Região Sudeste do Brasil

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Região Sudeste do Brasil
Localização
Região Geoeconômica Centro-Sul e Nordeste
Estados  Espírito Santo
 Minas Gerais
 Rio de Janeiro
 São Paulo
Características geográficas
Área 924 511,292 km²
População 84.465.579 (estimativa 2013) hab. IBGE/2013[1]
Densidade 84,21 hab./km²
Indicadores
IDH médio 0,753 elevado PNUD/2005[2]
PIB R$ 2.088.222.000.000,00 IBGE/2010[3]
PIB per capita R$ 21.182,68 IBGE/2008[4]

A região Sudeste do Brasil é a segunda menor região do país, sendo maior apenas que a região Sul. A área real ocupa aproximadamente 924 510 km², 1/10 da superfície do Brasil. É composta por quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Limita-se ao norte e a nordeste com a Bahia; a leste e ao sul com o oceano Atlântico; a sudoeste com o Paraná; a oeste com Mato Grosso do Sul; a noroeste com Goiás e o Distrito Federal. Esta região é por excelência uma terra de transição entre as regiões Nordeste e Sul[carece de fontes?]. Para se fazer essa divisão foram usados critérios como semelhanças naturais, tais como relevo, clima, vegetação e solo, bem como afinidades socioculturais.

É o centro vital do país. Nele estão os municípios mais populosos, a maior densidade populacional, os maiores depósitos de minério de ferro, as maiores hidrelétricas, a maior rede rodoferroviária e os melhores portos. É a mais importante região industrial, comercial e financeira do país. Emprega 70% do operariado brasileiro[carece de fontes?] e usa 85% do total da energia elétrica consumida no Brasil[carece de fontes?]. O relevo é bastante acidentado, com predominância de planaltos. O clima é tropical, entre temperado e quente, com grandes variações locais. Algumas áreas têm vegetação pobre e rasteira; outras são cobertas por florestas tropicais úmidas. A região é um verdadeiro centro dispersor de águas. Há várias bacias fluviais, com rios correndo em várias direções.

A região Sudeste começou a ser colonizada pelos portugueses no século XVI. A primeira, São Vicente, foi fundada em 1532. O desenvolvimento da região começou a partir da descoberta do ouro em Minas Gerais, no século XVIII. Em 1763, o porto do Rio de Janeiro, por onde escoava o ouro, passou a capital do Brasil. Brasília, em 1960. No início do século XX, a expansão da lavoura do café transformou São Paulo no maior centro econômico do Brasil.

A Região Sudeste possui uma população de aproximadamente 84,4 milhões de habitantes, de forma que 44% da população brasileira mora no Sudeste (muito embora 1/3 dos habitantes, cerca de 28 milhões de pessoas, não nasceram na região). A região reúne os três primeiros estados do país em população: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O Sudeste ainda é a região mais densamente povoada do Brasil, atingindo a marca de 84,21 hab./km² em 2010 (enquanto a média brasileira, de 23,01 hab./km², é uma das mais baixas do mundo).

O Sudeste é a região mais populosa e rica do Brasil, e ocupa 10,85% do território brasileiro. Altamente urbanizada (90,5% da população vivem em zonas urbanas),[5] , abriga as três metrópoles mais importantes do país, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A região é também o maior colégio eleitoral do Brasil.[6] A região Sudeste também apresenta índices socias relativamente elevados: possui a segunda maior qualidade de vida do país, verificado por seu IDH de 0,805 — perdendo apenas para a região Sul — e o maior PIB per capita do país, R$ 21.182,68. O Sudeste responde 49,5% do PIB do Brasil, sendo São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, respectivamente, os três estados mais ricos do país.[7]

História da região[editar | editar código-fonte]

Estátua de Antônio Raposo Tavares, um dos mais famosos bandeirantes, no Museu Paulista em São Paulo.

Os primeiros habitantes da Região Sudeste do Brasil foram os índios. Mais tarde chegaram os portugueses. Eles fizeram expedições para conhecer a região e começaram a explorar o pau-brasil. Essa madeira era abundante nas matas do litoral.

Os portugueses fundaram as primeiras vilas no litoral. A primeira vila fundada foi São Vicente. Aí teve início a plantação da cana de açúcar . Depois surgiram outras vilas. O povoamento do interior começou com a fundação da vila de São Paulo de Piratininga.

Os moradores da vila de São Paulo entraram pelo interior à procura de índios para escravizar. Eles organizaram as entradas e bandeiras. Nas suas caminhadas, os bandeirantes paulistas descobriram minas de ouro nas terras do atual estado de Minas Gerais.

O povoamento também aumentou com o comércio de gado. Os comerciantes levavam os animais do sul do Brasil para serem vendidos na região das minas. No caminho por onde passavam as tropas de animais apareceram ranchos e pousadas. Os ranchos e as pousadas deram origem a muitas cidades.

Novas fazendas de plantação de cana-de-açúcar surgiram nos antigos caminhos por onde seguiam as entradas e bandeiras. Essas fazendas deram origem a várias cidades. Mais tarde, com o cultivo do café, outras cidades surgiram.

