Rede Integrada de Transporte

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Rede Integrada de Transporte
Linha Verde Curitiba BRT 02 2013 Est Marechal Floriano 5970.JPG
Bus Stops 3 curitiba brasil.jpg
Acima:Estação Marechal Floriano da Linha Verde
Abaixo: Estação Praça Carlos Gomes
Informações
Local Curitiba, Paraná
 Brasil
Tipo de transporte Veículo leve sobre pneus (VLP)
Número de linhas 6
Número de estações 21
Tráfego 2,3 milhões de passageiros por dia
Funcionamento
Início de funcionamento 1974
Operadora(s) URBS
Dados técnicos
Extensão do sistema 81,4 km
Mapa da rede

Curitiba PublicTransport.png

Rede Integrada de Transporte (RIT) é um sistema de transporte público baseado em ônibus construído a partir do conceito de veículo leve sobre pneus (VLP), criado na capital paranaense na década de 1970. A RIT conta com 81 quilômetros de corredores de ônibus, geralmente operados por carros biarticulados, que conectam os terminais integrados nas várias regiões da cidade e transportam cerca de 2 milhões de passageiros diariamente. O sistema é operado pela URBS.[1]

Além da interligação por ônibus expressos, os terminais são providos de ônibus alimentadores, que compõem a ramificação secundária deste sistema e atendem aos passageiros dos bairros próximos aos terminais. Adicionalmente, uma outra categoria de ônibus expressos (os chamados ligeirinhos) provê rápido intercâmbio de passageiros entre um terminal e outro, com trajetos diferentes e poucas paradas intermediárias.[1]

A primeira linha de VLP começou a operar em 1974 e o sistema foi projetado para que não apenas transportasse pessoas, mas conduzisse o crescimento urbano. No entanto, o sucesso da rede e o crescimento populacional aumentaram a demanda, o que fez com que a RIT começasse a apresentar sinais de saturação nos últimos anos.[2]

O sistema de transporte público curitibano inspirou diversas cidades no Brasil e em outros países a adotarem estratégias semelhantes. Nacionalmente, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília começaram a implantar canaletas exclusivas para ônibus.[3] Em 1998, Enrique Peñalosa, o então prefeito de Bogotá, capital da Colômbia, decidiu criar um sistema VLP em sua cidade depois que visitou Curitiba. O TransMilenio, o sistema de ônibus rápidos de Bogotá, conta com veículos rápidos que circulam por vias totalmente exclusivas e transporta 1,7 milhão de pessoas todos os dias. Além disso, a RIT curitibana também serviu como inspiração para mais de 80 países ao redor do mundo.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Jaime Lerner, arquiteto e designer do sistema de transportes de Curitiba.

Nos anos 60, Curitiba tinha uma população de mais de 430.000 habitantes e alguns engenheiros temiam que o crescimento da população mudaria drasticamente as características da cidade. Em 1964, o prefeito Ivo Arzua solicitou propostas de urbanismo. O arquiteto Jaime Lerner, que mais tarde se tornou prefeito, liderou uma equipe da Universidade Federal do Paraná que sugeriu uma redução do tráfego no centro e um cômodo e acessível transporte público.

Este plano, conhecido como o Plano Diretor de Curitiba, foi adotado em 1966 e modificado em 1972 (Lei No. 4199/72). Lerner fechou a Rua XV de Novembro para veículos, porque era muito utilizada por pedestres. O plano teve um novo desenho para minimizar o tráfego rodoviário: o Sistema Trinário de Transporte. Este sistema utiliza duas vias, movendo em direções opostas, cercando duas faixas centrais, onde os ônibus expresso circulam exclusivamente. Cinco dessas estradas formam uma estrela que converge para o centro da cidade. Nos anos 1980, a Rede Integrada de Transporte foi criada, permitindo trânsito entre quaisquer pontos da cidade, pagando apenas uma tarifa.

No dia 22 de setembro de 1974 foi inaugurado o tráfego de coletivos em vias exclusivas (nos chamados ônibus expressos), mundialmente conhecido por Bus Rapid Transit (BRT - Trânsito Rápido de Ônibus), tornandos-e Curitiba, a pioneira neste modelo de gestão de transporte urbano. A apresentação do ônibus expresso ocorreu na Praça Generoso Marques com uma das vinte unidades disponíveis para operar em dois eixos (região norte e sul de Curitiba) de canaletas[5] [6] .

