Região Metropolitana de Manaus

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Região Metropolitana de Manaus
Localização
Unidade federativa  Amazonas
Lei LCE 52/2007
Data da criação 30 de maio de 2007
Número de municípios 8
Cidade-sede Manaus
Características geográficas
Área 101 475,124 km²[1]
População 2 106 866 hab. (11º) Censo IBGE/2010[2]
Densidade 20,76 hab./km²
PIB R$ 40.024.898,050 mil IBGE/2008[3]
PIB per capita R$ 19.943,94 IBGE/2008[3]
Manaus SPOT 1232.jpg

A Região Metropolitana de Manaus, conhecida também como Grande Manaus, está localizada no estado do Amazonas e reúne oito municípios em processo de conurbação. Foi criada pela Lei Complementar Estadual nº52 de 30 de maio de 2007. Formada inicialmente por sete cidades (Manaus, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Careiro da Várzea, Iranduba e Novo Airão), mais tarde foi acrescentado o município de Manacapuru. O termo refere-se à extensão da capital amazonense, formando com seus municípios vizinhos a Região Metropolitana de Manaus. Com 2.106.866 habitantes (Censo IBGE/2010), é a maior Região Metropolitana da Região Norte do Brasil e a décima primeira do país.

Em agosto de 2007 foi deflagrado o processo licitatório para as obras de construção da ponte sobre o rio Negro, que ligaria a capital Manaus aos vizinhos municípios de Iranduba e Manacapuru para conurbar os demais municípios com mais facilidade (D.O.U., de 15.8.2007). A referida ponte foi inaugurada em outubro de 2011 com o objetivo de gerar uma maior integração entre os municípios que compõem a RMM.

É um dos maiores parques industriais do Brasil. Sozinha, a Região Metropolitana representa 60% da população do Amazonas e cerca de 14,89% da população da Região Norte do Brasil[4]

Índice

[editar] Desenvolvimento da Região Metropolitana de Manaus

No aniversário de 342 anos (24 de outubro 2011) da capital do Amazonas, foi inaugurada a ponte sobre o Rio Negro (Amazonas), com 3.595 m a um custo de R$ 1,099 bilhões, pela atual presidente do País, Dilma Roussef, que garantiu uma promessa feita antes à cidade: a extensão da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos e a extensão dos benefícios para toda a região metropolitana, garantindo a extensão de incentivos além do Pólo Industrial de Manaus, possibilitando um maior desenvolvimento e o início de uma conurbação entre quatros municípios vizinhos, com a criação de empregos e a preservação do meio ambiente.[5]

Para o governo do Amazonas a ponte vai além da arquitetura monumental, levando o desenvolvimento para as regiões do rio Purus e Solimões, além dos municípios adjacentes. Um exemplo é a produção oleira em Iranduba e o incremento do turismo em Novo Airão e outros municípios da RMM. Pretende-se duplicar a estrada Iranduba-Manacacupu (AM-070), permitindo aos produtores rurais que se liguem via malha viária à capital sem a necessidade de "atravessadores" comerciais.[6]

A Ponte Rio Negro (assim batizada), a maior ponte estaiada de 400 metros (seção suspensa por cabos) do Brasil para o rio, é a segunda maior ponte fluvial no mundo, superada apenas pela ponte sobre o rio Orinoco, na Venezuela. Foram usados aço e cimento em quantidade suficiente para erguer três estádios do Maracanã. Devido a acidez das águas do Rio Negro, adicionou-se pozolana (material silicioso anticorrosivo) ao concreto empregado nas estacas e no tabuleiro.[7]

Sua largura total é de 20,70 metros no trecho convencional e 22,60 metros na parte estaiada. A via terá quatro faixas de tráfego, duas em cada sentido, além da faixa de passeio para pedestres nos dois lados. O mastro central apoia dois vãos de 200 metros para cada lado. A estrutura, em forma de diamante, é dividida em três partes: um cone de ponta-cabeça abaixo do tabuleiro, um cone acima do tabuleiro e o topo do mastro.

O formato aerodinâmico foi adotado para diminuir o atrito com o vento.[7] A malha viária inclui, além da ponte, 1,9 km de acesso viário no lado de Manaus e 5,5 km de pista em Iranduba, a implantação de sistema de pilares contra choque de embarcações e sistema de sinalização náutica, além da iluminação cênica da parte estaiada da ponte.[5]

Ao lado do Teatro Amazonas, a ponte vem sendo considerada um dos maiores e mais importantes monumentos da arquitetura da Amazônia, o que representa um marco na integração da região metropolitana de Manaus (RMM), fundada em 2007, com oito municípios e cerca de 2,1 milhões de habitantes.[7]

[editar] Área territorial

A área da Região metropolitana de Manaus - 101.474 km² [1] é a maior área metropolitana brasileira. É superior à área de alguns estados brasileiros como Pernambuco e Santa Catarina e tem aproximadamente as mesmas dimensões de algumas nações como, Islândia (103.000 km²) e Coreia do Sul (99.538 km²), e superiores à de países como Hungria (93.032 km²) e Portugal (92.391 km²).

