Região Metropolitana de Belo Horizonte

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Região Metropolitana de Belo Horizonte
Localização
Localização
Unidade federativa  Minas Gerais
Lei LC 14/1973, LCE 88/2006 e LCE 89/2006.
Data da criação 1973
Número de municípios 34
Cidade-sede Belo Horizonte
Características geográficas
Área 9 467,797 km²[1]
População 5 783 773 hab. () Est. IBGE/2014[2]
Densidade 610,89 hab./km²
IDH 0,774 – alto PNUD/2010[3]
PIB R$ R$ 149.400 mil [4]
PIB per capita R$ 25,830 IBGE/2012[4]

A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), também chamada de Grande Belo Horizonte, foi criada em 1973 pela Lei Complementar Federal n.º 14/73, e, atualmente, é regulamentada por leis complementares do Estado de Minas Gerais (LEC n.º88/2006 e LEC n.º 89/2006). Com uma população de 5 783 773 habitantes, conforme a estimativa de julho de 2014,[2] é a terceira maior aglomeração urbana do Brasil, a maior do Brasil fora do eixo Rio-São Paulo. É ainda o 59º maior aglomerado urbano do mundo[5] , o sétimo maior da América Latina.

Apesar de Belo Horizonte ser a 3a maior região metropolitana do Brasil, a cidade ocupa a 6a posição entre as maiores capitais do Brasil. Só nos anos 2000, sua população foi superada pela de Brasília e Fortaleza. Isso ocorre porque o município de Belo Horizonte com 331 Km2 é relativamente pequeno se comparado às duas maiores cidades do Brasil, São Paulo (1521 Km2) e Rio de Janeiro (1197 Km2).[6] Outra peculiaridade é que a participação da cidade de Belo Horizonte na população total da região metropolitana vem caindo a cada ano, ou seja, os municípios vizinhos a Belo Horizonte crescem mais que a capital uma vez que há falta de espaços disponíveis no município e os poucos que restam são encarecidos.[carece de fontes?]

A RMBH é o centro político, financeiro, comercial, educacional e cultural de Minas Gerais, representando em torno de 40% da economia e 25% da população do estado de Minas Gerais. Seu produto Interno bruto (PIB) somava em 2012 cerca de R$ 149,4 bilhões[4] , dos quais cerca de 40% pertenciam à cidade de Belo Horizonte.

A legislação da Região Metropolitana de Belo Horizonte foi reformada em 2004 pelo Estado, por meio de uma Emenda à Constituição Estadual. Minas Gerais foi o primeiro Estado do país a criar o conceito de "cidadão metropolitano" em sua legislação. A sociedade civil, em uma Conferência que ocorre de dois em dois anos, elege dois representantes dos cidadãos metropolitanos para o Conselho Deliberativo.

História[editar | editar código-fonte]

Belo Horizonte - Centro e maior cidade da Região Metropolitana , com população estimada de 2,5 milhões habitantes em 2014 e PIB de R$ 58,3 bilhões, em 2012.

1967 - A Constituição Federal de 1967 atribui à União, mediante lei complementar, a competência para estabelecer regiões metropolitanas constituídas por municípios em todo o país.[7]

1971 - Foi formado um grupo de estudos na Fundação João Pinheiro para tratar da caracterização e definição da RMBH. Neste ano também foi realizada a primeira pesaquisa de Origem e Destino.[7]

1973 - É criada a Região Metropolitana de Belo Horizonte, juntamente com outras 7 regiões metropolitanas, através da Lei Federal Complementar nº 14, de 08/06/73. Em seu parágrafo segundo, esta Lei constituiu a RMBH de 14 municípios: Belo Horizonte, Betim, Caeté, Contagem, Ibirité, Lagoa Santa, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Raposos, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Sabará, Santa Luzia e Vespasiano.[8]

1974 - A Lei Estadual nº 6.303/74 Regulamentou a Região Metropolitana de Belo Horizonte e criou a autarquia PLAMBEL - Planejamento da Região Metropolitana de Belo Horizonte.[7]

1978 – Todo o gerenciamento de trânsito, tráfego e transporte público foi centralizado através da empresa pública METROBEL (Companhia de Transportes Urbanos da Região Metropolitana de Belo Horizonte), criada neste ano.[7]

1987 - A empresa pública METROBEL é extinta e então é criada a autarquia Transmetro (Transporte Metropolitano) que continua mantendo centralizado o gerenciamento de trânsito, tráfego e transporte público de toda a região metropolitana. [7]

1889 - São acrescidos os municípios de Mateus Leme, Igarapé , Esmeraldas, Brumadinho, totalizando 18 municípios na Região Metropolitana.[9]

1994 - O gerenciamento do trânsito e do trasporte público municipais são descentralizados, voltando a ser de responsabilidade das prefeituras, sendo extinta neste ano autarquia Transmetro. A partir de então apenas o transporte público intermunicipal ficou centralizado do DER-MG.[7]

1995 - Os distritos de Juatuba (pertencente à Mateus Leme e São José da Lapa (pertencente à Vespasiano) foram emancipados, e portanto, crescidos à Grande Belo Horizonte, totalizando 20 municípios. Neste ano também foi institucionalizado o Colar Metropolitano com 20 municípios: Matozinhos, Jaboticatubas, Taquaraçu de Minas, Barão de Cocais, Santa Bárbara, Itabirito, Moeda, Belo Vale, Bonfim, Rio Manso, Itatiaiuçu, Itaúna, Florestal, Nova União, Pará de Minas, São José da Varginha, Fortuna de Minas, Capim Branco, Sete Lagoas, e Inhaúma.[9]

Contagem, considerado o segundo mais importante município da região metropolitana, possuí o terceiro maior PIB entre os municípios da região e o segundo maior contingente populacional

1997 - Foram emancipados os municípios de Confins (antes, distrito de Lagoa Santa), São Joaquim de Bicas (antes, distrito de Igarapé ), Sarzedo e Mário Campos (antes, distritos de Ibirité) que passaram a fazer parte da RMBH. Os municípios de Florestal e Rio Manso, que faziam parte do Colar Metropolitano, também passaram a fazer parte da Região Metropolitana. Com estas mudanças o total de municípios integrantes da RMBH subiu para 26 municípios e o total de municípios integrantes do Colar Metropolitano foi reduzido para 18 municípios.[9]

1999 - São acrescidos à Grade BH os municípios de Baldim e Itaguara, assim como os municípios de Capim Branco, Itabirito, Matozinhos e Nova União que eram do Colar Metropolitano. Prudente de Morais e Funilândia passam a fazer parte do Colar totalizando 32 municípios na RMBH e 16 municípios no Colar Metropolitano.[9]

