Regime do Khmer Vermelho

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O Regime do Khmer Vermelho (1975-1979) refere-se ao domínio de Pol Pot, Nuon Chea, Ieng Sary, Son Sen, Khieu Samphan e o Partido Comunista Khmer Vermelho sobre o Camboja, que o Khmer Vermelho rebatizou como Kampuchea Democrático.

O período de quatro anos, viu a morte de cerca de 2 milhões de cambojanos através do resultado combinado de execuções políticas, fome e trabalho forçado.1 2 Devido ao grande número, as mortes durante o regime do Khmer Vermelho são frequentemente considerado um genocídio, e conhecido como o Holocausto cambojano ou Genocídio cambojano.

O período de governo do Khmer Vermelho terminou com a invasão do Camboja pelo seu vizinho e antigo aliado o Vietnã na Guerra cambojana-vietnamita, que deixou o Camboja sob a ocupação vietnamita durante uma década.

O período[editar | editar código-fonte]

Quando o Khmer Vermelho assume o poder no Camboja em 1975, formando o Kampuchea Democrático, estão determinados criar uma nova sociedade começando por destruir todos os aspectos da antiga. Põem-se progressivamente à execução de um programa que consiste em fazer deslocar as pessoas das zonas urbanas a cooperativas agrícolas para educá-los, eliminando a idéia de propriedade privada, o desenvolvimento de uma economia e a medicina auto-sustentáveis, suprimindo o dinheiro e as refeições familiares.

O regime comunista do Khmer Vermelho também começou a executar sistematicamente quem tinha relações com o governo anterior. As populações urbanas, como os intelectuais, deveriam por sua vez, serem reeducados e juntarem ao novo regime. As relações com o Vietnam se deterioram e cerca de 10.000 vietnamitas que permaneceram no país depois de maio de 1975 serão eliminados principalmente, devido à sua antiga posição econômica e devido ao aumento da penetração das tropas vietnamitas em território cambojano que aumentam desconfiança dos líderes no que diz respeito às ambições estratégicas e econômicas do seu vizinho.

Os centros de tortura e execução como Tuol Sleng, também chamado de S-21, são criados. O S-21 era um antigo liceu transformado em prisão onde foram encarceradas quase 20.000 pessoas. Nele haverá apenas sete sobreviventes resgatados por seus talentos, como a escultura ou a pintura. Após a sua chegada em 1978, o Vietnã descobre que as últimas pessoas presentes em Tuol Sleng foram executadas pelo Khmer Vermelho antes de fugirem.

O número exato de vítimas do regime dos Khmeres Vermelhos pelo Ocidente ainda está em discussão, mas seria em torno de 1,5 milhões de pessoas.3

Referências

  1. Khmer Rouge leader admits crimes
  2. Noam Chomsky on Cambodia under Pol Pot
  3. (em inglês) Ben Kiernan, The Pol Pot Regime: Race, Power, and Genocide in Cambodia under the Khmer Rouge, 1975-79, New Haven: Yale University Press, 1996, pp. 456-460.