Reflexo pupilar

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O reflexo pupilar à luz ou reflexo fotomotor é um reflexo que controla o diâmetro das pupilas em resposta à intensidade (luminância) da luz que incide sobre a retina dos olhos, auxiliando, desse modo, na adaptação a vários níveis de iluminação. Maior intensidade de luz leva à diminuição das pupilas (miose), permitindo menor penetração de luz, enquanto menores intensidades causam a ampliação das pupilas, permitindo a penetração de mais luz. Portanto, o reflexo pupilar regula a intensidade de luz que penetra os olhos.[1]

Mecanismo[editar | editar código-fonte]

O nervo óptico, ou mais precisamente as células ganglionares fotossensíveis, percebe a penetração da luz, tornando-se responsável pela via aferente do reflexo pupilar, através do trato retinoipotalâmico. O nervo oculomotor é responsável pela via eferente do reflexo pupilar, comandando os músculos que constringem a pupila.[1]

A via do reflexo pupilar começa nas células ganglionares fotossensíveis da retina, que conduzem informações do nervo óptico (através do disco óptico). O nervo óptico conecta-se à área pré-tectal do mesencéfalo superior, contornando o núcleo geniculado lateral e o córtex visual primário. As células ganglionares fotossensíveis intrínsecas contêm a melanopsina, que influencia o ritmo circadiano e o reflexo pupilar à luz. A partir da área pré-tectal, os axônios se conectam aos neurônios do núcleo de Edinger-Westphal, cujos axônios se direcionam para os nervos oculomotores direito e esquerdo. Os neurônios parassimpáticos dos nervos oculomotores fazem sinapse com os neurônios do gânglio ciliar, que emite pequenos nervos ciliares para inervar o músculo esfíncter da íris, levando, finalmente, à contração da pupila pelo estímulo luminoso.[1]

Referências

  1. a b c Purves, Dale, George J. Augustine, David Fitzpatrick, William C. Hall, Anthony-Samuel LaMantia, James O. McNamara, and Leonard E. White. Neuroscience. 4th ed.. [S.l.]: Sinauer Associates, 2008. 290–1 p. ISBN 978-0-87893-697-7