Reino de Luangu
O Nsi ya Luangu (em Kikongo), Reino de Luangu foi um estado pré-colonial africano aproximadamente do século XV ao XIX, agora a República do Congo. No seu auge no século XVII o país expandiu-se de Mayombe no norte até quase à foz do rio Congo. Os habitantes, do grupo dos Bakongo falavam um dialeto do Norte da língua kikongo também falada no Reino do Kongo. Missionários que visitaram a costa de Luango em fins do século XIX chamavam os habitantes de Bafiote e sua língua de Fiote. Seu nome étnico actualmente é conhecido por Vili ou Bavili. Este termo é testemunhado a partir do século XVII, onde se usava comummente "Mobili" (plural Mobilis), que por sua vez vem do singular Muvili, pluralizado de acordo com as regras ortográficas do idioma português.
As origens do reino não são claras.
A mais antiga sociedade complexa na região estava em Madingo Kayes, que já era um assentamento diversificado no primeiro século da Era Cristã. De momento as evidências arqueológicas são muito escassas para dizerem algo mais sobre desenvolvimentos entre fins do século XV ao início do século XVI.
Luangu não é mencionado nos contos dos viajantes da região no início, nem é mencionado nos títulos do Rei Afonso I do Congo em 1535, apenas Kakongo e Ngoyo, que são seus vizinhos do sul, e o primeiro conto escrito do país no final dos anos 1580 conta da tradição que uma vez tinha sido sujeito ao Reino do Kongo, mas nessa altura tinha tornado-se amigo e aliado só do Congo.
A sua tradição mais detalhada, registada por visitantes holandeses nos anos 1630, referem que o reino era originalmente uma parte de Kakongo, ela própria, uma vez uma parte do Congo, que separou-se para se tornar independente, provavelmente por volta de 1550.
