O Rei Leão

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The Lion King
O Rei Leão (PT/BR)
Pôster original do filme.
 Estados Unidos
1994 • cor • 89 min 
Direção Roger Allers
Rob Minkoff
Produção Don Hahn
Roteiro Linda Woolverton
Elenco Matthew Broderick
James Earl Jones
Jeremy Irons
Nathan Lane
Moira Kelly
Rowan Atkinson
Whoopi Goldberg
Cheech Marin
Género Animação
Aventura
Drama
Épico
Idioma Inglês
Música Hans Zimmer (pontuação)
Elton John (música)
Tim Rice (letras)
Distribuição Walt Disney Pictures
Lançamento Estados Unidos 15 de Junho de 1994
Brasil 8 de Julho de 1994
Portugal 5 de Agosto de 1994
Orçamento US$ 45 milhões[1]
Receita US$ 987 483 777[1]
Cronologia
Último
Último
O Rei Leão 2: O Reino de Simba
Próximo
Próximo
Página no IMDb (em inglês)


O Rei Leão (em inglês: The Lion King) é o 32º filme animado de longa-metragem da Walt Disney Pictures, lançado em 1994. É a vigésima maior bilheteria da história, e a terceira animação com maior bilheteria de todos os tempos, perdendo apenas para Frozen - Uma Aventura Congelante e Toy Story 3.[2] [3]

Foi dirigido por Roger Allers e Rob Minkoff,com roteiro de Linda Woolverton e música de Elton John com letras de Tim Rice. O filme é inspirado na peça teatral Hamlet, de Shakespeare; no filme da Disney Bambi; nas histórias de José e Moisés, da Bíblia. O sucesso levou a uma adaptação teatral, na Broadway que está em cartaz desde 1997, e duas sequências, O Rei Leão 2: O Reino de Simba e O Rei Leão 3.

Enredo[editar | editar código-fonte]

O filme conta a história de Simba, um pequeno leãozinho que é filho de Mufasa, o Rei Leão, e da rainha Sarabi. O recém-nascido recebe a bênção do sábio mandril Rafiki mas, ao crescer, é envolvido nas artimanhas de seu tio Scar, o invejoso e maldoso irmão de Mufasa, que planeja livrar-se do sobrinho e assumir o trono. Quando Simba se vê injustamente acusado pela morte de Mufasa, sua única chance de salvar sua vida é se exilar das Terras do Reino. Ele encontra abrigo junto a outros dois excluídos da sociedade, um javali chamado Pumba e um suricate chamado Timão, que lhe ensinam a filosofia do "Hakuna Matata" (sem preocupações). Anos depois, ao ser descoberto por Nala, sua amiga de infância, Simba tem que decidir se deve assumir suas responsabilidades como rei ou seguir com seu estilo de vida despreocupado.

Personagens[editar | editar código-fonte]

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Mufasa: O rei, pai de Simba, irmão de Scar e parceiro de Sarabi. Um rei justo e bondoso para com sua família e seu povo, tentando manter a ordem e a paz no reino e conduzindo seu filho Simba no bom caminho, afim de que este um dia dê continuidade ao reino do pai. É irmão do sagaz e sádico Scar, o qual é um obstáculo em seu caminho, planejando tomar seu reino. Scar o faz, quando, através de uma armadilha, mata Mufasa e expulsa Simba do reino tornando-se rei em seu lugar.

Scar: Irmão de Mufasa. Invejoso, Scar lamenta o fato de seu irmão ser rei e ele não. Nutre ódio por seu sobrinho Simba(filho de Mufasa) por ter tomado seu lugar na ordem de sucessão ao trono. Scar faz aliança com as hienas do exílio afim de que estas o ajudem em sua cilada contra Mufasa e Simba, prometendo recompensá-las. Através de uma armadilha, Scar coloca a vida de Simba em perigo, cabendo a Mufasa salvar seu filhote, o que acaba prejudicando o rei leão. Mufasa livra Simba e consegue escapar, mas cai nas mãos de seu irmão, o qual o derruba de um penhasco, matando-o. Scar joga o peso da culpa sobre Simba e o força a fugir das terras do reino para bem distante, ordenando as hienas para o matarem. Após a morte de Mufasa e a fuga de Simba, Scar se torna o rei. Durante seu reino, Scar acaba deixando as terras sem água e comida, desertando boa parte do povo, porém sua tirania excede a tudo, permanecendo como rei até o retorno de Simba.

Simba: Filho de Mufasa e Sarabi. Um leão filhote muito esperto e astuto que rapidamente aprende as lições de seu pai, porém é certamente ingênuo às artimanhas de seu tio Scar. Simba sonha com o dia em que irá se tornar rei. Foge do reino forçadamente quando Scar o acusa de ter matado Mufasa, quando na verdade o próprio Scar o matou. Volta anos depois, já adulto, quando é procurado por Nala e retoma seu lugar no ciclo da vida. Seus melhores amigos são Pumba e Timão, dois malucos que Simba conhece no exílio, e que voltam com ele para as terras do reino afim de Simba destronar seu tio e tomar o reino para si.

Sarabi: Parceira de Mufasa e mãe de Simba.

