Região Nordeste do Brasil

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Região Nordeste do Brasil
Localização
Região Geoeconômica Nordeste
Estados AL, BA, CE, MA, PB, PI, PE, RN e SE
Características geográficas
Área 1 558 196 km²
População 53 591 197 hab. IBGE/2009
Densidade 32 hab./km²
Indicadores
IDH médio 0,720 médio PNUD/2005[1]
PIB R$ 347.797.041.000 IBGE/2007 [2]
PIB per capita R$ 6.749,00 IBGE/2007

A região Nordeste é uma região do Brasil com 1 558 196 km² de área e 53 591 197 habitantes. A região Nordeste é um pouco menor que o estado do Amazonas, que possui 1 570 745,680 km², e é a terceira região em área. Possui 30 998 109 eleitores (IBGE/2002), o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas da região Sudeste do Brasil.

É a região brasileira que possui o maior número de estados (nove no total): Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco (incluindo o Distrito Estadual de Fernando de Noronha e o Arquipélago de São Pedro e São Paulo), Rio Grande do Norte (incluindo a Reserva Biológica Marinha do Atol das Rocas) e Sergipe.

Na época do Brasil Colônia, a região Nordeste foi erroneamente considerado o berço da colonização portuguesa no país, de 1500 até 1532, devido ao descobrimento por Pedro Álvares Cabral com o objetivo de explorar o pau-brasil, cuja tinta da madeira era utilizada para tingir as roupas da nobreza europeia. Com a criação das capitanias hereditárias, deu-se o início da construção da primeira capital do Brasil, Salvador, em 1549. Desde o início, foi criado o governo-geral no país com a posse de Tomé de Sousa.

Curiosamente, seu povo é conhecido nacionalmente por falar um dialeto de sotaque arrastado, assim denominado dialeto nordestino, pertencente à língua portuguesa no Brasil. Trata-se de um dialeto semelhante em voz ao falado na Bahia. Esse dialeto é falado em todas as unidades federativas da região, com exceção do estado cuja capital é Salvador. Para alguns lingüistas o sotaque falado na Bahia seria parte integrante do grupo sulista, sendo, portanto, separado do nordeste, embora este fato seja contestado por outra parte de especialistas.

Por ser uma região de clima semiárido, embora a caatinga apresente o cacto como reservatório de água salobra, o Nordeste sofre com a escassez de água causada pela estiagem, o que levou muitos nordestinos a se mudarem para outros estados.

Índice

[editar] História

Porto Seguro no estado da Bahia, palco do descobrimento do Brasil.

O Nordeste é habitado desde a Pré-História pelos povos indígenas do Brasil, que no início da colonização realizavam trocas comerciais com europeus, na forma de extração do pau-brasil em troca de outros itens. Mas foi ao longo do período de colonização que eles foram sendo incorporados ao domínio europeu ou eliminados, devido às constantes disputas contra os senhores de engenhos.

A região foi o palco do descobrimento durante o século XVI. Portugueses chegaram em uma expedição no dia 22 de abril de 1500, liderados por Pedro Álvares Cabral, na atual cidade de Porto Seguro, no estado da Bahia.

Engenho de cana-de-açúcar do Brasil colonial (séculos XVI a XIX).

Foi no litoral nordestino que se deu início a primeira atividade econômica do país, a extração do pau-brasil. Países como a França, que não concordavam com o Tratado de Tordesilhas, realizavam constantes ataques ao litoral com o objetivo de contrabandear madeira para a Europa.

Entre 1630 e 1654, a região foi dominada por neerlandeses e foi uma colônia da República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos (hoje Países Baixos), sendo chamada de Nova Holanda, além de ter sido conquistada em parte pela França na chamada França Equinocial.

Durante o período colonial, no século XVI, a resistência quilombola se iniciou no Brasil, com a fuga de escravos para o Quilombo dos Palmares, na região da serra da Barriga, atual território de Alagoas. Nos vários mocambos palmarinos chegaram a reunir-se mais de vinte mil pessoas. Em 1694 o Macaco, "capital" de Palmares, foi tomado e destruído e Zumbi dos Palmares foi capturado e teve sua cabeça degolada e exposta em praça pública no Recife.

A cidade de Salvador foi a primeira sede do governo-geral no Brasil, pois estava estrategicamente localizada em um ponto médio do litoral. O governo-geral foi uma tentativa de centralização do poder para auxiliar as capitanias, que estavam passando por um momento de crise. A atividade açucareira é até hoje a principal atividade agrícola da região.

[editar] Geografia

Estados do Nordeste (em sentido horário):
1 Maranhão, 2 Piauí, 3 Ceará, 4 Rio Grande do Norte, 5 Paraíba, 6 Pernambuco, 7 Alagoas, 8 Sergipe e 9 Bahia.

A área do Nordeste brasileiro é de aproximadamente 1 558 196 km², equivalente a 18% do território nacional e é a região que possui a maior costa litorânea. A região possui os estados com a maior e a menor costa litorânea, respectivamente Bahia, com 932 km de litoral e Piauí, com 60 km de litoral. A região toda possui 3338 km de praias.

Está situado entre os paralelos de 01° 02' 30" de latitude norte e 18° 20' 07" de latitude sul e entre os meridianos de 34° 47' 30" e 48° 45' 24" a oeste do meridiano de Greenwich. Limita-se a norte e a leste com o oceano Atlântico, ao sul com os estados de Minas Gerais e Espírito Santo e a oeste com os estados do Pará, Tocantins e Goiás.

[editar] Relevo

Vista do morro Pai Inácio, na chapada Diamantina/BA.

Uma das características do relevo nordestino é a existência de dois antigos e extensos planaltos, o Borborema e a bacia do rio Parnaíba e de algumas áreas altas e planas que formam as chamadas chapadas, como a Diamantina e a Araripe. Entre essas regiões ficam algumas depressões, nas quais está localizado o sertão, região de clima semi-árido.

