Repórteres sem Fronteiras
Repórteres sem Fronteiras (RSF) é uma organização não-governamental internacional que visa a defender a liberdade de imprensa no mundo.
RSF é membro e fundadora da organização Intercâmbio Internacional pela Liberdade de Expressão (IFEX), uma rede mundial de mais de 70 organizações não-governamentais de defesa da liberdade de expressão, que monitora violações à liberdade de imprensa e de expressão, movendo campanhas de defesa de jornalistas, escritores, usuários de Internet e outros que possam ser vítimas de perseguição pelo exercício do direito à expressão.
Índice |
[editar] Ações
As principais ações de RSF para defender a liberdade de imprensa são:
- Denunciar entraves na liberdade de imprensa
- Ajudar jornalistas e colaboradores que sejam perseguidos por suas atividades profissionais
- Apoiar as famílias de jornalistas perseguidos
- Ajudar a processar na Justiça os culpados de perseguições de jornalistas e seus colaboradores
[editar] Relatório anual
RSF publica a cada ano um relatório sobre o estado da liberdade de imprensa no mundo. Este documento, bastante mediatizado a cada aparição, baseia-se em diversos critérios para avaliar a liberdade de imprensa real em cada país, considerando desde ataques a jornalistas até a existência de leis que possam dificultar ou limitar essa liberdade.
[editar] Críticas
A imparcialidade de RSF tem sido questionada por partidos, sindicatos, veículos de imprensa e associações profissionais de jornalistas de diferentes países - e mais recentemente, também pela família do jornalista espanhol José Couso, morto no Iraque por "fogo amigo" das tropas do Estados Unidos.
Há questionamentos quanto às fontes de financiamento da organização e críticas às posições assumidas por seu secretário geral, Robert Menard, sobre a prática de tortura [1]. A análise das contas da RSF, feita por repórteres independentes, e a alegada vinculação de Robert Ménard, à CIA[2], bem como suas declarações de que o uso de tortura seria justificável, em alguns casos,[3] parecem contradizer os valores defendidos pela organização, suscitando reservas quanto à sua imparcialidade e seus reais propósitos .
Na matéria "O Caixa 2 das ONGs", a revista Carta Capital reporta o financiamento de Organizações Não-Governamentais como a RSF por poderosos "lobbies" norte-americanos. Elas estariam sendo financiadas para colaborar com campanhas dos EUA contra governos que lhe são contrários, como o de Hugo Chávez (Venezuela) e o de Fidel Castro (Cuba).
RSF tem sido acusada também de manter ligações com a oposição ao governo cubano baseada em Miami, e de mover campanha sistemática contra Cuba e contra a Venezuela, com objetivos mais político-ideológicos do que de defesa dos direitos humanos e da liberdade de imprensa.
[editar] Ligações externas
- Sítio oficial de Repórteres sem fronteiras
- Primeiro relatório anual (Outubro de 2002, inglês)
- Relatório anual (Outubro de 2003, inglês)
- Relatório anual (Outubro de 2004, inglês)
- O relatório anual 2004 de RSF (francês) por zonas
- RSF cita a Wikipédia (francês)
Sobre os problemas de neutralidade:
- Venezuela : médias au-dessus de tout soupçon... de RSF (em francês)
- La liberté de la presse selon Robert Ménard (RSF) (em francês)
- [1]
- Vídeo
- « Le journalisme en zone de conflit » Vídeo de uma conferência do secretário geral de Repórteres sem fronteiras, Robert Ménard, sobre jornalismo em zonas de conflito em maio de 2005. (em francês)
Referências
- ↑ Jean-Noël Darde (2007) Quand Robert Ménard, de RSF, légitime la torture
- ↑ Jean Guy Allard (2005), Robert Ménard agente de la CIA según un periodista canadiense
- ↑ Gennaro Carotenuto (2007) Reporteros sin Fronteras: "Sí a la tortura"