Relações entre Estados Unidos e Rússia

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Relações entre Estados Unidos e Rússia
Bandeira dos Estados Unidos   Bandeira da Rússia
Mapa indicando localização dos Estados Unidos e da Rússia.


As relações entre Estados Unidos e Rússia são as relações estabelecidas entre os Estados Unidos da América e a Federação Russa após a dissolução da União Soviética e o fim da Guerra Fria.

Os Estados Unidos reconheceram a Federação Russa como a sucessora da União Soviética em 25 de dezembro de 1991, quando o presidente George H. W. Bush anunciou a decisão em um discurso à nação. Bush também afirmou que a embaixada em Moscou iria permanecer no local como a embaixada americana para a Rússia.

Os Estados Unidos e a Federação Russa estabeleceram relações diplomáticas em 31 de dezembro de 1991, quando o presidente russo, Boris Yeltsin respondeu positivamente à proposta do presidente Bush para que as relações diplomáticas entre ambos fossem estabelecidas.

História[editar | editar código-fonte]

União Soviética[editar | editar código-fonte]

No início da Guerra Fria, em meados dos anos 1960, Estados Unidos e Rússia viviam um cenário apocalíptico de forte tensão diplomática e se envolviam nas corridas armamentista e espacial. Na década de 1970, os dois países se reaproximaram, na política que ficaria conhecida como Détente, iniciada pelo presidente soviético Leonid Brejnev, quando os dois países assinaram tratados que limitavam a produção de armas nucleares e abriam um novo tempo para o desenvolvimento científico, permitindo que soviéticos e americanos se unissem pela exploração espacial, o que resultou no acoplamento das naves Apollo e Soyuz, e posterior construção da Estação Espacial Internacional. No início dos anos 1980, com a eleição de políticos mais liberais e ambiciosos no Ocidente, como Ronald Reagan e Margaret Thatcher e a consequente morte do antigo presidente na União Soviética, a relação entre os dois países deteriorou-se novamente. Com a chegada de Mikhail Gorbatchov ao Kremlin e as políticas de abertura na União Soviética, os dois países voltaram a usufruir de um maior entendimento.

Anos Yeltsin[editar | editar código-fonte]

Em 1991, a União Soviética se desintegraria e surgiria a Federação Russa. O principal ponto de conflito entre os dois países — a luta entre socialismo e capitalismo — já tornara-se passado, visto que a Rússia, diferente da URSS, tornou-se um estado capitalista. Esse equilíbrio econômico abriu relações comerciais entre os dois países e uma certa subserviência da Rússia para com os EUA, que sempre demonstrou seu apoio ao processo de capitalização da economia russa. A diplomacia entre Estados Unidos e Rússia foi relativamente boa durante os anos de Yeltsin. No final de seu mandato, porém, com os conflitos no Kosovo, o presidente russo fez diversas críticas a Clinton, que rebateu criticando a guerra na Chechênia, o que resultou em uma ameaça de Yeltsin com relação ao uso de armas nucleares, desagradando aos americanos, e novamente atrasando uma maior aproximação entre os dois países.

Anos Putin[editar | editar código-fonte]

Com a chegada de Vladimir Putin ao Kremlin e Bush à Casa Branca, Rússia e Estados Unidos passariam a se envolver em desentendimentos ainda mais sérios. Putin tomou iniciativas mais ousadas que Yeltsin com relação à política internacional, enquanto Bush manteve uma linha unilateral de diplomacia. A Rússia se opôs fortemente à Guerra do Iraque, em 2003 e denunciou o avanço da OTAN no Leste Europeu, afirmando também que as tentativas dos Estados Unidos de ganhar acesso ao gás e petróleo da Ásia Central eram uma invasão à zona de influência da Rússia no continente asiático. Os EUA rebateram acusando o governo de Putin de autoritário e alertando que com essa política, a Rússia estaria caminhando em um caminho contrário à democracia. Desde 2007, as relações entre EUA e Rússia vivem o seu pior momento desde o fim da Guerra Fria. Em 2007, os Estados Unidos anunciaram um projeto para construir escudos de mísseis antibalísticos na Polônia e um sistema de radares na República Tcheca, até então países considerados parte da zona de influência russa, sob o pretexto de defesa contra ataques do Irã e Coreia do Norte. Vendo o projeto como uma grande ameaça, a Rússia inaugurou seu míssil balístico intercontinental, capaz de destruir o sistema americano. Diferentemente de Bush, o presidente russo Putin assumiu que o míssil tinha como alvo os mísseis americanos na Polônia, caso Bush desse continuidade ao projeto. Em 2008, a Geórgia invade a Ossétia do Sul, um estado da Rússia, sob o apoio dos Estados Unidos, o que desagradou aos russos. O vice-presidente americano, Joe Biden, ainda teria visitado a Geórgia e afirmado que a Rússia "não deverá suportar os próximos 15 anos", enfurecendo as autoridades russas.[1] Diante da crise diplomática, a Rússia envia uma frota marítima à Venezuela, país que se opõe fortemente ao domínio dos Estados Unidos na América Latina, o que foi visto pelos Estados Unidos como uma resposta ao projeto de militarização no Leste Europeu. Em 2010, tentando uma reaproximação, o presidente Dmitri Medvedev propôs ao exército americano que suas tropas marchassem sobre a Praça Vermelha, na parada militar que comemoraria os 65 anos da vitória soviética na Grande Guerra Patriótica. Apesar do mínimo avanço, no ano seguinte, os conflitos na Síria desencaderam ameaças de invasão por parte dos Estados Unidos. A Rússia, por outro lado, tomou uma posição favorável a uma mudança pacífica no país árabe, ameaçando os Estados Unidos caso suas autoridades declarem guerra à nação.

Uma das principais questões atuais é a redução do arsenal nuclear, que foi iniciada com o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START I, na sigla em inglês) de 1991.[2] Como esse acordo expirou em dezembro de 2009, ambos países estão interessados e dispostos a firmar um novo tratado, já que o principal fator que impedia a Rússia (a instalação de um escudo anti-mísseis na Europa oriental) já foi resolvido e os Estados Unidos querem usar esse novo acordo para impor sanções ao Irã, que possui um programa nuclear, e tornar mais invasivas as inspeções da Agência Internacional de Energia Atómica nos outros países durante a Conferência de Revisão das Partes para o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares de 2010, que ocorrerá 3 a 28 de maio no quartel general da Organização das Nações Unidas, na cidade de Nova Iorque.[3]

Encontro de presidentes[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. http://www.globalsecurity.org/wmd/library/news/russia/2009/russia-090813-voa01.htm
  2. Reuters (1 de novembro de 2009 às 11h 19min). Rússia e EUA estão perto de acordo sobre armas, diz assessor russo (em português). Página visitada em 25 de março de 2010.
  3. Thiago Chaves-Scarelli (25 de março de 2010 às 7h). Novo acordo de desarmamento nuclear russo-americano também mira questão iraniana, afirmam analistas (em português). Página visitada em 25 de março de 2010.
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