Segundo o professor Jurandyr Ross, que com sua equipe compilou informações do Projeto Radam (Radar da Amazônia) e mostrou uma divisão do relevo brasileiro mais rica e subdivida em 28 unidades, no Nordeste ficam localizados os já citados planalto da Borborema e planaltos e chapadas da bacia do rio Parnaíba, a depressão Sertaneja-São Francisco e parte dos planaltos e serras do leste-sudeste, além das planícies e tabuleiros litorâneos.[3]

[editar] Clima

A região Nordeste do Brasil apresenta temperaturas cuja média anual varia de 20° a 28° C. Nas áreas situadas acima de 200 metros e no litoral oriental as temperaturas variam de 24° a 26°C. As médias anuais inferiores a 20°C encontram-se nas áreas mais elevadas da chapada Diamantina e do planalto da Borborema. O índice de precipitação anual varia de 300 a 2000 mm. Três dos quatro tipos de climas que existem no Brasil estão presentes no Nordeste; são eles:

[editar] Vegetação

Carnaúbas em Quixeré/CE, aquela que é uma das espécies mais importantes da Mata dos Cocais.
A caatinga, vegetação típica do Sertão nordestino.

A vegetação nordestina vai desde a Mata Atlântica no litoral à Mata dos Cocais no Meio-Norte, ecossistemas como os manguezais, a caatinga, o cerrado, as restingas, dentre outros, possuem fauna e flora exuberantes, diversas espécies endêmicas e animais ameaçados de extinção.

Vegetação litorânea preservada na área urbana de Maceió, Alagoas.

[editar] Hidrografia

Trecho do rio São Francisco, muito apreciado por banhistas.

O Nordeste possui as seguintes bacias hidrográficas:

[editar] Zonas geográficas (sub-regiões)

Sub-regiões do Nordeste: 1 Meio norte,
2 Sertão, 3 Agreste e 4 Zona da Mata.

Para que se pudesse analisar de forma mais fácil as características da região Nordeste, o IBGE dividiu a região em quatro zonas:

[editar] Demografia

Segundo dados do IBGE, a região possui mais de 49 milhões de habitantes, quase 30% da população brasileira, sendo a segunda região mais populosa do país, atrás apenas da região Sudeste. As maiores cidades são Salvador, Recife e Fortaleza. É também a terceira região quanto à densidade demográfica, contando com 32 habitantes por quilômetro quadrado.

As maiores cidades nordestinas, em termos populacionais, são: Salvador, Fortaleza, Recife, Natal, São Luís, Maceió, Teresina, João Pessoa, Jaboatão dos Guararapes, Feira de Santana, Aracaju, Olinda, Campina Grande, Caucaia, Paulista, Vitória da Conquista, Caruaru, Petrolina, Juazeiro do Norte e Mossoró. Todos esses municípios possuem mais de 250 mil habitantes, segundo as listas de municípios de estados do Nordeste por população.

Cidade Estado População Cidade Estado População
Vista do Elevador Lacerda e da Baía de Todos os Santos em Salvador
Salvador
Avenida Santos Dumont em Fortaleza
Fortaleza
Vista de Boa Viagem no Recife
Recife
1 Salvador Bahia 2.948.733 11 Aracaju Sergipe 536.785
2 Fortaleza Ceará 2.473.614 12 Olinda Pernambuco 394 850
3 Recife Pernambuco 1.549.980 13 Campina Grande Paraíba 381.422
4 São Luís Maranhão 986.826 14 Caucaia Ceará 326.811
5 Maceió Alagoas 924.143 15 Paulista Pernambuco 314.302
6 Natal Rio Grande do Norte 798.065 16 Vitória da Conquista Bahia 313.898
7 Teresina Piauí 793.915 17 Caruaru Pernambuco 294.558
8 João Pessoa Paraíba 693.082 18 Petrolina Pernambuco 285.339
9 Jaboatão dos Guararapes Pernambuco 678.346 19 Juazeiro do Norte Ceará 246.515
10 Feira de Santana Bahia 584.497 20 Mossoró Rio Grande do Norte 241.645
Fonte: IBGE, estimativa populacional 2008[5]


[editar] Regiões metropolitanas

Natal é a capital brasileira mais próxima da Europa e da África[6] e considerada um dos quatro pontos mais estratégicos do mundo.[7]
São Luís do Maranhão é a única capital nordestina localizada numa ilha, a Upaon-Açu.

Todas as capitais da região Nordeste possuem região metropolitana com exceção de Teresina. São elas por ordem de população:

Nome População
Região Metropolitana de Salvador 3.866.004
Região Metropolitana do Recife 3.768.902
Região Metropolitana de Fortaleza 3.568.981
Região Metropolitana de Natal 1.312.123
Região Metropolitana de São Luís 1.303.960
Região Metropolitana de Maceió 1.160.393
Região Metropolitana de João Pessoa 1.090.624
Região Metropolitana de Aracaju 794.475

Além das capitais, algumas cidades do interior nordestino também possuem região metropolitana. São elas por ordem de população:

Nome População
Região Metropolitana do Cariri 554.945
Região Metropolitana do Sudoeste Maranhense 334.650

[editar] Regiões integradas de desenvolvimento

Teresina é a única capital nordestina que não se localiza no litoral.

Além das regiões metropolitanas, algumas cidades nordestinas são núcleos duma região integrada de desenvolvimento (RIDE). São elas por ordem de população:

Nome População
Grande Teresina 1.092.721
Polo Petrolina e Juazeiro 812.515

[editar] Grupos étnicos

Salvador é a cidade com o maior número de afro-descendentes do Brasil.

Para a formação do povo nordestino participaram três etnias: o índio, o português e o africano.

