Reino Suevo

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Regnum Suevorum
Reino Suevo

Soberano

Vexilloid of the Roman Empire.svg
410 – 585 Blank.png

Bandeira de Reino dos Suevos

Bandeira

Localização de Reino dos Suevos
Continente Europa
Região Europa meridional
Capital Braga
Governo Monarquia
Rei
 • 410-441 Hermerico
 • 585 Alamarico
História
 • 410 Invasão da tribo sueva
 • 585 Conquista Visigoda
Reino Suevo (séculos V-VI)
Em verde: limites do reino suevo
vermelho:áreas com mudança de domínio
amarelo:limites com províncias romanas.
Península Ibérica em 455. Extensão máxima do Reino Suevo.

O Reino Suevo configura-se como a mais antiga estrutura política das actuais regiões da Galiza e (norte e centro de) Portugal depois da queda do domínio romano. Foi o primeiro reino que se separou do Império Romano e cunhou moeda. Os Suevos, Suábios ou Alamanos, eram um povo germânico que teria entrado no noroeste da Península Ibérica em 409 numa vaga migratória ou guerreira mas com pouca população. Rapidamente tomaram o controlo do território, mas devido ao seu número reduzido não modificaram grandemente a estrutura nem a cultura em que se assentaram. As Crónicas de Idácio são uma das fontes que mais dados nos dão sobre a estada deste povo no noroeste peninsular e possui grande valor por tratar-se duma fonte contemporânea aos acontecimentos relatados.

História[editar | editar código-fonte]

Os Suevos, procedentes da Suábia, no centro da Europa, concentraram-se à sua chegada à Península Ibérica nas dioceses de Braga, Porto e Tui, a região mais desenvolvida e povoada da Galécia romana, na zona de influência da capital Braga. Nomearam como Rei Hermerico (409-438), que assinou um foedus com Roma em 410 ou 411 pelo qual os suevos estabeleceram o seu reino na província romana de Galécia e aceitaram o Imperador de Roma como o seu superior. Depois da morte de Hermerico reinou Réquila (438-448) que empreendeu uma política expansiva que fez com que os Suevos se consolidassem no norte da Lusitânia. Sucedeu-lhe Requiário (448-456), que adoptou o Catolicismo em 449. Em 456 teve lugar a batalha de Órbigo, que opôs Visigodos e Suevos, com a derrota destes últimos, o que teve como consequência o assassinato de Requiário e o saque de Braga pelos Visigodos.

São Martinho de Dume, numa miniatura do Códice Albeldensis, c. 976. À esquerda, junto da cabeça pode ler-se Martinus episcopus bracarensis.

Depois da derrota frente aos Visigodos, o Reino Suevo dividiu-se e governaram-no simultaneamente Frantano e Agiulfo. Os dois fizeram-no desde 456 até 457, ano no qual Maldras (457-459) reunificou o Reino, para acabar sendo assassinado devido a uma conspiração romano-visigótica que fracassou. Apesar da conspiração não ter atingido os seus objectivos, o Reino Suevo viu-se novamente dividido entre dois reis, Frumário (459-463) e Remismundo (filho de Maldras) (459-469) que reunificou novamente o reino de seu pai em 463 e que se viu obrigado a adoptar o arianismo em 465 devido à influência visigótica.

Idade das trevas[editar | editar código-fonte]

Depois da morte de Remismundo entrou-se numa «idade das trevas», que durou até 550, ano no qual desaparecem praticamente todos os textos escritos. A única coisa que se sabe desta época é que muito provavelmente Teodemundo governou o Reino.

Reis prováveis do Período Obscuro[editar | editar código-fonte]

Reunificação[editar | editar código-fonte]

A «idade das trevas» terminou com o reinado de Carriarico (550-559) que se converteu novamente ao catolicismo em 550. Sucedeu-lhe Teodomiro (559-570) (não confundir com Teodomiro, conde visigodo) durante o reinado do qual teve lugar o Primeiro Concílio de Braga (561).

É notável nesta época o trabalho de São Martinho de Dume, impulsionador dos ditos concílios, da ordenação do território (Parochiale Suevorum) e da difusão do Cristianismo frente às crenças pagãs de raiz pré-românica (De correctione rusticorum). Desempenhou funções de autêntico chanceler do Rei Teodomiro.

Miro (570-583) foi o seu sucessor. Durante o seu reinado celebrou-se o Segundo Concílio de Braga (572). Aproximadamente em 577 iniciou-se a guerra civil visigótica, em que interveio Miro, que no ano de 583 organizou uma expedição fracassada de conquista a Sevilha. Durante o regresso desta expedição o Rei encontrou a morte. No Reino Suevo começaram a produzir-se muitas lutas internas. Eborico (também chamado Eurico) (583-584) foi destronado por Andeca (584-585) que falhou no seu intento de evitar a invasão visigótica dirigida por Leovigildo, que se fará efectivamente no ano de 585.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]