O povoamento aumentou muito com a chegada dos imigrantes e com a abertura das ferrovias. A instalação de indústrias também contribuiu para que muitas pessoas de outros estados e de outros países viessem morar na Região Sudeste.

Período pré-cabralino[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes da região Sudeste foram os indígenas pertencentes aos grupos macro-jê e tupi. A partir de 1500, começam a chegar os colonizadores portugueses.

Início da colonização portuguesa[editar | editar código-fonte]

Paraty, cidade colonial fluminense do século XVI.

O povoamento do Sudeste brasileiro começou em 1532, com a fundação da vila de São Vicente pelos jesuítas portugueses, apoiada na produção de cana-de-açúcar. A partir do século XVII, na região de São Paulo, iniciou-se o fenômeno das bandeiras, que eram expedições pelo interior do Brasil à procura de novas riquezas e de indígenas para serem escravizados.

Ciclo do ouro da Região[editar | editar código-fonte]

Igrejas em estilo barroco em Mariana, cidade mineira erguida durante o ciclo do ouro, no século XVIII.

No final do século XVII, os bandeirantes paulistas encontraram pedras preciosas na região de Minas Gerais, dando início ao ciclo do ouro.

Com a mineração, as atenções da Coroa Portuguesa se voltaram para a região Sudeste, tendo em vista que as plantações de cana-de-açúcar no Nordeste estavam em plena decadência. Ocorreu um grande movimento de pessoas para a região das Minas, acarretando na Guerra dos Emboabas.

A capital da colônia é transferida de Salvador para o Rio de Janeiro em 1763. No final do século XVIII a exploração do ouro entrou em decadência em decorrência do esgotamento das minas, porém a Coroa Portuguesa continuava a cobrar altas taxas tributárias, fazendo surgir a Inconfidência Mineira, movimento separatista sem sucesso.

Corte no Brasil[editar | editar código-fonte]

Paço Imperial, palácio do século XVIII que serviu como sede para o governo colonial, o Rei João IV de Portugal e os dois imperadores do Brasil.

Em 1808, fugindo da invasão napoleônica, a Família Real Portuguesa se instalou no Rio de Janeiro. A época foi marcada por diversas mudanças econômicas na região, com a abertura dos portos para as nações amigas em 1810 e a elevação do Brasil à Reino Unido de Portugal e Algarves em 1816. Em 1821, o Rei Dom João VI retorna para Portugal, deixando seu primogênito, Pedro de Alcântara, como Príncipe-Regente do Brasil.

Independência[editar | editar código-fonte]

Através da Revolução do Porto, os portugueses tentam voltar o Brasil à condição de colônia. O filho do Rei de Portugal desobedece às ordens da Coroa e proclama a Independência do Brasil a 7 de setembro de 1822, às margens do Riacho Ipiranga, em São Paulo, tornando-se D. Pedro I, o Imperador do Brasil.

Império[editar | editar código-fonte]

Com a Independência do Brasil em 1822, a região Sudeste tornou-se o centro financeiro do país. Apoiado pela elite rural do Sudeste, D. Pedro I tornou-se o primeiro Imperador do Brasil, abdicando o trono à favor de seu filho, D. Pedro II em 1830 que, após um conturbado período regencial, assumiu o trono em 1841.

Ciclo do café[editar | editar código-fonte]

Café sendo embarcado no porto de Santos em 1880, por Marc Ferrez.

A partir da década de 1840, as plantações de café se espalharam por toda a região, principalmente no Vale do Paraíba e no Oeste Paulista, tornando-se a base da economia brasileira. Usou-se, inicialmente, do trabalho escravo mas, com a abolição da escravatura em 1888, a falta de mão-de-obra foi preenchida com a vinda de uma grande massa de imigrantes europeus, principalmente italianos.

República[editar | editar código-fonte]

Em 1889 a monarquia é derrubada e é proclamada a República, dando início à política do café com leite, em que as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais se revezavam no poder.

Na década de 1920, com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, o preço do café despencou no mercado internacional. O presidente Getúlio Vargas iniciou um processo de industrialização em São Paulo que, posteriormente, se espalhou pelos outros estados do Sudeste.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Do litoral para o interior, sucedem-se:

A região é percorrida por rios de planalto, com amplas possibilidades de aproveitamento hidrelétrico. Principais bacias: do rio Paraná; do rio São Francisco, na parte norte da região; e do Leste, formada pelos rios Doce, Paraíba do Sul e Jequitinhonha. Destacam-se ainda os rios Pardo, Mucuri e Ribeira do Iguape.

O clima da região sofre influência da posição geográfica e da altitude do relevo e, por isso as temperaturas são mais elevadas na parte norte, nas planícies e nas baixadas. Mais de 1.000 mm de chuvas anuais, bastante abundantes no trecho da serra do Mar voltado para o oceano Atlântico. Tipos de clima: tropical, na maior parte da região; tropical de altitude, na parte leste, onde o relevo é mais alto; subtropical, no sul; e semiárido, no norte de Minas Gerais.