Nala: É a melhor amiga de Simba quando os dois são filhotes. De acordo com Zazu, o pássaro mordomo, os dois são destinados a se casar no futuro, algo que Simba e Nala discordam, já que são muito crianças e acreditam ser somente amigos. Logo após uma festa em homenagem ao futuro reinado de Simba, ele e Nala decidem se aventurar no submundo(contra a vontade de Zazu e de Mufasa) onde encaram o perigo frente a frente com as hienas que os perseguem, até serem resgatados por Mufasa. Muitos anos depois, quando Simba, já adulto, está vivendo num paraíso muito além do exílio, com seus novos amigos Timão e Pumba, Nala o encontra e os dois se unem. É Nala quem tenta convencer Simba a voltar às terras do reino.

Zazu: Pássaro mordomo de Mufasa. Responsável por noticiar o rei de todos os acontecimentos no reino e todas as respolsabilidades. Encarregado de proteger Simba (e Nala, quando está junto deles), Zazu tenta ao máximo proteger o filhote leão dos mais variados perigos, impedindo que este visite as terras do exílio. Depois da morte de Mufasa e da ascensão de Scar ao trono, Zazu passa a ser seu escravo pessoal.

Pumba: Um facócero que ajuda Simba enquanto pequeno e melhor amigo de Timão. Seu lema era "Hakuna Matata". Ele e Timão encontram Simba perdido no deserto, e então o abrigam em seu lar e o ensinam o lema Hakuna Matata. Simba cresce sobre o cuidado e a amizade dos dois até ser encontrado por Nala e convencido a retornar ao seu reino. Quando Simba se convence, acaba levando consigo Timão e Pumba. Pumba é um javali largadão e bonachão, um tanto quanto espaçoso, mas muito divertido. Quando criança, sofria de solidão,. porque devido ao seu odor, ninguém queria ficar perto dele, o que se tornou um trauma de infância.

Timon (Timão no Brasil): Um suricate que junto a Pumba ajuda Simba enquanto criança. Melhor amigo de Pumba. O seu lema era "Hakuna Matata". Timão é aparentemente o cérebro da dupla, mais responsável que pumba, e um tanto quanto neurótico, porém uma companhia agradável e divertida.

Rafiki: O sábio mandril responsável pelo batismo de Simba e também por abrir os olhos de Simba em relação ao seu passado.

Shenzi, Banzai e Ed: Hienas, que tem como moradia o exílio do reino, numa região onde Mufasa ordenou que Simba nunca visitasse, para não se expor aos perigos do submundo. Estas três hienas, junto a várias outras (provavelmente um clã de hienas as quais pertencem), se unem a Scar, que as lidera num plano contra Mufasa e Simba e pela posse do reino, através de uma cilada para matar ambos. As hienas aceitam, sabendo que serão recompensadas por tal ajuda tendo cargos altos no reino de Scar. Banzai, Shenzi e Ed têm personalidade e estilos parecidos com punks arruaceiros e malandros. Aparentemente as três hienas são irmãos, sendo que Banzai é aparentemente o mais velho dos três, porém não é muito esperto. Shenzi, a fêmea do trio, é aparentemente o cérebro do trio (e portanto a líder dos três). Ed, o caçula, aparentemente não fala, apenas emite sons guturais, além de estar constantemente rindo e de língua de fora.

Sarafina: Mãe de Nala e a melhor amiga de Sarabi.

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Vozes dos personagens[editar | editar código-fonte]

Personagem Estados Unidos Dubladores Originais Brasil Dubladores Brasileiros Portugal Dobradores Portuguesa
Mufasa James Earl Jones Paulo Flores António Marques
Simba (criança) Jonathan Taylor Thomas
Jason Weaver (canções)
Patrick de Oliveira
Bruno Miguel (canções)
Tiago Caetano
Fábio Pascoal (canções)
Simba (adulto) Matthew Broderick
Joseph Williams (canções)
Garcia Junior Carlos Freixo
Telmo Miranda (canções)
Scar Jeremy Irons Jorgeh Ramos Rogério Samora
Timon Nathan Lane Pedro Lopes André Maia
Pumba Ernie Sabella Mauro Ramos José Raposo
Nala (criança) Niketa Calame
Laura Williams (canções)
Roberta Madruga
Paula Tribuzy (canções)
Sara Feio
Ana Guida (canções)
Nala (adulta) Moira Kelly
Sally Dworsky (canções)
Carla Pompílio
Roberta Madruga (canções)
Cláudia Cadima
Rafiki Robert Guillaume Pietro Mário Fernando Luís
Zazu Rowan Atkinson Pádua Moreira
Shenzi Whoopi Goldberg Carmen Sheila Cucha Carvalheiro
Ed Jim Cummings Voz original retida Voz original retida
Banzai Cheech Marin Hércules Fernando Adriano Luz
Sarabi Madge Sinclair Maria Helena Pader Manuela Santos
Sarafina Zoe Leader Marly Ribeiro Desconhecido

Produção[editar | editar código-fonte]

A imagem promocional dos personagens do filme. Da esquerda para direita: Shenzi, Scar, Ed, Banzai, Rafiki, Simba, Mufasa, Nala, Sarabi, Zazu, Sarafina, Timão e Pumba