2000 - Os municípios de Jaboticatubas e Taquaraçu de Minas, que eram do Colar Metropolitano, são acrescidos à RMBH; enquanto Itabirito sai da RMBH e retorna ao Colar. O total de municípios integrantes da RMBH sobe para 33 municípios o número de municípios do Colar Metropolitano cai para 15.[9]

2002 - Itatiaiuçu sai do Colar e entra para a RMBH, compleatando o número atual de municípios de 34 municípios pertencentes à RMBH. Com a saída de um município do Colar, o número então caiu para 14 municípios.[9]

2012 - Foram acrescidos ao Colar Metropolitano os municípios de Bom Jesus do Amparo e São Gonçalo do Rio Abaixo, totalizando 16 municípios na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Região Metropolitana se mantém com 34 Municípios.[9]

Colar Metropolitano[editar | editar código-fonte]

Sete Lagoas - Princípal cidade do Colar Metropolitano, distante à 67km de Belo Horizonte.

A Lei Complementar nº89, de 12/01/2006, define o Colar Metropolitano de Belo Horizonte como sendo a formação de municípios do entorno da região metropolitana atingidos pelo processo de metropolização. Com a redação desta lei, foi integrado à Região Metropolitana de Belo Horizonte o Colar Metropolitanno, atualmente composto de 16 municípios: Barão de Cocais, Belo Vale, Bom Jesus do Amparo, Bonfim, Fortuna de Minas, Funilândia, Inhaúma, Itabirito, Itaúna, Moeda, Pará de Minas, Prudente de Morais, Santa Bárbara, São Gonçalo do Rio Abaixo, São José da Varginha e Sete Lagoas.[10]

Com economia baseada principalmente no setor industrial, Sete Lagoas é a maior e mais importante cidade do Colar Metropolitano. O Município abriga fábricas de empresas como a Ambev, Bombril, Elma Chips, Itambé Laticínios e Iveco, dentre outras.

Outros municípios do Colar que se destacam são Itabirito e São Gonçalo do Rio Abaixo com elevados PIB baseados na mineração de ferro; também Itaúna e Pará de Minas, que possuem população se aproximando de 100 mil habitantes em cada município.

Municípios[editar | editar código-fonte]

A Região Metropolitana de Belo Horizonte é constituída por 34 municípios, além de outros 16 municípios no colar metropolitano, elencados no quadro abaixo:[10]

Região Metropolitana de Belo Horizonte e Colar Metropolitano
Municípios da Região Metropolitana
Município População 2014[11] Área (km²)[12] PIB 2011 (Milhões R$)[13]
1 Baldim 8.082 556,3 68,2
2 Belo Horizonte 2.491.109 331,4 54.996,3
3 Betim 412.003 343,7 28.085,2
4 Brumadinho 37.314 639,4 2.051,5
5 Caeté 43.395 542,6 382,6
6 Capim Branco 9.461 95,3 74,9
7 Confins 6.409 42,4 1.540,8
8 Contagem 643.476 195,3 18.912,3
9 Esmeraldas 66.237 909,5 382,8
10 Florestal 7.137 191,4 62,3
11 Ibirité 171.932 72,6 1.363,6
12 Igarapé 39.045 110,3 686,8
13 Itaguara 13.087 410,5 140,5
14 Itatiaiuçu 10.674 295,1 1.441,4
15 Jaboticatubas 18.785 1.115,0 122,3
16 Juatuba 24.662 99,5 821,6
17 Lagoa Santa 58.702 229,3 957,6
18 Mário Campos 14.427 35,2 92,6
19 Mateus Leme 29.873 302,7 439,6
20 Matozinhos 36.382 252,3 657,2
21 Nova Lima 88.672 429,0 6.497,4
22 Nova União 5.766 171,5 48,3
23 Pedro Leopoldo 62.473 292,9 1.136,9
24 Raposos 16.144 72,2 84,1
25 Ribeirão das Neves 319.310 155,5 2.170,6
26 Rio Acima 9.816 229,8 142,5
27 Rio Manso 5.636 231,5 45,3
28 Sabará 133.528 302,2 1.478,7
29 Santa Luzia 214.830 235,3 2.133,7
30 São Joaquim de Bicas 28.624 71,6 377,4
31 São José da Lapa 21.905 47,9 363,7
32 Sarzedo 29.270 62,1 506,0
33 Taquaraçu de Minas 4.006 329,2 43,8
34 Vespasiano 116.506 71,2 1.628,5
Região Metropolitana 5.198.678 9.471,7 129.937,0
Região Metropolitana de Belo Horizonte 2.png
Municípios do Colar Metropolitano
Município População 2014[11] Área (km²)[12] PIB 2011 (Milhões R$)[13]
a Barão de Cocais 30.893 340,6 997,0
b Belo Vale 7.803 365,9 102,7
c Bom Jesus do Amparo 5.871 195,6 41,1
d Bonfim 7.014 301,9 55,2
e Fortuna de Minas 2.872 198,7 27,6
f Funilândia 4.153 199,8 34,2
g Inhaúma 6.114 245,0 77,5
h Itabirito 49.203 542,6 2.367,8
i Itaúna 90.783 495,8 1.695,9
j Moeda 4.903 155,1 37,1
k Pará de Minas 90.306 551,2 1.725,9
l Prudente de Morais 10.287 124,2 80,3
m Santa Bárbara 29.888 684,1 371,1
n S. Gonçalo Rio Abaixo 10.488 363,8 2.798,4
o São José da Varginha 4.630 205,5 88,8
p Sete Lagoas 229.887 537,6 5.996,6
Colar Metropolitano 585.095 5.507,4 16.497,2
Região Metropolitana incluíndo o Colar Metropolitano
População Total 2014[11] Área Total[12] PIB 2011 Total[13]
5.783.773 Habitantes 14.979,1 km² R$ 146.434,2 Milhões
Nota: Para cálculos do PIB e do número de habitantes da RMBH, o IBGE considera também os 16 municípios do Colar Metropolitano além dos 34 municípios da Região Metropolitana.[14]


Economia[editar | editar código-fonte]