A Mata Atlântica é a formação original no leste (serras); a floresta latifoliada tropical, no interior; os cerrados são comuns nas áreas de clima tropical mais seco e, portanto, em grande parte do interior da região; as caatingas aparecem em trechos de clima semi-árido; mais ao sul, e praticamente devastada, está a área da floresta subtropical; em trechos esparsos surgem ainda os campos limpos e a vegetação de praia, junto ao litoral.

Relevo[editar | editar código-fonte]

O Pico da Bandeira, localizado entre os estados do Espírito Santo e de Minas Gerais, o ponto mais elevado do Sudeste.

Podemos identificar cinco grandes divisões no relevo no Sudeste:

Clima[editar | editar código-fonte]

Mapa climático do Sudeste de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger.[8]

A região Sudeste apresenta os climas tropical, tropical de altitude, subtropical e litorâneo úmido.

O clima tropical predomina nas baixadas litorâneas de Espírito Santo e Rio de Janeiro, norte de Minas Gerais e oeste paulista. Apresenta temperaturas elevadas (média anual de 22 °C) e duas estações definidas: uma chuvosa, que corresponde ao verão, e outra seca, que corresponde ao inverno. Exemplos de cidades com esse clima: Vitória, Rio de Janeiro e Presidente Prudente. O clima tropical de altitude, que ocorre nos trechos mais elevados do relevo, caracteriza-se por temperaturas mais amenas (média anual de 18 °C). Exemplos de cidades com esse clima: Campos do Jordão, Poços de Caldas, Ouro Preto, Petrópolis e Nova Friburgo.

O clima subtropical, que aparece no sul do estado de São Paulo, é marcado por chuvas bem distribuídas durante o ano (temperaturas médias anuais em torno de 16 °C a 17 °C) e por uma grande amplitude térmica. Exemplos de cidades com esse clima: Apiaí, Itapeva, Guapiara, Registro, Peruíbe, Itanhaém. Com dois tipos, Cfb nas áreas montanhosas da Serra do Mar e Paranapiacaba, e Cfa nas áreas mais baixas e no litoral sul de São Paulo. Há ainda, no norte de Minas Gerais, o clima semiárido, mais quente e menos úmido, apresentando estação seca anual de cinco meses ou até mais nos vales dos rios São Francisco e Jequitinhonha.

Campos do Jordão, o município mais alto do Brasil e, consequentemente, o mais frio fora da Região Sul.

No Sudeste, como em qualquer região, as temperaturas sofrem a determinante influência da posição geográfica, ou seja, da latitude, do relevo e da altitude e também da maritimidade. Desta forma, as regiões do Vale do Jequitinhonha e do Vale do Rio Doce ambas no norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo, localizadas em áreas de baixas latitudes e altitudes modestas, têm clima mais quente. Já a serra do Mar apresenta a maior umidade da região, pois barra a passagem dos ventos vindos do Atlântico, carregados de umidade, chovendo apenas nas vertentes orientais. A costa também é naturalmente mais úmida, por influência da maritimidade.

As menores temperaturas da região são registradas nos picos da serra da Mantiqueira, e Serra do Caparaó, localizados entre MG/SP, MG/RJ e MG/ES, que tem altitudes próximas de 3000m e consequentemente estão sujeitos a nevadas nos raros dias chuvosos de inverno.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Vegetação característica do cerrado na região noroeste de Minas Gerais.

A variedade de tipos de clima permite deduzir que primitivamente existiu uma variedade de tipos de vegetação, hoje em grande parte devastada, devido à expansão agrícola.

A floresta tropical constitui a formação dominante, mas seu aspecto varia muito. Ela é rica e exuberante nas encostas voltadas para o oceanoMata Atlântica —, onde a umidade é maior, favorecendo o aparecimento de árvores mais altas, muitos cipós, epífitas e inúmeras palmáceas; encontra-se quase totalmente devastada, exceto nas encostas mais íngremes. No interior do continente, essa floresta apresenta menos densa, pois ocorre em áreas de clima mais seco; aparece somente em manchas, pois já está quase inteiramente devastada.

Em algumas áreas do interior há a ocorrência de matas galerias ou ciliares, que se desenvolvem ao longo das margens dos rios, mais úmidas. Nas áreas tipicamente tropicais do Sudeste, onde predominam solos impermeáveis, ganha destaque a formação conhecida como cerrado, constituída de pequenas árvores, arbustos de galhos retorcidos e vegetação rasteira. A região apresenta pequenos trechos cobertos de caatinga no norte de Minas Gerais. As áreas mais altas das serras e planaltos do Leste e Sudeste, ao sul, de clima mais suave, são ocupadas por uma ou outra espécie do que foi um dia a floresta subtropical ou Mata de Araucárias. Em extensões também reduzidas do planalto aparecem trechos de formações campestres: os campos limpos, ao sul do estado de São Paulo, e os campos serranos, ao sul de Minas Gerais. Ao longo do litoral, faz-se presente a vegetação típica das praias, conhecida por vegetação litorânea. que vem em temperaturas até 42 graus

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rio Tietê na altura de Barra Bonita/Igaraçu do Tietê ao fundo UHE de Barra Bonita (Médio Tietê).