A idéia para O Rei Leão foi concebida no final de 1988, durante uma conversa entre Jeffrey Katzenberg, Roy E. Disney e Peter Schneider em um avião para a Europa para promover Oliver e sua Turma. Durante a conversa, o tema de uma história ambientada na África surgiu, e Katzenberg imediatamente aproveitou a ideia. A ideia foi então desenvolvida pelo Charlie Fink, vice-presidente das Relações Criativas da Walt Disney Animation Studios[4] . Katzenberg decidiu acrescentar elementos que envolvessem a chegada da maturidade e da morte, e idéias de experiências de vida pessoais, como algumas de sua experiência na política, dizendo sobre o filme: "É um pouco sobre mim mesmo"[5] . Em novembro do mesmo ano, Thomas Disch (autor de A Torradeira Valente) escreveu um argumento intitulado King of the Kalahari,[6] e, posteriormente, Linda Woolverton passou anos escrevendo o rascunho do roteiro, que foi intitulado Rei dos Animais e, em seguida, O Rei da Selva. A versão original do filme era muito diferente do filme final. A trama foi centrada em uma batalha entre leões e macacos com Scar sendo o líder dos babuínos, Rafiki sendo uma chita, e Timão e Pumba sendo amigos de infância de Simba. [7] Simba também não deixa o reino, mas tornar-se um "personagem horrível desleixado, preguiçoso" devido a manipulações de Scar, então Simba seria derrubado depois de atingir a maioridade. Em 1990, o produtor Thomas Schumacher, que tinha acabado de completar Bernado e Bianca 2, decidiu unir-se ao projeto, "porque os leões são legais". Schumacher comparou o roteiro de O Rei da Selva "a um animado especial do National Geographic". [8]

O diretor George Scribner de Oliver e sua Turma, foi o diretor inicial do filme, [9] sendo mais tarde acompanhado por Roger Allers, que era o principal revisor da história de A Bela e a Fera em outubro de 1991. Allers trouxe com ele Brenda Chapman, que se tornaria a chefe de história. Mais tarde, vários dos membros da equipe principal, incluindo Allers, Scribner, Hahn, Chapman, e o desenhista de produção Chris Sanders, fez uma viagem para Parque Nacional, no Quênia, a fim de estudar e ganhar uma apreciação do ambiente para o filme. [10] Depois de seis meses de trabalho de desenvolvimento história, Scribner decidiu deixar o projeto, como ele colidiu com Allers e os produtores sobre a sua decisão de transformar o filme em um musical, sendo a intenção de Scribner de fazer um filme documentário mais focado em aspectos naturais[11] . Rob Minkoff substituiu Scribner, e o produtor Don Hahn se juntou à produção, com Schumacher tornou-se apenas um produtor executivo, devido à Disney promovê-lo a vice-presidente de Desenvolvimento para a Animation Studios. Hahn encontrou o roteiro sem foco e sem um tema claro, e depois de estabelecer o tema principal como "deixando a infância e enfrentar as realidades do mundo", pediu um reescrita final. Allers, Minkoff, Chapman e Hahn então reescreveu a história através de duas semanas de reuniões com diretores Kirk Wise e Gary Trousdale, que tinha acabado A Bela e a Fera.[12] O roteiro também teve seu título alterado de Rei da Selva para o O Rei Leão, que a definição não foi a selva, mas um cerrado. [13]

O Rei Leão foi o primeiro longa-metragem de animação da Disney para ser uma história original, em vez de ser baseado em um trabalho já existente. Os cineastas disseram que a história de O Rei Leão foi inspirado pelas José e Moisés da Bíblia e Hamlet de Shakespeare[14] . Durante o verão de 1992, foi adicionado á equipe o roteirista Irene Mecchi, com um segunda roteirista, Jonathan Roberts, juntando-se poucos meses depois. Mecchi e Roberts assumiu o comando do processo de revisão, corrigindo problemas emocionais não resolvidos no script e adicionando cenas para Pumba, Timão e as hienas. O letrista Tim Rice trabalhou em estreita colaboração com a equipe de roteiristas, voando para a Califórnia, pelo menos uma vez por mês, como suas canções se necessário trabalhar na continuidade da narrativa. As letras de Rice - que foram retrabalhadas até ao final da produção - foram ainda precisas aos storyboards durante o desenvolvimento.[12] Reescritas eram frequentes, como animador Andreas Deja que tinha completado uma série de cenas que foram precisam ser refeitas devido a mudanças de diálogo. [15]

Elenco[editar | editar código-fonte]

A escolha dos dubladores foram feitas se baseando se eles se encaixavam e poderia acrescentar algo aos personagens. Por exemplo, James Earl Jones foi escolhido porque os diretores acharam sua voz "potente" e semelhante ao rugido de um leão.[16] Jones comentou que durante os anos de produção, Mufasa "tornou-se mais e mais um pai em vez de um grande rei".[17] Nathan Lane fez o teste para Zazu, e Ernie Sabella, para uma das hienas. Após a reunião no estúdio de gravação, os atores, que na época ambos co-estrelaram em Guys and Dolls, foram convidados para gravar juntos como hienas. Os diretores riram de seu desempenho e decidiu lançá-los como Timão e Pumba.[16] Para as hienas, a intenção inicial era reunir Cheech & Chong, mas enquanto Cheech Marin aceitou jogar Banzai, Tommy Chong estava indisponível. Assim, seu papel foi transformado em uma hiena fêmea, Shenzi, que foi dublada por Whoopi Goldberg.[7] Matthew Broderick foi escalado como Simba adulto desde cedo durante a produção. Jeremy Irons tinha no início recusado o papel devido a não se sentir confortável apos o desempenho dramático como Claus von Bülow em O Reverso da Fortuna para um papel cômico. Mas uma vez que ele entrou, o desempenho de Irons inspirou os roteiristas incorporar mais de sua atuação como von Bülow - mesmo adicionando uma das linhas do personagem, "Você não tem ideia" - e o animador Andreas Deja assistiu O Reverso da Fortuna para pegar traços e tiques faciais de Irons". [17]