Todas inovações no sistema foram feitas de forma não só a preservar os interesses econômicos das empresas particulares que o exploram, como também ampliar seus lucros e eternizar as concessões. Uma abordagem crítica dos vínculos do grupo lernista dominante em Curitiba com as empresas de ônibus da capital pode ser encontrada no livro ""Curitiba e o mito da cidade modelo" (Editora da UFPR, 2000). [7] No mês de junho de 2013 com os protestos da população contra o aumento da passagem [8] a prefeitura decidiu a redução de R$ 2,85 para R$ 2,70 [9] , porém em novembro de 2014 a prefeitura decidiu a volta da passagem para R$ 2,85. Atualmente a tarifa é de R$ 3,30 em dinheiro e R$ 3,15 no Cartão Transporte e aos domingos R$ 1,50. [10]

Em fevereiro de 2015 ocorreram mudanças na Rede Integrada de Transporte. Ônibus das linhas Colombo/CIC, Barreirinha/São José dos Pinhais, Curitiba/Araucária e Curitiba/Campo Largo mudaram o itinerário e fazem trajetos mais curtos. Com isso a Prefeitura de Curitiba criou duas linhas adicionais, a CIC/Cabral e Barreirinha/Guadalupe. Também ouve a desintegração tarifaria entre os moradores de Araucária e Curitiba. A bilhetagem eletrônica, feita pelo Cartão Transporte, foi extinta na Região Metropolitana e posteriormente será feito um sistema exclusivo para a Região Metropolitana. Isso ocorreu devido o impasse da Prefeitura de Curitiba e Governo do Paraná em que o Governo reduziu o subsidio de R$ 7,5 para R$ 2,3 milhões. A Coordenadoria da Região Metropolitana afirmou que o custo é menor do que o valor repassado para a URBS. [11] [12]

Linhas[editar | editar código-fonte]

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Estações integradas na RIT.
Ônibus na estação tubo
Ônibus Expresso(Expresso Biarticulado)
Estação de transferência da RIT (Linha Verde).
Acessibilidade universal é fornecida no sistema RIT.
Ônibus híbrido biodiesel-elétrico fabricado pela Volvo no Brasil opera prestando serviço alimentador na RIT .
  • Expresso: São operadas por veículos articulados (20 metros) e biarticulados (25 e 28 metros) que trafegam pelos Eixos, com embarque em nível pelas estações tubo. Algumas linhas ligam os Terminais de Integração ao centro de Curitiba (Ex.: 503 - Boqueirão, via Eixo Boqueirão) e outras ligam um Eixo a outro, podendo passar pelo Centro (Ex.: 303 - Centenário/Campo Comprido, ligando os Eixos Oeste e Leste; 203 - Santa Cândida/Capão Raso, ligando os Eixos Norte e Sul) ou não (Ex.: 502 - Circular Sul, ligando os Eixos Sul e Boqueirão).

Os expressos podem ser vermelhos ou azuis. Os expressos vermelhos - também chamados de paradores - têm paradas a cada 500 metros. Já os azuis - também chamados de Ligeirão - têm paradas a cada 1 km, sendo mais rápidos que os paradores. Há apenas duas linhas que utilizam os azulões: 500 - Ligeirão Boqueirão, que liga o Terminal Boqueirão à Pça. Carlos Gomes, parando apenas em cinco estações, reduzindo o tempo do trajeto da linha 503, que faz o mesmo trajeto mas parando em mais estações, de 33 para 18 minutos; e 550 - Ligeirão Pinheirinho/Carlos Gomes, que liga o Terminal Pinheirinho à Pça. Carlos Gomes, passando pela Linha Verde.