Distribuição do PIB na Região Metropolitana e Colar Metropolitano de BH
Município PIB[15] %
Belo Horizonte 54.996,3 37,6%
Betim 28.085,2 19,2%
Contagem 18.912,3 12,9%
Nova Lima 6.497,4 4,4%
Sete Lagoas 5.996,6 4,1%
S Gonçalo R Abaixo 2.798,4 1,9%
Itabirito 2.367,8 1,6%
Demais Municípios 26.780,2 18,3%
Total 146.434,2 100,0%
RMBH sem o Colar 129.937,00 88,7%
Colar Metropolitano 16.497,20 11,3%

O Produto Interno Bruto da Grande Belo Horizonte, calculado em 149,375 bilhões de reais em 2012, é o quarto maior entre as metrópoles do Brasil, atrás da Grande São Paulo, da Grande Rio de Janeiro, e da Região do Distrito Federal . A título de comparação, o PIB da Grande Belo Horizonte, também chamado de Produto Metropolitano Bruto, é maior do que o de países como a Bolívia, o Paraguai e o Uruguai[16] estando também à frente de estados inteiros como Goiás, Pernambuco e Espírito Santo. Conforme os cálculos de 2012, o PIB da Região Metropolitana de BH representa 37% do PIB do estado de Minas Gerais.

A produção econômica é altamente concentrada em poucos municípios: as três maiores cidades - Belo Horizonte, Betim e Contagem - respondem juntas por 70% do PIB da região metropolitana.[4]

Indústria[editar | editar código-fonte]

No ramo industrial, o fica por conta das indústrias metalúrgica, automobilística, petroquímica e alimentícia. Betim, no Vetor Oeste, é a cidade que mais se destaca no setor industrial, sendo a cidade mais industrializada da região metropolitana, abrigando plantas industriais como a refinaria da Petrobrás, a fábrica de automóveis da Fiat, dentre várias outras. Contagem, também no Vetor Oeste, merece destaque possuindo um grande e diversificado parque industrial. A cidade abriga muitas empresas fornecedoras de equipamentos automotivos para a fábrica de automóveis da Fiat, como o caso da Aethra, por exemplo. A economia do município também está baseada no comércio, já que o município abriga a CEASA de Minas Gerais, que abastece toda a região metropolitana, além disso possui um centro comercial muito ativo na região do Eldorado.

Mineração[editar | editar código-fonte]

A presença da RMBH no quadrilátero ferrífero garante uma participação importante da indústria extrativista mineral no PIB metropolitano. Nova Lima, Brumadinho e Itatiaiuçu, na região metropolitana, e ainda, São Gonçalo do Rio Abaixo e Itabirito, no colar metropolitano, são municípios que possuem grandes minas ativas, sendo a economia destes baseada na mineração. As mineradoras Vale, Anglo American e Ferrous atuam fortemente nas na extração de minério nestes municípios, garantindo o emprego de diversos profissionais na região metropolitana no ramo da mineração.

Comércio e Serviços[editar | editar código-fonte]

Os setores de comércio e serviços são muito importantes para a RMBH, sendo fortemente concentrados na cidade de Belo Horizonte, uma vez que, por se tratar de um município relativamente pequeno, com 331 km2, a cidade não possui vocação para abrigar indústrias que ocupariam muito espaço.

A Capital Mineira abriga sedes corporativas de grandes empresas nacionais e multinacionais:

Edifício sede da Cemig, em Belo Horizonte. A maior empresa integrada do setor de energia elétrica da América do Sul, em número de clientes.
Siderurgia

ArcelorMittal[17]

Usiminas[18]

Vallourec[19]

Construção

Andrade Gutierrez [20] [21]

Direcional Engenharia[22]

MRV Engenharia[23]

Transportes

Gontijo

Ferrovia Centro-Atlântica

Líder Aviação Executiva

Localiza[24]

Finanças

Banco BMG

Mercantil do Brasil[25] [26] [27]

Educação

Kroton Educacional[28]

Energia

CEMIG[29] [30] [31]


Mineração

Anglo American[32]

Ferrous

Software e Biotecnologia[editar | editar código-fonte]

Belo Horizonte é também um centro de excelência nas áreas de software e biotecnologia, ainda no âmbito do setor de serviços. A cidade abriga mais de mil empresas de tecnologia da informação e cerca de 200 empresas de biotecnologia.[33]

Em 2005, a UFMG, o Governo do Estado de Minas Gerais, a Prefeitura de Belo Horizonte, o SEBRAE-MG e FIEMG, com apoio da Fapemig e da FINEP, criaram o Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC) que é um condomínio que abriga empresas que se dedicam a produzir novas tecnologias e centros públicos e privados de Pesquisa & Desenvolvimento. Atualmente as empresas instaladas no BH-TEC desenvolvem softwares para prefeituras, governos e empreendedores de todo o Brasil.[34]

O estado de Minas Gerais tem liderança do setor da biotecnologia no país, criando e desenvolvendo projetos nos segmentos de saúde humana, saúde animal, meio-ambiente e agronegócios. Diversas condições favoreceram a concentração geográfica da bioindústria no estado, entre elas incluem-se a tradição das escolas de medicina e históricas competências em bioquímica e farmácia; e a expertise das universidades e centros de pesquisa, que se aliaram a visões empreendedoras locais relativas à nichos de mercado ligados a produtos e serviços de saúde humana. Estes elementos sedimentaram a formação de um ambiente estimulante aos negócios em biotecnologia na região metropolitana. Em Belo Horizonte estão localizadas duas incubadoras de base biotecnológica: Habitat (Biominas) e o Inova (UFMG).[35]

Vista panorâmica de Belo Horizonte, o centro econômico da Região Metropolitana

Cidades Dormitório[editar | editar código-fonte]

Os municípios de Ribeirão das Neves, Santa Luzia, Ibirité, Sabará e Vespasiano abrigam elevados contingentes populacionais, mas não possuem base econômica com a mesma proporção. Estes municípios funcionam como cidades-dormitório da região metropolitana, uma vez que grande parte de seus habitantes desempenha atividades econômicas na cidade de Belo Horizonte ou nas indústrias de Contagem e Betim.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Taxa média de crescimento anual dos Municípios da RMBH

O crescimento demográfico da RMBH diminuiu nas últimas décadas, embora ainda permaneça superior à média do estado. O crescimento concentra-se cada vez mais nos municípios periféricos, reduzindo-se ano após ano a participação de Belo Horizonte. A principal explicação para esse fenômeno é o reduzido espaço territorial de BH, que encarece o preço dos terrenos na cidade e leva a população a morar em municípios fora da capital mineira.

Desde a década de 1980, Belo Horizonte cresce a taxas bem menores que a média da RMBH. Na écada de 1990, enquanto a capital cresceu apenas 1,1% ao ano, a RMBH cresceu 3,9%.