Devido à suas características de relevo, predominam na região os rios de planalto, naturalmente encachoeirados. Entre as várias bacias hidrográficas, merecem destaque:

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população da região Sudeste é formada de brancos, negros, pardos, amarelos e indígenas.

São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados mais populosos do Brasil. A maior parte da população vive na zona urbana, devido ao êxodo rural, isto é, a saída da população do campo para viver na cidade.

Na região Sudeste ocorre a migração. Muitos brasileiros da região Nordeste migraram para a região Sudeste, principalmente para São Paulo e Rio de Janeiro.

População[editar | editar código-fonte]

A região Sudeste é a mais populosa do país, apresentando, segundo o IBGE, no ano de 2013, pouco mais de 84,4 milhões de habitantes, o que equivale a quase 42% da população brasileira (população maior que a de países como Itália e Espanha). A região apresenta, também, os três estados mais populosos (São Paulo, com 43,6 milhões de habitantes; Minas Gerais, com 20,5 milhões de habitantes e Rio de Janeiro, com 16,3 milhões) e as três maiores regiões metropolitanas do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte).

A maior concentração populacional encontra-se no eixo Rio-São Paulo, onde estão localizadas as regiões metropolitanas da Grande São Paulo, Grande Rio e as regiões do Sul Fluminense e Vale do Paraíba, que englobam 23% da população brasileira. Também esta localizada nesta região, a cidade de Campinas com mais de 1,1 milhão de habitantes, sendo a maior cidade do interior do Brasil. Outra cidade de destaque é Ribeirão Preto que possui 649 mil habitantes, sendo a maior cidade do país distante 100 km de capitais.

Eleitores[editar | editar código-fonte]

A participação política (número de eleitores) da região Sudeste em 2012 era de 60.789.706 (IBGE/2012), a maior do país. A tabela a seguir mostra quantos eleitores tinham em cada estado da região:

IBGE/2012
Estados Nº de eleitores
São Paulo 31.253.317
Minas Gerais 15.019.136
Rio de Janeiro 11.893.309
Espírito Santo 2.623.944

Povoamento[editar | editar código-fonte]

A teoria mais aceita é de que o Brasil, assim como todo o continente americano, foi povoado por povos nômades asiáticos que atravessaram o Estreito de Bering, ligação entre a Sibéria e o Alasca, há 15 mil anos. Todavia, após o achado do crânio pré-histórico de Luzia, em Minas Gerais, descobriu-se que se tratava de uma mulher com fisionomia negroide, semelhante aos povos subsaarianos e aos aborígenes australianos atuais. Concluiu-se que houve dois tipos de migração para a região: a mongoloide e a negroide. Porém, apenas os de origem asiática sobreviveram, antepassados dos índios.[9]

Colonização[editar | editar código-fonte]

Fundação de São Vicente, por Benedito Calixto.

O Sudeste do Brasil foi palco para a fundação da primeira vila portuguesa a ser edificada no Novo Mundo, sendo ela São Vicente, fundada por Martim Afonso de Sousa, em 1532. Os primeiros colonos, homens solteiros ou casados que deixaram em Portugal suas famílias, prontamente se mesclaram com as índias locais. A prática freqüente da poligamia, enraizada na cultura aborígene, foi adotada pelos portugueses. Preocupados com a conduta fora dos padrões dos colonos, não só em São Vicente, mas em toda a colônia, a Igreja Católica envia os jesuítas em 1549. Baseada na plantação de cana-de-açúcar, a capitania de São Vicente é uma das poucas a obter sucesso. Em 1565, Mem de Sá fundou a vila do Rio de Janeiro. Os índios foram escravizados, porém, em 1595, por pressões da Igreja, foi proibida a escravidão nativa. Começou-se, então, a ensaiar a entrada de escravos africanos.

Os colonos, já bastante miscigenados com os índios, levavam uma vida fora dos padrões metropolitanos. A forte influência da cultura indígena e a força cada vez menor da Igreja na vida dos habitantes dessa região levaram à criação de uma identidade nativa e um certo sentimento antiportuguês na região de São Paulo. A Coroa Portuguesa não conseguia mais controlar os colonos. Considerados "rudes e selvagens", os paulistas de sangue europeu ou mestiço não mais falavam o português, mas a língua geral, idioma extinto de base tupi-guarani.

Mapa do Brasil no início do século XVIII.