  • Alimentador: São operadas por veículos tipo micro especial, comum, padron, semipadron ou articulado, na cor laranja. Ligam os bairros até os Terminais de Integração (Ex.: 643 - Umbará) ou um Terminal a outro, passando pelos bairros (Ex.: 924 - Santa Felicidade/Santa Cândida). Alguns alimentadores fazem conexão com as estações tubo da Linha Verde (Ex.: 621 - Fanny).
  • Interbairros: São operadas por veículos tipo comum, padron ou articulado, na cor verde, que ligam os diversos bairros e Terminais sem passar pelo centro. Existem 6 linhas Interbairros em Curitiba:
  • 010/011 - Interbairros I - Linha circular que não faz conexão com nenhum Terminal. Passa pelo Centro Cívico, ligando vários bairros centrais e a PUCPr. No ano de 2013, passou a contar com um sistema, comum em outras cidades, em que o usuário pode, ao passar o cartão em seu validador, realizar outra conexão fora do terminal com qualquer outra linha de ônibus, desde que não seja no próprio Interbairros I, sem descontar outra passagem;
    • 020/021 - Interbairros II - Linha circular que liga os cinco Eixos. Passa pelo T. Cabral, T. Campina do Siqueira, T. Capão Raso, T. Hauer e T. Capão da Imbuia;
    • 030 - Interbairros III - Linha perimetral que liga o Eixo Sul (T. Capão Raso) ao Eixo Norte (T. Santa Cândida), atravessando os Eixos Boqueirão (T. Carmo) e Leste (T. Oficinas), passando pelo Uberaba (Esta linha tem o itinerário mais comprido de toda a cidade com 59,6 quilômetros de extensão Ida e volta);
    • 040 - Interbairros IV - Linha perimetral que liga o Eixo Sul (T. Pinheirinho) ao Terminal Santa Felicidade, passando pela CIC. Antigamente, o trajeto da linha era maior: T. Boqueirão/T. Santa Felicidade, encurtado em 1999 com a criação das linhas 502/602 - Circular Sul;
    • 050 - Interbairros V - Linha perimetral que liga o Eixo Leste (T. Oficinas) ao Terminal Fazendinha, passando pelo Centro Politécnico e pela PUC;
    • 060 - Interbairros VI - Linha perimetral que liga o Eixo Oeste (T. Campo Comprido) ao Eixo Sul (T. Pinheirinho), passando pela CIC. Antes da criação da Linha Verde, ligava o Campo Comprido até o Colégio Militar, passando pela BR116 e pela Av. Juscelino Kubitschek de Oliveira.
  • Linha Direta: Operam com veículos tipo padron ou articulados, na cor prata, com paradas em média a cada 3 km, com embarque e desembarque em nível nas estações tubo. São linhas complementares, principalmente das linhas expressas e interbairros. Ex.: 204 - Santa Cândida/Pinheirinho.
  • Troncais: Operam com veículos tipo comum, padron, semipadron ou articulados, na cor amarela, que ligam os Terminais de integração ao centro da cidade, utilizando vias compartilhadas. Ex.: 207 - Cabral-Osório, 201 - Cabral-Bom Retiro e 701 - Fazendinha.
  • Convencional: Operam com veículos tipo micro, micro especial comum, padron, semipadron ou articulado, na cor amarela, que ligam os bairros ao centro, sem integração. Ex.: 561 - Guilhermina.
  • 001/002 - Circular Centro: Operam com veículos tipo micro, na cor branca, com deslocamentos, custos e tarifa diferenciada, que ligam os principais pontos atrativos da área central, como praças, shoppings, Rodoviária e Biblioteca Pública.
  • 378 - Interhospitais: Opera com veículos tipo micro, na cor branca. Liga os principais hospitais e laboratórios em um raio de 5 km de área central.
  • 979 - Linha Turismo: Com saída do centro, passa pelos principais parques e pontos turísticos da cidade. Possui tarifa diferenciada.
  • Ensino Especial (SITES): Sistema Integrado de Transporte do Ensino Especial que atende a rede de 35 escolas especializadas para portadores de deficiência física e/ou mental (sem custo para o usuário). O transporte especial por pessoas portadoras de deficiência feita através do SITES atualmente transporta 2,1 mil alunos por dia em 43 linhas que atendem a 38 escolas especializadas. Operadas por veículos comuns. Ex.: 899 - E. E. CIC.
  • Acesso: Categoria especial para os usuários do Sistema Municipal de Saúde cadastrados pela prefeitura que precisam se deslocar até as Unidades de Saúde. São operadas por micros. As linhas foram criadas na licitação de 2010, mas ainda não foram disponibilizadas.
  • Madrugueiro: Linhas que atendem à noite. Geralmente utilizadas pelos operadores do sistema (motoristas e cobradores), iniciando a jornada de trabalho. A tarifa domingueira não funciona nesta categoria. Operada por veículos tipo micro especial, comum, padron, semipadron ou articulado. Ex.: 519 - Madrugueiro São Francisco/Iguape.

