Reino de Granada (Coroa de Castela)

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Reino de Granada

Jurisdição territorial da Coroa de Castela

Standard of Grenade after Cresques Atlas s XIV.svg
1492 – 1833
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Lema nacional
Reinar é agridoce (reinar es agridulce)
Localização de Reino de Granada
Localização do Reino de Granada na península Ibérica em 1590
Reino de Granada
Senhorios do Reino de Granada
Continente Europa
Região Península Ibérica
País  Espanha
Capital Granada
37° 14' N 3° 15' O
Língua oficial Castelhano
Religião Católica
Governo Província de Espanha
Período histórico Idade Moderna
 • 2 de janeiro de 1492 Conquista cristã
 • 30 de novembro de 1833 Divisão territorial
Precedido por
Sucedido por
Standard of Grenade after Cresques Atlas s XIV.svg Reino nasrida de Granada
Província de Almeria Flag Almería Province.svg
Província de Granada Bandera de la provincia de Granada (España).svg
Província de Málaga Flag Málaga Province.svg
Província de Cádis Flag Cádiz Province.svg
Província de Jaén Bandera de la provincia de Jaén.svg

O Reino de Granada foi uma jurisdição territorial (ou província) da Coroa de Castela desde a sua conquista em 1492 até à divisão territorial de Espanha em 1833. Fui dos "Quatro Reinos da Andaluzia", embora frequentemente se diferenciasse nominalmente do resto da região.

História[editar | editar código-fonte]

Após o fim da Guerra de Granada a 2 de janeiro de 1492, o antigo reino nasrida de Granada passou a fazre parte da Coroa de Castela. O seu símbolo, a romã (granada em espanhol), foi incorporado no escudo da Monarquia Católica e atualmente ainda figura no brasão de armas de Espanha. A cidade entraria em grande decadência devido à perda de peso político e também económico, que com o descobrimento da América se transferiu para Sevilha, que no século XVI se tornou a principal cidade do sul de Espanha. Não obstante, o papel institucional de Granada em de primeira importância, pois obteve voto nas Cortes, um privilégio só concedido a 17 cidades. À catedral foi elevada a sede de arquidiocese e na estrutura judicial só era igualada por Valladolid, acolhendo a Real Chancelaria de Granada, que tinha jurisdição sobre toda a metade sul do coroa castelhana.

Os problemas de integração — religiosos e étnicos, embora com uma clara base nas peculariedades socioeconómicas — dos mouriscos (cristãos-novos, conversos ex-muçulmanos) com a população cristã-velha, que passou a ser socialmente dominante, culminaram na Rebelião das Alpujarras (1568–1571), que foi duramente reprimida e provocou a dispersão dos mouriscos pelo interior de Castela. O ponto final da presença mourisca em Espanha foi a expulsão definitiva e total ocorrida em 1609.

DO ponto de vista jurisdicional, o território do reino de Granada tanto era realengo (jurisdição direta da coroa) como senhorial. Entre os senhorios, todos laicos, os mais destacados foram os pertencentes às casas de Alba, Arcos, Carpio, Cenete, Medina Sidonia, Velez, Vilhena e Infantado, bem como ao estado e casa de Baza, aos estados de Çehel das Alpujarras, Órgiva, Bacares, Marchena e o senhorio de Armuña, além de muitos outros mais pequenos.

Em 1833, depois de 341 de existência, o Real Decreto de 30 de novembro extinguiu o reino de Granada e instituiu a atual província de Granada, formado juntando as localidades do reino homónimo, exceto as que integraram as províncias de Almeria, Málaga, Jaén e Cádis.

Notas[editar | editar código-fonte]