Renato Rocha (baixista)

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Renato Rocha
Informação geral
Nome completo Renato da Silva Rocha
Também conhecido(a) como Negrete ou Billy
Nascimento 27 de maio de 1961 (53 anos)
Origem São Cristóvão, Rio de Janeiro, RJ
País  Brasil
Gênero(s) Punk rock
Pop rock
Ocupação(ões) Baixista, compositor.
Instrumento(s) Baixo
Gravadora(s) EMI
Afiliação(ões) Legião Urbana
Cartilage
Gestapo
Hosbond Kama
Dents Kents
Solana Star

Renato da Silva Rocha, conhecido também como Billy ou Negrete (Rio de Janeiro, 27 de maio de 1961), é um músico brasileiro. Foi baixista e compositor da banda Legião Urbana, no qual fez parte do elenco nos três primeiros discos do grupo, Legião Urbana, Dois e Que País É Este.[1]

Infância e adolescência[editar | editar código-fonte]

Renato Rocha nasceu em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em 1961, mas mudou-se para Brasília em 1970, aos nove anos, porque seu pai, militar, havia sido transferido para capital nacional. O primeiro lugar de Brasília em que Renato Rocha viveu foi na W3, onde ficou de 1970 a 1974. Em 1974, Renato Rocha mudou-se para a quadra 306, onde passou a ter contato com a banda Tela, uma das várias bandas brasilienses surgidas na década de 1970. Nessa época, Rocha também começou a fazer bicicross (BMX). Apesar do contato com a banda Tela, Rocha nunca a integrou'.

Os primeiros apelidos de Renato Rocha foram: Renatão, por causa de seu tamanho, e Romeu, herói olímpico grego das lutas – o músico sempre foi brigão. Quando entrou para o time de vôlei da AABB (Associação Atlética Banco do Brasil), ganhou o apelido de Negrelle, que foi um famoso jogador do clube. Mais tarde, porém, o apelido foi mudado para Negrete, numa brincadeira de seus amigos com o sotaque francês. Ainda em Brasília, Renato Rocha foi membro da facção "hardcore" dos "punks" dessa cidade (gangue dos Carecas).

Renato Rocha mudou-se logo depois para a Quadra 16, onde passou a ser amigo de Geruza, o ex-integrante das bandas Escola de Escândalos e Blitx 64. Nessa mesma época, através de Geruza, Renato Rocha conheceu Andre Pretorius, Renato Russo e Fê Lemos.

Carreira[editar | editar código-fonte]

A primeira banda que Rocha integrou foi a Gestapo. A banda era formada por Lulu Gouveia; Judas; Joãozinho Viradinha (que depois virou cantor Gospel) e Renato Rocha. Depois, Negrete formou com Toninho Maia a banda Hosbond Kama.[1]

Em 1981, ele passou a integrar a banda Dents Kents, composta ainda por Fred (Vocal); Ameba (Bateria – que mais tarde mudou seu nome para Jander e foi para Plebe Rude); Feijão ('Guitarra). O Dents Kents existiu de 1981 a 1982.

Na Legião Urbana[editar | editar código-fonte]

Ingressou na Legião Urbana logo depois de a banda ter assinado o contrato com a EMI, em 1984, a quatro dias do início das gravações do primeiro LP da banda, auto-intitulado.[2] Era amigo de Marcelo Bonfá, baterista da Legião, o que facilitou sua entrada para a banda. A partir daí, virou quadro fixo do grupo e compôs "'Quase sem querer" e "Daniel na cova dos leões", junto com o líder da banda.[1]

Renato Rocha deixou a Legião em 1989, quando a banda estava prestes a assinar o contrato do álbum As Quatro Estações.[2] Em uma entrevista concedia anos mais tarde, ele afirmou que foi expulso por Renato Russo que, saindo de um elevador, disse: "Você está fora da minha banda".[2] Após anos, Billy foi convidado a fazer uma participação no álbum Uma Outra Estação, tocando baixo na faixa "Riding Song",[2] que se tratava de uma faixa em que a passagem dos instrumentos e o coral do refrão estavam gravados. Contudo, como não havia a voz de Renato Russo, a gravadora utilizou depoimentos dos quatro membros da banda em cima do arranjo.

Depois da Legião Urbana[editar | editar código-fonte]

Depois da Legião Urbana, Renato Rocha integrou a banda Cartilage (não confundir com Cartilage, banda de death metal da Finlândia), na qual lançou os discos Cartilage Virtual e Solana Star, cujo nome fazia referência ao navio Solana Star, que naufragou em 1987.

Morador de rua e apoio da mídia[editar | editar código-fonte]

Em 25 de março de 2012, o programa jornalístico Domingo Espetacular, da Record, exibiu uma matéria em que mostrava que o baixista havia se transformado em morador de rua no Rio de Janeiro. A reportagem descrevia a série de acontecimentos que o levaram a perder tudo e ir morar nas ruas cariocas. Especulava também o porquê de os direitos autorais não serem suficientes para que o músico conseguisse tocar sua vida dignamente e também o porquê de sua vida ter se transformado tão radicalmente[3] [4] Ainda na reportagem, o ECAD comunicou que repassa ao músico um valor de cerca de R$ 900 por mês.[5]

Em 2002, em uma entrevista, ele havia afirmado que a Legião Urbana rendia menos de mil reais por mês a ele.[2] Também assumiu fazer uso de maconha, bebidas alcoólicas e que teve uma juventude marcada por estas e outras drogas.[2]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Com a Legião Urbana[editar | editar código-fonte]

Com a Cartilage[editar | editar código-fonte]

Nos anos 1990, pós Legião Urbana:

Referências

  1. a b c Biografia renatorusso.com.br.. Página visitada em 07/04/2012.
  2. a b c d e f Pimentel, Luiz Cesar (2002). ex-baixista da Legião Urbana, brutalmente honesto Você Tem que Ler Isso!. R7. Página visitada em 13 de Setembro de 2014.
  3. Ex-músico do Legião Urbana vive situação difícil no Rio de Janeiro<R7 – Notícias>Acesso em 26 de março de 2012.
  4. Renato Rocha, ex-baixista do Legião Urbana, está morando na rua rollingstone.com.br.. Página visitada em 07/04/2012.
  5. O Ecad e o abandono de um ídolo diariosp.com.br.. Página visitada em 07/04/2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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