Reentrância

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Em programação, reentrância refere-se a qualidade duma subrotina de ser executada concorrentemente de forma segura, isto é, a subrotina pode ser invocada enquanto está em execução. Para atender essa qualidade, a subrotina não deve armazenar dados estáticos (globais) não constantes, não deve retornar o endereço de dados estáticos não constantes, deve trabalhar somente com os dados fornecidos pela subrotina que a invocou, não deve contar com exclusão mútua para recursos construídos com o modelo singleton e só deve invocar subrotinas que também atendam as qualidades anteriores, isto é, que também sejam reentrantes.[1]

Vários níveis de prioridade de tarefas ou multiprocessamento geralmente complica o controle de código reentrante. Código de entrada/saída geralmente não é reentrante pois manipula recursos singleton como discos rígidos. Entretanto, a reentrância é uma funcionalidade importante da programação funcional.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

No código C à esquerda, as funções f e g não são reentrantes. Note que f depende da variável global g_var. Portanto, se duas threads executarem a função e acessarem g_var concorrentemente, o resultado é indeterminado, dependerá da sequência de execução. Como g invoca f, ela também não é reentrante. Por outro lado, o código à direita é uma versão alterada do algoritmo não reentrante que elimina o uso do recurso estático, tornando ambas as funções reentrantes.

Referências

  1. Dipak Jha (20 de janeiro de 2005). Use reentrant functions for safer signal handling (em inglês) IBM. Página visitada em 9 de julho de 2008.