Cor/Raça (2006)[8]
Parda 62,5%
Branca 29,2%
Preta 7,8%
Indígena e amarela 0,5%

A miscigenação étnica e cultural desses três elementos foi o pilar para a composição da população do Nordeste, porém essa mistura de raças não aconteceu de forma uniforme. Em algumas regiões, como no Ceará, na Paraíba e no Rio Grande do Norte, predominaram os caboclos,[carece de fontes?] já em outras, como a Bahia, Piauí, Pernambuco Oriental e o Maranhão, os mulatos predominam.[carece de fontes?] Os cafuzos também são muito comuns no Maranhão.[carece de fontes?]

Em torno de um quarto dos nordestinos tem ancestralidade predominantemente européia, sobretudo portuguesa.[9] Pesquisas genéticas recentes feitas por um laboratório genético brasileiro descobriu que 19% desses nordestinos brancos têm alguma ancestralidade holandesa..[10] Entre nordestinos de outras etnias, a influência genética holandesa não foi avaliada, mas é presente.[carece de fontes?]

[editar] Distribuição populacional e urbanização

Martins, cidade serrana do estado do Rio Grande do Norte. Com um pouco mais de oito mil habitantes, a cidade é um exemplo de como a densidade populacional do interior brasileiro é baixa.

Assim como acontece em todo o território brasileiro, a população nordestina é mal distribuída, cerca de 60,6%[carece de fontes?] dela fica concentrada na faixa litorânea (zona da mata) e nas principais capitais.

Já no sertão nordestino e interior, os níveis de densidade populacional são mais baixos, por causa do clima semiárido e da vegetação de caatinga. Ainda assim, a densidade demográfica no semiárido nordestino é uma das mais altas do mundo para esse tipo de área climática.[11] Em parte, entretanto, pode-se atribuir à relativa superpopulação da região à má infraestrutura e pouco desenvolvimento econômico e tecnológico, uma vez que se verificam áreas semiáridas de grande desenvolvimento que suportam densidades ainda maiores, como Israel e certos estados estadunidenses como o Texas e parte da Califórnia.

De acordo com os dados do IBGE (2004), 71,5% da dos nordestinos estão em áreas urbanas.[12] No período 1991-1996, a população rural no total da população teve queda de 45,8%.[13]

A urbanização do Nordeste foi mais lenta em relação ao resto do país, mas se acelerou nas últimas décadas.[14] A tabela abaixo mostra a evolução da quantidade percentual da população urbana na região e nos estados em 1991 e no período 1997 a 2004.

[14]

Região/Estado 1991
(%)
1997
(%)
1998
(%)
1999
(%)
2000
(%)
2001
(%)
2002
(%)
2003
(%)
2004
(%)
Alagoas 58,95 65,40 64,87 65,30 68,01 67,68 67,76 66,94 66,24
Bahia 59,12 62,10 61,53 61,61 67,12 67,08 66,30 66,41 67,62
Ceará 65,37 66,50 67,55 67,02 71,53 74,51 75,08 75,67 76,52
Maranhão 40,01 43,40 42,29 43,56 59,53 65,30 66,34 67,69 68,10
Paraíba 64,10 66,20 65,99 66,09 71,06 74,92 73,32 76,35 75,80
Pernambuco 70,87 76,20 76,09 76,27 76,51 74,70 75,55 75,02 75,48
Piauí 52,95 58,60 58,81 57,48 62,91 62,80 60,93 61,96 62,41
Rio Grande do Norte 69,10 66,00 64,89 65,52 73,35 73,19 74,69 72,41 73,96
Sergipe 67,22 71,40 70,46 70,14 71,35 79,94 81,37 81,33 82,14
Região Nordeste 60,65 63,70 63,47 63,57 69,07 70,48 70,54 70,84 71,50

[editar] Migração nordestina

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Migração nordestina
Cena do interior do Nordeste do Brasil. Aqui, moradores do município de Caraúbas do Piauí são transportados uma camionete ao estilo "pau-de-arara".

Devido à enorme desigualdade de renda, à grande concentração fundiária e ao problema da seca no Sertão Nordestino (agravado pela chamada "indústria da seca", que beneficia políticos e latifundiários em detrimento das massas), o Nordeste é desde a época império de D. Pedro II[15] e especialmente na segunda metade do século XX uma região de forte repulsão populacional. Devido à oferta de empregos em outras regiões do Brasil, principalmente nas décadas de 60, 70 e 80, a migração nordestina tem sido destaque na dinâmica populacional brasileira, em especial nas regiões Norte e Sudeste do Brasil.

Mapa da migração no Brasil entre as décadas de 1960 e 1980.

Na década de 1990, entretanto, devido às crises econômicas e à saturação dos mercados de várias grandes cidades, a oferta de empregos diminuiu, a qualidade da educação piorou e a renda continuou mal distribuída, fazendo com que a maioria dos nordestinos que haviam migrado, fugindo da miséria, e seus descendentes continuassem com estrutura de vida precária. Por causa da visão espelhada nas décadas anteriores, o falso ideal imaginário que se formou em relação à região Sudeste é da promessa de uma qualidade de vida melhor, de fácil oportunidade de emprego, salários mais altos, entre outros;[carece de fontes?] iludido por esse sonho, quando um nordestino migra para o Sudeste em busca de uma melhoria na qualidade de vida, normalmente acaba encontrando o contrário, além de sofrer, não raro, preconceito social no dia-a-dia.[carece de fontes?]