Animação[editar | editar código-fonte]

Cquote1.svg O Rei Leão foi considerado um pequeno filme porque estávamos indo para assumir alguns riscos. O campo para a história era um filhote de leão acusado de assassinato por seu tio com o fundo definido pela música de Elton John. As pessoas diziam, 'O quê? Boa sorte com isso!'. Mas por alguma razão, as pessoas que acabaram entrando no filme foram muito apaixonada por ele e cativado. Cquote2.svg
Don Hahn.[18]

O desenvolvimento de O Rei Leão começou simultaneamente com Pocahontas, por isso, a maioria dos animadores da Disney decidiu trabalhar nele ao invés de no Rei Leão, acreditando que seria o mais prestigiado e bem-sucedido dos dois. Os artistas de história também não tinha muita fé no projeto, com Brenda Chapman declarando que ela estava relutante em aceitar o trabalho, porque "a história não foi muito boa", e o escritor Burny Mattinson dizendo ao colega de trabalho Joe Ranft, sobre o filme que "eu não sei quem vai querer assistir a isso." A maioria dos principais animadores ou foram fazendo o seu primeiro grande trabalho de supervisão de um personagem, ou tinha muito interesse em animar um animal[19] . Treze desses supervisores de animação, ambos na Califórnia e na Flórida, foram responsáveis ​​por estabelecer as personalidades e ajustar o tom para os personagens principais do filme. A animação principal dos personagens inclui Mark Henn animando o Simba filhote, Ruben A. Aquino animando Simba adulto, Andreas Deja animando Scar, Aaron Blaise animando Nala filhote, Anthony DeRosa animando Nala adulta, e Tony Fucile animando Mufasa[20] . Quase 20 minutos do filme, incluindo a sequência "O que eu quero mais é ser Rei", foram animadas no Disney-MGM Studios por facilidade. Em última análise, mais de 600 artistas, animadores e técnicos contribuíram para O Rei Leão ao longo de sua produção.[20] Semanas antes de o filme ser lançado, a produção foi afetada pelo terremoto de Northridge em 1994, que desligou o estúdio e foi necessário os animadores terminarem o seu trabalho de casa. [21]

Os animadores de personagens estudaram animais da vida real para referência, como foi feito para Bambi em 1942. Jim Fowler, renomado especialista em vida selvagem, visitou os estúdios em várias ocasiões com uma variedade de leões e outros habitantes da savana para discutir o comportamento e ajudar os animadores dar aos seus desenhos uma sensação de autenticidade.[14] As Terras dos Reinos são modeladas sobre o parque nacional queniano visitado pela equipe. Distâncias focais variadas e lentes foram empregadas para diferir do retrato habitual da África em documentários - que empregam lentes teleobjetivas para fotografar a vida selvagem à distância. A sensação épica se inspirou nos estudos do artista Hans Bacher e as obras de pintores como Charles Marion Russell, Frederic Remington e Maxfield Parrish[22] . Uma vez que os personagens não são seres antropomórficos, todos os animadores tiveram de aprender a desenhar animais de quatro patas, e o desenvolvimento da história e personagem foi feito através do uso de cenas mais longas dos personagens. [21]

O uso de computadores ajudou os cineastas apresentarem sua visão de novas maneiras. O uso mais notável de animação por computador está na seqüência "debandada de gnus". Vários personagens gnus distintos foram criados em um programa de computador 3D, multiplicando-se em centenas, e em cel sombreadas para se parecer com animação desenhada, e dado caminhos aleatórios abaixo de uma montanha para simular o movimento real, imprevisível de um rebanho[23] . Cinco animadores com formação específica e técnicos passaram mais de dois anos criando a sequência da debandada. Outros usos de animação por computador foram feitas por meio de CAPS, que ajudou a simular movimentos de câmera, tais como rastreamento de tiros, que foi empregado na coloração, iluminação e efeitos de partículas. [7]

Trilha Sonora[editar | editar código-fonte]

Letrista Tim Rice, que estava trabalhando com o compositor Alan Menken em músicas para Aladdin, foi convidado a escrever as músicas, e aceitou com a condição de encontrar um parceiro de composição. Como Menken não estava disponível, os produtores aceitaram a sugestão de Rice, que foi Elton John, após o convite de Rice aos integrantes do ABBA não deu certo porque Benny Andersson estava ocupado com o musical Kristina från Duvemåla. John manifestou interesse em escrever "canções ultra-pop que as crianças e pais gostariam, então os adultos podem ir e ver os filmes e obter tambem prazer deles", mencionando uma possível influência de Mogli- O Menino Lobo, onde sentia que "a música era tão engraçada e apelava para crianças e adultos". [24]

John e Rice escreveu cinco canções originais para o filme ("Circle of Life","I just can't wait to be king"," Be Prepared "," Hakuna Matata " e "Can't you feel the love tonight") com o o desempenho do cantor em Can You Feel the Love Tonight nos créditos finais.

Os lançamento em IMAX e DVD acrescentou outra canção, "The Morning Report", que foi baseado em uma canção descartada durante o desenvolvimento e que eventualmente foi destaque na versão musical de O ReiLeão[25] . A pontuação do filme foi composta por Hans Zimmer, que foi contratado com base em seu trabalho em dois filmes em cenários africanos, O Poder de um Jovem e A World Apart, e completou a pontuação com música e coro com elementos tradicionais africanos organizados por Lebo M. Os parceiros de Zimmer, Mark Mancina e Jay Rifkin ajudou com arranjos e produção musical.

