Região Metropolitana de Fortaleza
| Unidade federativa | |
|---|---|
| Lei | Lei Complementar do Brasil nº 14 de 1973 |
| Data da criação | 8 de junho de 1973 |
| Número de municípios | 15 |
| Cidade-sede | Fortaleza |
| Características geográficas | |
| Área | 5 783,555 km²[1] |
| População | 3 610 379 hab. Censo IBGE/2010[2] |
| Densidade | 624,25 hab./km² |
| IDH | 0,767 (22º) – médio PNUD/2000[3][nota 1] |
| PIB | R$ 38.531.721,004 mil IBGE/2008[4][nota 2] |
| PIB per capita | R$ 10.696,13 IBGE/2008[4] |
A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), também conhecida como Grande Fortaleza, está localizada no estado brasileiro do Ceará. Foi criada pela Lei Complementar Federal nº 14, de 8 de junho de 1973, que instituía, também, outras regiões metropolitanas no país.
Com 3.610.379 habitantes[2] é a sexta região metropolitana do Brasil e está entre as 120 maiores áreas metropolitanas do mundo[5] em termos populacionais, tendo como área de influência todo o estado do Ceará, o centro-oeste do Rio Grande do Norte, o centro-leste do Piauí, o leste do Maranhão e o centro-oeste da Paraíba.
O município de Caucaia é o maior em área, com 1.227,895 km². O município de Eusébio, desmembrado em 1987 de Aquiraz, é o menor município com apenas 78,65 km². Pindoretama é o menos populoso com apenas 18.322 habitantes.
Atualmente, com mais que o triplo da população inicial e mais que o dobro de municípios, a principal dificuldade é a integração das cidades. O transporte coletivo ainda é muito caro e pouco abrangente. Quase a totalidade dos equipamentos urbanos concentram-se ainda em Fortaleza.
Índice |
[editar] História
Em 1975 foi criada pelo Governo do Ceará a Autarquia da Região Metropolitana de Fortaleza (Aumef). A Aumef tinha por objetivo desenvolver e integrar os municípios de acordo com os planos da lei federal que criou as nove primeiras regiões metropolitanas no Brasil. Durante os primeiros anos, a Aumef foi a responsável pelo plano diretor das cidades da RMF, elaborando um plano geral de desenvolvimento urbano integrado de toda a área metropolitana. As principais obras realizadas pela Aumef foram a construção do anel viário interligando todas a estradas de acesso ao municípios periféricos e o alargamento das BRs de acesso a Fortaleza (116 e 222). Os primeiros planos do metrô para Fortaleza surgiram durante a existência da autarquia, extinta em 1991.
Durante a década de 1990 não houve uma ação política voltada para a integração das cidades metropolitanas. Somente em 1997 a RMF volta ao debate na mídia com a criação da ONG Planefor que foi apoiada pelo Centro Industrial do Ceará para realizar ações de planejamento da Metrópole. Mesmo assim, sem força política nem presença na mídia local, o Planefor não tem se mostrado alternativa para o desenvolvimento da região e os municípios envolvidos.
Formada inicialmente por apenas cinco cidades: Fortaleza, Caucaia, Maranguape, Pacatuba e Aquiraz, a região metropolitana aglomerava uma massa populacional de aproximadamente 1 milhão de habitantes. Em 1986, Maracanaú, também por lei federal, passou a fazer parte da RMF. Em 1991 foram adicionados mais dois municípios, Eusébio e Guaiúba. A partir de 1999, mais cinco cidades passaram a integrar a região metropolitana: Itaitinga, Chorozinho, Pacajus, Horizonte e São Gonçalo do Amarante. Em 2009 o governo estadual incluiu mais duas cidades a RMF, Pindoretama e Cascavel.[6]
[editar] Integração
[editar] Transporte
As rodovias integram os municípios da RMF constituindo o sistema rodoviário, principal transporte utilizado pelas populações dos municípios, com especial atenção para o transporte "alternativo". As principais estradas estaduais são: CE-040 e CE-025 passando por Eusébio, Aquiraz e seu litoral, onde existe um complexo turístico, com destaque para o Beach Park; CE-060 passando por Maracanaú e Pacatuba; CE-065 até Maranguape; a CE-090 com acesso ao litoral de Caucaia; a CE-085 até o município de São Gonçalo do Amarante; a estrada CE-350 liga Pacatuba a Itaitinga; a CE-422 que dá acesso ao Porto do Pecém.
As rodovias federais são: BR-116, que está sendo duplicada do Anel Viário de Fortaleza até o município de Horizonte; BR-222 que dá acesso a Caucaia; Anel Viário ou BR-020 que faz a interligação da CE-040 com a BR-116, a CE-060, a CE-065, a BR-020 e a BR-222.