Nos últimos anos, o movimento tradicional de emigração tem reduzido ou até se invertido na região Nordeste. Segundo o estudo "Nova geoeconomia do emprego no Brasil", da Universidade de Campinas (Unicamp),[carece de fontes?] os estados do Ceará, Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte receberam mais migrantes entre 1999 e 2004 do que enviaram para outras regiões. O estado da Paraíba, segundo a mesma pesquisa, foi o exemplo mais radical da transformação por que tem passado os padrões migratórios na região: inverteu o padrão migratório do saldo negativo de 61 mil pessoas para o saldo positivo de 45 mil. Em todos os outros Estados que continuam a contar com um saldo migratório negativo, o número de migrantes diminuiu no mesmo período analisado: no Maranhão, diminuiu de 173 mil para 77 mil; em Pernambuco, de 115 mil para 24 mil; e na Bahia, de 267 mil para 84 mil. Os estudiosos,[quem?] em geral, concordam que os movimentos migratórios continuam intensos, sendo que não mais se dirigem quase que exclusivamente à região Sudeste, mas sim se concentram em direção às metrópoles nacionais nordestinas, como Fortaleza, Salvador e Recife.

[editar] Economia

Ipojuca em Pernambuco, uma das cidades que mais cresceu no país nos últimos vinte anos.[16]

A renda per capita nordestina evoluiu de US$ 397 em 1960 (41,9% da nacional) para US$ 2.689,96 em 1998 (56% da nacional).[carece de fontes?] Ainda assim, é a região brasileira com a mais baixa renda per capita e maior nível de pobreza. 50,12% da população possui uma renda familiar de meio salário mínimo e de acordo com o levantamento da UNICEF divulgado em 1999 as 150 cidades brasileiras com a maior taxa de desnutrição se encontram no Nordeste.[carece de fontes?]

Campina Grande no estado da Paraíba é um dos principais pólos industriais e tecnológicos do interior da Região Nordeste.

A capacidade energética instalada é de 10.142 MW.[carece de fontes?]

Em 2003 seu PIB era de R$214 bilhões[carece de fontes?] ou 13,8% do PIB brasileiro, superando o de países como Chile, Cingapura, Venezuela, Colômbia e Peru. Apesar disso, há grandes desigualdades socioeconômicas na região.

Segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto da região Nordeste chegou à atingir 280.504.256 de reais em 2005.[carece de fontes?] Pelas contas da Sudene, o PIB real do Nordeste cresceu entre 1970 e 1997 a uma taxa anual de 5,3%, enquanto a taxa média do Brasil ficou em 4,5%.[carece de fontes?]

Arapiraca no estado de Alagoas, maior produtor de fumo do país.[17]
Goiana no estado de Pernambuco é uma das cidades que mais crescem, principalmente depois da chegada do Pólo Farmacoquimico e por suas praias.

A região é vista por muitos economistas[quem?] como uma das mais promissoras do mundo ocidental,[carece de fontes?] pois tem cerca de 30% da população brasileira e grande parte de seus habitantes ainda fora do mercado consumidor. Segundo o economista José Otamar de Carvalho a renda per capita regional equivale a 60% da renda do Sudeste (40% em 1960), mas o percentual de renda apropriado pelos 10% mais ricos chega a cerca de 50%.[carece de fontes?]

[editar] Setor primário

[editar] Agricultura

Cultivo de cacau em Ilhéus, Bahia.

A cana-de-açúcar é o principal produto agrícola da região,[carece de fontes?] produzido principalmente por Alagoas, seguido por Pernambuco e Paraíba. Também é importante destacar os plantios de algodão (Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte), tabaco (Bahia) e caju (Piauí, Paraíba e Ceará), uvas finas, manga, melão, acerola e outros frutos para consumo interno e exportação. Também destaca-se a produção de feijão em Irecê e de soja em Barreiras, Bahia. Nos vales do rio São Francisco (Bahia e Pernambuco) e do Rio Açu (Rio Grande do Norte) existe o cultivo irrigado de frutas para exportação. No sertão predomina a agricultura de subsistência, prejudicada, às vezes, pelas constantes estiagens.

[editar] Pecuária

Cerrado em Feira de Santana na Bahia, cidade mais populosa do interior nordestino foi originada a partir de uma feira de gado.

Na região se cria principalmente gado, os maiores rebanhos bovinos estão na Bahia, Piauí, Pernambuco e Ceará.[carece de fontes?] No sertão os produtores têm muitas vezes prejuízos devido as constantes secas. Também existem criações de caprinos, que são mais resistentes, suínos, ovinos e aves.

As feiras de gado são comuns nas cidades do agreste nordestino, foram estas feiras que deram origem a cidades como Campina Grande, Feira de Santana, Caruaru e outras.[carece de fontes?]

[editar] Setor secundário

[editar] Indústria

Distrito Industrial de Ilhéus, Bahia.

É mais forte e diversificada em regiões metropolitanas como a do Recife, a de Salvador e a de Fortaleza. Excetuando as capitais, tem-se a região de Campina Grande no estado da Paraíba.

Destaca-se a produção de aços especiais, produtos eletrônicos, equipamentos para irrigação, barcos, chips, softwares, baterias e produtos petroquímicos, além de produtos de marca com valor agregado, calçados de couro e de lona, tecidos de todos os tipos e sal marinho e indústria automobilística. O pólo gesseiro de Araripina, em Pernambuco, é o mais importante do país, responsável por 95% do gesso consumido no Brasil..[18]

[editar] Indústria petrolífera
Mossoró, segunda maior cidade do estado do Rio Grande do Norte e o maior produtor de petróleo em terra do Brasil.[19]

Por ter sido palco da descoberta da primeira jazida de petróleo (em Lobato, Salvador), a região Nordeste tem uma produção histórica de petróleo. O petróleo é explorado no litoral e na plataforma continental de vários estados da região e processado na Refinaria Landulfo Alves, em São Francisco do Conde, e no Pólo Petroquímico de Camaçari, ambos no estado da Bahia. Recentemente foi lançada a pedra fundamental da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco e descoberto petróleo em Sousa, no sertão paraibano.