A trilha sonora original do filme foi lançado pela Walt Disney Records em 13 de julho de 1994, e foi o quarto álbum mais vendido do ano no Billboard 200 e a trilha sonora mais vendida[26] . É a única trilha sonora um filme de animação a ser certificada Diamante (10 × platina) pela Recording Industry Association of America[27] . A trilha instrumental completa de Zimmer para o filme nunca foi originalmente dado uma versão completa pela Disney, até a data comemorativa do lançamento da trilha sonora em 2014. O Rei Leão também inspirou o álbum de 1995 Rhythm of Pride Lands, com oito canções de Zimmer, Mancina e Lebo M.

Canções[editar | editar código-fonte]

  1. Circle of Life (Ciclo da vida) - Carmen Twillie, Lebo M. e Mbongheni Ngema
  2. I Just Can't Wait to be King (O que eu quero mais é ser rei) - Simba (Jason Weaver), Zazu (Rowan Atkinson) e Nala (Laura Williams)
  3. Be Prepared (Se preparem) - Scar (Jeremy Irons), Banzai (Cheech Marin) e Shenzi (Whoopi Goldberg)
  4. Hakuna Matata - Timão (Nathan Lane), Pumba (Ernie Sabella) e Simba (Jason Weaver, criança; Joseph Williams, adulto)
  5. Can You Feel The Love Tonight? (Esta noite o amor chegou) - Simba (Joseph Williams), Nala (Sally Dworsky), Timão (Nathan Lane), Pumba (Ernie Sabella) e Kristle Edwards; Elton John canta uma versão pop nos créditos
  6. The Morning Report (Relatório Matinal) - Zazu (Jeff Bennett), Mufasa (James Earl Jones) e Evan Saucedo; não aparece no filme original, mas foi incluída na versão de IMAX e no DVD

Lançamento[editar | editar código-fonte]

O primeiro trailer de O Rei Leão a Disney optou por, pela primeira vez apresentar uma única cena, a seqüência de abertura inteira da música "Circle of Life". O então presidente de distribuição da Buena Vista Pictures, Dick Cook, disse que a decisão de exibir a cena como trailer foi tomada porque, "todos nós fomos tomados pela beleza e majestade desta cena, que nos sentimos como tivesse sido um dos melhores quatro minutos de filme que nós tinhamos visto", e Don Hahn acrescentou que "Circle of Life" funcionou como um trailer, uma vez que "saiu tão forte, e tão bom, e terminou de maneira explosiva". O trailer foi lançado em Novembro de 1993, acompanhando de Os Três Mosqueteiros nos cinemas, já que apenas um terço de O Rei Leão tinha sido concluída.[28] A reação do público foi de entusiasmo, causando Hahn ter algumas preocupações iniciais quanto ele ficou com medo de o filme não corresponder as expectativas criadas pelo trailer.[28] Antes do lançamento do filme, a Disney fez 11 sessões de teste. [29]

Após a liberação, O Rei Leão foi acompanhado por uma extensa campanha de marketing que incluiu anúncios com Burger King, Mattel, Kodak, Nestlé e mercadorias diversas,[29] ao todo,186 produtos licenciados.[30] [31] Em 1994, a Disney ganhou aproximadamente $1 bilhão com produtos baseados no filme,[32] com $ 214 milhões em brinquedos de O Rei Leão apenas durante o Natal de 1994. [33]

Home Media[editar | editar código-fonte]

O Rei Leão foi lançado em VHS e em laserdisc nos Estados Unidos em 3 de março de 1995, sob a série de vídeos da Disney "Masterpiece Collection". Além disso, edições de luxo de ambos os formatos foram liberados. O VHS Deluxe Edition inclui o filme, uma litografia exclusiva de Rafiki e Simba (em algumas edições), uma epígrafe comemorativa de "Circle of Life", seis litografias das artes conceituais, outra fita com meia hora de The Making of The Lion King e um certificado de autenticidade. A laserdisc Deluxe Edition também continha o filme, seis litografias de artes conceituais e The Making of The Lion King, e acrescentou storyboards, arte design dos personagens e comentários de conselheiros que a edição de VHS não têm, em um total de quatro discos de dupla face. A fita VHS rapidamente se tornou o vídeo mais vendido de todos os tempos: 4,5 milhões de fitas foram vendidos no primeiro dia [34] e, finalmente, as vendas totalizaram mais de 30 milhões [35] antes destas versões do vídeo caseiro entrou em moratória em 1997.  