As Maiores cidades da RMBH são, em ordem decrescente, Belo Horizonte, Contagem, Betim e Ribeirão das Neves, que juntas reúnem cerca de 70% da população da região metropolitana.

A população total da Região Metropolitana, segundo estimativa do IBGE de 2014, é de 5,8 milhões de habitantes, figurando como a terceira maior aglomeração urbana do Brasil,[2] a 9a maior da América Latina e a 59a maior do mundo.[5]

Dos 34 municípios da RMBH, apenas 13 estão efetivamente conurbados, o que leva alguns especialistas a defenderem uma redução do número de cidades pertencentes à RMBH. Outros argumentam que alguns municípios não-conurbados da RMBH são responsáveis por funções de interesse comum como a preservação de mananciais, devendo, portanto, fazer parte de região metropolitana.

O processo de conurbação da Grande BH começou no final dos anos 40 no Vetor Oeste quanto Belo Horizonte, Contagem e Betim se ligaram no chamado Eixo Industrial; e também na primeira fase do Vetor Norte, na mesma época.[7] Atualmente existem dois vetores principais que puxam o crescimento da conurbação metropolitana em direções opostas: o Vetor Norte e o Vetor Sul.

Maiores Cidades da Região Metropolitana e Colar Metropolitano de BH
Cidade População[36] %
Belo Horizonte 2.491.109 43,1%
Contagem 643.476 11,1%
Betim 412.003 7,1%
Ribeirão das Neves 319.310 5,5%
Sete Lagoas 229.887 4,0%
Santa Luzia 214.830 3,7%
Ibirité 171.932 3,0%
Sabará 133.528 2,3%
Vespasiano 116.506 2,0%
Demais Cidades 1.051.192 18,2%
Total 5.783.773 100,0%
RMBH sem o Colar 5.198.678 89,9%
Colar Metropolitano 585.095 10,1%

Vetor Oeste[editar | editar código-fonte]

O Crescimento populacional desta região foi intenso começando nos anos 40 até se consolidar, no finalanos 70. Este período foi marcado por importantes intervenções públicas que definiram os futuros processos de expansão da capital e sua conurbação com os municípios de Contagem e Betim.[7]

Em 1946 foi inaugurada a Cidade Industrial em Contagem, onde grandes extensões de terrenos foram financiados a partir dos anos cinquenta. Isso atraiu diversas indústrias para a região principalmente para Contagem e Betim, ao longo da BR 381, a Rodovia Fernão dias, saída para São Paulo. Essas indústrias demandaram muita mão de obra, atraindo muitos trabalhadores para a área.[7]

No Início dos anos 70, o governador de Minas Gerais, Rondon Pacheco, promoveu acordo de interesses com o presidente da FIAT Automóveis para a instalação da fábrica em Betim. A fabrica da FIAT veio então a ser inaugurada em 1976, demandando ainda mais trabalhadores, e consequentemente consolidado o crescimento populacional na região.[37]

Vetor Norte[editar | editar código-fonte]

Anos 40

Nos anos 40, o prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek inaugurou Conjunto Arquitetônico da Pampulha e também construiu a Avenida Antônio Carlos, que liga o centro de Belo Horizonte à região. Somado a isso, o começo da aviação comercial no Aeroporto da Pampulha, são marcos que impulsionaram o crescimento da zona norte. Esses fatores estimularam à expansão periférica de baixa renda para os municípios a norte de Belo Horizonte, principalmente distrito de Justinópolis (Ribeirão das Neves) e São Benedito (distrito de Santa Luzia).[7]

Anos 2000

O Governo do Estado criou novos projetos que promovem o crescimento dos municípios do Vetor Norte. Dentre estes projetos estão o desenvolvimento do Aeroporto de Confins a partir de 2004; A transferência da sede do Governo do Estado para a Cidade Administrativa, no limite norte do município de Belo Horizonte, em 2010; e a construção da Linha Verde em 2007, uma via de transito rápido entre o Belo Horizonte e o Aeroporto de Confins.[38]

Vetor Sul[editar | editar código-fonte]

A conurbação do Vetor Sul é bastante recente e ao contrario dos vetores Oeste e Norte, que tiveram estímulos do governo para seu crescimento, o Vetor Sul se desenvolve de maneira natural. A partir dos anos 2000, com a falta de espaço na nobre zona sul da cidade de Belo Horizonte, o crescimento da área urbana ultrapassou o limite territorial da capital em direção a Nova Lima. Os bairros formados a partir de então estão entre os de área mais cara da região metropolitana. A verticalização é uma característica marcante dessa região, que convive agora com trânsito intenso em meio a muitas construções de grandes edifícios.[39]

Sistema de Gestão Metropolitana[editar | editar código-fonte]

Cidade Administrativa - Sede do governo do Estado de Minas Gerais. Autoridade central na gestão metropolitana.

O área de atuação da Gestão Metropolitana se dá nas funções públicas de interesse comum aos municípios da região metropolitana, ou seja, funções de caráter supra-municipal. O Art. 8º da Lei Complementar Estadual nº 89, define o conjunto de funções de interesse comum metropolitano como sendo formado por: Transporte intermunicipal e sistema viário; Defesa contra sinistro e defesa civil; Saneamento básico; Uso do solo metropolitano; Gás canalizado; Cartografia e informações básicas; Preservação ambiental; Habitação; Rede de saúde; e Desenvolvimento socioeconômico.[40]

A Constituição Federal atribui aos estados a competência para a instituição de regiões metropolitanas para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. [41] Portanto, o Governo do Estado de Minas Gerais é a principal liderança na gestão da Região Metropolitana de BH, embora não detenha exclusividade para criação e execução de políticas públicas na metrópole.[42] Existem dificuldades na delimitação de poder entre o estado e o município, onde há o temor dos prefeitos municipais perderem autonomia em face de autoridades metropolitanas.

A legislação da Região Metropolitana de Belo Horizonte foi reformada em 2004 pelo Estado, por meio de uma Emenda à Constituição Estadual ( Emenda à Constituição nº 65, de 25/11/2004), garantindo a participação dos representantes dos municípios e também de representantes da sociedade civil na elaboração de políticas no âmbito metropolitano. Com essa reforma na legislação, a Constituição Estadual passou a determinar que na região metropolitana deve haver uma Assembleia Metropolitana; um Conselho Deliberativo de Desenvolvimento Metropolitano; uma Agência de Desenvolvimento, com caráter técnico e executivo; um Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado; e um Fundo de Desenvolvimento Metropolitano.[43]

Órgãos de Gestão[editar | editar código-fonte]

Assembleia Metropolitana[editar | editar código-fonte]

É o órgão de decisão superior, composto por:[44]

  • 4 representantes do Poder Executivo Estadual, responsáveis por definir as macro-diretrizes do planejamento metropolitano;
  • 1 representante do poder legislativo estadual, pelos 34 prefeitos da RMBH e pelos 34 presidentes de Câmaras Municipais da RMBH, responsáveis por vetar, por deliberação de pelo menos dois terços do total de votos válidos na Assembleia, resolução emitida pelo Conselho Deliberativo.