Os principais produtores nordestino de Petróleo são o Rio Grande do Norte (que em 1997 era o 2º maior produtor petrolífero do país), a Bahia e Sergipe, as principais bacias estão no mar.

Destaque também para o gás natural que é abundante na região. Somente a bacia Alagoas/Sergipe vai durar por cerca de 120 anos[carece de fontes?].

[editar] Setor terciário

[editar] Ciência e tecnologia

O campo da ciência e tecnologia no Nordeste brasileiro está em pleno processo de crescimento e expansão, desde o final da década de 1990 e continuado na década de 2000. Cidades nordestinas estão recebendo reconhecimento nacional e internacional pelos seus polos, centros e institutos tecnológicos. Um exemplo é Recife, que abriga o Porto Digital, um polo de desenvolvimento de softwares criado em julho de 2000. Ele é reconhecido como o maior parque tecnológico do Brasil em faturamento e número de empresas.[20]

Já no interior da Paraíba, Campina Grande ganha relevância como uma das nove cidades de destaque no mundo que apresentam um novo modelo de centro tecnológico, a única citada de toda a América Latina na edição de abril de 2001 da revista estadunidense Newsweek.[21] E em outro estudo, ela aparece ao lado da cidade de São Paulo, as únicas latino-americanas, na área inovação tecnológica mundial. Todo esse destaque tecnlógico de Campina Grande é resultado da formação de uma sólida base acadêmica, iniciada ainda na década de 1960, quando a atual Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), então Escola Politécnica, adquiriu um dos cinco primeiros computadores em universidades do país (primeiro do Norte-Nordeste), dando origem aos atuais cursos de graduação e pós-graduação nas áreas de engenharia elétrica e computação.[22]

Outra iniciativa notória é o Instituto Internacional de Neurociências de Natal, inaugurado em 2006 na capital potiguar e idealizado pelo neurocientista Miguel Nicolelis (considerado um dos 20 mais importantes neurocientistas em atividade no mundo). Foi criado para descentralizar a pesquisa nacional, atualmente restrita às regiões Sudeste e Sul do Brasil.

Ratificando o processo de descentralização da pesquisa da ciência e da tecnologia, em Salvador, no dia 17 de julho de 2009, após um ano de construção e um investimento de 30 milhões de reais, foi inaugurado o primeiro centro de biotecnologia localizado nas regiões Norte e Nordeste: o Centro de Biotecnologia e Terapia Celular do Hospital São Rafael (CBTC), o mais moderno e avançado centro de estudos de células-tronco da América Latina.[23][24][25] Além disso, no decorrer de 2010 será inaugurado o chamado "Campus do Cérebro" em Macaíba no estado do Rio Grande do Norte, que contará com um projeto de inclusão social, bem como a parte científica. Outros projetos são a Cidade da Ciência e a Metrópole Digital,[26] também no Rio Grande do Norte.

[editar] Turismo

O litoral é o principal atrativo da região.[carece de fontes?] Milhões de turistas desembarcam nos aeroportos nordestinos. Há alguns anos os estados vêm investindo intensamente na melhora da infra-estrutura, criação de novos pólos turísticos, e alguns no desenvolvimento do ecoturismo.

O ecoturismo ainda é pouco explorado no Nordeste, mas tem grande potencialidade. Ainda assim, dentre os dez principais destinos ecoturísticos brasileiros, aparecem quatro paisagens localizadas na região Nordeste do Brasil, onde é possível escolher entre ilhas (Arquipélago de Fernando de Noronha em Pernambuco), dunas (Lençóis Maranhenses no Maranhão), mata atlântica em alta altitude (Chapada Diamantina na Bahia) e arqueologia na caatinga (Parque Nacional da Serra da Capivara no Piauí).[27]

O arquipélago de Fernando de Noronha também está ganhando destaque nacional e mundial,[carece de fontes?] pelas ilhas é possível avistar os golfinhos saltadores. Outro lugar de destaque é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, um complexo de dunas, rios, lagoas e manguezais. No Piauí, encontram-se os parques nacionais Sete Cidades, serra das Confusões e da serra da Capivara com formação rochosa e pinturas rupestres. Além de seu litoral possuir o Delta do Parnaíba. Outro destaque são as dunas e os dromedários de Genipabu e o maior cajueiro do mundo, ambos no Rio Grande do Norte.

A cultura da região é também um atrativo para o turista. Todos os estados tem folguedos e tradições diferentes. Olinda, em Pernambuco, com vestígios do Brasil Neerlandês, São Luís, no Maranhão, com os da França Equinocial, Salvador, na Bahia, com os da sede político-administrativa do Brasil Colonial, e Porto Seguro e Santa Cruz de Cabrália, na Bahia, com os da chegada das esquadras do descobrimento do Brasil, são os atrativos histórico-culturais da região, sendo os três primeiros considerados patrimônios culturais da humanidade pela UNESCO.

O turismo religioso vem crescendo cada vez mais na região,[carece de fontes?] destacando-se os municípios de Juazeiro do Norte, Bom Jesus da Lapa e Canindé. Outro município que se destaca é Santa Cruz com a construção do Alto de Santa Rita de Cássia, que será a maior estátua da América. Outra cidade que tem se destacado é São José de Ribamar, no Maranhão, que no mês de setembro reúne grande quantidade de fiéis dos estados nordestinos e do Estado do Pará. Há inclusive uma grande estátua de São José, que pode ser acessada por visitantes, que possui uma vista para o mar. São José de Ribamar é considerado o Santo Padroeiro do Maranhão.[28]

[editar] Infraestrutura

[editar] Transportes

Aeroporto Internacional do Recife, o segundo maior do Nordeste.

