Razão sexual

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Razão sexual é a razão de machos e fêmeas em uma população. A razão sexual pode ser primária, no momento da concepção; secundária, ao nascer; e terciária, na população adulta.1

Na biologia, a razão sexual é definida como a proporção de machos na população.


Princípio de Fisher[editar | editar código-fonte]

O princípio de Fisher explica porque na maioria das espécies a razão sexual é aproximadamente 1:1.Gastar a mesma quantidade de recursos para produzir filhos de cada um dos sexos é uma estratégia evolutivamente estável: se a população se desvia desse equilíbrio a favor de um dos sexos, um indivíduo que invista mais na produção do sexo em menor quantidade terá um maior sucesso reprodutivo com menor esforço. Para espécies em que o custo de produção de cada filho é o mesmo independente do sexo, isso resulta numa razão sexual próxima de 1:1.

Em 1967, W.D. Hamilton explicou o princípio da seguinte maneira:2 Supondo que o custo da produção de filhos e filhas é o mesmo, temos:

  1. Todo indivíduo é filho de um macho e uma fêmea
  1. Caso a proporção de machos seja menor que a de fêmeas, os machos terão em média uma maior contribuição na geração seguinte do que as fêmeas
  2. Logo, individuo Therefore parents genetically disposed to produce males tend to have more than average numbers of grandchildren born to them.
  3. Therefore the genes for male-producing tendencies spread, and male births become more common.
  4. As the 1:1 sex ratio is approached, the advantage associated with producing males dies away.
  5. The same reasoning holds if females are substituted for males through-out. Therefore 1:1 is the equilibrium ratio.

Sendo assim, a razão de sexual de 1:1 pode ser considerada uma estratégia evolutivamente estável.3

Tipos de razão sexual[editar | editar código-fonte]

A razão sexual varia de acordo com o perfil etário da população. Geralmente, é dividido em quatro:

A medição destes é um problema já que não há limites claros entre eles.[carece de fontes?]

Razão sexual em humanos[editar | editar código-fonte]

A razão sexual de populações humanas obedece ao Princípio de Fisher. Em humanos a razão sexual secundária é considerada como sendo 105 meninos para 100 meninas. Em sociedades humanas, entretanto, a razão sexual ao nascer ou entre crianças pode ser consideravelmente desviada por práticas de aborto ou infanticídio direcionado a um dos sexos.

Exemplos em outras espécies[editar | editar código-fonte]

Individual[editar | editar código-fonte]

Em aves, mães podem influenciar o sexo de sua prole. No pavão, a condição corporal da mãe pode fazer com que a proporção de filhas na prole varie entre 25 e 87%.4

Em diferentes grupos de peixes, como membros da família Labridae, além do peixe-palhaço e do peixe peixe-papagaio, a dicogamia - ou hermafroditismo sequencial - é normal. Isso também pode causar uma discrepância na razão sexual. No peixe da espécie Labroides dimidiatus há apenas um macho para cada grupo de 6-8 fêmeas. Se o macho morre, a fêmea mais forte muda de sexo, se tornando o macho do grupo. Todos os indivíduos da espécie nascem fêmeas, e apenas se tornam machos nessa situação. Outras espécies, como o peixe-palhaço, fazem o inverso, em que todos começam a vida como machos não reprodutivos, e o maior macho se torna uma fêmea, com o segundo maior macho amadurecendo e se tornando reprodutivo.

Econômica[editar | editar código-fonte]

Pela tradição, criadores de animais perceberam que a comunidade mais economicamente eficiente de animais possui um maior número de fêmeas e um pequeno número de machos. Um rebanho de vacas e alguns touros premiados ou um grupo de galinhas e um galo são as razões sexuais mais econômicas para animais domesticados.

Referências

  1. Nancy S. Coney and W. C. Mackey. 1998. "The woman as final arbiter: a case for the facultative character of the human sex ratio," Journal of Sex Research 35 (May): 169-175.
  2. Hamilton, W.D. 1967 Extraordinary sex ratios Science 156: 477-488
  3. Maynard Smith, J & Price, G.R. 1973 The logic of animal conflict Nature 246: 15-18
  4. Pike, T.W., and M. Petrie (2005). Maternal body condition and plasma hormones affect offspring sex ration in peafowl. Animal Behaviour 70(October), pp. 745-751; cited in http://www.sciencenews.org/articles/20070512/bob9.asp