Terminais[editar | editar código-fonte]

Estação tubo do ônibus expresso biarticulado que atende a RIT (Rede Integrada de transporte).
O Terminal Maracanã, em Colombo, é um dos mais movimentados da Região Metropolitana de Curitiba.

Curitiba possui vinte e um terminais integrados, isto é, neles é possível realizar a transferência de um ônibus para o outro com a mesma passagem (sem custo adicional para o usuário completar sua viagem). Esta tarifa integrada foi uma das inovações do sistema de transporte coletivo urbano (RIT), datada do início dos anos de 1980 e que vigor até os dias atuais.

Estes terminais estão localizados em vias de grande circulação e contam, em boa parte, com vias exclusivas para ônibus (canaletas), que oferecem aos usuários flexibilidade e facilidade no transporte, independentemente da distância.

Existem terminais e estações de transporte não integrados. Eles englobam as linhas de ônibus que fazem conexão direta entre o centro da cidade e os bairros da capital, além de servirem algumas cidades da região metropolitana. São estes:

Terminal de Fazenda Rio Grande, após sua última reforma e que atende à RIT.

Também existem na RMC terminais ligados, direta ou indiretamente, à Rede integrada de Transporte (formando a ligação RIT e MRIT).

  • Terminal Afonso Pena (São José dos Pinhais, integrado RIT)
  • Terminal Angélica (Araucária, integração seccionada RIT)
  • Terminal Araucária (Araucária, centro, integração seccionada RIT)
  • Terminal Balsa Nova (Balsa Nova, sem integração RIT)
  • Terminal Cachoeira (Almirante Tamandaré, integrado RIT)
  • Terminal Campina Grande do Sul (Campina Grande do Sul, sem integração RIT)
  • Terminal Campo Largo (Campo Largo, integração seccionada RIT)
  • Terminal Colombo (Colombo, centro, sem integração RIT)
  • Terminal Maracanã (Colombo, integrado RIT)
  • Terminal Fazenda Rio Grande (Fazenda Rio Grande, integrado RIT)
  • Terminal Guaraituba (Colombo, integrado RIT)
  • Terminal Jardim Paulista (Campina Grande do Sul, sem integração RIT)
  • Terminal Mandirituba (Mandirituba, sem integração RIT)
  • Terminal Pinhais (Pinhais, integrado RIT)
  • Terminal Quatro Barras (Quatro Barras, sem integração RIT)
  • Terminal Rio Branco do Sul (Rio Branco do Sul, sem integração RIT)
  • Terminal Roça Grande (Colombo, seccionada parcialmente RIT)
  • Terminal Tamandaré (Almirante Tamandaré, integrado RIT)
  • Terminal Urbano (São José dos Pinhais, sem integração RIT)
  • Terminal Urbano (Piraquara, integração seccionada RIT)

Observações de importância:

  1. as integrações nos terminais de Araucária passaram a ser seccionadas, no mesmo modal de Campo Largo, após a desintegração tarifária entre os ônibus de Curitiba (RIT - URBS) e os da região metropolitana integrada (MRIT - COMEC), que começou a vigorar em 14/02/2015.
  2. quatro linhas de ligeirinho (Linha Direta) passaram a ser encurtadas, em virtude da desintegração tarifária entre a RIT e a MRIT. São elas: Araucária/Curitiba (agora com ponto final no Terminal Capão Raso), Colombo/CIC (rebatizado como Maracanã/Cabral no tráfego COMEC e Cabral/CIC no tráfego URBS), Barreirinha/São José (rebatizado como São José/Boqueirão no tráfego COMEC e Barreirinha/Guadalupe no tráfego URBS) e Campo Largo/Curitiba (agora com ponto final no Terminal Campina do Siqueira).

Existe ainda o SITES - Sistema de Transporte do Ensino Especial, não integrado com o a RIT, mas que integra as escolas especiais da cidade.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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