A malha viária da região tem 394.700 km de rodovias[carece de fontes?] que, em geral, estão precárias, com algumas exceções. As principais vias de escoamento e transporte rodoviário são a BR-116 e a BR-101. Apesar de seu sistema ferroviário ser precário, suas cidades mais importantes dispõem de adequada estrutura aeroportuária, sendo os aeroportos de Recife, Salvador e Fortaleza os maiores.[carece de fontes?] Recebem milhões de turistas anualmente e mantêm vôos regulares para as principais cidades da Europa[carece de fontes?]. Em Natal está sendo construído o Aeroporto Internacional da Grande Natal, que, quando totalmente concluído, será o maior da América Latina.[29]

Atualmente, apenas o Recife dispõe de um sistema de metrô. Os metrôs de Fortaleza e de Salvador já estão em construção e devem entrar em operação nos próximos anos. Há também projetos em estudo[carece de fontes?] para serem implantados metrô de superficie (VLT) em Natal, Maceió e João Pessoa.

[editar] Cultura

O maracatu, parte da cultura e folclore nordestino, reflete a miscigenação étnico-cultural entre africanos, indígenas e portugueses no Nordeste.

Tendo sido a primeira região efetivamente colonizada por portugueses, ainda no século XVI, que aí encontraram as populações nativas e foram acompanhados por africanos trazidos como escravos, a cultura nordestina é bastante particular e típica, apesar de extremamente variada. Sua base é luso-brasileira, com grandes influências africanas, em especial na costa de Pernambuco à Bahia e no Maranhão, e ameríndias, em especial no sertão semi-árido.[carece de fontes?]

A riqueza cultural dessa região é visível para além de suas manifestações folclóricas e populares. A literatura nordestina tem dado contribuições para o cenário literário brasileiro, destacando-se nomes como Jorge Amado, José de Alencar, João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz, Clarice Lispector, Graciliano Ramos e Manuel Bandeira, dentre muitos outros. No Ceará, o movimento da Padaria Espiritual, no fim do século XIX, antecipou algumas das renovações trazidas com o modernismo, no anos 1920 do século seguinte.

Na literatura pode-se citar a literatura popular de cordel que remonta ao período colonial (a literatura de cordel veio com os portugueses e tem origem na Idade média européia) e numerosas manifestações artísticas de cunho popular que se manifestam oralmente, tais como os cantadores de repentes e de embolada.

Na música erudita, destacaram-se como compositores Alberto Nepomuceno e Paurillo Barroso, assim como o cearense Liduíno Pitombeira na atualidade, e Eleazar de Carvalho como maestro. Ritmos e melodias nordestinas também inspiraram compositores como Heitor Villa-Lobos (cuja Bachiana brasileia nº 5, por exemplo, em sua segunda parte - Dança do Martelo - alude ao sertão do Cariri).

O frevo, dança típica de Pernambuco, em sua forma mais autêntica.

Na música popular, destacam-se ritmos tais como coco, xaxado, martelo agalopado, samba de roda, baião, xote, forró, Axé e frevo, dentre outros ritmos. O movimento armorial do Recife, inspirado por Ariano Suassuna, fez um trabalho erudito de valorização desta herança rítmica popular nordestina (um de seus expoentes mais conhecidos é o cantor Antônio Nóbrega).

Na dança, destacam-se o maracatu, praticado em diversas partes do Nordeste, o frevo (característico de Pernambuco) o bumba-meu-boi, o xaxado, diversas variantes do forró, o tambor-de-crioula (característico do Maranhão), etc. As músicas folclóricas quase sempre são acompanhadas de danças.

O artesanato é também uma parte relevante da produção cultural do Nordeste, sendo inclusive o ganha-pão de milhares de pessoas por toda a região. Devido à variedade regional de tradições de artesanato, é difícil caracterizá-los todos, mas destacam-se as redes tecidas e, às vezes, bordadas com muitos detalhes; os produtos feitos em argila, madeira (por exemplo, da carnaúba, árvore típica do sertão) e couro, com traços bastante particulares; além das rendas, que ganharam destaque no artesanato cearense. Outro destaque são as garrafas com imagens feitas manualmente em areia colorida, um artigo produzido para venda para turistas.

A culinária nordestina é variada, refletindo, quase sempre, as condições econômicas e produtivas das diversas paisagens geoeconômicas dessa região. Frutos do mar e peixes são bastante utilizados na culinária do litoral, enquanto, no sertão, predominam receitas que utilizam a carne e derivados do gado bovino, caprino e ovino. Ainda assim, há várias diferenças regionais, tanto na variedade de pratos quanto em sua forma de preparo (por exemplo, no Ceará, predomina o mugunzá - também chamado macunzá ou mucunzá - salgado, enquanto, em Pernambuco, predomina o doce). Algumas comidas típicas da região são: o baião-de-dois, a carne-de-sol, o queijo de coalho, o vatapá, o acarajé, a panelada e a buchada, a canjica, o feijão e arroz de coco, o feijão verde, cozido e o sururu, assim como vários doces feitos de mamão, abóbara, laranja, etc. Algumas frutas regionais - não necessariamente nativas da região - são a ciriguela, o cajá, o buriti, a cajarana, o umbú, a macaúba e a pitomba, além de outras também comuns em outras regiões.

[editar] Festividades

Grupo de quadrilha de São João, a mais tradicional festa da cultura nordestina (quadrilha da Festa do São Pedro de Belém).

E nas festividades, há destaques para as festas do carnaval de Salvador, o carnaval do Recife e o carnaval de Olinda, além de outras no interior dos estados. As micaretas, que são os carnavais fora de época, destacam-se o "Carnatal" em Natal, o "Fortal" em Fortaleza, o "Pré-Caju" em Aracaju, e a "Micarande" em Campina Grande. Há também o "bumba-meu-boi" em São Luís. Quando vai se aproximando o São João as cidades de Caruaru, em Pernambuco, e a de Campina Grande na Paraíba disputam pelo título de "Capital do Forró". Destacam-se também pelo seu São João as cidades de Juazeiro do Norte no Ceará e Mossoró no Rio Grande do Norte. Há também festivais de pop rock como o "Piauí Pop" em Teresina; e o Mada em Natal.

