Região Metropolitana de Fortaleza

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Região Metropolitana de Fortaleza
Localização
Unidade federativa  Ceará
Lei Lei Complementar do Brasil nº 14 de 1973
Data da criação 8 de junho de 1973
Número de municípios 15
Cidade-sede Fortaleza
Características geográficas
Área 5 791 km²[1]
População 3 818 380 hab. () Estimativa da população IBGE/2014
Densidade 659,36 hab./km²
PIB R$ 57.753.487 mil IBGE/2011[2]
PIB per capita R$ 16.300,09 IBGE/2011[2]

A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), também conhecida como Grande Fortaleza, está localizada no estado do Ceará. Foi criada pela Lei Complementar Federal nº 14, de 8 de junho de 1973, que instituía, também, outras regiões metropolitanas no país.

Com 3.818.380 habitantes em 2014, a Grande Fortaleza é a terceira mais populosa do Norte-Nordeste, atrás apenas da Grande Salvador e do Grande Recife. É ainda a oitava maior região metropolitana do Brasil e a 129ª maior área urbana do mundo.

A RMF tem como área de influência todo o território do Ceará (com exceção do município de Ipaumirim), metade oeste do Rio Grande do Norte, região da fronteira com Pernambuco e praticamente todos os estados do Piauí e Maranhão, além de alguns municípios do norte do Tocantins e leste do Pará. A região de influência da Grande Fortaleza é a maior do Norte-Nordeste em termos populacionais, servindo de referência para mais de 20 milhões de pessoas. É também a terceira maior do Brasil, atrás apenas da Grande São Paulo e do Grande Rio de Janeiro.

De acordo com a empresa americana de pesquisa The Brookings Institution, a Grande Fortaleza fechou 2012 com um PIB de US$ 31,104 bilhões, ajustado pelo critério de Paridade Poder de Compra (PPC). Esse número colocou a RMF naquele ano como a 11ª mais rica do Brasil, a 20ª da América Latina e a 288ª do mundo.

O município de Caucaia é o maior em área, com 1.227,895 km². Eusébio, desmembrado de Aquiraz em 1987, o menor, com apenas 78,65 km². Pindoretama é o menos populoso, com apenas 19.975 habitantes.

Atualmente com quase quatro vezes a população inicial e o triplo de municípios, a principal dificuldade da RMF é a integração das cidades. O transporte coletivo ainda é caro e pouco abrangente. Além disso, quase a totalidade dos equipamentos urbanos concentra-se ainda em Fortaleza.

História[editar | editar código-fonte]

Mapa com os municípios incluídos até 1973.

Em 1975 foi criada pelo Governo do Ceará a Autarquia da Região Metropolitana de Fortaleza (Aumef). A Aumef tinha por objetivo desenvolver e integrar os municípios de acordo com os planos da lei federal que criou as nove primeiras regiões metropolitanas no Brasil. Durante os primeiros anos, a Aumef foi a responsável pelo plano diretor das cidades da RMF, elaborando um plano geral de desenvolvimento urbano integrado de toda a área metropolitana. As principais obras realizadas pela Aumef foram a construção do anel viário interligando todas a estradas de acesso ao municípios periféricos e o alargamento das BRs de acesso a Fortaleza (116 e 222). Os primeiros planos do metrô para Fortaleza surgiram durante a existência da autarquia, extinta em 1992.

Durante a década de 1990 não houve uma ação política voltada para a integração das cidades metropolitanas. Somente em 1997 a RMF volta ao debate na mídia com a criação da ONG Planefor que foi apoiada pelo Centro Industrial do Ceará para realizar ações de planejamento da Metrópole. Mesmo assim, sem força política nem presença na mídia local, o Planefor não tem se mostrado alternativa para o desenvolvimento da região e os municípios envolvidos.

Formada inicialmente por apenas cinco cidades: Fortaleza, Caucaia, Maranguape, Pacatuba e Aquiraz, a região metropolitana aglomerava uma massa populacional de aproximadamente 1 milhão de habitantes. Em 1983, Maracanaú, também por lei federal, passou a fazer parte da RMF. Em 1987 foi adicionado mais um município, Eusébio.Em 1992 Itaitinga e Guaiuba. A partir de 1999, mais quatro cidades passaram a integrar a região metropolitana: Chorozinho, Pacajus, Horizonte e São Gonçalo do Amarante. Em 2009 o governo estadual incluiu mais duas cidades a RMF, Pindoretama e Cascavel.[3]

Integração[editar | editar código-fonte]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Imagem do satélite Landsat editada pela Embrapa. Atente para os contrastes: os tons de róseo e vermelho são áreas secas ou degradadas. As grandes manchas verdes correspondem às serras e mangues, e o roxo representa a área urbana.
Mapa da Grande Fortaleza.

