Regimento de Infantaria N.º 1

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Regimento de Infantaria N.º 1
Brazao RI1 Exercito Portugues.png
País  Portugal
Corporação Exército Português
Subordinação Comando Operacional
Missão Defesa Nacional
Sigla RI1
Criação 1663
Lema Ubi Gloria Omne Periculum Dulce

Onde há Glória todo o Perigo é Doce

História
Guerras/batalhas 1809 - Grijó
1810 - Buçaco
1811 - Pombal e Rendinha
1812 - Ciudad Rodrigo e Salamanca
1813 - Victória, Tolosa, Nivelle e Nive
1814 - Bayona
1837 - Arminou
1917 - Fauquissart
1918 - La Lys
Condecorações Comendador da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito
  • Medalha de Ouro de Valor Militar
  • Cruz de Guerra de 1.ª classe
  • Ordem do Mérito Militar do Brasil
  • Mérito Municipal, Câmara Municipal de Sintra, 1.º Grau Ouro
Sede
Sede Tavira - Quartel da Atalaia
Distrito Distrito de Faro
Morada Rua Poeta Isidoro Pires
Internet Sítio oficial

O Regimento de Infantaria N.º 1 (RI1) é uma unidade da Estrutura Base do Exército Português. Entre 2003 e 2006 o regimento teve como encargo operacional manter o Batalhão de Comandos. No início de 2006 os Comandos foram transferidos para a Escola Prática de Infantaria, passando o RI1 a ser um centro de instrução geral. Em Abril de 2008 foi transferido para Tavira.

História[editar | editar código-fonte]

A história do Regimento de Infantaria N.º 1 é longa e enobrecida por gloriosos feitos. A sua origem remonta a 1648, ao Terço da Junta do Comércio. Em 1762 era conhecido pela designação de 2º Regimento da Armada, sendo este desdobrado em dois regimentos, comandados pelo visconde de Mesquitela e pelo Coronel D. José de Portugal.

Por decreto de 10 de Maio de 1763 toma a designação de Regimento de Infantaria de Lippe, homenageando o Conde de Lippe pela forma meritória como este organizou o Exército Português. Em 1806 as Unidades passam a ser numeradas, cabendo ao Regimento de Lippe a denominação de Regimento de Infantaria N.º 1.

Em 22 de Dezembro de 1807 foi licenciado por ordem do General Junot, integrando o 1º Regimento de Infantaria da futura Legião Portuguesa, comandado pelo Coronel Joaquim de Saldanha e Albuquerque.

Em 30 de Setembro de 1808 foi mandado reunir em Lisboa, e em 14 de Outubro foi formalmente restabelecido.

Em 1890, por reconhecimento e apreço de Sua Majestade El-Rei D. Carlos, pela lealdade e serviços prestados por este Regimento e querendo dar a sua Esposa, Rainha D. Amélia, uma prova particular de estima, determina que o mesmo passe a designar-se por Regimento da Rainha.

Com a abolição da Monarquia em 1910, o Regimento volta a designar-se Regimento de Infantaria N.º 1, designação que manteve até 1974, passando a partir desta data a denominar-se Regimento de Infantaria de Queluz.

Em 1988, por Decreto-Lei de 22 de julho, volta a designar-se Regimento de Infantaria N.º 1.

Num passado bem recente, a Transformação do Exército determinou a extinção do Regimento de Infantaria N.º 2 em Abrantes, passando o Regimento de Infantaria N.º 1 a assumir a sua missão constituindo-se como Centro de Formação Geral Comum de Praças do Exército (CFGCPE), na dependência do Comando da Instrução e Doutrina (CID).

No decurso do corrente ano foi alterada a missão, organização e dispositivo do Regimento de Infantaria N.º 1.[1] O encargo da formação passa para a Escola Prática de Infantaria; a directiva determina ainda a cedência das instalações na serra da Carregueira ao Centro de Tropas Comando (CTC) e a transferência do RI1 para o PM – 07/T (Quartel da Atalaia, em Tavira), passando desde então para a dependência do Comando Operacional (Cmd Op).

Não obstante o curto espaço de tempo decorrido desde a alteração da missão e dispositivo da unidade o RI1 participou já no Exercício ORION 08, no apoio às comemorações do Dia do Exército e no Exercício Conjunto da série LUSÍADA.

Observação[editar | editar código-fonte]

O RI1 é também herdeiro das tradições militares do antigo Batalhão de Metralhadoras N.º 1, criado em 1926, a partir do 1.º Grupo de Metralhadoras, e extinto em 1960.

Denominações[editar | editar código-fonte]

O Regimento de Infantaria N.º 1 é uma das mais antigas e tradicionais unidades militares de Portugal, tendo estado, ao longo da sua história, sempre associado à guarnição da região de Lisboa.

Ao longo da sua história, o regimento teve as seguintes denominações:

  • 1663-1707 : Terço da Junta do Comércio (também conhecido por Terço da Bolsa);
  • 1707-1762 - Regimento da Junta do Comércio;
  • 1762-1806 - Regimento do Conde Reinante de Schaumburg-Lippe (ou simplesmente Regimento de Lippe);
  • 1806-1828 - Regimento de Infantaria N.º 1;
  • 1828-1834 - 1º Regimento de Infantaria de Lisboa;
  • 1834-1837 - Regimento de Infantaria N.º 1;
  • 1837-1842 - Batalhão de Infantaria N.º 17;
  • 1842-1890 - Regimento de Infantaria N.º 1;
  • 1890-1910 - Regimento N.º 1 de Infantaria da Rainha;
  • 1910-1974 - Regimento de Infantaria n.º 1;
  • 1974-1975 - Regimento de Infantaria Operacional de Queluz;
  • 1975-1988 - Regimento de Infantaria de Queluz;
  • Desde 1988 - Regimento de Infantaria N.º 1.

O brasão de Armas[editar | editar código-fonte]

  • O campo do escudo e a rosa são as armas do Conde de Lippe, Marechal-General do Exército Português, que reorganizou o Exército na segunda metade do século XVIII e em 1763 deu o seu nome ao Regimento.
  • Os esmaltes do chefe são os do Batalhão de Metralhadoras N.º 1 criado em 1926 cujas gloriosas tradições foram herdadas em 1960 pelo Regimento de Infantaria N.º 1. O alinhamento das fuselas alude à sequência do cartuchame nas fitas das metralhadoras.
  • O corvo, das armas da cidade de Lisboa, recorda a sua localização desde os tempos do Terço da Junta ou da Bolsa, organizado cerca de 1648.
  • O pentágono alude à forma característica dos edifícios e parada do Quartel do Conde de Lippe na Calçada da Ajuda, em Lisboa, onde durante mais de um século estiveram instalados os regimentos de Lippe e de Infantaria N.º 1 e cujo terreno foi oferecido pelo próprio Conde de Lippe.

Referências

  1. Directiva n.º 12/CEME/08