Regra da mão direita

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Descrição da aplicação da regra da mão direita.
Vetor associado a rotação.

Regra da mão direita é a regra e recurso mnemônico geralmente utilizada quando se necessita diferenciar e/ou estabelecer como padrão uma entre duas orientações espaciais possíveis em um sistema físico pertinente. Particularmente é útil para se estabelecer a orientações do vetor resultante em um produto vetorial.

Como exemplo de aplicação esta regra permite-nos facilmente obter o sentido da força magnética F resultante em um fio condutor de corrente elétrica I imerso em uma região onde há um campo magnético B: posicionando-se a mão direita de forma que o polegar desta aponte ao longo do condutor o sentido da corrente elétrica convencional que nele circula e de forma que os demais dedos apontem no sentido do campo magnético, a mão estará posicionada de forma que o movimento associado a um "tapa" dado com a mesma fornece a direção e o sentido da força magnética que atua no condutor. Conforme apresentado este recurso mnemônico é geralmente conhecido por regra do tapa. Há também uma vesão da mesma regra envolvendo-se apenas o dedão, o polegar e o indicador da mão direita (vide figura), contudo o resultado final em termos de orientação é o mesmo. Orientando-se o polegar no sentido da corrente (I) e o indicador no sentido do campo magnético (B) a orientação sugerida pelo dedão quando posto de forma perpendicular aos anteriores será o sentido do vetor força (F) resultante.

Posicionando-se o dedão da mão direito ao longo de um condutor de forma a orientá-lo com a corrente convencional que circula pelo mesmo também permite a obtenção do sentido de "giro" do campo magnético oriundo desta corrente, bastando para tal acompanhar a orientação dos dedos quando estas "abraçam" o fio (vide figura).

A regra da mão direita também aplica-se à definição dos polos geográficos em um astro ou objeto em rotação. Posicionando-se a mão direita de forma a habilitá-la a "segurar" o objeto em rotação com os dedos acompanhando o sentido de rotação do mesmo, o dedão irá apontar para o polo a ser nomeado polo norte. O outro será o sul.

É particularmente útil ao estabelecer-se o sistema de coordenadas tridimensional ortogonal padrão. Dados os eixos X e Y devidamente orientados e ortogonais, ao eixo z, perpendicular a ambos, é possível associar-se duas orientações diferentes, o que resulta em dois sistemas de coordenadas enantimorfos, por natureza distintos. Com o dedão da mão direita espalmada acompanhando a orientação do eixo X (vetor unitário i) e os demais dedos indicando a orientação do eixo Y (vetor unitário j), o tapa estabelece a orientação que o eixo z (o vetor unitário k) deve assumir para construir-se um sistema de coordenadas dextrogiro (produto vetorial k = i X j ). Orientar-se o eixo z em sentido contrário não é o padrão, e o sistema levogiro é muito raramente - e sempre acompanhado de várias restrições - utilizado.

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