O Metrofor interligará Fortaleza às duas principais cidades da RMF (Caucaia e Maracanaú), além de Pacatuba e Maranguape. São também as duas mais populosas, depois de Fortaleza. O sistema tem origem no transporte de passageiros pelos trens da CBTU, surgido no período de implantação e desenvolvimento das regiões metropolitanas no Brasil.
Diferentemente de outras cidades do Brasil que passaram por mudanças no sistema aeroportuário, (com a construção de aeroportos em municípios próximos às capitais), o Aeroporto de Fortaleza foi reformado e recebeu um novo terminal, maior que o anterior, de modo a manter o tráfego aéreo sobre a cidade e a concentração de grandes equipamentos em Fortaleza.
[editar] Economia
Ao redor do Porto do Pecém esta sendo estruturado o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que abrigará uma siderúrgica e uma refinaria, em processo de implantação entre os municípios de Caucaia e São Gonçalo do Amarante. O Distrito Industrial de Maracanaú, instalado na mesma cidade, abriga boa parte das indústrias da metrópole.
O turismo e a expansão imobiliária são os principais mercados dos municípios com litoral (São Gonçalo, Caucaia, Aquiraz e Cascavel). Existem projetos de "resorts" e complexos turísticos nestes litorais, os quais, ao se concretizarem, poderão melhorar o equilíbrio destas cidades com relação a Fortaleza. Como exemplo, no município de Aquiraz, o "Aquiraz Riviera".
[editar] Municípios
| Município | Anexado em | Legislação | Área | População[2] | IDH[7] | PIB[4] | PIB per capita |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Fortaleza | 8 de junho de 1973 | LCF 14/73 | 313,140 | 2.505.552 | 0,786 | 28.350.622.000 | 11.461,22 |
| Caucaia | 8 de junho de 1973 | LCF 14/73 | 1.227,895 | 334.364 | 0,721 | 1.952.311.000 | 5.973,82 |
| Aquiraz | 8 de junho de 1973 | LCF 14/73 | 480,976 | 71.400 | 0,670 | 496.794.000 | 7.052,83 |
| Pacatuba | 8 de junho de 1973 | LCF 14/73 | 132,427 | 71.839 | 0,717 | 456.327.000 | 6.517,29 |
| Maranguape | 8 de junho de 1973 | LCF 14/73 | 590,824 | 110.523 | 0,736 | 645.435.000 | 5.947,34 |
| Maracanaú | 16 de abril de 1986 | LCF 52/86 | 105,696 | 201.693 | 0,736 | 3.121.055.000 | 15.620,27 |
| Eusébio | 5 de agosto de 1991 | LE. 11.845 | 76,583 | 41.307 | 0,684 | 938.076.000 | 23.204,78 |
| Guaiúba | 5 de agosto de 1991 | LE. 11.845 | 267,203 | 23.853 | 0,652 | 73.580,00 | 3.130,79 |
| Itaitinga | 29 de dezembro de 1999 | LCE 18/99 | 150,788 | 32.678 | 0,680 | 134.578.000 | 4.155,96 |
| Chorozinho | 29 de dezembro de 1999 | LCE 18/99 | 278,400 | 18.759 | 0,633 | 71.220.000 | 3.794,36 |
| Pacajus | 29 de dezembro de 1999 | LCE 18/99 | 254,435 | 59.689 | 0,678 | 414.878.000 | 7.118,57 |
| Horizonte | 29 de dezembro de 1999 | LCE 18/99 | 159,972 | 54.362 | 0,679 | 837.005.000 | 15.946,59 |
| São Gonçalo do Amarante | 29 de dezembro de 1999 | LCE 18/99 | 834,394 | 42.962 | 0,639 | 610.967.000 | 14.439,92 |
| Pindoretama | 26 de junho de 2009 | LCE 78/09 | 72,855 | 18.322 | 0,657 | 57.876.000 | 3.211,43 |
| Cascavel | 26 de junho de 2009 | LCE 78/09 | 837,967 | 67.956 | 0,673 | 370.996.000 | 5.537,09 |
| TOTAL | 5.783,555 | 3.655.259 | 0,735[3] | 38.531.720.000,00 | R$ 10.860,70 |
Notas
Referências
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ a b c Censo Demográfico 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ a b Ranking decrescente do IDH-M das regiões metropolitanas do Brasil. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 29 de maio de 2008.
- ↑ a b c Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 12 dez. 2010.
- ↑ World Gazetteer – Welt: Ballungsräume. Página visitada em 30 de maio de 2008.
- ↑ Diário Oficial do Estado do Ceará nº 121, ano I, série 3 (03 de julho de 2009). Página visitada em 03 de julho de 2009.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 30 de maio de 2008.