No início do século XVII que surge as bandeiras: a decadência da produção açucareira e a proibição da escravidão indígena levam os colonos a se organizarem e formar enormes expedições que cruzaram o interior do Brasil. Tais expedições podiam contar com quase mil homens: alguns brancos, seguidos por centenas de índios e mamelucos em busca de indígenas para serem escravizados. É destacável que os bandeirantes, mesmo aqueles de origem indígena, atacavam as tribos índias e as reduções jesuíticas com grande violência e crueldade. Estima-se que 300 mil índios foram escravizados em um período de menos de um século. Aqueles que não aceitaram o escravagismo, foram exterminados[10] [11]

Com o desaparecimento das populações indígenas, as bandeiras ganharam um novo intuito: o achamento de pedras preciosas. Desde o início da colonização os colonos almejavam encontrá-las. Tal fato apenas se sucedeu em 1680, quando o bandeirante Borba Gato encontrou as primeiras jazigas de ouro na atual Minas Gerais.[12] A exploração da região se deu com a chegada de novas bandeiras. A população brasileira, antes concentrada no litoral, passou a se interiorizar. As notícias do achado de pedras preciosas levou a uma corrida para a região aurífera de milhares de pessoas. É neste momento que se dá a fundação de vilas ao redor das áreas mineradoras: Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, etc. Em Portugal, milhares de pessoas abandonaram o país para tentar se enriquecer nas Minas Gerais: entre 1701 e 1760 imigraram 600 mil portugueses.[13] Do Nordeste, legiões de luso-brasileiros largaram os já decadentes engenhos de cana e rumaram para o interior. A chegada dos forasteiros gerou no conflito chamado Guerra dos Emboabas. Os paulistas, descobridores das minas acabaram perdendo o seu monopólio para os recém-chegados. Enriquecidos, os mineradores trouxeram para a região centenas de milhares de africanos. No auge da mineração, 958 mil negros foram trazidos da África para o Brasil. O escravo de Angola predominou dentro da área mineradora. [14]

A mudança da capital de Salvador para o Rio de Janeiro concretizou a ocupação do Sudeste brasileiro. Em 1808, a região ainda foi palco para a instalação da família real portuguesa: fugidos de Napoleão, toda a corte portuguesa se mudou para o Rio de Janeiro, algo em torno de 15 mil pessoas.[15] A expansão da colheita de café pelo interior após 1830, acarreta na chegada de um enorme contingente de escravos: um milhão e 300 mil num período de apenas trinta anos, vindos de Angola e Moçambique.[14] No início do século XIX o Rio de Janeiro, devido à sua maioria negra e escrava, era visto como uma "cidade africana".[16]

Imigrantes[editar | editar código-fonte]

Catedral em Petrópolis, no Rio de Janeiro, região com forte influência germânica.

A presença dos imigrantes na região Sudeste foi de fundamental importância para o seu povoamento. O primeiro grupo organizado de imigrantes trazido ao Brasil para o povoamento foram suíços. Entre 1819 e 1820, chegaram ao Brasil 261 famílias de colonos suíços, 161 a mais do que havia sido combinado nos contratos, totalizando 1.686 imigrantes. Fundaram a cidade de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Grupos de alemães seriam assentados na mesma região em 1824. No interior do Espírito Santo chegaram famílias alemãs em 1847. Em 1857 novos grupos foram enviados para as serras capixabas. No ano seguinte, começaram a chegar os pomeranos, etnia esta que passou a predominar entre os colonos alemães.[17] No estado do Rio de Janeiro, os alemães ocuparam também as regiões serranas, ao redor de Petrópolis.

Bairro da Liberdade, em São Paulo, reduto da colônia japonesa da cidade, a maior fora do Japão.

A partir de 1880, iniciou-se um forte fluxo imigratório, por indivíduos atraídos pelos senhores do café para que trabalhassem em suas propriedades. O fim do tráfico negreiro (Lei Eusébio de Queiroz, 1850) e a Lei Áurea (1888), que deu fim à escravatura, contribuíram para a crescente falta de mão-de-obra nos cafezais. Ao mesmo tempo, surgiu no Oeste Paulista uma nova elite de origem burguesa que defendia o trabalho assalariado. Os imigrantes europeus, italianos em sua vasta maioria, foram atraídos para as fazendas cafeeiras, concentradas, sobretudo, no estado de São Paulo. Para receber os imigrantes foram construídos prédios como a Hospedaria de Imigrantes. Entre 1882 e 1978 passaram mais de 60 nacionalidades e etnias pela hospedaria, num total de 2,5 milhões de pessoas. Num período de apenas nove anos (1882-1891), passaram pela Hospedaria 263.196 imigrantes, dos quais 202.503 eram italianos.[18] A presença do imigrante europeu urbano fez-se bastante notável rapidamente: em 1900, 81% dos operários fabris de São Paulo eram italianos.[19]

A presença de diversas comunidades de imigrantes traria um enriquecimento étnico-cultural de valor inestimável. Os portugueses foram o grupo predominante no Rio de Janeiro: em 1916, moravam na cidade 133.393 portugueses, em torno de 16% da sua população.[20] A presença de imigrantes espanhóis, galegos e andaluzes sobretudo, de libaneses, de sírios e de japoneses acarretou no surgimento de um melting pot em São Paulo.[20]

Migrantes[editar | editar código-fonte]

Na história da migração no Brasil, destaca-se a migração nordestina. Devido ao auge da industrialização, entre as décadas de 60 e 80, a migração nordestina para a região Sudeste, em especial aos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, foi intensa. Devido principalmente ao problema da exploração social e do trabalho na economia rural nordestina, relacionada com e eventualmente justificada pela seca, somados com a grande oferta de empregos de outras regiões principalmente nas décadas de 60, 70 e 80, em especial na região Sudeste, verificou-se um pronunciado fluxo migratório de parte da população nordestina para outras regiões do país.