Em 7 de outubro de 2003, o filme foi re-lançado em VHS e lançado em DVD pela primeira vez, com o título The Lion King: Platinum Edition, como parte da linha Platinum Edition da Disney de DVDs dos clássicos animados. O lançamento do DVD contou com duas versões do filme no primeiro disco, uma versão remasterizada criada para o lançamento em IMAX de 2002 e uma versão editada da versão IMAX que apresenta a versão original de 1994.[36] Um segundo disco, com bônus , também foi incluído no lançamento em DVD. A trilha sonora do filme foi fornecido tanto na sua faixa original Dolby 5.1 e em uma nova e aprimorada versão em Home Theater Mix, tornando este um dos primeiros DVDs da Disney equipados dessa maneira.[37] Por meio de ramificação perfeita, o filme poderia ser visto com ou sem uma cena recém-criada, uma breve conversa no filme substituída por uma música completa ("The Morning Report"). O set de colecionador especial também foi lançado, contendo o conjunto de DVD, cinco exclusivos retratos dos personagens litografados (novos desenhos criados e assinados pelos animadores dos personagens originais), e um livro introdutório intitulado A Journey.[38] A alterações da Edição Platinum de destaque foram feitas para relançamento do filme em IMAX, incluindo crocodilos re-elaborados na sequência "I Just Can not Wait to Be king", bem como outras alterações.[36] Mais de dois milhões de unidades da edição Platinum em DVD e VHS foram vendidos no primeiro dia de lançamento.[39] Um DVD box set dos três de o Rei Leão (em dois formatos de disco da Edição Especial) foi lançado em 6 de dezembro de 2004. Em janeiro de 2005, o filme , juntamente com as sequelas, voltou para moratória.[40]

Walt Disney Studios Home Entertainment lançou a Edição Diamante de O Rei Leão em 4 de outubro de 2011.[41] Isto marca o momento em que o filme foi lançado em alta definição em Blu-ray e Blu-ray 3D. A versão inicial foi lançada em três pacotes diferentes: uma versão de dois discos com Blu-ray e DVD; uma versão de quatro discos com Blu-ray, DVD, Blu-ray 3D e cópia digital; e um conjunto de caixa de oito discos que inclui também as sequelas, O Rei Leão 2 e O Rei Leão 3.[42] A versão em DVD único também foi lançada em 15 de novembro de 2011.[42] A Edição Diamante liderou as paradas em Blu-ray com mais de 1,5 milhões de cópias vendidas.[43] [44] O filme vendeu 3.830.000 unidades Blu-ray no total, levando a uma renda de $ 101.140.000.[43]

Recepção[editar | editar código-fonte]

O Rei Leão tornou-se um dos maiores sucessos da Disney, com 312 milhões de dólares somente nos Estados Unidos e US$783,841,776 milhões ao redor do mundo.[3] Foi a animação de maior bilheteria até Procurando Nemo em 2003. No Brasil, fez mais de 500 mil pagantes na estréia[45] e 4.2 milhões no total.[46]

No total, O Rei Leão arrecadou $ 422.783.777 na América do Norte e 564,7 milhões dólares em outros territórios para um total mundial de $ 987.483.777.[2] É o 20º filme de maior bilheteria, e a terceira maior bilheteria de um filme de animação em todos os tempos, e o segundo filme da Walt Disney Animation Studios (atrás de Frozen) de maior bilheteria.[47] O filme também foi a maior bilheteria do ano de 1994 em todo o mundo.[2] Após a sua execução inicial, tendo ganho $ 783,841,776 milhões, ele se classificou como a segunda maior bilheteria de todos os tempos no mundo, atrás de Jurassic Park.[3] Durante o seu relançamento em 3D, O Rei Leão superou todos os filmes de animação, menos Toy Story 3, ficando na posição de maior bilheteria de uma animação em todo o mundo - depois rebaixado para terceiro por Frozen - e a maior bilheteria de uma animação desenhada à mão.[48]

Re-lançamento em 3D[editar | editar código-fonte]

Após 17 anos, o clássico voltou às telas do cinema para um relançamento em 3D em setembro de 2011. O filme em 3D liderou as bilheterias norte-americanas e canadenses por duas semanas seguidas. Arrecadou cerca de 22,1 milhões de dólares em três dias nas bilheterias dos EUA e do Canadá.[2] No Brasil o filme foi visto por 303.582 espectadores.[3]

Recepção da Crítica[editar | editar código-fonte]

O Rei Leão foi recebido com aclamação pela crítica. No Rotten Tomatoes, o filme tem uma classificação de 90%, com base em 110 avaliações, com uma classificação média de 8.2 / 10. O consenso dos crítico no site diz: "Emocionalmente forte, ricamente desenhado e bem animado, O Rei Leão está em um posto alto no panteão dos filmes clássicos da Disney." [49] No Metacritic, o filme tem uma pontuação de 83 em 100, com base em 14 críticos, indicando "aclamação universal". [50]

Roger Ebert deu-lhe 3.5 de 4 estrelas e o chamou de "um filme de animação soberbamente desenhado" e, em sua crítica, escreveu: "A saga de Simba, que em suas origens profundamente enterradas deve algo a tragédia grega e certamente a Hamlet, é uma experiência de aprendizagem, bem como um entretenimento."[51] No programa de televisão Siskel & Ebert, o filme foi elogiado, mas recebeu uma reação mista em relação aos filmes anteriores da Disney. Ebert e seu parceiro Gene tanto deu ao filme elogios, mas Siskel disse que não era tão bom quanto os filmes anteriores, como A Bela e a Fera e era "um bom filme, mas não grande".[52] Hal Hinson do The Washington Post chamou-lhe "impressionante, uma conquista quase assustadora" e sentiu que o filme era "espetacular de uma maneira que está quase se tornado comum com animações da Disney", mas foi menos entusiasmado para o fim de sua crítica dizendo: "Shakespeare no tom, épico, parece mais adequado para adultos do que para crianças, para dizer a verdade, mesmo para os adultos é francamente estranho." [53]