[editar] Esportes

Assim como no restante do país, a região Nordeste tem como principal esporte o futebol. Destacam-se os clubes Bahia e Vitória, na Bahia, Sport, Santa Cruz e Náutico, em Pernambuco, Fortaleza e Ceará, no Ceará, América de Natal e ABC, no Rio Grande do Norte, CRB e CSA, em Alagoas, Treze e Campinense, na Paraíba, Sergipe e Confiança, em Sergipe, Ríver-PI, no Piauí e Sampaio Corrêa e Moto Club, no Maranhão.

A seleção brasileira de futebol costuma fazer partidas no Nordeste. O estádio Castelão, em Fortaleza, o estádio do Arruda, no Recife, o estádio Rei Pelé em Maceió e, recentemente, o estádio de Pituaçu, em Salvador, são os locais onde a seleção costuma jogar. O Estádio da Fonte Nova, em Salvador também recebia partidas, mas ele está interditado por causa de um acidente envolvendo vítimas fatais em 2007.[30]

No automobilismo, a região Nordeste também recebe duas etapas anuais da Fórmula Truck, uma no Autódromo Internacional Ayrton Senna em Caruaru, e uma no Autódromo Internacional Virgílio Távora em Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza. Além de uma etapa da Stock Car nas ruas do Centro Administrativo da Bahia, em Salvador.

Durante a Copa do Mundo FIFA de 2014, o Nordeste contará com quatro cidades-sede: Salvador, Recife, Natal e Fortaleza. Rede de transportes, hotelaria e hospitais devem sem construídos, ampliados ou reformados, além, da reforma ou construção de novos estádios. Em Salvador, o Estádio da Fonte Nova, será completamente reformado, assim como o Estádio Castelão, em Fortaleza. Já no Recife, será construído um complexo com hospital, residências, shopping e a Arena Cidade da Copa, que ficará situada na cidade de São Lourenço da Mata, região metropolitana do Recife. Em Natal, o atual estádio Machadão será demolido e, em seu lugar, será erguida a Arena das Dunas. Os quatro estádios estarão no padrão FIFA. Outras capitais nordestinas também se candidataram para sediar o evento: João Pessoa, Teresina e Maceió. Será a segunda vez que o Nordeste participa de uma copa do mundo. Em 1950, o Recife realizou a partida entre Chile e Estados Unidos, na ocasião, a Ilha do Retiro foi palco do jogo.

[editar] Problemas sociais

O Nordeste é a região mais pobre do Brasil, com os piores indicadores socioeconômicos do país, tais como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Os baixos indicadores são mais graves nas áreas rurais e no sertão nordestino, que sofre longos períodos sem chuva. Setenta por cento dos mil municípios de menor índice de desenvolvimento humano do país estão em áreas semi-áridas ou sub-úmidas, mas não se pode afirmar uma relação direta entre a pobreza e o clima semi-árido, dado que várias cidades bastante áridas possuem IDH maior que o de outras mais úmidas e, comparando-se os estados, o Ceará, em grande parte incluso no sertão nordestino, possui apenas 30% dos municípios nessa lista, enquanto Alagoas, com 53% dos municípios sujeitos à desertificação, têm 75% dos municípios entre os 1000 piores IDH.[31]

O sertão em período de seca no interior da Bahia.

Durante o Brasil Colônia - até meados do século XVII -, quando a produção de açúcar se destacava na pauta de exportações coloniais, a região possuía a área mais próspera do Brasil - a capitania de Pernambuco (juntamente com a capitania de São Vicente, foram as únicas capitanias de sucesso logo no início da exploração). Desde o fim da rentabilidade da exploração do açúcar na Zona da Mata (faixa outrora ocupada por mata atlântica, no litoral oeste nordestino), a região entrou em decadência econômica. Em meados do século XX passou a se recuperar num ritmo mais rápido que o Brasil em indicadores como IDH e PIB per capita. Entre 1991 e 2005, o IDH regional avançou 16,3%, o maior crescimento do Brasil (em comparação, o Centro-Oeste e Sudeste cresceram 10,9% e o Sul, 8,5%).[32] Ademais, a Região Nordeste foi a que mais reduziu a mortalidade infantil desde 1991, passando de 70,9 por mil nascidos vivos para 31,5 por mil em 2005, e deverá ser a primeira região brasileira a atingir, em 2010, a meta para a mortalidade infantil estabelecida pelos Objetivos do Milênio.[33] Apesar da progressiva melhoria, ainda mantém de longe o maior nível de pobreza e o menor nível de renda do país.

Caicó no estado do Rio Grande do Norte possui o maior índice de desenvolvimento humano (IDH) do interior nordestino.[34]

A região ainda sofre com o trabalho infantil, principalmente no interior, e com a prostituição infantil nos núcleos urbanos. Outros graves problemas são, assim como no resto do Brasil, o aumento da criminalidade, o inchaço das periferias das maiores cidades, a corrupção e o baixo desenvolvimento econômico do interior. Grande parte do Nordeste também enfrenta graves problemas com a desigualdade, tanto social quanto racial (Alagoas possui a maior diferença de IDH entre brancos e negros[35]).

