Recessão

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Nota: não confundir com receção, que é onde se recebe as pessoas, à luz do novo acordo ortográfico (Portugal).

Em economia, e mais precisamente em econometria, segundo Mario Henrique Simonsen a recessão é uma fase de contração no ciclo econômico, isto é, de retração geral na atividade econômica por um certo período de tempo, com queda no nível da produção (medida pelo Produto Interno Bruto), aumento do desemprego, queda na renda familiar, redução da taxa de lucro e aumento do número de falências e concordatas, aumento da capacidade ociosa e queda do nível de investimento, caracterizada pela chamada "elasticidade preço - custo" (considerando ai o chamado custo - benefício, econômico - financeiro), o sendo época em que o único que se benificia e o fabricante da moeda, que é o governo, uma vez que a moeda aumenta e o dinheiro diminui, demonstrado em cálculos econométricos por derivadas e integrais dos agregados econométricos, vide econometria[1] [2] [3] [4] [5] [6]

De maneira um tanto simplista, costuma-se considerar que uma economia entra em recessão, "Matemática" ou "econômica - tecnicamente" ou "Econométrica", após dois trimestres consecutivos de queda no PIB - REAL, sem inflação, que costuma disfarçar e agravar esse fato, segundo Mario Henrique Simonsen.

Tal ideário surgiu primeiramente a partir de um artigo de Julius Shiskin, publicado em 1974 pelo New York Times.[7] Entretanto, a "regra prática" mostrou-se falha devido a chamada INFLAÇO EMBUTIDA em Gradualismo e Tratamento de Choque publicado no Brasil desde 1955 e que segundo Mario Henrique Simonsen, uma vez que no Brasil se estuda o fenômeno desde 1955, nos chamados Planos Governamentais de Desenvolvimento Econométricos, nos Planos de soerguimento do Japão e Alemanha por exemplo. Ja recessão de 2001 (estouro da bolha das empresas ponto com e o surpreendente colapso da chamada "nova economia" sem o estudo da inflação - embutida), quando desapareceram 2,7 milhões de empregos - mais do que em qualquer recessão pós-guerra.[8] Da mesma forma, acredita-se que a recessão seja causada por uma queda generalizada nos gastos, e, assim, os governos costumam responder à recessão com políticas macroeconômicas expansionistas - expansão da oferta de meios de pagamento e do gasto público; redução de tributos - o que, entretanto, pode resultar em nova crise, a exemplo do que ocorreu após o colapso das pontocom, quando uma grande expansão do crédito inflou uma outra bolha, a das hipotecas, dando lugar à crise do subprime,[9] enquanto que a expansão do gasto público engendrou, algum tempo depois, a crise da dívida soberana na zona euro, que geralmente se configuram erros sem a chamada de "Correção Monetária", usada em Planos de Desenvolvimento do Japão e Alemanha.

Tipos de recessão[editar | editar código-fonte]

Informalmente, os economistas se referem a diferentes tipos de recessão, segundo a forma assumidas pela curva de evolução do PIB em cada caso. Assim, a alternância de períodos de queda e de crescimento define recessões em forma de V, U, L ou W.

A curva em V expressa uma curta e aguda contração, seguida de recuperação acelerada e sustentada, tal como a que ocorreu em 1990, a partir da Guerra do Golfo, com a resultante alta dos preços do petróleo, aumento da inflação, elevado desemprego, aumento do deficit público e lento crescimento do PIB, pelo menos até 1992 ou 1993.[10]

A curva em forma de U (recessão prolongada) ocorreu em 1973 com a guerra do Yom Kipur e o primeiro choque do petróleo, logo após a Revolução Iraniana. A recessão do Japão em 1993-1994 foi do tipo U e a de 1997-1999 foi do tipo L. Já os tigres asiáticos experimentaram recessões do tipo U entre 1997 e 1998, exceto a Tailândia, que se afundou em uma recessão tipo L.[11]

A recessão em forma de L ocorre quando a economia não volta a crescer por muitos anos (a chamada "década perdida"). Pode ser considerada como o tipo mais severo de recessão ou, mais apropriadamente, como depressão.

Já a curva em W caracteriza a chamada recessão double-dip, como a que ocorreu em 1980, durante o segundo choque do petróleo, quando a economia entra em recessão, emerge por um curto período em que há algum crescimento, mas rapidamente volta a cair em recessão.

Recessão e depressão[editar | editar código-fonte]

Caracterizada por uma redução expressiva do nível de atividade econômica, a recessão é todavia considerada como uma fase normal dos ciclos econômicos próprios da economia capitalista, sendo bem menos severa que a depressão. Uma queda acentuada do PIB (cerca de 10%), por um período relativamente longo (três ou quatro anos) já caracteriza uma depressão[12]

A crise econômica de 2008 afetou particularmente os EUA, o Japão e a Europa Ocidental, que, desde então, entraram em um período recessivo. Tecnicamente, entretanto, ainda não se configura uma depressão econômica nesses países.

Em Portugal, no início de Janeiro de 2009, o jornalista Sérgio Aníbal comentava as perspectivas da economia do país:

"Recessão forte e rápida ou depressão prolongada e dolorosa: na actual conjuntura económica as escolhas não são muitas para Portugal e para o resto do mundo ocidentalizado, e o melhor que se pode esperar é mesmo que, depois de um ano de 2009 negativo, com crescimento abaixo de zero e subida do desemprego, se possa iniciar logo a seguir uma recuperação. Neste momento, este cenário é mais um desejo do que uma previsão. Em ocasiões anteriores, como a da Grande Depressão dos anos 30, uma crise financeira de grandes proporções levou a uma década de estagnação económica. Os mais pessimistas, como o Nobel Paul Krugman, dizem que o mais provável é que o mesmo aconteça agora. Os mais optimistas defendem que os governos e os bancos centrais já aprenderam com os erros do passado e estão a resolver a situação. Para uma economia pequena como Portugal, a dependência em relação ao exterior é quase total. Por isso, por muitos estímulos económicos que o Governo apresente, se Portugal conseguir travar a recessão a partir de 2009 será porque, no resto do Mundo, já se iniciou uma recuperação." [13]

Dois dias depois, numa entrevista dada à SIC, o Primeiro-Ministro José Sócrates admitiu que Portugal provavelmente entraria em recessão.

Referências

  1. SANDRONI, Paulo (org.) Novíssimo Dicionário de Economia. São Paulo: Abril Cultural, 1985.]
  2. Dicionário Houaiss
  3. Recession Merriam-Webster Online Dictionary. Visitado em 19 November 2008.
  4. "Recession definition".. (2007). Microsoft Corporation. Consultado em 19 November 2008. 
  5. Financial Check Glossary Bloomberg.com (2000). Visitado em 19 November 2008.
  6. Recession definition BusinessDictionary.com (2007–2008).
  7. Shiskin, Julius (1974-12-01), "The Changing Business Cycle", New York Times: 222
  8. The risk of redefining recession, por Lakshman Achuthan e Anirvan Banerji, do Economic Cycle Research Institute. CNNMoney.com, 7 de maio de 2008.
  9. Recessão atinge economias europeias e recuperação só deve chegar no fim do ano. Folha de São Paulo, 3 de fevereiro de 2009.
  10. 1993: Recession over - it's official. BBC - On this day.
  11. Key Indicators 2001: Growth and Change in Asia and the Pacific ADB.org. Visitado em 2010-07-31.
  12. "What is the difference between a recession and a depression?", por Saul Eslake. Nov. 2008
  13. Análise do jornalista Sérgio Aníbal, publicada no jornal "Público" em 3 de Janeiro de 2009.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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