As rodovias integram os municípios da RMF constituindo o sistema rodoviário, principal transporte utilizado pelas populações dos municípios, com especial atenção para o transporte "alternativo". As principais estradas estaduais são: CE-040 e CE-025 passando por Eusébio, Aquiraz e seu litoral, onde existe um complexo turístico, com destaque para o Beach Park; CE-060 passando por Maracanaú e Pacatuba; CE-065 até Maranguape; a CE-090 com acesso ao litoral de Caucaia; a CE-085 até o município de São Gonçalo do Amarante; a estrada CE-350 liga Pacatuba a Itaitinga; a CE-422 que dá acesso ao Porto do Pecém.

As rodovias federais são: BR-116, que está sendo duplicada do Anel Viário de Fortaleza até o município de Horizonte; BR-222 que dá acesso a Caucaia; Anel Viário ou BR-020 que faz a interligação da CE-040 com a BR-116, a CE-060, a CE-065, a BR-020 e a BR-222.

O Metrofor interligará Fortaleza às duas principais cidades da RMF (Caucaia e Maracanaú), além de Pacatuba e Maranguape. São também as duas mais populosas, depois de Fortaleza. O sistema tem origem no transporte de passageiros pelos trens da CBTU, surgido no período de implantação e desenvolvimento das regiões metropolitanas no Brasil.

Diferentemente de outras cidades do Brasil que passaram por mudanças no sistema aeroportuário, (com a construção de aeroportos em municípios próximos às capitais), o Aeroporto de Fortaleza foi reformado e recebeu um novo terminal, maior que o anterior, de modo a manter o tráfego aéreo sobre a cidade e a concentração de grandes equipamentos em Fortaleza.

Economia[editar | editar código-fonte]

Ao redor do Porto do Pecém esta sendo estruturado o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que abrigará uma siderúrgica e uma refinaria, em processo de implantação entre os municípios de Caucaia e São Gonçalo do Amarante. O Distrito Industrial de Maracanaú, instalado na mesma cidade, abriga boa parte das indústrias da metrópole.

O turismo e a expansão imobiliária são os principais mercados dos municípios com litoral (São Gonçalo, Caucaia, Aquiraz e Cascavel). Existem projetos de "resorts" e complexos turísticos nestes litorais, os quais, ao se concretizarem, poderão melhorar o equilíbrio destas cidades com relação a Fortaleza. Como exemplo, no município de Aquiraz, o "Aquiraz Riviera".

Municípios[editar | editar código-fonte]

Município Área (km²) IDH População PIB (R$) PIB per capita (R$)
Aquiraz 482.573 0,641 72 628 801 369 000 10.893,00
Cascavel 837.325 0,646 66 142 484 886 000 7.255,00
Caucaia 1228.506 0,682 325 441 3 239 403 000 9.791,00
Chorozinho 278.413 0,604 18 915 99 976 000 5.281,00
Eusébio 79.005 0,701 46.033 1 472 107 000 31.301,00
Fortaleza 314.93 0,754 2 452 185 42 010 111 000 16.962,00
Guaiuba 267.128 0,617 24 091 108 678 000 4.451,00
Horizonte 159.98 0,658 55 187 1 075 084 000 18.917,00
Itaitinga 151.437 0,626 35 817 211 941 000 5.834,00
Maracanaú 106.648 0,686 209 057 4 797 824 000 22.709,00
Maranguape 590.873 0,659 113 561 802 652 000 6.951,00
Pacajus 254.479 0,659 61 838 600 109 000 9.495,00
Pacatuba 131.994 0,675 72 299 641 458 000 8.682,00
Pindoretama 72.964 0,636 18 683 101 648 000 5.358,00
São Gonçalo do Amarante 834.448 0,665 43 890 1 306 241 000 29.336,00
TOTAL 5,790.703 - 3.615.767 57 753 487 000 16.300,09

Todos os dados estão atualizados. Provenientes do ano de 2010. PIB de 2011.

Notas

Referências

  1. IBGE (2010). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 03 de agosto de 2013.
  2. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2007-2011 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 18 dez. 2013.
  3. Diário Oficial do Estado do Ceará nº 121, ano I, série 3 (03 de julho de 2009). Visitado em 03 de julho de 2009.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikisource
O Wikisource contém fontes primárias relacionadas com Lei Complementar Estadual n.18

Ligações externas[editar | editar código-fonte]