Reino de Algeciras

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Os pequenos reinos de taifas em 1031.

Designam-se por Reino de Algeciras três distintos reinos que existiram na actual comarca espanhola de Campo de Gibraltar. Estes reinos foram o Reino taifa de Algericas, o Reino merínido de Algeciras e o Reino castelhano de Algeciras.

Reino taifa de Algeciras[editar | editar código-fonte]

A taifa de Algeciras foi um reino taifa muçulmano do al-Andalus que se proclamou reino independente em 1013, na sequência da desintegração que o Califado de Córdoba sofria desde 1009. Foi anexada à Taifa de Sevilha em 1055, sendo uma das primeiras taifas a ser constituída "reino".

Quando Sulaiman al-Mustain se separou do Califado de Córdoba entregou a regência de Algeciras aos hamúdidas, facção berbere que o teria ajudado a subir ao poder. O primeiro Senhor de Algeciras foi Al-Qasim al-Mamun, que mais tarde seria califa de Córdoba. O seu sobrinho Yahya al-Muhtal anexou o reino à Taifa de Málaga em 1035, até Abu Hegiag proclamar como Emir de Algeciras, em 1039, a Muhammad ben al-Qasim, filho do primeiro Emir. Em 1055, al-Mutamid, Senhor de Sevilha, apresentou-se às portas de Algeciras para obrigar Muhammad ben al-Qasim a anexar o seu reino à Taifa de Sevilha.

Reino merínido de Algeciras[editar | editar código-fonte]

Após a reconquista castelhana, os territórios da antiga taifa de Algeciras passaram a formar parte do Reino de Sevilha. Assim permaneceram pouco tempo, pois foram arrebatados a Afonso X, o Sábio pelo Reino de Granada. Em 1275, o rei de Granada Maomé II entregou a administração de Algeciras ao rei merínido Abu Yusuf Yacub, que passou a denominar-se "Rei de Algeciras e Ronda". Este reino merínido assim permaneceu até 1344, altura em que Afonso XI o anexou após um largo assédio à Coroa de Castela.

Reino castelhano de Algeciras[editar | editar código-fonte]

Na sequência da anexação do reino merínido de Algeciras à Coroa de Castela de Afonso XI, em 1344, o título de "Rei de Algeciras" figurou entre os títulos dos monarcas castelhanos. No entanto, após a morte do monarca enquanto sitiava Gibraltar em 1350, Castela ficou debilitada pelas lutas dinásticas. Maomé V toma assim a oportunidade de sitiar a cidade e reconquistá-la em 1369[1] . O Rei nasrida mandou reconstruir as muralhas e repovoar a cidade para, em 1379 - compreendo que Castela se havia recomposto das lutas internas e que não tinha forma de conservar a cidade durante muito tempo -, destruí-la para que não voltasse para mãos castelhanas. Após a destruição de Algeciras, o território do seu antigo reino passou a pertencer sucessivamente a Tarifa, a Jerez de la Frontera e, finalmente, a Gibraltar, aquando da sua conquista definitiva em 1462.[1]

Referências

  1. a b de Paula Mellado, Francisco. Enciclopedia moderna: Diccionario Universal de Literatura, Ciencias, Artes, Agricultura, Industria y Comercio, Vol. 2. [S.l.]: Establecimiento Tipográfico de Mellado (ed.). 84 p.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • REQUENA, Fermín. Muhammad y Al-Qasim "Emires de Algeciras". Tipografia "San Nicolás de Bari" (1956).
  • TORREMOCHA SILVA, Antonio. Algeciras, Entre la Cristiandad y el Islam. Instituto de Estudios Campogibraltareños (1994).
  • VV.AA. Historia de Algeciras (3 volumes). Diputación de Cádiz (2001).
  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em espanhol, cujo título é «Reino de Algeciras», especificamente desta versão.