Owen Gleiberman do Entertainment Weekly elogiou o filme, escrevendo que ele "tem a ressonância para ficar não apenas como um desenho animado fantástico, mas como um filme emocionalmente pungente".[54] Peter Travers, crítico de cinema da Rolling Stone, elogiou o filme e sentiu que era "uma mistura extremamente divertida de música, diversão e emoção de arregalar os olhos, não faltando coração".[55] James Berardinelli do ReelViews elogiou dizendo, "a cada nova animação, a Disney parece estar a expandir os seus horizontes um pouco mais, O Rei Leão é o mais maduro (em mais de um sentido) desses filmes, e claramente tem sido um esforço consciente para agradar tanto adultos quanto crianças. Felizmente, para aqueles de nós que geralmente ficam longe de "desenhos animados", eles conseguiram." [56]

Alguns críticos ainda teve problemas com a narrativa do filme. O pessoal da TV Guide escreveu que, enquanto O Rei Leão era tecnicamente eficiente e divertido, "oferece canções menos memoráveis do que os sucessos anteriores, e, uma resolução dramática insatisfatória e precipitada."[57] Terrence Rafferty do The New Yorker, considerou que apesar da boa animação, a história sentiasse como "manipulando nossas respostas à vontade", como "Entre traumas, o filme serve-se calmamente de números músicas banais e tolos, com comédia indisciplinada". [58]

Prêmios e Indicações[editar | editar código-fonte]

Oscar 1995
Ano Categoria Notas Resultado
1995 Melhor Trilha Sonora Hans Zimmer Venceu
Melhor Canção Original Can You Feel that Love Tonight Venceu
Circle of Life Indicado
Hakuna Matata Indicado
Globo de Ouro 1995
Ano Categoria Notas Resultado
1995 Melhor Filme (Comédia/Musical) O Rei Leão Venceu
Melhor Trilha Sonora Hans Zimmer Venceu
Melhor Canção Original Can You Feel that Love Tonight Venceu
Hakuna Matata Indicado
BAFTA 1995[59]
Ano Categoria Notas Resultado
1995 Melhor Trilha Sonora Hans Zimmer Indicado
Melhor Som David Hudson, Mel Meltcafe e Terry Potter Indicado
Saturn Awards 1995
Ano Categoria Notas Resultado
1995 Melhor Filme de Fantasia Don Hann Indicado
Melhor Perfomance por um Ator Juvenil Jonathan Taylor Thomas Indicado
Grammy Awards 1994 [60]
Ano Categoria Notas Resultado
1994 Melhor Performance Pop Masculina Can You Feel The Love Tonight, por Elton John Venceu
Annie Awards 1994 [61]
Ano Categoria Notas Resultado
1994 Melhor Animação Walt Disney Pictures Venceu
Melhor Voz Atuação Jeremy Irons Venceu
Melhor Contribuição Individual para História Brenda Chapman Venceu
BMI Film & TV Awards 1995 [62]
Ano Categoria Notas Resultado
1995 Melhor Música Hans Zimmer Venceu
Melhor Performance de uma Canção Can You Feel the Love Tonight Venceu
MTV Movie Awards 1995 [63]
Ano Categoria Notas Resultado
1995 Melhor Vilão Jeremy Irons (Scar) Indicado
Melhor Canção Can You Feel The Love Tonight Indicado
Kids Choice Awards 1995 [64]
Ano Categoria Notas Resultado
1995 Filme Favorito Walt Disney Pictures Venceu


Em 2008, O Rei Leão foi classificado como o 319º melhor filme já feito pela revista Empire,[65] e em junho de 2011, a Time o nomeou um dos "25 Melhores Filmes de Animação de Todos os Tempos".[66] Em junho de 2008, o American Film Institute listou o Rei Leão como o quarto melhor filme no gênero animação em sua lista AFI Top 10,[67] tendo anteriormente colocado "Hakuna Matata", como sua 99º melhor canção do cinema americano, em sua lista, AFI's 100 Years... 100 Songs (100 Anos... 100 Canções). [68]

Controversa[editar | editar código-fonte]

Imagem de O Rei Leão, mostrando a suposta palavra sex formada a partir de poeira. Esta imagem só aparece na versão original de 1995 do filme de animação.

Certos elementos do filme foram consideradas tndo uma semelhança com um famoso show de televisão japonês dos dos anos 60, Jungle Taitei (Kimba, o Leão Branco), com personagens que tem análogos, e várias cenas individuais sendo quase idênticas em composição e ângulo da câmera. Matthew Broderick acreditava inicialmente que ele era, de fato, trabalhando em um remake de Kimba, uma vez que ele estava familiarizado com o japonês original.[69] A posição oficial da Disney é que as semelhanças são mera coincidência.[70] Yoshihiro Shimizu, da Tezuka Productions, que criou Kimba o Leão Branco, refutou os rumores de que o estúdio foi pago suborno pela Disney, mas explica que eles rejeitaram impulsos da indústria para processar porque, "nós somos uma empresa pequena, fraca. não valeria a pena mesmo assim ... que os advogados da Disney estão entre os vinte melhores do mundo!". [71]

Protestos foram levantados contra uma cena em que supostamente aparece a palavra "sex" (sexo) na poeira voando no céu, quando Simba abaixa as patas,[72] que o ativista conservador Donald Wildmon afirmou ser uma mensagem subliminar com a intenção de promover a promiscuidade sexual. Animadores do filme afirmaram que as letras significam "SFX" (uma abreviatura comum para "efeitos especiais"), e foi concebido como uma "assinatura" inocente criada pela equipe de efeitos visuais da animação. [73]

