Rede Adventista de Educação

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Rede Adventista de Educação
Logotipo da Educação Adventista no Brasil
Logotipo da Educação Adventista no Brasil
Dados e estatísticas da escola
Localização Vários países
Data de abertura 1896
Número de alunos >1.800.000
Website educacaoadventista.org.br

A Rede Adventista de Educação, ou Sistema Educacional Adventista, é uma rede de escolas, colégios e faculdades mantida e orientada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Tem unidades em mais de cem países, entre eles o Brasil, que tem aproximadamente quatrocentos e cinquenta sedes, em todas as regiões do Brasil. A rede abrange, no Brasil, aulas desde o Ensino Básico até o Ensino Superior. Por ser administrada pela Igreja Adventista, oferecem aulas de ensino religioso baseadas no texto da Bíblia, enfatizando os valores e princípios comuns às igrejas cristãs. No Brasil, a primeira sede foi fundada em 1896 na cidade de Curitiba, no Paraná. Tem cerca de um milhão e oitocentos mil alunos em todo o mundo e 176 mil no Brasil.

Particularidades[editar | editar código-fonte]

Suas instituições de ensino superior possuem internato misto, e são, preferencialmente, estabelecidas em áreas rurais, ainda que hoje tenham suas imediações tomadas por bairros residenciais e conjuntos habitacionais.[1]

O Centro de Excelência Esportiva, numa parceria da Federação Paulista de Atletismo com o curso de Educação Física do UNASP, têm incrementado o desempenho de atletas que participam de seu programa.[2]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Em 2012, um dos colégios da rede de ensino, se envolveu numa polêmica ao não separar o ensino religioso das aulas normais do Ensino Fundamental. Durante uma aula de biologia, o professor de História para 6º ano, Toni Carlos Sanches, ensinou aos alunos que os fósseis surgiram durante o dilúvio bíblico e fez uma aula prática demonstrando como isso acontecera e sugerindo que todos os fósseis haviam surgido daquela maneira.[3] Contrariando as recomendações do Ministério da Educação e as evidências científicas, tal mito foi ensinado como sendo uma hipótese plausível para a ciência. O colégio se defendeu dizendo que eles ensinam o evolucionismo e o criacionismo, dando a opção de o aluno escolher em que acreditar. Porém, uma notícia no site do Colégio mostra que não era essa a sua verdadeira intenção, termina a reportagem sobre a aula com a afirmação de que muitos alunos aceitaram o dilúvio como verdade.[3]

Cquote1.svg Após os experimentos os alunos ficaram entusiasmados e muitos confirmaram a crença em um dilúvio universal. Cquote2.svg
Notícia no site do Colégio Adventista.[3]

Seguindo a mesma problemática, um fórum de filosofia e ciência das origens programado para acontecer no campus da Unicamp, foi cancelado na véspera por influência de professores ateus da universidade. A indisposição, de parte do corpo acadêmico, em sediar o fórum foi baseada na alegação de que tal fórum devia ser realizado dentro de uma igreja.[4]

Cquote1.svg Hoje, quem discorda de Darwin é queimado na fogueira. Cquote2.svg
Rodrigo Silva, arqueólogo, professor do UNASP

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. G1 São Paulo. Capão Redondo é um dos bairros mais cinzas de São Paulo 28/10/2013. Visitado em 22/11/2013.
  2. Gustavo Coelho. Centro de Excelência Esportiva conquista sete medalhas nos Jogos Escolares da Juventude 11/11/2013. Visitado em 22/11/2013.
  3. a b c SILVA, Wanderson (4 de abril de 2012). A Origem dos Fósseis Educação Adventista. Visitado em 19 de abril de 2012. Cópia arquivada em 10 de maio de 2012.
  4. Andres Vera. Deus fora da UNICAMP 25/10/2013. Visitado em 22/11/2013.