De acordo com uma pesquisa divulgada em 2006 e realizada pelo professor da Universidade Federal de Pernambuco, Luiz Honorato da Silva Júnior, a baixa escolaridade é o principal fator para a pobreza no Nordeste. Também foram encontrados os seguintes resultados com relação à pobreza no Nordeste: os estados de Alagoas, Rio Grande do Norte e Bahia que são os estados com menor número de pobres na região e entre os estados com o maior número de pobres estão o Piauí, a Paraíba e o Maranhão.[36]

Aracaju, capital com melhor qualidade de vida do Norte-Nordeste.[37]

Em uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas em 2005, Aracaju foi apontada como a capital com melhor qualidade de vida do Norte-Nordeste, classificando-a como a 12ª melhor cidade do país para se viver, de acordo com o índice de satisfação de seus habitantes.[38] Contudo, tal fato foi questionado, visto que apenas 40% da capital sergipana possui saneamento básico.[39] O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada também fez uma pesquisa em 2005 e apontou Natal como a capital com o menor número de homicídios do país e a colocou no 14ª lugar entre as cidades mais seguras do país. No entanto, nos últimos anos a violência na capital potiguar aumentou significativamente.[40] Uma pesquisa do Ministério da Saúde em 2008 reafirmou Aracaju como melhor qualidade de vida do Norte-Nordeste e mostrou que Natal é a capital brasileira com menor número de fumantes.[37]

Numa pesquisa feita para elaborar o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), que mede a probabilidade de um adolescente entre 12 e 18 anos ser assassinado, Maceió (6,03, nono pior IHA) e Recife (6,0, décimo pior IHA) são as únicas capitais estaduais brasileiras presentes entre as dez cidades com mais jovens assinados a cada mil.[41] Incluídas entre essas cidades com os dez piores resultados estão também Olinda (6,5, quarto pior IHA) e Jaboatão dos Guararapes (6,0, oitavo pior IHA), as duas estão localizadas na Região Metropolitana de Recife.[41] Entretanto, a região Nordeste não é a que concentra os mais altos IHA, e, sim, a Sudeste.[42] Já entre os melhores IHA, estão dois municípios nordestinos: Maranguape, no Ceará, e Codó, no Maranhão.[42]

Numa pesquisa feita para elaborar o de Homicídios na Adolescência (IHA), que mede a probabilidade de um adolescente ser assassinado, entre as vintes cidades com mais jovens assinados a cada mil estão Recife e Maceió, as únicas capitais estaduais brasileiras.

Referências

  1. Emprego, Desenvolvimento Humano e Trabalho Decente – A experiência brasileira recente. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (18 de setembro de 2008). Página visitada em 17 de setembro de 2008.
  2. Produto Interno Bruto dos Municípios 2003-2007. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (16 de dezembro de 2009). Página visitada em 16 de dezembro de 2009.
  3. Classificação do relevo brasileiro (em português). Página visitada em 5 de julho de 2009.
  4. [1]
  5. População residente em 1º de julho de 2008: Publicação completa. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 29 de agosto de 2008.
  6. [2]
  7. Título ainda não informado (favor adicionar).
  8. PNAD (em Portuguese) (2006).
  9. Pena, Sérgio D. J. et ali (2000). Retrato Molecular do Brasil. Revista Ciência Hoje, nº 156, abril de 2000[3]. Salvo em 21 de dezembro de 2006
  10. Revista Ciência Hoje.
  11. Título ainda não informado (favor adicionar).
  12. Título ainda não informado (favor adicionar).
  13. Título ainda não informado (favor adicionar).
  14. 14,0 14,1 http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2005/a04uf.htm
  15. Título ainda não informado (favor adicionar).
  16. [4]
  17. [5]
  18. Jornal do Comércio.
  19. Título ainda não informado (favor adicionar).
  20. Título ainda não informado (favor adicionar).
  21. "Campina Grande, in the badlands of Paraíba, is cited in American magazine "Newsweek" as one of the emergent technological hubs of the planet". .
  22. "Exposição em Paris aponta Campina Grande como centro de inovação tecnológica mundial". .
  23. Redação do iBahia.com, com informações do Bahia Meio Dia. "Células-tronco: capital ganha centro de pesquisas" (em português). 15 de julho de 2009 às 15h57min. (página da notícia visitada em 18 de julho de 2009)
  24. Redação do iBahia.com, com informações do Bahia Meio Dia. "Inaugurado 1º Centro de Biotecnologia do NNE" (em português). 17 de julho de 2009 às 13h 58min. (página da notícia visitada em 18 de julho de 2009)
  25. Redação do iBahia.com. "1º Centro de Biotecnologia é inaugurado na capital" (em português). 13 de julho de 2009 às 16h 57min. (página da notícia visitada em 18 de julho de 2009)
  26. Título ainda não informado (favor adicionar).
  27. UOL Viagem. Conheça dez ecodestinos brasileiros (em português). Página visitada em 9 de julho de 2009.
  28. Título ainda não informado (favor adicionar).
  29. Correio da Tarde - Aeroporto de São Gonçalo: pistas estão garantidas, mas terminal ainda não.
  30. Título ainda não informado (favor adicionar).
  31. Título ainda não informado (favor adicionar).
  32. Título ainda não informado (favor adicionar).
  33. Título ainda não informado (favor adicionar).
  34. Título ainda não informado (favor adicionar).
  35. Título ainda não informado (favor adicionar).
  36. Título ainda não informado (favor adicionar).
  37. 37,0 37,1 http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-19547-3-319428,00.html
  38. Título ainda não informado (favor adicionar).
  39. Título ainda não informado (favor adicionar).
  40. Título ainda não informado (favor adicionar).
  41. 41,0 41,1 MADEIRO, Carlos. "Líderes em assassinatos de jovens, Maceió aposta em novas secretarias e Recife faz pacto para conter violência" (em português). 21 de julho de 2009 às 16h 2min. (página da notícia visitada em 22 de julho de 2009)
  42. 42,0 42,1 UCHINAKA, Fabiana. "Um em cada 500 adolescentes brasileiros vai ser morto até os 19 anos, revela estudo" (em português). 21 de julho de 2009 às 12h 42min. (página da notícia visitada em 22 de julho de 2009)

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