Renato Rocha (baixista)

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Renato Rocha
Informação geral
Nome completo Renato da Silva Rocha
Também conhecido(a) como Negrete ou Billy
Nascimento 27 de maio de 1961 (52 anos)
Origem São Cristóvão, Rio de Janeiro, RJ
País  Brasil
Gênero(s) Punk rock
Pop rock
Ocupação(ões) Baixista, compositor.
Instrumento(s) Baixo
Gravadora(s) EMI
Afiliação(ões) Legião Urbana
Cartilage
Gestapo
Hosbond Kama
Dents Kents
Solana Star

Renato da Silva Rocha, conhecido também como Billy ou Negrete (Rio de Janeiro, 27 de maio de 1961), é um músico brasileiro. Foi baixista e compositor da banda Legião Urbana, no qual fez parte do elenco nos três primeiros discos do grupo, Legião Urbana, Dois e Que País É Este.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

A primeira banda que Rocha integrou foi a Gestapo. A banda era formada por Lulu Gouveia; Judas; Joãozinho Viradinha (que depois virou cantor Gospel) e Renato Rocha. Depois, Negrete formou com Toninho Maia a banda Hosbond Kama.[1]

Em 1981, ele passou a integrar a banda Dents Kents, composta por Fred (Vocal); Ameba (Bateria – que mais tarde mudou seu nome para Jander e foi para Plebe Rude); Feijão (Guitarra) e Renato Rocha (baixo). O Dents Kents existiu de 1981 a 1982.

Na Legião Urbana[editar | editar código-fonte]

Ingressou na Legião Urbana logo depois de a banda ter assinado o contrato com a EMI, em 1984, e Renato Russo ter cortado seus pulsos, não podendo usar o instrumento por uns tempos. Era amigo de Marcelo Bonfá, baterista da Legião, o que facilitou sua entrada para a banda. A partir daí, virou quadro fixo do grupo e compôs Quase sem querer e Daniel na cova dos leões, junto com o líder da banda.[1]

Renato Rocha deixou a Legião em 1989, no início dos trabalhos para o álbum As Quatro Estações. Após anos, Billy foi convidado a fazer uma participação no álbum Uma Outra Estação, tocando contrabaixo na faixa Riding Song, que se tratava de uma faixa em que a passagem dos instrumentos e o coral do refrão estavam gravados. Contudo, como não havia a voz de Renato Russo, a gravadora utilizou depoimentos dos quatro membros da banda em cima do arranjo.

Depois da Legião Urbana[editar | editar código-fonte]

Depois da Legião Urbana, Renato Rocha integrou as bandas: Cartilage, na qual lançou o disco Cartilage Virtual, e Solana Star, cujo nome fazia referência ao navio Solana Star, que naufragou em 1987. A banda Cartilage que Renato Rocha integrou, não é o grupo Cartilage, banda de death metal da Finlândia.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Renato Rocha nasceu em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em 1961, mas mudou-se para Brasília em 1970, aos nove anos, porque seu pai, militar, havia sido transferido para capital nacional. O primeiro lugar de Brasília em que Renato Rocha viveu foi na W3, onde ficou de 1970 a 1974. Em 1974, Renato Rocha mudou-se para a quadra 306, onde passou a ter contato com a banda Tela, uma das várias bandas brasilienses surgidas na década de 1970. Nessa época, Rocha também começou a fazer bicicross (BMX). Apesar do contato com a banda Tela, Rocha nunca a integrou'.

Os primeiros apelidos de Renato Rocha foram: Renatão, por causa de seu tamanho, e Romeu, herói olímpico grego das lutas – o músico sempre foi brigão. Quando entrou para o time de vôlei da AABB (Associação Atlética Banco do Brasil), ganhou o apelido de Negrelle, que foi um famoso jogador do clube. Mais tarde, porém, o apelido foi mudado para Negrete, numa brincadeira de seus amigos com o sotaque francês. Ainda em Brasília, Renato Rocha foi membro da facção "hardcore" dos "punks" dessa cidade (gangue dos Carecas).

Renato Rocha mudou-se logo depois para a Quadra 16, onde passou a ser amigo de Geruza, o ex-integrante das bandas Escola de Escândalos e Blitx 64. Nessa mesma época, através de Geruza, Renato Rocha conheceu Andre Pretorius, Renato Russo e Fê Lemos. O baixista ficou amigo de Renato Russo, tanto que em um de seus aniversários, Negrete ganhou de Junior um disco da Barbra Streisand.

Em 1981, escapou de ser preso na Rockonha, organizada por um grupo de jovens brasilienses, porque, ao passar mal, após tomar chá de cogumelo, saiu da festa mais cedo. Nessa festa, Renato Russo acabou preso.

Morador de rua e apoio da mídia[editar | editar código-fonte]

Em 25 de março de 2012, o programa jornalístico Domingo Espetacular, da Record, exibiu uma matéria em que mostrava que o baixista havia se transformado em morador de rua no Rio de Janeiro. A reportagem descrevia a série de acontecimentos que o levaram a perder tudo e ir morar nas ruas cariocas. Especulava também o porquê de os direitos autorais não serem suficientes para que o músico conseguisse tocar sua vida dignamente e também o porquê de sua vida ter se transformado tão radicalmente[2] [3] Ainda na reportagem, o ECAD comunicou que repassa ao músico um valor de cerca de R$ 900 por mês.[4]

Foi cogitado que o ex-baixista da Legião Urbana estava sofrendo por problemas mentais ou por abuso de drogas. O mesmo aceitou fazer um tratamento numa clínica, com o apoio de amigos e fãs. Familiares também estiveram dispostos a lhe prover um novo lugar para morar. Alguns músicos o chamaram para se integrar em uma nova banda.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Com a Legião Urbana[editar | editar código-fonte]

Com a Cartilage[editar | editar código-fonte]

Nos anos 1990, pós Legião Urbana:

Referências

  1. a b c Biografia. renatorusso.com.br. Página visitada em 07/04/2012.
  2. Ex-músico do Legião Urbana vive situação difícil no Rio de Janeiro<R7 – Notícias>Acesso em 26 de março de 2012.
  3. Renato Rocha, ex-baixista do Legião Urbana, está morando na rua. rollingstone.com.br. Página visitada em 07/04/2012.
  4. O Ecad e o abandono de um ídolo. diariosp.com.br. Página visitada em 07/04/2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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