Segundo a Lei Complementar Estadual nº 88/2006, as questões que envolvem os Municípios do colar metropolitano são tratadas por meio de resolução da Assembleia Metropolitana, assegurada a participação do Município diretamente envolvido no processo de decisão.[45]

A Lei Complementar Estadual nº 107, de 12/1/2009 determina que a Assembleia Metropolitana deve se reunir anualmente para a discussão de políticas publicas metropolitanas, ou sempre que houver convocação.[46]

Vista noturna da Região Metropolitana de BH a partir da Serra do Rola-Moça.

Conselho Deliberativo de Desenvolvimento Metropolitano[editar | editar código-fonte]

É um órgão colegiado que toma decisões sobre as diretrizes traçadas no contexto metropolitano e estabelece normas a serem avaliadas pela Assembleia Metropolitana. Esta é uma forma de gestão na qual a direção é compartilhada por um conjunto de autoridades que tem por finalidade assegurar a participação dos diferentes segmentos afetados pelas decisões.

Composição do conselho e suas atribuições:[44]

  • 5 representantes do poder Executivo Estadual responsáveis por provocar a elaboração e aprovar o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado;
  • 2 representantes do poder legislativo estadual responsáveis por deliberar sobre os recursos destinados ao financiamento de projetos indicados no Plano Diretor;
  • 2 representantes do município de Belo Horizonte responsáveis por fixar diretrizes e prioridades e aprovar o cronograma de desembolso dos recursos do Fundo Metropolitano;
  • 1 representante do município de Contagem responsável por acompanhar e avaliar a execução do Plano Diretor,bem como aprovar as modificações que se fizerem necessárias à sua correta implementação;
  • 1 representante do município de Betim, 3 representantes dos demais municípios da RMBH e 2 representantes da sociedade civil responsáveis por orientar, planejar, coordenar e controlar a execução das funções públicas de interesse comum. A sociedade civil, em uma conferência que ocorre de dois em dois anos, elege dois representantes dos cidadãos metropolitanos para o Conselho Deliberativo.
O anoitecer em Belo Horizonte a partir do Mirante das Mangabeiras.

Outras funções do Conselho Deliberativo:[45]

  • Estabelecer as diretrizes da política tarifária dos serviços de interesse comum metropolitanos;
  • Aprovar os balancetes mensais de desembolso e os relatórios semestrais de desempenho do Fundo de Desenvolvimento Metropolitano;
  • Aprovar os relatórios semestrais de avaliação de execução do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado e de seus respectivos programas e projetos;

Comitês Tecnicos - São também formações colegiadas que dão assessoria técnica ao Conselho Metropolitano com participação direta das Prefeituras Municipais, e envolvimento das Secretarias Estaduais e órgãos setoriais afetos ao tema em questão, com destaque para a SEDRU e a SEMAD, a COPASA e a CEMIG , dentre outros.[44]

Atualmente, os dois principais comitês técnicos são relacionados ao tratamento de resíduos sólidos e à mobilidade na Região Metropolitana.[47]

Agência de Desenvolvimento da RMBH[editar | editar código-fonte]

Hipercentro de Belo Horizonte, área circundada pela Avenida do Contorno, onde se encontram sedes de empresas como Localiza e Seculus.

Instituída pela Lei Complementar 107, de 2009, a "Agência RMBH" é uma autarquia territorial e especial, de caráter técnico e executivo, encarregada de promover a gestão compartilhada de funções públicas de interesse comum às cidades da Grande Belo Horizonte. Essa autarquia é subordinada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana - Sedru.[42]

Seus objetivos operacionais são:[48]

  • Ordenar o uso e a ocupação do solo metropolitano;
  • Induzir a formação sustentável das novas centralidades metropolitanas;
  • Desenvolver a infraestrutura de saneamento básico nos territórios metropolitanos, com enfoque na gestão de resíduos sólidos; e
  • Formular e implementar soluções intermodais de mobilidade e acessibilidade, em parceria com os sistemas de transporte municipais, estadual e federal.

Competências Legais:[48]

  • Promover a implementação de planos, programas e projetos de investimento estabelecidos no Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado;
  • Propor estudos técnicos de interesse regional, compatibilizando-os com os interesses do Estado e dos municípios integrantes da RMBH; e
  • Propor normas, diretrizes e critérios para compatibilizar os planos diretores dos municípios integrantes da RMBH com o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado.

Outras Competências:[48]

  • Realizar a articulação entre instituições públicas e privadas para a captação de recursos de investimento ou financiamento para o desenvolvimento integrado da RMBH;
  • Fornecer suporte técnico e administrativo à Assembleia Metropolitana e ao Conselho Deliberativo de Desenvolvimento Metropolitano e estabelecer intercâmbio de informações com organizações públicas ou privadas, nacionais ou internacionais;
  • Desenvolvimento e manutenção de banco de dados com informações necessárias ao planejamento e à elaboração dos programas e planos a serem desenvolvidos;
  • Colaborar para o desenvolvimento institucional dos municípios integrantes da RMBH;
  • Apoiar os municípios na elaboração de projetos de desenvolvimento metropolitano para fins da habilitação a recursos do Fundo de Desenvolvimento Metropolitano; e
  • Exercer poder de polícia administrativa, notadamente no tocante à regulação urbana metropolitana.

Instrumentos de Planejamento e Financiamento[editar | editar código-fonte]

Foto de satélite mostrando a cidade de Belo Horizonte e parte das cidades de Contagem, Ribeirão das Neves e Nova Lima.

Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado[editar | editar código-fonte]

O PDDI é resultado de um debate público que estabeleceu como principal referência para o planejamento metropolitano integrado a construção de um sentido de cidadania metropolitana.[49]

O objetivo deste plano diretor é construir um processo de planejamento metropolitano na RMBH envolvendo seus municípios,o Colar Metropolitano, o estado de Minas Gerais, os órgãos federais ali atuantes, a sociedade civil organizada em seus movimentos sociais e associações empresariais e populares.[49]

O plano contém uma proposta de reestruturação territorial metropolitana e aborda quatro eixos temáticos integradores: Acessibilidade; Seguridade; Urbanidade; e Sustentabilidade.[49]

Fundo de Desenvolvimento Metropolitano[editar | editar código-fonte]

O Fundo de Desenvolvimento Metropolitano (FDM ), instituído pela Constituição do Estado, tem como objetivos o financiamento da implantação de programas e projetos estruturantes e a realização de investimentos relacionados a funções públicas de interesse comum nas Regiões Metropolitanas do Estado, conforme diretrizes estabelecidas pelo Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da região metropolitana.[43]

O FDM é formado por:[44]

  • 1 representante do órgão gestor – (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana - Sedru) com o objetivo de gerir o financiamento da implantação de programas e projetos prioritários;
  • 1 representante da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão, 1 representante do agente financeiro (Banco Estadual de Desenvolvimento – BDMG), 1 representante da Secretaria de Estado da Fazenda e 2 representantes da Região Metropolitana nomeados pelo Conselho Deliberativo. Este grupo tem por objetivo a realização de investimentos relacionados às funções públicas de interesse comum na região metropolitana, em acordo com as diretrizes estabelecidas no Plano Diretor.

Os recursos do FDM são compostos principalmente por recursos do estado e dos municípios, na proporção de 50% de recursos do Estado e 50% de recursos dos Municípios que integram a região metropolitana, proporcionalmente à receita corrente líquida de cada Município. Compõem ainda o Fundo: dotações orçamentárias, transferências do governo federal, operações de crédito internas ouexternas, doações e outros.[45]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Controle de Tráfego, Trânsito e Transporte Público[editar | editar código-fonte]

De 1978 até o ano de 1994 o controle do tráfego e do transporte público de todos os municípios da RMBH era centralizado e geranciado pelo governo do estado de Minas Gerais, através de uma empresa pública e, em um segundo momento, por uma autarquia.

Em 1978 Foi criada a empresa pública estadual Metrobel (Companhia de Transportes Urbanos da Região Metropolitana de Belo Horizonte), que assumiu o gerenciamento do trânsito de toda a Região Metropolitana, incluindo o transporte público municipal e intermunicipal. Após a criação da Metrobel, as prefeituras ficaram responsáveis somente pela manutenção e conservação das vias públicas de cada cidade.[50]

A Lei Estadual de nº 9527, de 29 de dezembro de 1987, criou a Secretaria de Estado de Assuntos Metropolitanos. O artigo 2º cria a autarquia Transmetro (Transporte Metropolitano), passando a suceder a METROBEL, que então foi extinta. Na seção V, no seu artigo 22 diz que a Transmetro, tem por finalidade implantar, administrar e operar, diretamente e por contratação de terceiros, os serviços de interesses comuns dos municípios integrantes da Região Metropolitana, relativos a transportes e sistema viário. O Estado fica no gerenciamento do transporte coletivo da cidade de Belo Horizonte até 1991.[50]

Frota de Veículos da Região Metropolitana e Colar Metropolitano de BH
Cidade Frota[51] %
Belo Horizonte 1.641.159 54,8%
Contagem 303.728 10,1%
Betim 172.491 5,8%
Sete Lagoas 111.751 3,7%
Ribeirão das Neves 94.049 3,1%
Santa Luzia 77.226 2,6%
Demais Cidades 594.005 19,8%
Total 2.994.409 100,0%
RMBH sem o Colar 2.701.496 90,2%
Colar Metropolitano 292.913 9,8%


No início dos anos 90, a Transmetro gradualmente transferia suas atribuições e competências de âmbito municipal para as prefeituras e de âmbito metropolitano para o DER/MG (Departamento de Estradas e Rodagem), até ser extinta em 1994. Desta maneira, o gerenciamento de tráfego nos municípios e do transporte coletivo nas linhas intra-municipais passou a ser executado pelas prefeituras, que em alguns casos criaram empresas públicas municipais para execução de tais finalidades, como o caso da BHTRANS, na cidade de Belo Horizonte, e a Transcon, em Contagem. Agora, somente o transporte intermunicipal e o sistema viário de âmbito metropolitano ficaram a cargo do estado, por meio do DER.[50]

Frota de Veículos

De acordo como o relatório de outubro de 2014 do DENATRAN, a cidade de Belo Horizonte sozinha possui 1,6 milhão de veículos. As três maiores cidades da região metropolitana ( Belo Horizonte, Contagem e Betim) somam juntas mais de 2 milhões de veículos. Esse número de apenas três municípios representa cerca de 70% da frota de toda região metropolitana, incluindo o colar metropolitano.[51]

Em números absolutos a Grande Belo Horizonte possui o total de 2.994.409 veículos, contando com o Colar Metropolitano. A RMBH sem o Colar possui o total de 2.701.496 veículos, enquanto o Colar isoladamente possui 292.913 veículos.[51]

Relacionando a frota de veículos com a população total da RMBH temos 1 veículo para cada 0,52 habitantes, matematicamente falando. Em outras palavras, é aproximadamente 1 veículo para cada 2 habitantes de toda a Região Metropolitana.[51]

Metrô[editar | editar código-fonte]

Metrô de Belo Horizonte
Legenda:
em constr. / em func.
Linha 1 
Unknown route-map component "uexBHFq" Unknown route-map component "uBHFq"
 
Linha 2 
Unknown route-map component "exBHFq_purple"
 
Linha 3 
Unknown route-map component "fexBHFq"
 
Diagrama:           
Unknown route-map component "d" + Waterway turning from left
Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "ulBHF"
Urban track turning from right
 Minas Shopping
São Gabriel 
Urban station on track Urban station on track
 José Cândido
1.º Maio 
Urban station on track Urban station on track
 Santa Inês
Waldomiro Lobo 
Urban station on track Urban station on track
 Horto Florestal
Floramar 
Urban station on track Urban station on track
 Santa Tereza
Vilarinho 
Urban End station Urban station on track
 Santa Efigénia
 
Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "uKRW+l"
Unknown route-map component "d" + Unknown route-map component "ulBHF"
Unknown route-map component "uKRWr"
 Central
Lagoinha 
Unknown route-map component "ueBHF-L" + Urban station on track
Unknown route-map component "fexKBHF-Ra"
 
 
Urban straight track Unknown route-map component "fexBHF"
 Praça 7
Carlos Prates 
Urban station on track Unknown route-map component "fexBHF"
 Palácio das Artes
Calafate 
Urban station on track Unknown route-map component "fexBHF"
 Tiradentes
 
