Receptores do tipo Toll

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde setembro de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
TLR3 structure.png

Os receptores do tipo Toll (TLR: toll-like receptors) são uma família de proteínas transmembrânicas de tipo I que formam uma parte do sistema imunológico inato. Nos vertebrados também possibilitam a adaptação do sistema imune. Descoberto inicialmente da mosca-da-fruta (Drosophila melanogaster), são os responsáveis do reconhecimento de várias vias de padrões de reconhecimento de patógenos (PAMPs pathogen-associated molecular patters) expressados por um amplo espectro de agentes infecciosos. Monócitos, macrófagos e neutrófilos fagocitam patógenos microbianos e estimulam a resposta de citocinas dando como resultado o desenvolvimento da imunidade inata ou natural, a resposta inflamatória e medeiam a efetiva imunidade adaptativa. Sua função, em resumo, é o reconhecimento do patógeno e a estimulação da resposta imunológica contra agentes patológicos.

Também tem sido encontrado em plantas, tendo uma origem evolutiva muito antiga; depois das defensinas, podem ser o componente do sistema imune mais antigo.

Os distintos TLR exibem vários padrões de expressão. Muitos deles se crê que atuem como homodímeros, ainda que heterodímeros também existem. As proteínas TLR tem uma significativa homologia com o receptor IL-1 tipo I. Até hoje cerca de doze TLR foram sido encontrados em humanos e em camundongos. Estudos com vários TLRs demonstram que ativam a via de NF-kB, que regulam a expressão de citocinas, através de várias moléculas incluindo o MyD88, TIRAP/Mai e TRF. A ativação da via do NF-kB conduz a iniciação da resposta adaptativa imune pela produção de citocinas inflamatórias tais como a IL-1, IL-8, fator de necrose tumoral-alfa, IL-12, e a indução de moléculas de co-estimulação, tais como a CD80, CD86 e CD40.