Atualmente assiste-se à "migração de retorno": no ano de 2000, saíram do estado de São Paulo de volta para o Nordeste 457 mil pessoas, enquanto outras 400 mil fizeram o caminho inverso.[21]

Raça e origem étnica[editar | editar código-fonte]

Cor / Raça (Sudeste do Brasil) (2006)[22]
Brancos 58,8%
Pardos 32,5%
Pretos 7,7%
Amarelos ou Indígenas 1,0%

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia do Sudeste é muito forte e diversificada. Os setores apresentam muito desenvolvimento e muita diversificação. A região Sudeste pertence a maior região geoeconômica do país, em termos de economia.

Além de ser a região brasileira que possui a agricultura mais desenvolvida, ela se destaca pelo seu desenvolvimento industrial: o Sudeste é responsável por mais de 70% do valor da transformação industrial do país. Com um parque industrial concentrado nas três mais populosas cidades do Brasil — São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte —, a industrialização dessa parte do Brasil se assemelha, em alguns aspectos, à dos países desenvolvidos do hemisfério norte.

Como nenhuma outra região brasileira, o Sudeste exerce uma formidável atração sobre a população de áreas menos desenvolvidas. Isso acarreta a superpopulação das grandes áreas industriais e, como conseqüência, a proliferação de favelas, com todos os problemas sociais que as caracterizam. Deve-se citar ainda outro aspecto problemático do Sudeste: o padrão de desenvolvimento não é uniforme em todas as partes da região; há desigualdade entre estados e até mesmo entre porções do mesmo estado. Mas, apesar de tudo isso, é a região do país com maior número de escolas, melhor atendimento médico-hospitalar e melhores condições para a pesquisa tecnológica; além disso, possui a maior frota de meios de transporte e o mais aperfeiçoado sistema de comunicações. Como a industrialização é a atividade econômica que emprega mais trabalhadores na região, cerca de 90% da população do Sudeste vive nas cidades, circunstância que facilita seu atendimento físico e cultural

Destacam-se as seguintes indústrias:

Existem também indústrias de produtos alimentícios, de beneficiamento de produtos agrícolas, de bebidas, de móveis, etc.

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Cana-de-açúcar, uma das culturas mais praticadas na região. Na foto um canavial na cidade de Avaré, interior de São Paulo.

O setor agropecuário apresenta-se muito desenvolvido e extremamente diversificado. A existência de um setor agrícola forte nessa região deve-se à existência de vastos solos férteis (a terra roxa). Embora o café tenha sido a força econômica pioneira da ocupação do estado de São Paulo e de seu grande desenvolvimento econômico, o seu cultivo tem se reduzido cada vez mais (sendo atualmente a principal área produtora a região do sul de Minas) e, atualmente intercala-se com outras culturas ou foi inteiramente substituído.

Destacam-se, na produção agrícola regional, a cana-de-açúcar, a soja e a laranja. O Sudeste é responsável pela maior parte da produção de cana-de-açúcar do país, concentrada na Baixada Fluminense, na Zona da Mata mineira e no estado de São Paulo (50% do total nacional). Já o cultivo da soja apresenta crescente avanço, pois é largamente utilizada na indústria de óleos e de rações para animais, sendo uma grande parte exportada. Em sua maior parte destinada à industrialização e exportação de suco, a produção de laranjas é realizada principalmente no estado de São Paulo, que responde por 80% do total nacional. Também são produtos de destaque na agricultura do Sudeste, o algodão, o milho, o arroz, a mamona e o amendoim, entre outros.

Pecuária[editar | editar código-fonte]

A pecuária também tem grande destaque na região, sendo o seu rebanho bovino o segundo maior do país. A grande produção de carne bovina (pecuária de corte) e suína permite a instalação e o desenvolvimento de frigoríficos e indústrias de laticínios (pecuária leiteira). A criação de aves (avicultura) e a produção de ovos são as maiores do país (aproximadamente 40% do total nacional), concentrando-se no estado de São Paulo.

Indústria[editar | editar código-fonte]

Embraer E-190, jato desenvolvido pela empresa Embraer que está sediada em São José dos Campos, interior paulista.
REPLAN, a maior refinaria em produção de petróleo da Petrobrás, localizada em Paulínia, estado de São Paulo.

Na região Sudeste, iniciou-se a industrialização do país, tornando-se a indústria de transformação a principal divisa(dinheiro)e trabalho nos seus estados. O estado de São Paulo tornou-se o maior parque industrial da América do Sul.

As principais atividades industriais da região são:

  • Siderurgia e metalurgia: É nessa região que está localizada a primeira indústria do gêner, a

CSN, na cidade de Volta Redonda, devido a proximidade com uma grande área mineralífera, o quadrilátero ferrífero, no estado de Minas Gerais. Também está instalada na região a Usiminas, em Ipatinga, que hoje é a maior produtora de aço bruto do país, e a Companhia Siderúrgica de Tubarão, Vitória, a 3º maior siderúrgica do Brasil.

