Rebelião de Münster
A Rebelião de Münster foi iniciada pelo ex-cônego da Catedral de Münster e ministro luterano Bernard Rothmann em 1532. Foi autorizado o uso dos púlpitos por ministros luteranos nesse ano, mas o Imperador ordenou que se expulssasse Rothman e seus seguidores, pois estavam radicais demais. A cidade já era um centro de atividade anabatista.
Em 1534, Jan Matthys (ou Matthijs, Mathijz, Matthyssen, Mathyszoon), auto-proclamado Enoque, declarou que seria Münster a Nova Jerusalém e, junto com seus séquitos, João de Leiden e Gert Tom Kloster, tomou a cidade.
Matthys iniciou um regime de terror. O povo tinha que escolher entre batismo ou morte. Os bens da cidade foram saqueados e repartidos numa espécie de comunismo. Luteranos e católicos foram perseguidos.
Depois, seguindo uma "revelação", Matthys e mais vinte homens atacaram uma guarnição do exército do bispo acabando por ser morto. Sucedeu-lhe João de Leiden, que foi coroado "Rei da Nova Jerusalém", num governo teocrático. Ele introduziu a poligamia apesar dos protestos de 200 anabatistas - e sobre os cadáveres de 50 deles. O próprio Leiden tinha 16 esposas.
Após um ano de caos e desordem, o bispo da região, auxiliado por uma grande tropa e por alguns dos anabatistas que se recusaram a apoiar o governo teocrático, retomou a cidade e executou seus líderes (embora alguns acreditem que João de Leiden tenha escapado e assumido a identidade de David Joris).
As conseqüências da Rebelião [editar]
Os profetas de Zwickau e a Guerra dos Camponeses já tinham sido problemas para Lutero, mas o ocorrido em Münster foi a gota d´água e decidiu condenar todos os anabatistas.
Os historiadores católicos são rápidos para afirmar que a Rebelião de Münster foi exemplo para mostrar como os anabatistas eram heréticos. Mas esquecem-se que o grande líder anabatista Menno Simons e muitos outros condenaram o ocorrido em Münster e não os colocam como cristãos. Após esse evento, iniciou-se um movimento para mudar o nome de anabatista para batista.
Diferente do que alguns acham, Thomas Münzer não participou dessa rebelião. A confusão deve-se à proximidade dos nomes.
Referência [editar]
- O Cristianismo Através dos Séculos, de Earle E. Cairns, Edições Vida Nova.