Urban straight track Unknown route-map component "fexKBHFe"
 Savassi
Nova Suíça 
Unknown route-map component "ueBHF-L" Unknown route-map component "exKBHF-Ra purple"
 
Gameleira 
Urban station on track Unknown route-map component "exBHF_purple"
 Amazonas
Vila Oeste 
Urban station on track Unknown route-map component "exBHF_purple"
 Salgado Filho
Cidade Industrial 
Urban station on track Unknown route-map component "exBHF_purple"
 Vista Alegre
Eldorado 
Urban end station, unused through track Unknown route-map component "exBHF_purple"
 Ferrugem
Novo Eldorado 
Unknown route-map component "uexKBHFe" Unknown route-map component "exBHF_purple"
 Mannesmann
 
Unknown route-map component "exKBHFe_purple"
 Barreiro
Fontes:

Atualmente, o metrô metropolitano, administrado pela CBTU, abrange as duas maiores cidades da Grade BH - Belo Horizonte e Contagem. São ao todo 19 estações, sendo 18 estações em Belo Horizonte e 1 estação em Contagem. A única linha começa no bairro Eldorado, em Contagem, seguindo para o centro de Belo Horizonte, até a Estação Central, e continua, passando pela região Leste da Capital até terminar na região de Venda Nova, na Zona Norte de BH.

A projeção para os próximos anos é que o metrô metropolitano seja ampliado com mais 11 estacões em Belo Horizonte, atendendo a regional do Barreiro e a Savassi, na Zona Sul da cidade, e mais 1 estação em Contagem, no bairro Novo Eldorado. Ao fim deste projeto a Região Metropolitana contará com 31 estações do metrô.

Trem Inter-Estadual[editar | editar código-fonte]

A Grande Belo Horizonte juntamente com a Grande Vitória são as únicas regiões metropolitanas do país que possuem uma linha de trem inter-estadual. Esta linha liga Belo Horizonte à cidade de Vitória, no Espírito Santo, passando por importantes cidades do Leste de Minas, como Ipatinga e Governador Valadares.

Em 2014, a operadora da linha a Vale, adquiriu novos trens, passando a oferecer a classe executiva. Ao todo a composição completa pode transportar 1,5 mil passageiros na viagem que dura 13 horas, fazendo paradas em 39 municípios de Minas Gerais e do Espírito santo. [52]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

A Região Metropolitana de Belo Horizonte é cortada por três importantes rodovias federais:

BR-381 a sudoeste, com o nome Rodovia Fernão Dias, dá acesso à cidade de São Paulo, passando pelo Sul de Minas; a Nordeste, dá acesso ao norte do Espírito Santo, passando pelo leste de minas, e também é caminho para a região Nordeste do Brasil.

BR-040 a sudeste, dá acesso à cidade do Rio de Janeiro; a Noroeste, dá acesso a Capital Federal, Brasília e também é caminho para o norte de Minas.

BR-262 a leste, acesso a cidade de Vitória, no Espírito Santo; a Oeste acesso à região do Triângulo Mineiro e Região Centro Oeste do Brasil

Também possui importantes rodovias estaduais:

MG-050 a sudoeste, acesso a região norte do Estado de São Paulo, passando pela região Oeste de Minas.

MG-010 - Linha Verde a Norte, via de acesso ao Aeroporto Internacional de Confins.

Todas essas rodovias são interligadas pelo Anel Rodoviário, que contorna a área central de Belo Horizonte.

Aeroportos[editar | editar código-fonte]

A Grande Belo Horizonte possui ao todo quatro aeroportos.

  • Aeroporto Carlos Prates - fica na região noroeste de Belo Horizonte e atende voos não-regulares das empresas de Táxi Aéreo, da Aviação Geral e de helicópteros. Nele funcionam escolas de aviação e também Aeroclube do Estado de Minas Gerais, responsáveis pela formação de profissionais da aviação. Ainda abriga a sede da fabricante de pequenos aviões Aero Bravo.
  • Base Aérea de Lagoa Santa - é um aeroporto militar localizado no município de Lagoa Santa, usado para a inspeção, manutenção e reparação da frota de aeronaves da Força Aérea Brasileira.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Casarões da Rua Direita, no centro histórico de Santa Luzia.
Forro da Igreja Barroca de Nossa Senhora do Carmo, Sabará.

A Região Metropolitana de Belo Horizonte possui variados atrativos turísticos, que vão desde patrimônios culturais e artísticos, passando pela gastronomia mineira, até grandes feiras e eventos.

Centros Históricos[editar | editar código-fonte]

Embora a cidade de Belo Horizonte tenha sua fundação relativamente recente, em 1897, outras cidades da região metropolitana já existiam há muito tempo. É o caso de Caeté, fundada em 1714, Santa Luzia, fundada em 1692, e Sabará, fundada em 1675. Essas três cidades possuem centros históricos preservados, com casarões do período colonial e igrejas centenárias do estilo barroco.

Museu de Arte Contemporânea Inhotim[editar | editar código-fonte]

Lago no Inhotim.

O Instituto Inhotim é uma Reserva Particular de Patrimônio Natural contendo um dos mais importantes acervos artísticos do Brasil. Está localizado em uma área de 786,06 hectares, no município de Brumadinho, à 55km do centro de Belo Horizonte. É internacionalmente conhecido por possuir um dos mais relevantes acervos de arte contemporânea do mundo e uma coleção botânica que reúne espécies raras e de todos os continentes.

Circuito Cultural Praça da Liberdade[editar | editar código-fonte]

O Circuito Cultural formado no entorno da Praça da Libertade, em Belo Horizonte, é um conjunto integrado de espaços culturais criados a partir de parcerias público-privadas.[53] Em 2014, mais de 1 milhão de pessoas visitaram o Circuito Cultural, que reúne os seguintes espaços: [54]

Espaços que ainda serão inaugurados:[55]

  • Escola de Design da UEMG
  • CENA - Centro de Ensaio Aberto
  • Museu do Automóvel
  • Museu Clube da Esquina
  • OI Futuro

Conjunto Arquitetônico da Pampulha[editar | editar código-fonte]

Parede do fundo da Igreja da Pampulha com o mural de São Francisco, pintado por Portinari.

O Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, foi projetado por Oscar Niemeyer, sob encomenda do prefeito Juscelino Kubitschek. O Conjunto, inaugurado no ano de 1943, abriga jardins com paisagismo de Burle Marx, painéis pintados por Portinari e esculturas de Alfredo Ceschiatti. Os prédios que compõem o conjunto são:[56]

Em 2014, a prefeitura de Belo Horizonte oficializou a candidatura do Conjunto Arquitetônico da Pampulha à Patrimônio Mundial da Humanidade, entregando o dossiê da candidatura à UNESCO.[57]

Feiras e Eventos[editar | editar código-fonte]

Carro de corrida do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais exposto durante a Bienal do Automóvel no Expominas, em Belo Horizonte.
  • Minas Trend Preview - evento de pré-lançamentos já consolidado como um dos maiores acontecimentos de moda e comportamento do país com palestras, desfiles e salão de negócios.
  • Bienal do Automóvel - maior evento mineiro do gênero automotivo e um dos maiores do país, apresentando as últimas novidades em veículos e motos nacionais e importados, dentro muitos outros.
  • Bienal do Livro de Minas Gerais - evento cultural que reúne várias editoras brasileiras e estrangeiras para apresentar lançamentos e seus títulos, além de promover a integração de autores e público.
  • Campanha de Popularização do Teatro e Dança - janeiro e fevereiro acontece este que é um dos eventos mais tradicionais da cena cultural de BH e o maior evento do mundo considerando-se sua duração, por dois meses ininterruptos.
  • Comida di Buteco - Concurso que acontece no mês de abril para eleger os melhores pratos e tira-gostos dos bares da cidade.
  • Circuito Gastronômico Beer Chef Brasil - Evento que reúne a consagrada diversidade da cozinha brasileira com os sabores das cervejas especiais em bares da região metropolitana, durante o mês de setembro.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  2. a b c População das Regiões Metropolitanas Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (28 de agosto de 2014). Visitado em 28 de agosto de 2014.
  3. PNUD (2014). Ranking de todas as RMs Atlas do desenvolvimento Humano do Brasil. Visitado em 5 de dezembro de 2014. "Seção Região Metropolitana'"
  4. a b c d Produto Interno Bruto dos Municípios 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 12 dez. 2012.
  5. a b Largest Cities of the World - (by metro population)
  6. Área Territorial Oficial Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  7. a b c d e f g h i j Cronologia da RMBH Observatorio das metropoles - UFRJ. Visitado em 29 dez. 2014.
  8. LEI COMPLEMENTAR Nº 14, DE 8 DE JUNHO DE 1973 Presidência da República. Visitado em 29 dez. 2014.
  9. a b c d e f g Cronologia da Região Metropolitana de Belo Horizonte Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana. Visitado em 23 dez. 2014.
  10. a b Lei Complementar 89, de 12/01/2006 Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Visitado em 1 de dezembro de 2013.
  11. a b c Estimativas populacionais para os municípios brasileiros em 01.07.2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Visitado em 30 de dezembro de 2014.
  12. a b c Área Territorial Oficial Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  13. a b c Produto Interno Bruto dos Municípios 2011 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Visitado em 30 de dezembro de 2014.
  14. População das Regiões Metropolitanas Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (28 de agosto de 2014). Visitado em 28 de agosto de 2014.
  15. Produto Interno Bruto dos Municípios 2011 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Visitado em 30 de dezembro de 2014.
  16. GDP - OFFICIAL EXCHANGE RATE (2013 est.). Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  17. ArcelorMittal. História. Visitado em 02 de janeiro de 2015.
  18. Usiminas. [1]. Visitado em 2 de janeiro de 2015.
  19. A Euromoney Institutional Investor company. Vallourec Tubos do Brasil S.A.. Visitado em 02 de janeiro de 2015.
  20. BM&F BOVESPA (02/01/2015). ANDRADE GUTIERREZ PARTICIPACOES S.A. Contatos. Visitado em 2 de Janeiro de 2015.
  21. BM&F BOVESPA (02/01/2015). ANDRADE GUTIERREZ CONCESSOES S.A. Contatos. Visitado em 2 de Janeiro de 2015.
  22. BM&F BOVESPA (02/01/2015). DIRECIONAL ENGENHARIA S.A. Contatos. Visitado em 2 de Janeiro de 2015.
  23. BM&F BOVESPA (02/01/2015). MRV ENGENHARIA E PARTICIPACOES S.A. Contatos. Visitado em 2 de Janeiro de 2015.
  24. BM&F BOVESPA (02/01/2015). LOCALIZA RENT A CAR S.A. Contatos. Visitado em 2 de Janeiro de 2015.
  25. BM&F BOVESPA (02/01/2015). MERCANTIL BRASIL FINANC S.A. C.F.I Contatos. Visitado em 2 de Janeiro de 2015.
  26. BM&F BOVESPA (02/01/2015). BCO MERCANTIL DE INVESTIMENTOS S.A. Contatos. Visitado em 2 de Janeiro de 2015.
  27. BM&F BOVESPA (02/01/2015). BCO MERCANTIL DO BRASIL S.A. Contatos. Visitado em 2 de Janeiro de 2015.
  28. BM&F BOVESPA (02/01/2015). KROTON EDUCACIONAL S.A. Contatos. Visitado em 2 de Janeiro de 2015.
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  30. BM&F BOVESPA (02/01/2015). CIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS - CEMIG Contatos. Visitado em 2 de Janeiro de 2015.
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  48. a b c Agência RMBH Objetivo operacional e Competências Legais. Visitado em 31 de dezembro de 2014.
  49. a b c Agência RMBH Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Belo Horizonte (03 de Novembro de 2011). Visitado em 31 de dezembro de 2014.
  50. a b c Órgãos Municipais de Gerenciamento do Transporte Coletivo em Belo Horizonte Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte. Visitado em 29 de Dezembro de 2014.
  51. a b c d DENATRAN. Frota por Municipio Frota Nacional (Outubro de 2014). Visitado em 30 de Dezembro de 2014.
  52. Portal Terra (28 de julho de 2014). Viagem de trem entre BH e Vitória terá vagões de luxo. Visitado em 31 de dezembro de 2014.
  53. Apresentação - Circuito Cultural Praça da Liberdade, (visitado em 22-3-2010)
  54. Espaços - Circuito Cultural Praça da Liberdade, (visitado em 22-3-2010)
  55. Circuito Cultural Praça da Liberdade. Mapa. Visitado em 25 de janeiro de 2015.
  56. UNESCO (10/12/2014). Candidatura da Pampulha a patrimônio mundial será oficializada. Visitado em 02 de janeiro de 2015.
  57. PBH (12/12/2014). Pampulha mais perto do título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Visitado em 02 de janeiro de 2015.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]