  • Petrolífera: O petróleo é explorado em plataformas continentais localizadas sobretudo na bacia de campos, no Rio de Janeiro (que produz 80% do petróleo consumido no Brasil). O Espírito Santo é atualmente o segundo maior produtor de petróleo do Brasil com reservas totais de 2,5 bilhões de barris; os campos petrolíferos capixabas se localizam tanto em terra quanto em mar, em águas rasas, profundas e ultra-profundas, contendo óleo leve e pesado e gás não-associado [24] . O estado do Rio de Janeiro apresenta grande importância na prospecção de petróleo, enquanto que o estado de São Paulo apresenta uma grande importância na atividade de refino, estando localizado nesse estado as principais refinarias do país, dentre elas, a REPLAN (refinaria do planalto), de Paulínia, a maior do país. Além do petróleo, há a extração de gás natural da bacia de Santos e há até alguns anos atrás, havia a extração de betume no vale do Paraíba.
  • Alta tecnologia: É nessa região que está localizado o "vale do Silício" brasileiro, constituído pelas cidades de São Paulo, São José dos Campos, São Carlos e Campinas. Essas quatro cidades concentram indústrias de informática, telecomunicações, eletrônica e de outras atividades que envolvam alta tecnologia; além de possuírem importantes centros de pesquisa e importantes universidades, como o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em São José dos Campos.

Ciência[editar | editar código-fonte]

Administração e Biblioteca do Instituto de Química da Unicamp, em Campinas.

A região abriga os três maiores pólos de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, representados pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas, as quais respondem, respectivamente, por 28%, 17% e 10% da produção científica nacional – segundo dados de 2005.[25]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Ponte Rio-Niterói, a maior ponte brasileira com quase 14Km de extensão, no Rio de Janeiro.
Porto de Santos, em Santos, o maior do Brasil.
Terceira Ponte, que liga os municípios de Vitória e Vila Velha.

Por concentrar a metade da população brasileira e as cidades mais industrializadas e bem desenvolvidas do país, a região Sudeste é a que apresenta a mais alta taxa de urbanização e a melhor infra-estrutura de transportes do Brasil.

Sua rede ferroviária, que se desenvolveu principalmente em função da expansão do café, representa praticamente a metade de todas as estradas de ferro do Brasil. O Sudeste conta ainda com cerca de 35% das rodovias, concentradas principalmente no estado de São Paulo e Minas Gerais. Algumas delas — Rodovia dos Imigrantes, Rodovia Castelo Branco e outras — são comparáveis às melhores e mais seguras da América do Sul e das Américas.

Nos últimos anos, entretanto, o decréscimo dos investimentos governamentais não tem permitido a ampliação da rede rodoferroviária e tem prejudicado a manutenção da já existente.

O desenvolvimento industrial da região, associando a uma política francamente exportadora do governo federal, funcionou como alavanca da grande expansão portuária do Sudeste, onde Santos e Rio de Janeiro se projetam como os portos de maior movimento do país.

A região é bem servida também por modernos e bem equipados aeroportos internacionais como Guarulhos, Congonhas , Galeão , Santos Dumont, Viracopos, Tancredo Neves(Confins) e Pampulha e por diversos aeroportos que atendem ao intenso tráfego aéreo doméstico e local. Por outro lado, a navegação fluvial é muito pouco explorada, embora haja trechos navegáveis em rios como o Tietê e o Paraná, para os quais há projetos de criação de uma hidrovia.

Encontra-se também na região Sudeste, o único trem de passageiros que liga diariamente duas capitais do Brasil, pela Estrada de Ferro Vitória-Minas, ligando Vitória a Belo Horizonte.

Energia[editar | editar código-fonte]

Por estar concentrada quase metade da população nacional, além de estar concentrado o maior e mais diversificado parque industrial do país e de concentrar um amplo sistema de transportes, a região necessita de bastante energia. A maior parte da energia consumida na região (assim como acontece no país) é produzida por usinas hidrelétricas, como Furnas, Ilha Solteira, Três Marias, Marimbondo, Jupiá e outras; aproveitando-se do relevo acidentado e da presença de rios caudalosos. Uma parte da energia produzida na região vem das usinas termonucleares Angra I e Angra II.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Uma outra atividade econômica importante na região é o turismo. É nessa região que se localizam vários dos pontos turísticos mais visitados do país. O Rio de Janeiro é mundialmente conhecido por suas belas praias e pelo carnaval, além de ser um grande centro cultural. São Paulo, conhecida internacionalmente, é o maior centro financeiro do Brasil, e conta também com diversos centros culturais e de entretenimento. Em Minas Gerais, localizam-se as mais importantes cidades históricas do Brasil, como Ouro Preto, Tiradentes e Diamantina. O Espírito Santo atrai milhares de turistas todos os anos devido a suas praias e regiões de montanhas.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ouro Preto foi a primeira cidade brasileira a ser declarada pela UNESCO como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

A cultura da região Sudeste é, basicamente, de origem portuguesa. As diversas colônias de imigrantes, com destaque para os italianos e japoneses, também têm forte influência. A influência indígena e africana são marcadas na música e na culinária da região.