[editar] Municípios

Vista Parcial
Município Área
(km²)[1]
População
(2010)[2]
PIB (2008) [3] IDH-M (2000)[8]
Manaus 11401,058 1.802.525 38.116.495 0,778
médio
Careiro da Várzea 2631,128 23.963 101.247 0,658
médio
Iranduba 2215,033 40.735 168.052 0,694
médio
Itacoatiara 8891,993 86.840 822.215 0,711
médio
Manacapuru 7329,234 85.144 372.366 0,663
médio
Novo Airão 37771,246 14.780 41.706 0,656
médio
Presidente Figueiredo 25422,235 27.121 279.053 0,741
médio
Rio Preto da Eva 5813,197 25.758 123.765 0,677
médio
Total 101475,124 2.106.866 40.024.898,050 -

[editar] Aspectos econômicos

A região metropolitana de Manaus é a mais rica da Região Norte do Brasil, com PIB superior à soma dos PIBs da Região Metropolitana de Macapá e da Região Metropolitana de Belém.

Nos últimos anos, a região de Manaus vem ocupando e consolidando uma importante posição econômica nos níveis estadual e nacional. Com todos os seus municípios recebendo incentivos fiscais do Pólo Industrial de Manaus, comporta um parque industrial abrangente, diversificado e composto por segmentos de natureza complementar. Possui uma estrutura agrícola e agroindustrial bastante significativa e desempenha atividades terciárias de expressiva especialização. Destaca-se ainda pela presença de centros inovadores no campo das pesquisas científica e tecnológica, bem como do Aeroporto Eduardo Gomes – o terceiro maior terminal aéreo de cargas do País – [9], localizado no município de Manaus.

Em 2007, o Aeroporto Eduardo Gomes registrou um fluxo de cargas embarcadas e desembarcadas em voos internacionais de cerca de 131.475.741 toneladas.[9] De cada três toneladas de mercadorias exportadas e importadas, uma passa pelo aeroporto[9], que também responde por 18,1% do fluxo aéreo total de cargas no Brasil.[9].

[editar] Produto Interno Bruto (PIB)

A produção industrial diversificada – com ênfase em setores dinâmicos e de alto input científico / tecnológico, notadamente no município de Manaus – vem resultando em crescentes ganhos de competitividade nos mercados interno e externo.

A região exibe um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 36.157.895 bilhões[3] Sua renda per capita é bastante significativa e é superior à de alguns estados da região norte brasileira.

[editar] Demografia

A Região possui uma população de 2.106.866 habitantes[2] segundo censo de 2010 do IBGE, o que corresponde a mais da metade da população amazonense e 14,89% da população da Região Norte do Brasil[10]. Deste total, Manaus abriga 85%. Itacoatiara e Manacapuru têm, cada um, cerca de 90.000 habitantes. Em Novo Airão, vivem cerca de 15 mil pessoas. Em Careiro da Várzea, Rio Preto da Eva e Presidente Figueiredo vivem de 24 mil a 27 mil pessoas. O município de Iranduba possui cerca de 41 mil pessoas.

[editar] Rodovias

[editar] Principais rodovias

Referências

  1. a b c IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  2. a b c Censo Demográfico 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. a b c d Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 12 de dezembro de 2010.
  4. " Manaus diferente em tudo mas com a cara do Brasil. Prefeitura de Manaus (30 de outubro de 2008).
  5. a b (...)Dilma estende ZFM aos municípios da Região metropolitana. G1.Globo.com. Página visitada em 16 de novembro de 2011.
  6. Governo do Amazonas inaugura Ponte Rio Negro. Governo do Amazonas.
  7. a b c Governo-do-amazonas-conclui-ponte-rio-negro-um-marco-para-a-integracao-da-regiao-metropolitana-de-manaus. Governo do Amazonas.
  8. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 27 de maio de 2008.
  9. a b c d Movimento nos Aeroportos. Infraero (Dezembro de 2007). Página visitada em 30 de maio de 2008.
  10. " Manaus diferente em tudo mas com a cara do Brasil. Prefeitura de Manaus.
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