Biólogos protestaram contra retrato da Hiena no filme: um pesquisador de hiena processou os estúdios Disney por difamação de caráter, [74] e um outro que tinha organizado a visita dos animadores para a Universidade da Califórnia para uma Pesquisa Comportamental, onde os animadores observou e fizeram esboços de hienas cativas,[75] boicotou O Rei Leão por não ajudar a preservar as hienas em estado selvagem.[76] As hienas também foram interpretados como representado uma alegoria anti-imigrante, onde as hienas seria os latinos e negros. [77] [78] [79] [80]

Legado[editar | editar código-fonte]

Sequelas e spin-offs[editar | editar código-fonte]

Os primeiros projetos de animação relacionadas com o Rei Leão envolveu os personagens de Timão e Pumba. Em primeiro lugar a dupla estrelou o "Stand By Me" curta de animação, com Timão cantando a música de mesmo nome, que foi lançado em 1995, que acompanhou o filme Tom and Huck. Em seguida, a dupla recebeu o seu próprio show animado, O Rei Leão Timão e Pumba, que correu por três temporadas e 85 episódios entre 1995 e 1999. Ernie Sabella continuou como a voz Pumba, enquanto Timão foi dublado por Quinton Flynn e Kevin Schon, além de Nathan Lane. [81]

Disney lançou dois filmes direto para vídeo relacionados com O Rei Leão. O primeiro foi a sequela O Rei Leão 2: O Reino de Simba, lançado em 1998, em VHS. O filme é centrado em torno da filha de Simba e Nala, Kiara, que se apaixona por Kovu, um leão macho que foi criado por seguidores de Scar exilados.[82] Em 2004 houve o lançamento de outro filme do Rei Leão em DVD, O Rei Leão 3 - Hakuna Matata. É uma prequela que mostra como Timão e Pumba se conheceram, e também um paralelo com o filme original, recontando os eventos dele. [83]

Em junho de 2014, foi anunciado que uma nova série de TV baseada no filme será lançada, chamada The Guard Lion e contará com Kion, filho de Simba. O show será transmitido no Disney Junior pela primeira vez como um filme de televisão em novembro 2015, antes dos episódios serem transmitido em janeiro de 2016. [84]

Vídeo games[editar | editar código-fonte]

Junto com o lançamento do filme, três jogos diferentes com base em O Rei Leão foram liberados pela Virgin Interactive em Dezembro de 1994. O título principal foi desenvolvido pela Westwood Studios, e publicado para computadores e consoles SNES e Sega Mega Drive/Genesis. Darks Technologies criou a versão Game Boy, enquanto a Syrox Developments fez a versão Master System e Game Gear.[85] O filme e a sequela, O Reino de Simba, mais tarde inspirou um outro jogo original da Torus Games, The Lion King: Simba's Mighty Adventure (2000) para o Game Boy Color e PlayStation.[86] Timão e Pumba também apareceu em Timon & Pumbaa's Jungle Games, para Super NES e computador lançado em 1995. [87]

A Square Enix apresenta na série Kingdom Hearts, Simba como uma invocação recorrente,[88] bem como um jogável mundo de Rei Leão, As Terras do Reino, em Kingdom Hearts II. A trama é vagamente relacionada com o filme original, com todos os personagens principais, exceto Zazu e Sarabi.[89] O Rei Leão também fornece um dos mundos apresentados no Disney Universe,[90] e Simba foi destaque no título da Nintendo DS, Disney Friends (2008). [91]

Adaptação ao Teatro[editar | editar código-fonte]

Anúncios para a adaptação musical de O Rei Leão em Minskoff Theatre.

Walt Disney Theatrical produziu uma adaptação para o teatro musical de mesmo nome, que estreou em Minneapolis, Minnesota em julho de 1997, e mais tarde estreou na Broadway em outubro de 1997, no Teatro New Amsterdam. O musical foi dirigido por Julie Taymor e contou com músicas de tanto o filme e do Rhythm of the Pride Lands, juntamente com três novas composições de Elton John e Tim Rice. Mark Mancina fez os arranjos musicais e novas trilhas orquestrais.[92] O musical tornou-se um dos mais bem sucedidos na história da Broadway, vencedor de seis prêmios Tony, incluindo Melhor Musical, e apesar de se mudar para o Teatro Minskoff em 2006, ainda está em execução em Nova York, tornando-se o quarto show mais tempos em cartaz na história da Broadway. Sucesso financeiro do show levou a adaptações em todo o mundo. [93]

O Rei Leão inspirou duas atrações que recontam a história do filme nos Walt Disney Parks and Resorts. O primeiro, "The Legend of the Lion King", contou com uma recriação do filme através de marionetes de tamanho real de seus personagens, e correu entre 1994-2002 no Magic Kingdom, em Walt Disney World.[94] Outro que ainda está em execução é o live-action musical de 30 minutos do filme, "Festival of the Lion King", que incorpora os números musicais com ginásticas de atores ao vivo, junto com bonecos animatrônicos de Simba e Pumba e um ator fantasiado como Timão. A atração abriu em Abril de 1998 no Animal Kingdom do Disney World,[95] e em setembro de 2005 no Adventureland em Hong Kong Disneyland.[96] Uma versão similar com o nome de "The Legend of the Lion King" foi destaque na Disneyland Paris, de 2004 a 2009. [97] [98]

Precedido por
Aladdin
Lista de filmes da Disney
1990
Sucedido por
Pocahontas

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Referências

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Ver também[editar | editar código-fonte]