vacas e alguns touros premiados ou um grupo de galinhas e um galo são as razões sexuais mais econômicas para animais domesticados.

Referências

  1. Nancy S. Coney and W. C. Mackey. 1998. "The woman as final arbiter: a case for the facultative character of the human sex ratio," Journal of Sex Research 35 (May): 169-175.
  2. Hamilton, W.D. 1967 Extraordinary sex ratios Science 156: 477-488
  3. Maynard Smith, J & Price, G.R. 1973 The logic of animal conflict Nature 246: 15-18
  4. Pike, T.W., and M. Petrie (2005). Maternal body condition and plasma hormones affect offspring sex ration in peafowl. Animal Behaviour 70(October), pp. 745-751; cited in http://www.sciencenews.org/articles/20070512/bob9.asp