Relações entre Cuba e Estados Unidos

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Relações entre Cuba e Estados Unidos
Bandeira de Cuba   Bandeira dos Estados Unidos
Mapa indicando localização de Cuba e dos Estados Unidos.
  Cuba


As relações entre Cuba e Estados Unidos são as relações diplomáticas estabelecidas entre a República de Cuba e os Estados Unidos da América. Elas foram iniciadas em 27 de maio de 1902, quando o enviado americano, Herbert Goldsmith Squiers, apresentou as suas credenciais ao governo cubano em Havana. Nos dias atuais, a política externa dos Estados Unidos para Cuba é focada em estimular reformas democráticas e econômicas, e um maior respeito pelos direitos humanos por parte do país caribenho.

História[editar | editar código-fonte]

O navio USS Whibdey Island, com aproximadamente 2.000 refugiados cubanos resgatados no mar.
Localização das instalações militares da Marinha dos Estados Unidos na Baía de Guantánamo.

Após a Guerra Hispano-Americana, que obrigou a Espanha a renunciar os seus direitos soberanos sobre Cuba, as forças militares norte-americanas ocuparam o país até 1902, quando os Estados Unidos permitiram a um novo governo cubano, assumir o controle total dos assuntos do Estado. Os Estados Unidos, no entanto, obrigaram Cuba a conceder-lhes o direito contínuo de intervenção para preservar a independência e a estabilidade de Cuba, em conformidade com a Emenda Platt. Esta emenda foi revogada em 1934, quando ambos assinaram um Tratado de Relações. Este tratado deu continuidade aos acordos de 1903, que arrendavam a Base Naval da Baía de Guantánamo para os Estados Unidos.

Os dois países cooperaram sob o governo de Fulgencio Batista até a década de 1950. Após a Revolução Cubana de 1959 e a ascensão de Fidel Castro ao poder, as relações sofreram uma progressiva deterioração. O novo governo cubano expropriou terras e empresas de investidores estadunidenses, e em resposta o governo dos EUA adotou um plano de derrubar o regime criado por Castro, que resultou na fracassada invasão da Baía dos Porcos.[1] O episódio criou condições concretas para a cooperação entre Cuba e a União Soviética, que iria perdurar por três décadas anos. A relação cubano-estadunidense se deteriorou de vez na Crise dos Mísseis, que levou culminou na expulsão de Cuba da Organização dos Estados Americanos e a imposição de um embargo econômico estadunidense à ilha caribenha.[2] A CIA tentou também eliminar o líder cubano diversas vezes.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Deutsche Welle (DW) (17 de abril de 2014). 1961: Invasão da Baía dos Porcos (em português) Deutsche Welle (DW). Visitado em 07 de abril de 2014.
  2. iG São Paulo (07 de fevereiro de 2012). Embargo dos EUA a Cuba completa 50 anos como política obsoleta (em português) iG São Paulo. Visitado em 07 de abril de 2014.
  3. Folha de S.Paulo (31 de agosto de 2011). CIA planejou envenenar Fidel com charutos e bactéria (em português) Folha de S.Paulo. Visitado em 07 de abril de 2014.
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