Artes[editar | editar código-fonte]

As festas típicas da região são marcadas pela influência africana, como as congadas, a festa do Divino Espírito Santo, reisados, lundus, sambas etc. Além disso, a cultura caipira é muito presente no interior dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Culinária[editar | editar código-fonte]

A culinária do Sudeste é muito rica e diversa, variando de estado para estado.
Rio de Janeiro No Rio de Janeiro a comida típica é a feijoada, e as poucos conhecidas como a Sopa Leão Veloso, e o Filé_à_Osvaldo_Aranha.
Minas Gerais Minas Gerais tem uma das cozinhas mais expressivas do país, incluindo pratos como o pão de queijo, tutu de feijão, feijão tropeiro, bolo de fubá, angu, feijoada etc.
Espírito Santo (estado) No Espírito Santo, o prato típico é a moqueca.
São Paulo São Paulo possui o virado à paulista, a carne de panela, o afogado, o cuscuz paulista, a mousse de café e o quentão[26] , além das contribuições das comunidades de imigrantes que mantiveram seus hábitos alimentares, como os orientais, italianos, portugueses e norte-americanos. O prato mais consumido em São Paulo é a pizza.[27] Uma curiosidade é o beijinho, doce que hoje é feito com leite condensado e côco, era sobremesa servida às moças pelas futuras sogras e levava ovos na sua receita original.[28]

Religião[editar | editar código-fonte]

Devido à influência portuguesa, a maior parte da população professa a fé católica, embora há crescentes aderentes do protestantismo e, em menor medida, seguidores do judaísmo, budismo, islamismo, espiritismo e religiões afro-brasileiras.

Referências

  1. a b Estimativa populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (01 de julho de 2013). Página visitada em 08 de setembro de 2013.
  2. Emprego, Desenvolvimento Humano e Trabalho Decente – A experiência brasileira recente. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (18 de setembro de 2008). Página visitada em 17 de setembro de 2008.
  3. Produto Interno Bruto, Produto Interno Bruto per capita e população residente segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2010.. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (08 de setembro de 2013). Página visitada em 08 de setembro de 2013.
  4. Produto Interno Bruto, Produto Interno Bruto per capita e população residente segundo as Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2008.. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (17 de novembro de 2010). Página visitada em 1 de Janeiro de 2011.
  5. População urbana vai de 31% para 81% em 60 anos, aponta IBGE. Folha de São Paulo (2007-05-25). Página visitada em 2009-06-29.
  6. Ministério das Relações Exteriores.
  7. http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/contasregionais/2008/publicacao2008.pdf
  8. Alvares, C. A., Stape, J. L., Sentelhas, P. C., de Moraes, G., Leonardo, J., & Sparovek, G. (2013). Köppen's climate classification map for Brazil. Meteorologische Zeitschrift, 22(6), 711-728.. Página visitada em 31 de março de 2014.
  9. A Povoação das Américas - História da Povoação das Américas. Página visitada em 2009-06-29.
  10. Entradas e Bandeiras. Acessado em 2009-06-29..
  11. Para curar a pobreza": índios e mamelucos na expansão bandeirante. Acessado em 2009-06-29..
  12. Título não preenchido, favor adicionar. [ligação inativa]
  13. Venâncio, Renato Pinto, IBGE, Presença portuguesa: de colonizadores a imigrantes. Página visitada em 2009-06-29.
  14. a b Reis, João José, «A presença negra: encontros e conflitos», IBGE, Brasil : 500 anos de povoamento
  15. FAMS de Santos discute chegada da família real em 1808. Prefeitura Municipal de Santos (2007-12-08). Página visitada em 30/06/2009.
  16. Capítulo cruel da realeza. RJTV (2007-11-10). Página visitada em 30/06/2009.
  17. As marcas dos alemães no Espírito Santo. DW-World.de. Página visitada em 2009-06-30.
  18. A Cidade no Tempo do Império (1822-1889). São Paulo 450 anos. Página visitada em 30/06/2009.
  19. Vita mia. Ecco.com.br. Página visitada em 2009-06-29.
  20. a b Carvalho, Roberto. Pelos mesmos direitos do imigrante. Observatório da Imprensa. Página visitada em 2009-06-29.
  21. Bolsa Família causa migração de retorno. Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (2006-11-12). Página visitada em 2009-06-29.
  22. PNAD (em Portuguese) (2006). Página visitada em 2007-08-14.
  23. VCP e Aracruz formam maior empresa do mundo em celulose. Economia (Terra). Página visitada em 08/03/2011.
  24. Petróleo no ES. SEDES. Página visitada em 08/03/2011.
  25. Unicamp – Assessoria de Comunicação e Imprensa 17 de Junho de 2005.
  26. http://www.tudook.com/receitasbrasileiras/culinaria_paulista.html
  27. http://www.caminhandojunto.com.br/2009/07/consumo-de-pizza-em-sao-paulo-so-perde.html
  28. http://brasilatual.com.br/sistema/?p=992

Ver também[editar | editar código-fonte]

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