Rebelião do Norte

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Rebelião do Norte
Data Novembro de 1569
Local Norte da Inglaterra
Desfecho Vitória conclusiva das forças de Isabel, cerca de 600 guerrilheiros de Maria executados e os seus apoiantes da aristocracia inglesa fugiram.
Combatentes
Inglaterra Partidários de Maria Inglaterra Partidários de Isabel
Principais líderes
Conde de Westmorland
Conde de Northumberland
Leonardo Dacre
Conde de Essex
Conde de Lincoln
Conde de Warwick
Forças
4.600 7.000

A Rebelião do Norte, Levantamento do Norte ou Revolta dos Condes do Norte (em inglês: Northern Rebellion, Rising of the North e Revolt of the Northern Earls, respetivamente), foi uma revolta frustrada contra Isabel I de Inglaterra em 1569 por católicos do Norte da Inglaterra. O seu objetivo era depor Isabel e coroar Maria I da Escócia como rainha da Inglaterra, e sendo eles anti-Bolena como os da Peregrinação da Graça, todos eles não eram a favor de Isabel.

Eventos anteriores[editar | editar código-fonte]

Francisco II de França e Maria tinham assumido a variante inicial do Real brasão de armas do Reino Unido, que precedeu o de Jaime I, filho do seu casamento com Henrique Stuart, Lorde Darnley, que nasceu no Templo Newsam, perto de Leeds, Yorkshire. Maria e Darnley tinham mais motivos para usar essas armas, como governadores conjuntos, e ambos descendentes de Margarida Tudor (unidos com o nascimento de Jaime VI & I), embora a presença da parte francesa no brasão era mais legitimada por Francisco, apesar da reivindicação Plantageneta da França. Os católicos ingleses, que ainda compunham uma parte significativa da população, neste momento, reconheciam Maria Stuart, não Isabel, como governante legítima da Inglaterra. A Espanha e as velhas alianças Plantagenetas estavam constantemente na mente dos conspiradores, como antes acontecia com a Peregrinação da Graça, mas tiveram de se contentar na linhagem de Tudor, na Escócia, e da vaga ajuda espanhola para Maria. As suas perspectivas foram iluminadas pelo nascimento de Jaime VI & I (apesar do antigo preconceito anti-Auld Alliance, pois eles estavam desesperados) e da fação Percy que acabaria por tentar usar esse apoio católico por Maria para obter favores para os católicos, acima da sucessão de Jaime, mas este foi um tiro pela culatra e os levaram à Conspiração da Pólvora.

Rebelião[editar | editar código-fonte]

A rebelião foi liderada por dois membros da grande nobreza do Norte: Carlos Neville, 6.º Conde de Westmorland e Tomás Percy, 7.° Conde de Northumberland. Eles foram iniciados, em parte, por Leonard Dacre, que estava jogando um jogo duplo. Como herdeiro do sexo masculino de Jorge Dacre, 5.º Barão Dacre de Gillesland, ele esperava trair os conspiradores e obter, como recompensa, as terras na posse das suas sobrinhas, as co-herdeiras do Senhor Dacre. Os condes rebeldes ocuparam Durham e tinham missa cantada na catedral de lá com os antigos ritos. Eles marcharam para o sul de Bramham Moor, enquanto Isabel esforçava-se para levantar as forças suficientes para enfrentá-los. No entanto, a suspeita do levantamento de uma grande força pelo Conde de Essex, fez com que os rebeldes abandonassem os planos para ocupar York, tendo ocupado o Castelo de Barnard no seu lugar. Eles seguiram para Clifford Moor, mas encontraram pouco apoio popular. Essex marchou para fora de York, em 13 de dezembro de 1569, com 7000 homens que se juntaram aos seus 4600, logo seguido por 12000 de Lord Clinton. Os condes rebeldes recuaram para o norte antes dele e, finalmente, dispersaram as suas forças, fugindo para a Escócia.

A traição dos Dacre foi descoberta, tendo se batalhado com 3000 cumbrianos contra um destacamento do exército real de Lord Hunsdon. Os Dacre foram vencidos, mas escaparam à morte com um exílio em Flandres. Como resultado, o Castelo de Raby foi perdido pela família de Neville. O Conde de Westmorland foi proscrito, mas fugiu para a Flandres e morreu pobre em Espanha. O Conde de Northumberland fugiu para a Escócia, foi preso lá, e entregue a Isabel em 1572, sendo sumariamente decapitado em York. Vários personagens menores e padres católicos também se exilaram ou foram executados.

Bula papal[editar | editar código-fonte]

O Papa Pio V apoiou a rebelião católica excomungando Isabel e declarando-a deposta numa Bula. A bula da deposição, Regnans in Excelsis, só foi emitida no início de 1570, chegando depois de a rebelião já ter sido derrotada. Depois de ela ser emitida, Isabel optou, no entanto, por não prosseguir a sua política de tolerância religiosa. Passou a perseguir os seus inimigos religiosos, levando a várias conspirações para depo-la do trono.

A esposa de Neville, Joana Neville, Condessa de Westmorland, Ela esperava arranjar o casamento do seu irmão, Tomás Howard, 4.º Duque de Norfolk, com Maria I da Escócia, e colocá-los no trono da Inglaterra. Ela foi a primeira a exortar os rebeldes que se revoltavam contra Isabel I de Inglaterra e, ainda assim, ela esperava que Isabel a perdoasse quando eles falharam - em vez disso, Neville fugiu para o continente, e ela viveu o resto da sua vida em prisão domiciliária e Tomás foi preso, mas depois perdoado, mais tarde, após a queda desta conspiração, em 1570.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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